Who Will Be Hurt?

1 Não consegui vencer meus sentimentos.


Notas iniciais
Olá pessoal, após muito tempo com vontade de escrever uma fic agora eu consegui. Essa será apenas um aperitivo, espero que gostem. Criticas, o que devo melhorar e incentivos estão liberados.
Boa leitura!!!

Como é boa a sensação de acordar, olhar pro lado e ver o amor da sua vida acordando todos os dias com você. Mirar os seus olhos, dizer “eu te amo”, preparar aquele café da manhã enfeitado com a flor mais bonita, colhida especialmente para agradar a pessoa que mais lhe faz feliz. São coisas que todos nós sonhamos ao imaginar uma vida ao lado de alguém e eram as mesmas coisas que Jane imaginava para a sua vida, uma vida que era incompleta sem Maura. Mas Jane já havia lutado contra esse sentimento, mas nunca conseguiu vencê-lo, desejava esquecer, não era certo se imaginar com a mulher de seu irmão, ela já havia tomado sua decisão, não dava mais pra voltar no tempo, ter se declarado para Maura, dito o quanto antes o que sentia por ela sem medo dos outros e se aceitar, não em relação a sua opção sexual, mas como pertencente à pessoa que mais lhe faria feliz, se apenas se entregasse a este sentimento. Mas Maura já estava casada com Frankie e durante esses quatro anos de casados Jane tinha que juntar forças para afastar a tristeza que sentia em ter perdido a mulher que ama e ao mesmo tempo fazer de tudo para ser forte e não magoar o próprio irmão, pois ela sabia que ele a amava e não saberia a sua reação ao descobrir que ela seria capaz de fazer tudo para ter a chance de ver sua vida pertencente à Maura.

Mas Jane não podia ficar a vida inteira deitada na cama imaginando como seria uma vida perfeita ao lado de Maura, tinha que trabalhar, tendo ela assumido o compromisso de proteger todos os cidadãos de Boston não poderia deixar que a sua vida sentimental interferisse nas suas obrigações. Tomou coragem, levantou da cama, tomou um banho rápido, colocou um pote de ração para Jo Friday e se encaminhou para o trabalho.

Logo ao chegar no Departamento de Homicídios de Boston, mesmo de longe se deparou com sua mão lhe acenando da cantina para vir tomar seu café. Jane se direcionou a primeira mesa que viu enquanto a sua mãe lhe trazia uma panqueca de coelhinho preparada especialmente pra ela.

— Bom dia! Trouxe essa panqueca pra alegrar o seu dia. A filha mais linda que eu tenho tem que se alimentar direito, tá tão magrinha! – Dizia enquanto apertava as suas bochechas.

— Claro que eu sou a sua filha mais linda Ma, eu sou a única e essas panquecas me alegravam quando eu tinha cinco anos, não posso ficar comendo isso no trabalho, o que meus colegas vão pensar de mim?

— Aí como eu tenho saudades da Jane de cinco anos de idade, era ela bem mais legal, hoje se tornou essa chata que tem vergonha das minhas panquecas, quer saber vou deixar pra Maura, tenho certeza que ela vai gostar.

— Não Ma, volte aqui! Me perdoa eu não sinto vergonha das suas panquecas e você vai deixar sua filha mais linda morrendo de fome eu não comi nada hoje. — Está bem, mas na próxima vez que reclamar vou te dar o café coado nas meias sujas do Stanley!

— Isso já é tortura Ma. Está querendo me envenenar? É isso?

Enquanto Ângela se preparava para responder avistou Maura vindo em direção a cantina.

— Bom dia Maura! Chegou cedo, veio tomar um café com a gente?

— Bom dia! Panquecas? Pode preparar uma pra mim Ângela?

— Tá vendo Jane? Isso deveria ser um exemplo pra você de uma boa filha! ­­– Ângela falava enquanto caminhava ao balcão.

— Então adote a Maura Ma.

— Espera aí Jane, com três mães eu vou ficar sobrecarregada!

Era só Maura aparecer que Jane esquecia de todo o seu cansaço, era a única que conseguia deixa-la alegre. Mas logo Jane mudou seu semblante, sabia que devia segurar o ciúme que sentia por Maura na frente de Frankie, que chegava à central de homicídios.

— Oi Jane! Bom dia Maura! – Frankie cumprimenta a esposa com um beijo, o que deixava Jane um pouco incomodada. Ângela enquanto trazia as panquecas de Maura aproveitou para falar com o filho.

— Por que está dando bom dia a sua esposa, parece até que não dormem juntos?

— Maura acordou tão cedo para vir ao trabalho, que quando eu acordei, ela já havia saído. Bom, tenho que ir trabalhar, já que agora fui promovido a novo detetive do departamento de antidrogas.

— Tchau convencido. – Jane dizia ao ver seu irmão sair apressado para ir ao trabalho.

— Bom mocinhas, tenho que voltar ao trabalho também se não o senhor Stanley não me deixa em paz.

Jane ao perceber o silêncio que permanecia no local aproveitou para puxar assunto com Maura. – Ei Maur! Como anda os preparativos pro jantar que você vai dar pelos quatro anos de casada?

— Ah Jane ainda bem que você me lembrou, sua mãe não vai poder ir, como você sabe por causa da viagem que ela irá fazer com Cavanaugh, você poderia me ajudar com os preparativos amanhã?

— Claro Maur, o que eu não faço por você? – Essa simples frase fazia Jane pensar tudo o que não foi capaz de fazer por Maura, de não ter dito que a amava e de não ter lutado por ela. Essa simples frase fazia ela se sentir fracassada. A mulher que era conhecida como a mais durona, trazia dentro de si um vazio, uma impotência a qual ela carregava que a tornava a mais frágil. Não existia dor maior no mundo do que naquele momento ter que celebrar quatro anos do casamento de sua melhor amiga, os quais significavam os quatro anos que Jane perdeu a que deveria ser a sua mulher.

Notas finais
Essa foi apenas uma introdução, no próximo eu acho que Jane vai tomar uma atitude :s E aí, a história é digna de comentários?