Whos That Girl?
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Cheguei em casa e ao sentar na minha cama, dei automaticamente um suspiro apaixonado. Minha irmã, que usava o meu computador, não pode deixar de ouvir.
– Hmmmm! — Ela prolongou. — Esse suspiro parece mais um suspiro de primeiro encontro do que de antiga namorada. — Ela falou com um sorriso abobalhado na cara. — Você escolheu a melhor amiga, né?
– Como você sabe? — Perguntei curiosa.
– Já passei por essa época. — Ela se gabou, endireitando o cabelo. Ela então, saiu do meu quarto e eu fui tomar banho e depois dormi.
No dia seguinte, acordei feliz, tomei um banho e almocei. Logo depois do almoço, tentei ligar pra Miley, como prometido. O telefone chamava, chamava e ninguém atendia. Depois de várias tentativas fracassadas, alguém atendeu.
– A Miley está? — Perguntei
– Tá sim. — Disse uma voz baixa e desanimada. Fiquei esperando em silêncio, pensando que estavam levando o telefone até ela, mas demorou demais então perguntei de novo.
– Posso falar com ela?
– Não é um bom momento.
– O que aconteceu? — Perguntei de novo, tentando saber o que acontecia.
– NÃO É UM BOM MOMENTO! — A pessoa gritou e desligou o telefone na minha cara.
Fiquei assustada ao ouvir aquilo. Resolvi esperar. Deitei na cama e comecei a ler O Iluminado no silêncio absoluto do meu quarto. O livro me aterrorizava bastante e qualquer barulhinho era suficiente pra me fazer pegar rapidamente meu taco de baseball. A noite caiu e eu nem percebi. Parei a leitura pra ouvir meu X&Y do Coldplay de novo. E de novo, caí no sono com as músicas suaves do CD.
Acordei de madrugada. Sem ter o que fazer, peguei meu notebook e deitei na minha cama com ele no meu colo. Pus meus fones de ouvido e comecei a ouvir o Hot Fuss, do The Killers, que eu comprei pelo iTunes. Fiquei jogando joguinhos como Tetris e Jogo da Memória. Eu estava completamente entediada. Desliguei o computador, apaguei a luz e comecei a virar de um lado pro outro da cama, tentando dormir.
Quando acordei no dia seguinte resolvi falar com a minha irmã, pra saber o que eu deveria fazer em relação a Miley.
– Espera ela ligar de volta, deve ser algo importante. — Ela respondeu.
– Mas e se ela não souber que eu liguei? — Questionei.
– É verdade. — Ela parou e pensou. — Liga pra ela agora e se ela não atender, pede pra avisarem que você ligou.
Concordei com ela e quando ela saiu, peguei meu iPhone, fui na agenda, cliquei em Miles , pus no ouvido e esperei. Esperei e esperei e ninguém atendia. Foi assim 13 vezes, até que eu desisti. Peguei meu notebook, liguei no twitter e deixei uma mensagem no twitter dela. "Miles, você tá bem? Beijos, Demi". Após deixar essa mensagem, fiquei olhando durante 3 horas pra tela do computador, esperando que ela respondesse. Nada. Voltei a pegar meu iPhone e mandei uma mensagem pra ela. "Estou preocupada, você não atende minhas ligações, não me respondeu no twitter e alguém não me deixou falar com você. Me responda. Beijos, Demi". Agora eu fiquei olhando pro meu celular de 5 em 5 minutos, pra ver se ela havia respondido. Nada.
Tentei relaxar e botar na minha cabeça que ela só tinha um resfriado. Voltei a ler meu livro. Fiquei duas horas lendo, mas quando percebi, não tinha saído da primeira linha da página. Eu simplesmente não conseguia parar de inventar hipóteses sobre o que havia acontecido com ela. Aquilo me perturbava. Porque ela não me respondia? O que aconteceu? Eu tava obsecada. Peguei minhas chaves do carro e dirigi até a casa dela e rezei para que o pai dela não abrisse a porta. Tive sorte, foi a mãe dela.
– Demi? O que você quer? — Ela perguntou com um sorriso falso no rosto.
– Quero ver a Miley. — Respondi friamente.
– Querida, não é um bom momento. — Ela disse, séria, enquanto fechava a porta. Precisava muito da Miley e agora. Coloquei meu pé na frente da porta, impedindo que ela a fechasse.
– Por favor. — Implorei.
– Ah. — Ela desistiu. — Ela está lá em cima. Primeira porta a direita. Ao subir, segui as ordens dela e parei a primeira porta a direita. Bati na porta levemente e pude ouvi-la gritar "VÁ EMBORA! EU TE ODEIO!" Abri a porta mesmo assim.
Abri a porta devagar e a vi deitada na cama, virada para o lado oposto da porta.
– Porque você me odeia? — Perguntei. Quando ela ouviu a minha voz, virou-se aliviada pra porta.
– É você. Porque você não me ligou? — Ela perguntou inocentemente.
– Miles, eu te liguei, umas 14 vezes. Na primeira alguém disse que eu não podia falar com você e nas outras 13, ninguém atendeu. Deixei uma mensagem no twitter e mandei uma mensagem pro seu celular e não tive notícias suas.
– Ah, me desculpa, tá tudo confuso. — Ela se levantou e se aproximou de mim. Agora pude ver que ela havia chorado. E muito.
– O que aconteceu? — Perguntei preocupada.
– Meu pai. Ele traiu a minha mãe. — Fiquei muito surpresa. — E eu me importo muito com a felicidade dos dois. Bom, agora só com a dela.
– Meu Deus Miles, eu sinto muito. — Segurei-a em meus braços. Ela não me abraçou, mas comprimiu seus braços em seu corpo e me deixou envolve-la.
– Demi, você é incrível, sabia? Você não tem noção do conforto que você acabou de me trazer.
– Shh Miley, não precisa falar nada. Não estou fazendo mais que a minha obrigação. — Falei ainda abraçado. Dei um beijo na cabeça dela e fiquei com a minha cabeça encostada na dela.
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