Who are you?
42 Fly Away From Here.
Notas iniciais
Brittany estava empolgada com a surpresa que ela tinha preparado para Santana, depois de tantos embaraços, ambas mereciam alguns momentos de distração. Sem contar que ainda teriam muito por enfrentar, deste modo, nada mais justo do que reabastecerem as energias. Já a latina, tinha acabado de descobrir que odiava surpresas, ela não estava conseguindo controlar a sua curiosidade.
— Brittany, pra onde vamos?
— Meu Deus, Santana! Até meu filho de um ano entende quando eu falo pela primeira vez. – Reprimiu a risada mordendo seu próprio lábio.
— Eu sei, mas é que... Sabe que eu não posso sair da cidade, eu só tenho permissão para vir pra Rochester. – Disse enquanto olhava pela janela a área urbana ficar pra trás e uma estrada mais sossegada pra saída cidade.
— Eu não vou te tirar da cidade, não se preocupe. Só é um pouco longe. – Brittany desviou seu olhar da estrada e ligou o rádio.
A letra e melodia eram tranquilas e soavam bem aos ouvidos de Santana que até identificava com a música. Assim como Brittany, tudo o que ela queria era poder dirigir pra qualquer lugar longe e apenas levar Santana e seu filho. Mas enquanto não podia fazer isso, ela se contentava em ter aquele dia com a latina.
"Fly away from here. Anywhere. Yeah, I don't care, we just fly away from here. Our hopes and dreams are out there somewhere. Won't let time pass us by, we'll just fly."
Um pouco mais de meia hora depois, Santana pode ver quando Brittany saiu da estrada principal e adentrou em uma estrada mais estreita e de terra. Não muito depois, ela pode avistar um encantador chalé, que ficava ainda mais bonito com um pouco de neve que o cobria, ela tinha certeza que nos dias de nevasca, seria perfeito se refugiar em um lugar assim.
— Que lindo! É seu? – Perguntou enquanto descia do carro.
— Não, é dos pais da Rachel. Quando eu disse que queria planejar algo pra nós, ela veio com a ideia de eu te trazer pra cá e eu acredito que ela acertou em cheio.
— Bom, não tinha como dar errado a ideia de sermos só nós duas longe do mundo.
— E o melhor, não é em um motel qualquer. – Ambas riram. – Venha. – Pegou a mão de Santana e a puxou para dentro.
O local era extremamente aconchegante, essa foi a primeira impressão que Santana teve. O quentinho do lugar ia muito além do fato de protegê-las do frio que estava lá fora, mas o ar familiar e confortável ajudava. Os inúmeros quadros de Rachel na parede mostravam o quanto ela fora uma criança muito amada e mimada pelos pais. A decoração era rustica e combinava com o lugar. Mas o que mais chamou a atenção de Santana foi à mesinha de centro com vinho e alguns petiscos posta próxima a lareira.
— Isso tudo é pra nós? – Brittany acenou positivamente com a cabeça. – Você pensou em tudo mesmo, não é? – Envolveu seus braços em torno do pescoço da loira e lhe deu um selinho.
— Você gostou?
— Eu tenho mesmo que responder a essa pergunta? – Falou como se fosse óbvio.
— Ótimo! Porque temos que nos trocar, colocar roupas mais grossas pra podermos sair.
— Sair pra onde? Pensei que acenderíamos aquela lareira e ficaríamos aninhadas ali?
— Depois, Santana. Temos muito tempo. Agora nós vamos patinar no gelo.
— Como assim patinar no gelo? Eu não sei se eu sei patinar no gelo. – Brittany soltou uma risada.
— Eu te ensino. – Disse enquanto subia as escadas. – Qual é? Vai dizer que você está com medo?
— Eu? Com medo? Eu não tenho medo de nada! Até parece que você não me conhece.
Em pouco tempo elas se trocaram e foram pra fora, onde era um lago congelado pelo frio.
— Está pronta? – Brittany estendeu suas mãos para Santana.
— Tem certeza que é seguro?
— Eu passei muitos dias da minha adolescência nesse lugar, confia em mim. – Olhou segura para latina que aceitou segurar suas mãos. – Muito bem.
As duas saíram patinando lentamente, era muito engraçado pra Brittany ver o desiquilíbrio e o medo de Santana, que se recusava a soltar seu braço. Mas aos poucos a latina foi ficando mais confiante e arriscava soltar a mão da loira por alguns segundos. Era uma sensação libertadora, aquele lugar vazio sendo preenchido com o som da risada das duas amantes conseguia vencer até mesmo o frio. Santana conseguia até mesmo fazer uma comparação com sua vida. Tudo podia ser tão solitário e sem sentido, mas com a presença de Brittany ela se sentia segura pra enfrentar qualquer coisa (e ela sabia que ainda tinha muito o que enfrentar), sua vida ganhava um propósito.
— E eu me sinto livre aqui. – Santana disse enquanto abraçava o corpo de Brittany. – E essa é a melhor sensação que você poderia me dar, fora o amor. – Formou um enorme sorriso.
— Eu fico feliz, porque esse é exatamente o meu objetivo aqui. Que você se sinta bem assim.
Brittany apertou mais seu corpo contro o de Santana e passou seus braços em volta do seu pescoço. A latina ainda acariciou seu rosto antes de puxá-la para a envolver em um beijo que começou terno e aos poucos foi se intensificando. Suas línguas roçavam em um ritmo gostoso, Brittany fechou seus dedos nos cabelos negros e Santana retribuiu apertando sua cintura.
— Acho que é uma ótima hora pra voltarmos pra casa. – A loira disse ainda com os lábios grudados aos da morena.
— Eu concordo!
Assim que voltaram pro chalé, elas foram pra um banho quente juntas. Precisavam se aquecer, o tempo exposto ao frio tinha deixado a pele de Brittany roxa. Depois de estarem quentinhas e com roupas mais confortáveis, elas trataram de se sentar diante da lareira e apreciar a comida que tinha, estavam realmente famintas. Apesar do assunto ter rendido durante a refeição, depois que terminaram de comer, Brittany envolveu Santana em seus braços, que estava sentada entre suas pernas e com a cabeça encostada em seu ombro, e ambas ficaram em silêncio, apenas apreciando o momento e trocando carinhos ternos. Brittany afagava os cabelos de Santana e ela correspondia fazendo carinhos na longa perna branca.
— No que tanto pensa? – A loira foi a primeira a quebrar o silêncio.
— Que em todas as lembranças que eu recuperei, eu não consegui encontrar em nenhuma o que eu estou sentindo agora, aqui com você.
— Céus! Eu não aguento tanta lindeza assim. – Virou um pouco seu rosto e selou os lábios de Santana. – E acho que esse é o momento perfeito!
— Perfeito pra quê? – Arqueou sua sobrancelha.
— Calma. – Brittany soltou seus braços do corpo de Santana e alcançou seu casaco que estava em cima do sofá, retirando uma pequena caixinha de dentro do mesmo.
— Eu não acredito! – Santana levou suas mãos pra boca quando viu o que Brittany tinha na mão, seu peito pulava de euforia.
— Chegou o momento de definirmos nosso status, senhorita Lopez. De uma vez por todas!
— Bom, sempre dizem que mentes brilhantes pensam juntas, não é?
— O que quer dizer com... – A loira parou de falar ao ver que a latina também retirava uma caixinha de dentro do bolso de calça. – É mentira! Só pode ser mentira!
— Eu passei o dia todo esperando o melhor momento pra te entregar isso e eu não acredito que tinha uma pra mim também. – Abriu a caixa deixando à mostra a aliança e Brittany fez o mesmo.
— Bom, acho que isso anula a clássica frase do “quer casar comigo?” porque ambas queremos. – Elas riram juntas, ainda não conseguiam acreditar. – Mas me sinto obrigada a dizer os meus motivos.
— Eu adoraria escutar! Mesmo sabendo que tem a ver com o fato de que eu sou irresistível e você não quer passar mais nenhum dia da sua vida sem esse corpinho maravilhoso e...
— Santana!
— Tudo bem, tudo bem, pode falar.
— Obrigada. – Brittany respirou fundo e olhou em direção aos olhos de Santana. – Eu me casei muito cedo. Eu me formei e já cai nessa loucura. Eu não tinha maturidade pra um compromisso tão sério quanto esse. Eu me enganei na minha escolha, eu me precipitei. E só agora parece que eu estou descobrindo quem eu realmente sou, o que eu quero pra mim e pra minha vida. E eu quero você nela, Santana. Eu quero muito você! Mas eu sei também que você ainda está se descobrindo, está conseguindo colocar a sua vida em ordem. Por isso, eu quero que a gente se case, mas não agora, não tão cedo. Eu quero que você seja minha mulher, mas apenas quando sentirmos que estamos totalmente prontas pra unirmos nossas vidas oficialmente. Quero que a gente descubra juntas quem somos, que continuemos compartilhando nossos momentos e sejamos felizes, mas tão felizes que vamos celebrar isso nos unindo, espero eu, pra sempre.
— Eu concordo! E não tem pressa. Eu sei que eu também te quero. E agora que você está livre, que podemos assumir o que temos, ainda mais, não cabe nem dizer que seríamos meras namoradas, tinha que ser algo mais sério. E essas alianças de compromisso vão simbolizar o respeito, o amor e a união que temos. Não que precise. Mas ainda há tanta coisa por vim. E enquanto tivermos uma a outra, tudo é possível. – Santana pegou a mão direita de Brittany e colocou a aliança em seu dedo. – Eu te amo!
— E eu amo você! – Brittany também colocou a aliança no dedo de Santana. – Minha noiva.
— Minha noiva. – Repetiu Santana e começou a cantarolar uma frase da música que ouvira mais cedo no carro com Brittany. — "If this life It seems harder now, it ain't no nevermind. You got me by your side and anytime you want we catch a train and find a better place."
Brittany não conseguiu se conter e segurou o rosto de Santana e a puxou si, passando a depositar vários selinhos que foram sendo correspondidos. Com cuidado, virou um pouco mais seu corpo pra morena e passou a sua língua pelo contorno da boca e depois iniciou o beijou com intensidade. Naquele momento, Santana já não conseguia pensar em mais nada, apenas sentir o cheiro de Brittany era o suficiente pra sentir tesão. Desta forma, ela começou a passar as mãos pelas coxas dela até chegar nas costas, parte de sua blusa havia subido junto, mas ela não pareceu se importar, ao contrário, suspirava com as caricias em sua pele.
Brittany segurou na blusa da morena e afastou seus lábios, encarando-a antes de executar seus próximos movimentos. Santana apenas sorriu em consentimento e permitiu que sua blusa fosse puxada de seu corpo, deixando seu peito amostra. A lora aproximou suas mãos dos seios fartos e arrancou um suspiro da mulher a sua frente. Sem perder tempo, foi logo se deitando por cima dela, fazendo com que o corpo de Santana fosse para o tapete fofinho. Santana segurou os cabelos loiros e a puxou até que suas bocas voltarem a se encontrar em um beijo. Com a outra mão segurou a cintura e a apertou, deixando seus corpos mais grudados. Em pouco tempo, as blusas de Brittany tiveram o mesmo destino das de Santana.
A loira ainda dominava a situação, com cuidado foi ajeitando seu corpo sobre o que estava em baixo do seu, apoiou uma das mãos no tapete e começou a pressionar e roçar seu quadril no outro, assim fazendo as duas suspirarem de desejo. Santana desceu seus lábios para dar beijos na pele pálida do pescoço de Brittany, que empurrou sua cabeça para trás, dando mais acesso para as leves mordidas e fortes chupões que recebia. Mas isso não foi o suficiente, em pouco tempo pode sentir os lábios percorrerem sua pele e chegarem ao seus seios. Santana lambeu e depois deu leves mordidinhas nos mamilos rígidos, arrancando gemidos de prazer dela.
Brittany desceu sua mão e invadiu a calça de Santana, deixou que sua mão fosse até o sexo e acariciou por cima da calcinha, recebendo um longo e prazeroso gemido como recompensa. Ela então levantou o próprio quadril, apoiou seus joelhos no chão e puxou a calça e a calcinha de uma só vez. Mais uma vez ela esfregou seus dedos no ponto de prazer, acariciando bem por cima do clitóris, fazendo-a gemer novamente. Santana estava bem molhada e ela podia sentir, mas ao invés de a penetrar Brittany passou a retirar as últimas peças que ainda estavam em seu corpo, enquanto exibia uma expressão sexy parar provocar ainda mais a latina. Santana mordeu seus próprios lábios para tentar conter o desejo, o seu olhar estava preso em cada movimento que ela fazia.
Assim que Brittany ficou totalmente nu, passou uma de suas pernas sobre a de Santana, pegou a outra perna da morena e a segurou na altura de seu quadril. Não demorou para que a latina entendesse o que ela queria fazer. A loira começou a movimentar seu corpo de modo que seu sexo molhado entrou em contado com o de Santana. Era tudo muito quente, era tudo muito extasiante. Gemidos roucos escapavam da garganta das duas mulheres, que enlouqueciam em igualdade devido ao atrito de seus clitóris.
— Brittany... – Santana chamava a amada com muito tesão na voz.
Brittany debruçou seu corpo pra frente e Santana segurou em sua nuca e cravou suas unhas nela, podendo ouvir seu grunhido de prazer. Juntaram seus lábios em mais um beijo, Brittany empurrou seu quadril pra frente e apertou ainda mais seus sexos, como resposta sentiu seu lábio ser mordido em meio ao beijo.
Enquanto seus corpos se saciavam e se movimentavam de maneira acelerada, o beijo acontecia de forma oposta, era amável e carinhoso, as línguas se moviam lentamente, na mesma sintonia. Sintonia essa que também acontecia nos movimentos a procura de mais e mais contato. A intensidade do beijo aumentou conforme o ar começou a querer faltar. Os corpos já estavam suados por se esfregarem, as reboladas que Brittany deu deixou Santana ainda mais louca de prazer.
— Eu te amo, Brittany!
— Eu também te amo... – Ela respondeu com a voz falha em meio a gemidos.
Aos poucos seus corpos foram se desfazendo, haviam alcançado o orgasmo juntas. Brittany diminuiu seus movimentos até parar, soltou da perna que segurava, deixou seu corpo cair sobre o dela e escondendo seu rosto no pescoço da latina. Santana manteve seus olhos fechados e os seus braços em torno do corpo da loira. Tinham acabado de fazer amor de uma forma incrível!
Disseram mais algumas palavras carinhosas uma para outra antes de adormecerem. Ficaram por ali mesmo, estava confortável aquela união de seus corpos e o quentinho da lareira.
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