Why?

1 Capítulo único


Mamãe, porque me odeia tanto? O que lhe fiz para você me odiar tanto? Porque nunca conversa comigo? Eu sempre lhe amei, então porque?

Não aguento mais isso, sempre sendo educada com ela, sempre gentil, sempre atenciosa, e ela nunca retribuiu isso, NUNCA. Já chega.

Fui até a cozinha, peguei uma velha faca que ali habita. Fui até meu quarto peguei uma caneta e escrevi a seguinte carta para meu pai:

" Querido papai,

Quando você ler esta carta, certamente não estarei mais entre vocês. Eu queria compartilhar apenas com o senhor tudo o que eu sinto em relação à mamãe.

Lembra-se quando o senhor disse pra mim que a mamãe e o senhor sempre me amariam? Parece que apenas o senhor. A mamãe nunca conversou comigo, nunca me dirigiu uma palavra, e toda vez que isso acontecia, ela sempre falava com rudez.

Eu sinto falta da companhia de uma mãe, alguém que você possa desabafar tudo. Porque todos podem ter uma mãe de gostem de si, e somente eu tenho uma mãe que me odeia?

Eu nunca me acostumei com isso. Só espero papai, que não brigue com ela, não a magoe, converse com ela, com calma.

De sua sempre baixinha,

Mônica"

Terminei fui ao banheiro me sentei no chão deixei minha carta ao lado. Peguei a faca e aos poucos ia me recordando de todos os momentos bons que passei ao lados dos meus amigos. Magali, Cascão, Aninha, Carmem, Denise e meu amor, Cebola.

Posicionei a faca e fiz um corte profundo no pulso do braço esquerdo. Estava doendo? Estava. Mas era uma dor aliviadora, fiz outro corte profundo nos pulsos. Desta vez, no braço direito. Soltei a faca, e esperei a escuridão me alcançar.

...

A mãe de Mônica ouviu um estranho ruído vindo do andar de cima. Foi em busca do mesmo.

- Mônica? — Chamou e não obteve resposta. Subiu mais três degraus e novamente chamou o nome da filha. — Mônica?

Abriu a porta do quarto, e não a viu. Apenas o quarto organizado, sorriu e sussurrou "Minha princesinha".

Foi ver se agarota estava no banheiro. E quando abriu imediatamente lágrimas caíram de seu rosto. Viu sua filha, nascida de seu ventre, na sua frente morta. Aproximou-se do corpo como uma criança de 5 anos abrindo seu presente.

- Mônica? Mônica! Fale comigo por favor... — Não obteve resposta, apenas balançava a filha. Viu uma folha próxima à mão da filha. Pegou.

Ao ler a carta, pôs-se a chorar inconsolavelmente, por sua culpa, sua única filha estava morta. Enxugava as lágrimas lembrando o quanto teve chances para ficar com sua filha, e as desperdiçou.

- Me perdoa minha filha... — Sussurrou para si mesmo.

Notas finais
Well... Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!