Notas iniciais
Notinha importante: É apenas um one shot, não sei se isso vai se tornar uma historia, por mais que esteja pronta na minha cabeça, é difícil coloca-la em palavras. É a primeira vez que publico, peço desculpas por qualquer erro.

Estava tudo confuso na minha volta, não conseguia entender a situação. Eu apenas perguntava o que estava acontecendo, mas ele não me ouvia, talvez o soluçar do seu choro era mais alto que minha voz.

— Lucas, por que estamos no hospital?

Ele não me respondia.

– Por favor, vo-volta... Ele sussurrou com as mãos apertando seus olhos encharcados. – Por que você se foi assim? Seus soluços ficaram mais altos.

A enfermeira ajoelhou-se a sua frente, pousando as mãos nos joelhos. – Querido, é melhor você ir para casa, amanhã o dia será agitado, precisa descançar.

– Eu não posso, se eu sair daqui isso vai se tornar verdade. E-E não é, ela não morreu. Nunca se mataria. ELA NUNCA FARIA ISSO. Gritou, levantando-se para caminhar até o outro lado do saguão. – Ela nunca me deixaria.

— Eu não deixei você Lucas, eu estou aqui, amor. Olhe para mim. Tentava toca-lo, mas minhas mãos passavam direto pelo seu rosto. — Impossível, isso é um sonho. Olho as minhas mãos para tentar entender. Percebo que Lucas já tinha ido para fora do Hospital. Corri para alcança-lo sem sentir meu peso sob os pés. Sem sentir nada, nem sequer a brisa da minha pressa.

A medida que chegava perto, mais me lembrava do que tinha acontecido. Lembrava da ponte, da avenida movimentada e de um aperto no coração. Quando tentei mais uma vez tocar o seu rosto eu percebi que não tinha mais que estar ali. Eu havia cometido suicídio. — Desculpa. Tentei chorar, mas não existia lágrimas. Para mim... Não existia mais nada.

Depois de um tempo, chegamos na casa do Lucas. Seu pai foi busca-lo no hospital e acompanhei, sem saber ao certo qual era meu objetivo.

— Lucas, você não precisa ir amanhã. Sua mãe disse. Ele não respondeu, só subiu as escadas até seu quarto, eu apenas o segui. Seu rosto estava todo vermelho e os olhos inchados. — Queria poder te abraçar agora e confortar sua dor. Isso é egoísta da minha parte ? Já que eu sou a causa dela. Meu amor, me perdoe.

Lucas deitou na cama, pegou o celular e mais uma vez começou a chorar. – Elisa, estão todos me perguntando se estou bem, se preciso de algo. São uns hipócritas. Disse, jogando o celular no chão.

– Eu preciso de você, Elisa.

— Eu estou aqui, amor.

– Por que você nunca me contou a sua dor ?

— Para te proteger.

— Eu poderia ajuda-la, iriamos superar isso. E mais uma vez ele começou a chorar. – Eu preciso de você, eu te amo tanto. Ele repetiu várias vezes durante a noite. Não pude fazer nada além de fita-lo até o amanhecer.

O dia parecia estar quente, a luz do sol passava pelas frestas da cortina e batiam na cama. A pouca iluminação já me deixava ver o suficiente. Lucas ainda estava acordado, ainda soluçava baixinho e sussurrava seu amor por mim. A sua dor era maior do que eu poderia imaginar, gostaria de toma-la para mim.

— Me deixe ver o seu sorriso.

Começou então as batidas na porta. – Lucas, meu querido, desça para tomar café. Você precisa se alimentar. – Sim, mãe. Sua voz, estava tão rouca que mal dava-se para ouvir. Aos poucos, com dificuldade, foi levantando. Era como se tivesse ido para uma batalha a noite, o que era verdade, uma batalha contra o fato de que eu, sua namorada, tinha cometido suicídio. Seu coração estava em pedaços, sua vontade de continuar tinha sumido, tudo deixará de existir para Lucas, menos as nossas memorias. A unica coisa que restava.

Na sala Lucas, avisou aos que estavam presentes que iria tomar seu café na cafeteria da esquina, para pode pensar melhor. Esse era o lugar mais calmo para poder pensar, era relaxante e pouco movimentado, quase impossível de encontrar conhecidos.

— O Sol esta quente. Sussurrou ao abrir a porta.

— Gostaria de sentir. Sorri, me agarrando ao seu braço. Por mais que meus toques não chegassem a sua pele, eu tentava ao máximo me manter perto, pra talvez ter uma resposta do seu corpo sobre minha presença.

Sentado, quase sendo dominado pelo cansaço, chamou a garçonete para poder pedir. — Gostaria de te ajudar a escolher, mas a única coisa que posso fazer é olhar. A garçonete, aparentava ter a mesma idade que a nossa, seu cabelo era acima do ombro com uma parte atrás da orelha, dando realce aos seus ombros.

– O que gostariam de pedir ? Ela sorria gentilmente.

— Café e pão de queijo. – E sua namorada? Complementou olhando para mim.

Ao ouvir isso, Lucas fechou seus punhos com força. – Ela faleceu. Sussurou.

— Eu tenho certeza que ela está ao seu lado.

Ela continuou a sorrir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.