Whole Lotta Love 2

17 Alguém tem que ceder


Notas iniciais
Oi gente! Demorei, mas voltei! Não tive muito tempo para sentar e escrever por esses dias, principalmente porque esse capítulo tinha que ser bem arquitetado, devido aos vai e vem. Quanto ao encontro com a vizinha, não chegamos exatamente a uma conclusão. Foram várias sugestões nos comentários, e vou tentar pegar um pouco de cada e criar uma situação legal. Tenho que adiantar que talvez demore um pouco para postar, e se as coisas forem se complicando para mim ao longo da semana, talvez eu só apareça aos fins de semana mesmo. Mas não vou abandonar a fic! (desde que vocês também não me abandonem né? Hehe). Quero mandar um beijo mais que especial hoje para a Grazi, que é uma das minhas leitoras fiéis (está sempre aqui comigo e com minhas fics), e que fez uma recomendação linda! Obrigada querida, de coração! Espero que vocês gostem desse capítulo, ele é focado no nosso casal. Quanto às crianças, logo voltarei com histórias focadas nelas. Beijo, Ari ;)

Kate: Isso é totalmente sem sentido, Lanie, totalmente!

Lanie: Se a gente parar pra pensar…

Kate: Não! – Kate olhou espantada para a amiga – Você não está do lado dele, está?

Lanie: Kate, eu sinto muito, mas achei a punição do sofá meio severa...

Kate: Ei, quem é você e o que fez com minha amiga?

Lanie: Também não é assim...

Kate: Lanie, desde quando você ficou compreensiva desse jeito?

Lanie: Desde quando eu sei que o segredo de um casamento é saber ponderar. Você mesma me disse que acreditava na história dele, de que ele não tinha tirado a aliança de propósito.

Kate: Mas eu fiquei com muita raiva, Lanie!

Lanie: Eu sei, por isso devemos saber ponderar.

Kate: Lanie, você não está normal.

Lanie: Quer dizer então que você vai ter que dormir no sofá?

Kate: Dormir no sofá coisa nenhuma! Esse plano de vingança do Castle vai ser derrotado pelo meu, você vai ver.

Lanie: Vocês dois... sempre querendo ver quem tem mais razão! – Lanie riu.

Kate: Nós somos alpha, amiga. Não existe ponderação quanto a isso.

Kate e Lanie cortaram a conversa quando Espo e Ryan chegaram com notícias sobre o crime. O chamado em plena hora do almoço de sábado tirara Kate de sua casa quentinha para trabalhar nas ruas geladas de NY. Castle havia ficado em casa com as crianças, que tiveram que cancelar o passeio com vovô Jim, pois o frio havia se intensificado.

Depois de longas horas de trabalho, Kate chegou em casa ao anoitecer. Assim que abriu a porta...

Jo: Mamãe, nós podemos dormir na casa da vovó?

Alex: Mamãe, nós podemos dormir na casa da vovó?

Jo: Podemos?

Alex: Podemos?

Kate: Meu Deus, calma, o que está acontecendo aqui? – Kate riu e beijou os filhos.

Castle: Minha mãe ligou perguntando se os dois podem dormir lá, já providenciou filmes e chocolate quente.

Jo: Deixa mamãe, por favor.

Alex: Por favor, você sabe que a gente te ama!

Kate Estou vendo! – Kate riu de novo para as crianças e lançou um olhar para Castle.

Castle: Por mim tudo bem.

Johanna e Alexander voltaram os grandes olhos para a mãe.

Kate: Quem sou eu para ser a vilã da história, não é? Vamos ligar para a vovó dizendo que vocês vão!

As crianças pularam de felicidade. Kate então preparou uma bolsa com os pijamas, agasalhos e escovas de dente das crianças. Martha chegou em pouco tempo.

Kate: Vocês se comportem, heim?

Castle: Obedeçam a vovó.

Kate: Nada de brigas.

Castle: E nem daquele papo de independência – ele lançou um olhar para a mãe.

Alex: Mamãe e papai, nós vamos nos comportar.

Jo: Porque nós somos muito comportados, não somos vovó?

Martha: Muito, muito não. Mas são meus amores! – Martha riu e abraçou os dois de uma só vez.

Kate e Castle se despediram dos filhos com mil beijos e abraços. Martha saiu então com as crianças.

Kate: Por que é sempre tão difícil se separar dos dois? – Kate fechou a porta.

Castle: A casa fica vazia sem eles...

Kate: É...

Castle: Caso difícil?

Kate: A investigação levou para o óbvio, então foi fácil. A papelada é sempre a pior parte. – Kate guardou a arma e o distintivo.

Castle: Eu tenho sentido falta de ir com você...

Kate: Já faz alguns dias, não é?

Castle: É...

Ela se virou e ele já a esperava bem próximo. Os rostos quase se colaram.

Kate: Sabe, eu estava pensando, já que as crianças não estão hoje nós podíamos fazer algo diferente...

Castle: Diferente?

Kate: É, algo como uma maratona de filmes quentes para esquentar nosso quarto, ham?

Castle: É uma ideia tentadora, amor...

Kate tentou encostar seus lábios nos dele, mas Castle deu um passo para trás.

Castle: Você só está se esquecendo de um detalhe: hoje é seu dia de dormir no sofá.

Kate deu um passo para frente.

Kate: Você não pode estar falando sério.

Castle: Só que eu estou... – ele deu outro passo para trás.

Kate: Castle, eu posso saber o sentido dessa sua “vingancinha”?

Castle: Honra pessoal.

Kate: Honra pessoal?

Castle: Eu entendo o seu ciúme, mas você me acusou de coisas que eu não fiz, como tirar a aliança de propósito por causa de outra mulher.

Kate: Mas depois eu disse que não acreditava mais nisso!

Castle: E mesmo assim me fez dormir aqui.

Kate: Mas Castle...

Castle: Amor, entenda, vai ser bom para o nosso relacionamento.

Kate: E eu posso saber como?

Castle: Se você dormir aqui, verá o quanto esse sofá é ruim, o que eu já constatei, e nós dois vamos pensar duas vezes antes de brigarmos.

Kate: Então essa é sua lição de moral?

Castle: É.

Kate: Ok. Mas saiba que você está desperdiçando uma noite maravilhosa juntos. Eu ia preparar um jantar para você, Richard Castle, eu ia abrir o vinho que você mais gosta. Nós dois ficaríamos na banheira quente e depois iríamos para a cama.

Castle a olhava tentado.

Kate: Mas eu não vou fazer nada disso. Eu vou dormir nesse sofá, não porque eu mereça, mas para admitir que, tudo bem, eu nem sempre estou certa.

Kate saiu sem deixá-lo argumentar. Castle olhou para baixo ao sentir Tiger andando por suas pernas. Ele pegou o gatinho.

Castle: É impressão minha ou eu vou me ferrar com meu próprio plano?

XXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Kate tomou um banho quente e demorado, e já saiu com seu pijama, levando as cobertas junto. Foi em direção à sala e arrumou o sofá.

Castle: Eu pedi uma pizza...

Kate: Hum – ela fez um som meio indiferente, mas foi até a cozinha, pegou um pedaço e saiu.

Castle: Você podia ficar aqui e jantar comigo...

Kate: Não, obrigada.

Kate se sentou no sofá, com o pedaço de pizza nas mãos.

Castle: Ok, Kate, você venceu. Pode voltar para nossa cama.

Kate: Posso?

Castle: Pode – ele abriu um sorriso.

Kate: Só que agora eu não quero mais.

Castle: Como assim não quer?

Kate: Não quero. Eu estive pensando, vai ser bom não ter você me empurrando a noite toda.

Castle: Eu não te empurro!

Kate: Empurra sim. Invade o meu lado da cama e me empurra.

Castle: Seu lado da cama? É você quem rola para cima de mim!

Kate: Ah é...

Castle: É impressão minha ou esse mês sua TPM veio com munição forte?

Kate: Não me faça atirar em você, Castle!

Castle: Por que é tão difícil para as mulheres admitirem que têm TPM?

Kate: Porque nós não temos, são vocês, homens, que nos irritam.

Castle: Tudo bem, eu vou me retirar antes que isso aqui acabe numa guerra.

Kate: Isso!

Castle foi então para o banho. Quando saiu, passou pela sala de novo e Kate lia um livro no sofá, com Tiger deitado entre as cobertas.

Castle: Kate...

Ela só levantou os olhos.

Castle: Está muito frio aqui...

Kate: Sim...

Castle: Você devia ir para o quarto...

Kate: Não posso, hoje é minha noite no sofá, lembra?

Castle: Kate, por que a gente não deixa isso de lado?

Kate: Desistindo do seu próprio castigo, Castle?

Castle: Eu só não quero que você fique doente.

Kate: Ah eu não vou ficar não, sou muito saudável, não precisa se preocupar. Além do mais, o Tiger é uma ótima companhia, não é Tiger? – ela acariciou o gatinho, que se esfregou nela.

Castle: Você está me trocando pelo gato?

Kate: Não fala assim dele!

Castle: Foi por causa dele que minha aliança sumiu.

Kate: Não Castle, foi por sua causa, porque você a tirou do seu dedo.

Castle: De qualquer forma, ela já está aqui de novo, olha! – ele mostrou e sorriu.

Kate: Hum... – ela voltou os olhos para o livro.

Castle: Kate...

Kate: Que foi, Castle? – ela ficou impaciente.

Castle: Eu vou ficar com frio sem você à noite...

Kate: Eu já sei o que está acontecendo aqui, Castle.

Castle: O que?

Kate: Você falou da minha TPM e lembrou que amanhã começam “aqueles dias” em que você fica de castigo, não é?

Castle ficou sério.

Castle: Eu não lembrava disso... Não mesmo – ele se preocupou.

Kate: Pois eu estou te lembrando. Pode colocar lá no seu calendário, 5 dias sem sexo. A contar de hoje.

Castle: Não!

Kate: Sim! – ela voltou para o livro.

Castle: Como é que eu fui esquecer disso?

Kate: Você ainda está aqui? – ela não tirava os olhos do livro.

Castle: Eu faço tudo que você quiser.

Ela o encarou com a sobrancelha arqueada.

Kate: Tudo?

Castle: É, tudo!

Kate: Não, obrigada.

Castle: Kate!

Kate: Desista Castle, você não vai me levar para a cama hoje.

Kate estava obstinada, e Castle percebeu. Voltou então desolado para o quarto, e tentou dormir, lamentando sua triste sorte.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Kate: Lanie? – Kate atendeu ao celular.

Lanie: Liguei para saber se você está mesmo no sofá – Lanie riu.

Kate: Estou. Por livre e espontânea vontade.

Lanie: Como assim? Você disse que seu plano seria melhor que o dele.

Kate: E está sendo. Castle está caindo como um patinho.

Lanie: Agora eu não entendi nada...

Kate: Não dou meia hora para ele voltar e me buscar.

Lanie: Você deve estar enlouquecendo esse homem, não é?

Kate: Foi ele quem começou! – As duas riram e conversaram mais um pouco, até desligarem.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Castle: Você venceu!

Castle entrou arrastando uma coberta pela sala.

Kate: Venci o que?

Castle: Eu vou passar a noite aqui com você.

Kate o encarou, enquanto ele tirava Tiger e se espremia no sofá junto com ela.

Kate: Ei, o que você está fazendo?

Castle: Você disse que eu não ia te levar para a cama, mas não falou nada do sofá...

Kate: Você acha mesmo que dá para nós dois dormirmos aqui?

Castle: Quando existe o amor, qualquer espaço é o suficiente.

Kate: Que poético, amor!

Castle: Não é?

Kate: Você quer mesmo dormir aqui?

Castle: Aham!

Kate: Então pode dormir...

Castle abriu um sorriso, que se desfez ao ver Kate se levantando.

Castle: Peraí, onde é que você vai?

Kate: Dormir na cama.

Castle: Mas...

Kate: Você disse que queria dormir aqui. Pode dormir, amor.

Kate se levantou e saiu, mas logo nos primeiros passos sentiu os grandes braços de Castle a segurando por trás.

Castle: Agora eu entendi tudo, detetive. Você está jogando comigo, não está?

Kate: Você é tão fácil de enganar, Castle! – ela não segurou o riso.

Castle: É você é muito sem vergonha!

Os dois se encararam, Castle bravo, e Kate com um sorriso nos lábios.

Kate: Eu vou para a cama.

Castle: Sim, você vai, mas eu também vou.

Kate: Desde que você não role para cima de mim... – ela deu os ombros.

Castle: Não se preocupe, meu bem. Nós vamos dividi-la certinho!

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Kate chegou primeiro e se acomodou em seu lado. Seu plano de provocar Castle tinha dado certo, e ela estava confiante na noite quente que teriam. Mas qual não foi sua surpresa quando ele sentou-se na cama e fez uma barreira de travesseiros entre os dois.

Kate: O que é isso?

Castle: Uma linha divisória.

Kate: Para que isso, Castle?

Castle: Para eu não rolar sobre você, não era isso que você estava reclamando agora mesmo?

Kate: Mas...

Castle: Aproveite seu lado, babe.

Castle virou-se para o lado dele e fechou os olhos.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Claro que Castle não havia dormido. Seus olhos estavam fechados, mas sua mente esperava o momento em que Kate cederia. Porque sim, ela iria ceder, e ele sabia. Enquanto sua mente arquitetava algo, Kate apagou a luz e se deitou na cama. Mas não demorou muito, sua mão invadiu o lado de Castle, deslizando por seu corpo.

Castle: Kate, sua mão está invadindo meu lado.

Kate: É mesmo? Nem percebi... – ela deixou a mão parada sobre a barriga dele.

Castle: Então por que você não a tira?

Kate: Porque... – ela desceu a mão – porque... você está quente... – ela alcançou o membro dele.

Castle: E você está pegando fogo, ham?

Ele se virou rapidamente, jogando os travesseiros para longe, e repousando seu corpo sobre o corpo de Kate, que mordeu os lábios.

Kate: Pensei que você não fosse me agarrar nunca.

Castle: Você me enlouquece, Katherine Beckett.

Kate: Você esqueceu do “Castle”, meu amor. Eu sou sua, lembra?

Castle: Eu nunca me esqueço nem por um minuto! – ele alcançou os lábios dela e mordeu.

Kate: Ai!

Castle: Diz que nenhum de nós vai dormir mais no sofá.

Kate: Vai depender do seu comportamento...

Castle: Kate...? – ele a encarou.

Kate: Ok, nenhum de nós vai dormir mais no sofá.

Castle: Mesmo se estivermos brigados.

Kate: Mesmo se estivermos brigados.

Castle: Mesmo se você não tiver a razão.

Kate: Mesmo se eu... espera, isso é meio difícil de acontecer, você sabe, não sabe? Eu quase sempre tenho a razão.

Castle: Quase sempre? Eu dividiria em 50% para cada.

Kate: 50% ? Haha que absurdo! 80% a 20%.

Castle: Pra mim?

Kate: Claro que não né? 80% pra mim.

Castle: Nem pensar!

Kate: 70% para mim, 30 % para você.

Castle: Você não quer mesmo uma noite quente de sexo hoje, não é?

Kate: 60% a 40% e não se fala mais nisso!

Castle: Muito prudente a sua troca, Sra. Castle.

Kate: E então, eu vou ter uma noite quente?

Castle: É só você começar...

Ele sorriu malicioso e saiu de cima dela, se deitando do lado dele. Kate subiu rapidamente em seu corpo, arrancando um beijo estalado.

Castle: Hum... sua boca está quente...

Kate: Será?

Kate foi descendo pelo corpo de Castle, tirando a roupa e deixando marcas por onde passava. Os beijos, misturados a pequenas mordidas, iam avermelhando e esquentando o corpo dele. Quando chegou em seu membro, o abocanhou e sugou com vontade, ao que ele suspirou que sim, estava quente, deliciosamente quente. As carícias duraram longos minutos, até Kate perceber que o tinha em suas mãos, e que agora era sua vez de ser explorada por ele. Trocaram de posição, e ele começou por baixo, subindo pelas longas pernas, passando por sua intimidade também quente, que chamava por ele. Depois de beijos e carícias, ele continuou subindo, passando por seu ventre, que se arrepiou quando Castle tirou o pijama. O frio negativo estaria insuportável, não fosse o calor provocado pelo casal. Castle alcançou então os seios arrepiados da esposa, dominando-os com sua boca e suas mãos, e as carícias cessaram quando ela o pediu dentro de si. Ele obedeceu, e a preencheu de muitas formas e intensidades, até que os dois entrassem juntos num estado de êxtase e se acabassem em espasmos e gozos sincronizados.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Kate tinha sua cabeça repousada no peito de Castle, e uma coberta quase cobria totalmente os dois.

Kate: Rick...

Castle: Ham?

Kate: Você acha mesmo ruim quando eu me deito em você?

Castle: Claro que não, meu amor. Eu só queria responder à altura por você me acusar de invadir seu lado.

Kate: Mas você faz mesmo isso de vez em quando...

Castle a encarou.

Kate: E eu adoro – ela sorriu – adoro seus braços me envolvendo apertado.

Castle: Eu jamais conseguiria dormir nessa noite fria sem você ao meu lado.

Kate: Eu também, babe... – ela deu um beijo em seu peito, e ele acariciou os cabelos dela.

Castle: Você queria mesmo que eu fosse insistir para você voltar para a cama, não é?

Kate não respondeu, apenas sorriu.

Castle: E se eu não fosse? Qual era seu plano B?

Kate: Não existia plano B – ela aproximou seu rosto do dele – Eu sabia que você iria.

Castle: E você estava certa – ele a beijou.

Kate: O que comprova minha teoria.

Castle: Que teoria?

Kate: Dos 60% de razão para mim.

Castle: Katherine Beckett-Castle... ainda está em tempo de te devolver para o sofá...

Kate: Você jamais faria isso.

Castle: É mesmo, Senhora da Razão? E por que eu não faria?

Kate: Porque amanhã começam aqueles dias, lembra? Então você vai aproveitar que eu estou aqui disponível para você, morrendo de vontade de fazer de novo.

Castle: Você realmente merece esses 60%!

Kate: Sim, eu realmente mereço!

Os dois riram e se enfiaram nas cobertas de novo. Nada esquentava mais do que o fogo da paixão.