Who are you?

3 Relaxe, Pierce.


Notas iniciais
Conseguir vir durante a semana para atualizar para vocês, espero que aproveitem. Eu estou amando escrever pra vocês e me divertindo bastante, de verdade. Aproveitem. :)

Santana precisou se adaptar aquele novo meio, estava cercada de conforto e isso não podia reclamar, Brittany estava sendo responsável e a alertando do horário de cada remédio, além de lhe fornecer tudo o que exigia. Mas para ela tudo ainda era confuso, tentava de todas as formas buscar em sua mente algo que pudesse lhe fazer buscar seu passado, sua vida e o que havia acontecido com ela para ter sido atropelada naquele estado, mas tudo o que conseguiu com isso foi uma bela dor de cabeça.

“É impossível que não se lembre nem de seu nome, é impossível.” – Bufou enquanto andava de um lado para o outro, já estava quase fazendo um buraco no chão. – “O que eu posso fazer? Talvez eu deva voltar ao local do acidente, alguma coisa lá deve me fazer lembrar.” – Passou a mão entre os cabelos e respirou fundo. – “Mas aí eu vou precisar daquela loira e ela é simplesmente um desastre no volante, se bem que com aquelas pernas ela pode ter o defeito que for... – Ela deu um sorriso safado para si mesma. – “Ah Pierce, eu sei do que você ta precisando, umas boas pegadas vai fazer teu humor melhorar rapidinho... Isso, uma rapidinha mesmo dentro do carro. Oh pare Santana, pense em como vai transar com a sua ‘babá’ depois, agora pense em como pode recuperar sua memória.”

A latina aproximou-se da janela de seu quarto e teve a visão completa da parte externa da casa, resolveu descer e tomar um pouco de ar pra tentar relaxar, já que forçar a sua mente não estava lhe ajudando em nada.

Deitou em um dos grandes e confortáveis sofás, fechou seus olhos e suspirou.

– Santana Lopez. – Dizia baixinho. – Eu me chamo Santana Lopez. – Aquela frase fazia sentido para ela, mas não se lembrava de um só momento que empregara aquela frase. – Aí droga.

Santana tentou relaxar, sua dor de cabeça e os remédios fortes que tomou a fizeram pegar no sono. Um sono nada calmo. Ela via uma mulher morena, com seus mesmo traços latinos, perguntou a si mesma se seria ela própria, mas não. Aos seus olhos a mulher era tão mais linda, mas também um pouco mais velha e séria. Havia também uma garotinha que chamava pela mãe, essa, de alguma forma, ela reconhecia. Mas a menina chorava, chorava e chorava e a mulher não parecia lhe ouvir, o que deixava Santana ainda mais agoniada em seu próprio sonho.

Logo após o almoço, Puckerman foi até a casa de Brittany para cumprir com o prometido.

– Só pra você saber, ainda é de madrugada pra mim. — Noah resmunga enquanto abraça Britt.

– Eu sabia que não iria negar esse favor a sua loira preferida.

– Isso é verdade. Mas então, cadê a desmemoriada?

– Está sentada na varanda, não quis falar nada e isso me assusta, porque ela já me demonstrou que não faz do tipo quietinha. Vem, eu vou te levar até ela.

Os dois caminharam até a parte de fora da casa, Santana estava deitada em um dos sofás, aparentemente dormindo. Se remexia um pouco o que chamava a atenção dos dois.

– Está tendo pesadelos. — Noah sussurrou.

– Santana? — Britt se aproximou. — Santana.

– Mama, no, mama. — Ela dizia entre dentes em meio ao seu sono perturbado.

– Mama? — O homem estranhou.

– Quando ela teve um ataque no hospital também começou a falar coisas em espanhol, os traços dela também só comprovam. — Ela voltou a sua atenção a morena. — Ei, Santana, está tudo bem, acorde. Acorde Santana. — Ela passou sua mão pelos cabelos negros e a outra movia o ombro da latina delicadamente para que ela não acordasse assustada.

Aos poucos a mulher despertou, seu olhar transmitia duvida, demorou para que conseguisse reconhecer a loira em sua frente. Lentamente se levantou e colocou-se sentada no sofá.

– Você está bem? Parecia um sonho conturbado.

– Quer controlar isso também? Vai tentar ver se a registros meus no Instituto do Sono?

– Desculpe, só me preocupei.

– Você só está preocupada em tirar um peso de sua vida, eu sei, mas acredite que eu não busquei isso. — O mau humor dela era evidente.

– É isso mesmo, então colabore ok? — Brittany nem se deu ao trabalho pra discutir. — Você também está louca para sair da casa de uma pessoa que nem conhece seu próprio caráter. — Puck não compreendia a razão daquelas trocas de indiretas. — Por isso eu chamei o melhor investigador que eu conheço, Noah Puckerman. Ele vai procurar sua família e te ajudar a voltar para casa.

– Muito prazer, Santana Lopez. — Ele estendeu a mão e Santana apertou cordialmente.

– O prazer é meu.

– Bom, Brittany já me contou que não se lembra de nada, mas se você tiver um flash da sua vida, qualquer que seja, isso já ajuda muito.

– Lamento, mas se for contar com a minha memória então acho melhor desistir.

– Tudo bem, nós temos o seu nome e isso já é muito. O fato de ser latina ajuda também, podemos procurar em embaixadas. Vou orientar Brittany a te cadastrar em um site de pessoas desaparecidas, bem como espalhar cartazes pela cidade e região. Para estar aqui com certeza é de perto. Vai dificultar se, por exemplo, você é uma vítima de sequestro e te trouxeram de longe, mas por outro lado, isso significa que tem alguém que se interessaria em pagar seu resgate e deve estar atrás de você. Compreende?

– Sim, perfeitamente.

– Mas toda e qualquer lembrança que recobrar eu acho importante me dizer, como um nome, um local... esse tipo de coisa.

– Você tem ideia de quando pode me dar uma resposta?

– Acredito que rápido, seu caso não é tão complicado. Só que nesse meio tempo, eu espero que não entre em atritos com a Brittany, ela é uma loira legal.

– Ranzinza. — Disse num tom provocativo.

– Abusada. — Respondeu no mesmo tom.

– Tá certo, tá certo crianças. — Se colocou entre elas. — Santana, eu vou apenas tirar uma foto de você e depois já vou colocar mãos a obra. — Ele tirou seu celular do bolso e tirou uma foto da latina que sorriu simpática. — Linda! Se não encontrar seus familiares, pode deixar que eu te adoto. — Os dois riram, Brittany apenas revirou os olhos.

– Mereço ouvir isso. — A loira levou a mão a testa.

– Não fica com ciúmes, minha rainha. — Puck a abraçou de lado e lhe deu um beijo estalado. — Leva seu judeu favorito até a porta, leva?

– Às vezes, eu sinto vontade de te matar. Vamos logo. — Deu alguns passos adiante.

– Nos vemos, Lopez.

– Assim espero e com notícias boas, Puckerman. — Ela deu um pequeno aceno e os dois prosseguiram.

– Caraca, que avião. Aquelas curvas, fala sério, o que são aquelas curvas? Ela é uma deusa latina. — Falava todo empolgado.

– Pra mim não faz diferença.

– Você é mulher, mas pra mim... Já me imaginei colocando a mão naquela bunda e aqueles seios que... — Soltou o ar pela boca e fez uma cara de excitação.

Brittany tentou afastar de sua mente as curvas da morena que viu tão bem, bem como a sua noite se estimulando no banheiro com o pensamento nela. Era absurdo! Como Noah disse, ela era uma mulher e não devia ver Santana como ele vê. Suas experiências homossexuais ficaram na faculdade, um lance nada sério com sua colega de quarto. Tudo bem que Quinn Fabray, a mulher com quem havia tido relações, hoje era casada com Rachel Berry, uma outra amiga que conhecera no colégio, que também se dizia hétero, namorava o capitão do time de futebol, mas logo após a faculdade se assumiu extremamente apaixonada por Quinnie. Mas não, ela não, ela sempre gostou de homens e tudo que aconteceu não passava de uma fantasia sexual tola, seu libido não poderia estar normal naquele dia.

– Puck, guarde esse tipo de comentário para você.

– Tudo bem, mas fique ciente de que ainda vou convidá-la para sair.

– Cafajeste. — Os dois riram.

– É, pena que você nunca deu bola pra esse cachorrão aqui, só praquele loiro aguado. — Os dois riram. — E por falar, como andam as coisas com ele?

– Na mesma de sempre. Nós dois já não temos mais solução.

– E o que ele falou da nova moradora da casa?

– Ele ainda não sabe que ela está aqui, não me deu chances de contar, mas com certeza ficará uma fera. Daqui a pouco ele deve estar chegando, ligou e disse pra preparar algumas coisas pra ele, já estava nervosinho perguntando a Lisa por que eu não fui trabalhar hoje. Pedi pra que ela não dissesse uma palavra, se ele se importasse com o que acontece comigo saberia.

– Ele é um mané. Mas bem, como disse que ele está chegando, essa é a deixa pra eu ir embora de vez, toda vez que o vejo sinto vontade de socar a cara dele. Isso porque já fomos melhores amigos.

– Um dia eu era a única mulher no mundo pra ele, as coisas mudam. — Deu de ombros.

XXX

Momentos mais tarde Sam chegou e se deparou com Santana sentada na sala de estar, ela assistia um programa qualquer na tv e ria de besteiras, parecia bem confortável para alguém que era uma visita, na verdade, ela não se lembrava de nenhuma amiga de Brittany que fosse assim, ainda mais para ele que sempre reparava nas mulheres ao seu redor. Resolveu por bem se aproximar da mulher e matar a sua duvida.

– Hum. — Arranhou a garganta. — Boa noite! — Ela finalmente se virou.

Sam praticamente secou a latina com os olhos e não fazia questão de demonstrar o contrário, mas isso não a intimidava, apesar do olhar dela ser apenas de curiosidade.

– Boa noite! — Ela encarava bem o homem, o reconhecia das fotos que estavam pela casa.

– Você está esperando a minha mulher?

– Não, não estou.

– Então a mim? — Estranhou um pouco, já que nunca havia visto a mulher na vida.

– Muito menos. — Fez careta e voltou a sua atenção para a tv. — Esse programa é muito bom. — Ela ria e voltava a se descontrair o que intrigava mais Sam.

Brittany que descia as escadas reparava na cara de paisagem de Sam, com certeza, de alguma maneira, Santana deu um jeito de desconcertá-lo, com poucas horas de convivência com ela, Britt já pode constatar que essa era a especialidade dela.

– Pelo visto já conheceu Santana, a nossa nova hospede.

– Como? — A cara dele era de ainda mais confusão.

– Santana, a mulher que eu atropelei e pela qual sou responsável. — A latina levou a mão ao ar e deu um pequeno aceno.

–Você está brincando, não está?

– Ela está aí, eu estou dizendo, alguma coisa parece brincadeira? — Brittany disse num ar de deboche, mas Sam tinha expressões sérias agora.

Santana já não prestava mais atenção no televisor e observava o casal, ela pode sentir como o clima era pesado entre eles.

– Vamos conversar no escritório. — Sam puxou a mulher pelo braço.

– Me solta, eu sei andar sozinha. — Brittany puxou seu braço e cruzou com o outro, foram juntos para o escritório.

Santana queria resistir, mas não pode, foi em passos lentos atrás deles para não ser percebida. Via entre a brecha da porta do escritório o casal um de frente ao outro, as vozes saiam alteradas, por isso era possível ouvir perfeitamente o que diziam.

– Como é que você traz uma estranha pra casa?

– Eu não tive opção.

– Como não teve opção? Cadê a casa e a família dela?

– Pois é, não sabemos. — Ele a olhou estranho e ela revirou os olhos. — Ela perdeu a memória, ok? E agora até que eu encontre a família dela sou responsável por ela, ou seja, ela ficará aqui.

– Como você pode ter sido tão burra a esse ponto? Você só faz bobagens.

– Você já me disse isso hoje cedo, mas eu concordo, a maior delas foi eu ter me casado com você e pago por isso há dois anos.

– Não vamos começar com isso. O foco aqui é você ser uma completa irresponsável e ainda nem me notifica de nada, só vai metendo uma qualquer dentro de casa.

Santana sentia vontade de invadir o escritório e dizer algumas boas para Sam, mas se segurou, seria muito inconveniente, até mesmo para ela. Ela percebia o quanto ele era bruto com Brittany e quanto as expressões dela demonstravam cansaço, talvez por serem brigas recorrentes, com certeza deveria enfrentar vários momentos de tensão.

Santana se sentiu mal por ter agido de forma tão seca durante o dia todo com a loira, de fato ela parecia ser uma boa mulher que tinha que aguentar um marido estúpido e a latina não devia ser um problema ainda maior do que já era. Tirando o fato de que por baixo daquela mulher retraída e sistemática, ela via uma outra escondida, podia até dizer recuada que clamava para sair. Era uma Brittany doce, engraçada e simpática. E isso Santana via bem nos pequenos sorrisos que a loira dava. Talvez a única coisa que a prendesse fosse a amargura que seu casamento lhe trazia.

– Eu te liguei, Sam, não uma, não duas e nem três vezes... Eu te liguei oito vezes no celular, na empresa que ficaria até mais tarde trabalhando, em casa, pros seus amigos, mas das tuas putas que fica passando a noite, infelizmente eu não tenho, se não ligaria também, porque eu estava tão desesperada, mesmo sabendo que pra você eu não importo nada, meu medo naquele momento me fez pensar em você, meu marido. Mas eu já aprendi, não se preocupe. — As ultimas frases saíram meio chorosas, apesar de Santana não ter visto nenhuma lágrima rolar. — Pois bem, você não se deu ao trabalho de me retornar uma só vez, apenas ligou hoje pra saber do carro e quando eu tentei te contar você não quis saber, disse que eu deveria me virar sozinha. Então, eu dei um jeito. Santana ficará conosco o quanto precisar.

– Quer saber? Isso é ótimo, direi ao seu pai que você vai brincar de babá agora e não dará mais conta da empresa, porque até uma reunião deixou de lado hoje pra ficar em casa com a hospede. — Jogou alguns papéis em cima da mesa. — Podíamos ter fechado negócio hoje, mas a senhora Pierce Evans não estava presente. Acho que já passou da hora daquela empresa ter um único presidente.

– Não se preocupe com o meu pai que com ele eu já falei e ele compreendeu perfeitamente, até ficou feliz pelo modo que lhe dei com as coisas e não houve imprensa envolvida, sabe como eles adoram se meter na nossa vida. Quanto aos papéis, pode deixar que eu irei analisar pra ver se não há nenhum tipo de erro que, com certeza, deve haver. Só lamente te informar que não será dessa vez que irá assumir tudo, se eu já dou conta muito bem sozinha do nosso filho, farei o mesmo com a hospede.

– Ridícula!

Sam deu sinais que ia sair, Santana correu de volta a sala e se jogou no sofá. Brittany sentou na enorme cadeira, apoio seus braços sobre a mesa e sua cabeça em suas mãos enquanto respirava fundo. Mais uma batalha.

Santana deu um tempo na sala, cerca de meia hora esperando que Brittany retornasse do escritório, foi então até a cozinha preparar um chá, onde se deparou com Lisa finalizando uma papinha para Luca.

– Assustada? — A babá perguntou.

– Surpresa. Como é que um casal se trata assim? Ele foi tão rude com ela. — Disse enquanto colocava água para esquentar.

– Essa ainda foi pequena, tem dias que eles começam a bater portas, gritar, eu chego a pensar que eles vão se matar.

– Ele não se importa mesmo com ela?

– Com perdão da expressão, mas ele só se importa em ter alguém pra comer. Tome cuidado, porque bonita deste jeito, com certeza ele vai tentar dar em cima de você.

– Ele já fez isso com você?

– Já.

– Ele não respeita nem a casa da mulher, o filho? Eu não entendo a Brittany... Eu fico revoltada, enojada com uma situação dessas.

– Não é a única, senhora Pierce fica arrasada, mas o que a prende são os interesses da família. Poxa, aqui estou eu falando da vida pessoal dos meus patrões, cala-te boca. – Ela bateu em sua própria boca com a mão.

– Não se preocupe, eu não direi nada a ninguém. Na verdade, não tenho nem a quem. – A latina deu de ombros. – Só me responde mais uma pequena coisa?

– O que?

– Brittany ama o marido?

– Capaz. Tenho certeza que se pudesse ela dava uma passagem só de ida para ele pro Japão. Bem, deixe-me ir cuidar do pequeno, a senhora Pierce não deve sair tão cedo daquele escritório. – Ela saiu com a comida de Luca.

– Isso, cuide dele. Eu cuido da senhora Pierce. – A latina abriu um sorriso.

Santana preparou um outro chá e foi até o escritório onde Brittany se encontrava, bateu a porta e nem esperou pela resposta para entrar.

– Interrompo? – Ela se colocou pra dentro e seguiu em direção a Brittany, parou entre as duas imensas cadeiras pretas que ficavam diante da mesa. – Se quiser eu posso voltar mais tarde.

Brittany estava enterrada em pilhas de papéis que estavam espalhadas por toda a mesa, mas não podia deixar de notar o quanto a latina se demonstrava mais “amável?”.

– Não, tudo bem. – Disse sem nem ao menos tirar os olhos dos papéis.

– Eu quero falar com você e te trouxe esse chá. – Ela colocou a xícara em frente a loira que finalmente levantou a cabeça para encará-la.

– Daria tudo por um bom copo de café, mas a essas alturas um chá caí muito bem também.

– Você é viciada em cafeína, uma manhã aqui e eu pude notar. Isto faz mal. Você precisa relaxar para poder dormir bem.

– Relaxar? Olhe só para essa mesa, Santana. Relaxar não é a minha prioridade no momento.

– Você é muito bonita para morrer de enfarte, Brittany. – A latina deu a volta na mesa e parou atrás da cadeira da loira, colocou suas mãos sobre os ombros dela e começou a apertar seus dedos iniciando uma massagem.

– Hum... – Brittany suspirou sentindo seu corpo relaxar, a latina realmente sabia o que estava fazendo.

– Bom? – Ela deu um sorriso de vitória ao ver Britt tão “entregue”.

– Perfeito! – Sussurrou, sentindo como aquelas mãos eram precisas nas caricias, mas ao mesmo tempo uma descarga de corrente elétrica atravessava seu corpo e sentia um desconforto entre suas pernas, se sentindo obrigada a pressioná-las uma contra a outra.

– Bom saber que eu posso ser útil a você. – A morena abaixou e sussurrou próximo ao ouvido da mulher que estava se segurando para não gemer. – Não serei apenas uma hospede aproveitadora, quero dizer, me aproveitar só do que quiser.

– Santana... – A sua voz saiu mais rouca do que ela planejava.

– Sim, senhora Pierce. – Provocou também com tua voz sexy.

– Vo-você tinha algo para me falar, não é? – Ela apertou os olhos, subiu as mãos até as de Santana e a parou, não ia agüentar aquele jogo da latina.

– Sim, na verdade não é muito importante. – Respirou fundo.

– Quem sabe? Está precisando de algo? Está sentindo alguma dor? – Ela voltou a olhar os papéis, mas era apenas para não ter que encarar Santana, pois já não conseguia mais se concentrar em nada.

Santana não podia deixar de notar a tensão da loira a sua frente e isso lhe dava um prazer a parte. Aquelas bochechas coradas, o olhar embargado de desejo.

– Ok, vou dizer. – Ela se virou e se sentou no colo de Brittany. – Mas eu quero que você preste atenção em mim. – Ela tirou os papéis das mãos da loira que enfim a olhou.

– Desculpe, fale. – Engoliu em seco e passou a mão em seus cabelos fazendo com que eles fossem para trás, um sinal de seu nervosismo.

– Eu apenas quero te agradecer por tudo. – Ela entrelaçou seu braço pelo pescoço da loira e tocou a nuca da mesma passando levemente tuas unhas nela, que estremeceu.

Brittany tentava compreender primeiro, da onde havia saído tanta liberdade e segundo, o que deu na latina?

– Não precisa me agradecer, eu apenas fiz o que devia ser feito.

– Não, você tem sido maravilhosa comigo. Você poderia muito bem me deixar em qualquer canto e ter encontrado alguém pra cuidar de mim, mas ao contrário está sendo bem atenciosa comigo, mesmo eu sendo rude o tempo inteiro. – Elas agora se olhavam profundamente. – Obrigada.

Santana sussurrou a última palavra e quase como reflexo o olhar de Brittany se posicionou nos movimentos que os lábios carnudos e tentadores da morena faziam.

– De nada. – Ela disse depois de engolir em seco.

– De nada não, não quero ser uma inútil nessa casa, precisa me deixar fazer algo por ti. – Se remexeu no colo de Brittany o que fez com que sua bunda se esfregasse em suas pernas e seus corpos ficassem bem mais grudados.

– Co-como o que? — Era impossível não ver como a loira ofegava.

– Me diz o que você precisa, mas o que você precisa muito e eu farei pra ti.

“Puta que pariu, Santana. Você está brincando comigo, só pode? E por que é que eu não consigo resistir? Isso é injustiça, é injusto vir aqui e mexer com meu corpo e depois colocar esta bunda maravilhosa no meu colo, enquanto brinca na minha imaginação.” – Brittany tentava colocar seus pensamentos em ordem. – “Não vá cometer besteiras, ok? Tudo bem que ela já deu em cima de você descaradamente, mas, por favor, não seja idiota de deixar tua seca te levar a cometer bobagens.”

– E então?

“Diga, Brittany. Diga o que nós duas sabemos que você quer. Você me quer.” – A latina esbanjava um sorriso malicioso, que mexia ainda mais com o libido de Brittany, como podia ser tão irresistível até mesmo o seu sorriso?

– Eu não preciso de nada, Santana. Apenas terminar de analisas esses papéis. – Disse com a voz mais firme que conseguiu.

– Tudo bem, eu vou te deixar trabalhar, mas antes deixa só eu sentir teu perfume que está me embriagado. – Brittany não teve tempo de pensar no que ela havia dito, pois logo foi pega pelos cabelos com tanta força que um pequeno gemido pode ser ouvido, Santana aproximou seu rosto do pescoço da loira e fungou no mesmo, abrindo um enorme sorriso ao ver o arrepio da mulher. – Seu cheiro é tão gostoso. – Sussurrou e depositou um beijo no pescoço.

– Santana, por Deus, para... – A voz dela era rouca.

– O que? – Ela levantou seu rosto e aproximou ao de Brittany deixando seus lábios próximos.

Santana viu que ela fechou os olhos, lentamente encostou os lábios nos dela podendo sentir como eles eram quentes e macios, não perdeu tempo e tratou de desfrutar deles em um beijo faminto. Suas línguas brincavam em harmonia enquanto suas cabeças se moviam de lados opostos causando o encaixe perfeito dos lábios. Brittany nem se quer lembrava da última vez que foi lembrada, mas com certeza o beijo da latina era um dos melhores que já havia provado, por mais que parecesse errado, ela deseja que aquele beijo nunca tivesse fim. Santana, por outro lado, sentia que poderia devorá-la apenas por aquele beijo, seu gosto era realmente bom.

Lisa bateu a porta e isso serviu para trazer Brittany de volta a realidade que deu fim ao beijo deixando entre elas apenas a respiração ofegante, ela virou seu rosto em direção a porta, mas Santana agilmente deslizou seus lábios pela linha do maxilar da loira até seu pescoço, onde deu algumas chupadas, arrancando mais alguns gemidos da loira.

– Santana... — Disse rouca quase sem forças.

– Não abre não. — A latina sussurrou ao pé do ouvido.

– Senhora Pierce? Está muito ocupada? — Lisa insistiu estranhando a porta estar trancada.

– Diz que está muito ocupada.

A morena a encarou e desceu sua mão na altura da cintura de Brittany abaixou o zíper da calça e deixou sua mão invadir a mesma fazendo com que seus dedos tivessem mais contato com o sexo que molhava a calcinha da loira, apertando os mesmo ali. Santana percebeu que ela iria gemer alto, então grudou seus lábios em um beijo intenso, deixando que sua língua entrasse feito um furação na boca de Brittany que correspondeu com fervor. A loira cravou as unhas sobre as pernas da latina que gemeu abafado e em resposta começou a rebolar, esfregando sua bunda pelas brancas pernas longas. Brittany já estava completamente entregue, transpirava desejo e isso excitava ainda mais Santana, a mulher devorava os lábios da latina, mordia e chupava ouvindo suspiros de prazer.

– Senhora Pierce, a senhora está bem? — Remexia a maçaneta um tanto preocupada.

– Puta que pariu, mas que mulher chata.

Santana deixou seu corpo reto, revirando os olhos pela incomodo que a babá causava. Brittany não perdeu tempo e pegou a latina pelos cabelos a puxando de volta, encaixou seus lábios no pescoço da latina e chupou com vontade.

– Não liga pra ela.

Britt disse em um sussurro, observando que a mulher em seu colo pareceu se derreter, dane-se a porra da razão, era aquilo que ela esperava por muito tempo. Santana fechou os olhos, jogou a cabeça pra trás dando mais acesso, enquanto mordia seus próprios lábios segurando os gemidos. A loira desceu seus beijos pelo colo e já estava invadindo o decote, chegando ao monte de seios perfeitos que a morena esbanjava, dando uma chupadinha, que deixou uma marca avermelhada, entre os seios.

– Cachorra! — A latina disse entre os dentes, mas isso só aumentou o tesão de Brittany.

– Senhora Pierce, desculpa insistir, mas Luca não quer dormir sem a senhora.

Santana bufou, segurou nos cabelos de Brittany e a puxou, a loira também exibia um olhar frustrado. A latina apoiou as mãos na mesa atrás de si, arqueou o quadril e deu impulso para se sentar à mesa, deixando Brittany livre pra se levantar.

– Vai lá.

– Me desculpe. — Disse enquanto arrumava sua roupa, passou a ponta da língua entre os lábios, sendo encarada por Santana. — Eu já vou Lisa. — Deu um pequeno grito.

Antes que ela pudesse dar um passo em direção a porta, Santana a puxou pra entre as suas pernas, segurou em sua nuca onde passou as suas unhas e depois fechou os dedos em seus cabelos fazendo com que a cabeça da loira fosse pra trás, grudou seus lábios no pescoço de pele branca e chupou com força, deixando a sua língua brincar ao redor da marca de seus dentes, enquanto podia ouvir um gemido manhoso da parte de Brittany.

– Só pra descontar. — Disse dando uma baixa risada enquanto livrava suas pernas da cintura. — Agora pode ir com a Lisa.

– Você me paga.

Brittany abriu uma pequena brecha da porta para passar para que Lisa não visse Santana em sua mesa.

– A senhora está bem? — A babá notava a euforia da loira.

– Sim, é que eu adormeci em cima dos meus papéis, foi um dia conturbado, eu preciso descansar.

Santana da parte de dentro não podia conter a sua risada, ela sabia que daquele momento em diante tinha Brittany em suas mãos.

Luca demorou para dormir, o que deixou Brittany mais cansada, naturalmente ela não reclamaria, mas Santana havia a deixado excitada, o desconforto entre suas pernas ainda não havia passado e ela necessitava urgentemente de um banho.

Assim que saiu do quarto do garoto foi para o seu, estranhando ao encontrar a blusa que estava no corpo de Santana bem na sua porta, ela abriu vagarosamente e assim que entrou se deparou com a latina nua mexendo em uma de suas gavetas, a morena assim que a notou virou seu rosto para ela, com um sorriso mais angelical que conseguiu.

– Vim procurar roupa de dormir, você não me deu uma.

– Gaveta de baixo. — Disse engolindo em seco, sabia que a morena não lhe daria sossego.

– Obrigada. — Disse revirando as roupas procurando algo que lhe servisse, no meio havia uma transparência, sorriu de um modo safado. — Huum, usa uma dessas pra mim. — Piscou e voltou a sua atenção a gaveta, bufando em seguida. — Parece que tudo vai ficar grande, quer saber? Vou dormir pelada mesmo.

– Parece que você gosta disso. — A loira tentou brincar para descontrair.

– E parece que você gosta de olhar. — Deu de ombros e saiu com um sorriso mais cafajeste que tinha.

Brittany correu para o seu banho e quando finalmente caiu em sua cama lá estava a bendita latina em sua mente novamente, mas agora ela não tinha mais que imaginar, ela já tinha provado da "pegada da morena" e céus, era viciante.

"Santana... O que eu farei com essa tentação ambulante dentro de casa? Brittany acorda, você é uma mulher casada, com um HOMEM. Ok, um cachorro que me traí, o que tem demais eu fazer o mesmo? Todo mundo sabe que nosso casamento é pura aparência, mas traí-lo com uma mulher? Tá, é um bom chute no ego dele, mas mesmo assim. Você está perdendo o controle da razão. Como pode ir simplesmente ir se entregando ao pecado? Você precisa resistir! Mas não... esse pecado beija tão bem... – Um sorriso malicioso brotou com a lembrança do beijo feroz, na verdade, seus lábios ainda estavam sensíveis, não precisava de muito. — Quem sabe apenas uma vez, apenas para matar teu desejo e nada mais. Não, Santana acha que pode brincar com você, mostre a ela que não está necessitada. Mas eu estou necessitada. – Ela brigava com sua própria mente. — Certo, apenas não deixe tão na cara. Seja mais firme, ela gosta de mandar, mas deixe claro que terá que fazer bem feito, enlouqueça-a também. Bom plano, Brittany."

Já Santana se divertia se lembrando das expressões de prazer de Brittany, ela não tinha como negar que também sentiu tesão e que a loira realmente era sedutora e envolvente.

"Não sei se é a tua fome, não sei se é o teu desejo, mas algo em você mexeu comigo, eu vou te fazer minha Pierce."

Notas finais
Aqui está, sábado eu apareço e já atualizo para vocês. O que acharam desse primeiro "contato" das duas?