Who Is In Control? - The Originals
3 C h a p t e r - T w o
Notas iniciais
Chamam-me de conspiradora
Chamam-me de aberração
Como podem dizer isso?
Sou só... Única!
— Rotten To The Core • Dove Cameron
Ft. Cameron Boyce, Booboo Stewart, Sofia Carson.
Após a saída de Rebekah, Saphyra havia ficado sozinha. Longe de toda a movimentação da festa, a bela moça observava Marcel ao longe, ele estava junto aos seus vampiros, e logo após sua saída repentina a loira seguiu logo atrás. Tomando cuidado para não ser pega. Os vampiros pararam em uma rua deserta. Quando seus olhos, tão observadores, pegaram o Híbrido em uma janela olhando para baixo, especificamente para o grupo de vampiros. Saphyra sabia que algo iria acontecer, o grande e mal Hibrido Original não ficaria ali à toa. Consumida pela curiosidade, a loira deixou com que as sombras a acolhesse. Saphyra estava disposta a saber do que se tratava tudo aquilo, e nada a impediria disso.
Enquanto os observava ao longe, pude sentir uma magia fluir pela cidade. Eram duas bruxas, e elas faziam feitiços opostos. Parece que alguém está sendo enganada.
Observei afastada, uma bruxa aproximar-se, descobri pelas conversas ser a namorada do vampiro, Thierry, era a mesma bruxa que havia vendido as tais ervas a loba Hayley, dias atrás. A primeira regra era não matar um de seus colegas e bom, Thierry havia o feito para defender sua namorada bruxa. De repente a bruxa aproximou-se recitando um feitiço. Um vento forte começou a rodear todos nós.
— Katie, não! – O namorado gritou tentando impedi-la.
Ela o ignora completamente e continua recitando um feitiço causando uma dor imensa nos vampiros e até mesmo em seu namorado. Semicerrei os olhos vendo aquela cena irritada, ela estava machucando o meu Marcellus e iria pagar por isso. Bruxinha atrevida.
Alguns dos vampiros tentavam levantar-se e atacar a bruxa para tentar quebrar o feitiço, mas falhavam miseravelmente. Observei de braços cruzados Marcellus levantar-se tentando ignorar a dor que sentia, que apenas aumentava cada minuto, a bruxinha percebendo seu ato, quebra sua perna. Sinto a pequena bruxinha de Marcellus o ajudar a se reerguer, apenas observei ao longe querendo saber até onde iria dar.
— Veio salvar o seu homem? – Marcellus a provocou, com ajudar do poder de Davina Claire, conseguiu ameninar a dor que sentia e assim levantou-se — Bem, então vamos lá, garotinha.
— Morra, seu desgraçado! – A bruxa levantou uma estaca disposta a mata-lo.
— Não, Katie, não! – O namorado já suplicava para que a mesma não fizesse, mesmo contorcendo-se no chão ainda sentindo dor, mas a namorada apenas o ignorava, queria matar Marcel e botar um fim no que acontecia.
Olho na direção de Niklaus e percebo que ele iria matá-la, mas antes que o mesmo o fizesse, fui mais rápida, queria matá-la com minhas próprias mãos, agarrei seu pescoço e com uma certa força o girei, quebrando-o e jogando seu corpo sem vida no asfalto.
— Não em meu turno, bruxa! – A olho enojada e passo por cima de seu corpo como se ela não fosse nada, e bom, pra mim ela não era.
Niklaus a observou já próximo, havia a reconhecido no baile, eram as mesmas vestes e a mesma máscara.
Com minha magia, acelero o fator de cura de Marcellus e ajudo o restante dos vampiros que havia sobrado. Marcellus levanta-se e me encara, sua expressão era de pura confusão. Minha máscara ainda estava cobrindo uma parte de meu rosto, somente em olhar em seu rosto, percebia a pergunta que queria fazer, quem era a vampira que havia o ajudado? Afim de terminar sua confusão, levo minhas mãos em direção ao laço que prendia a máscara, a mesma desliza em meu rosto, revelando o mesmo. Observo sua face alterar de confusão para surpresa, apenas sorrio de forma inocente.
〰 ⚜ 〰
— Como é possível? – Marcel perguntava a si mesmo, incrédulo no que via, parecia que via um fantasma em sua frente.
O Híbrido Mikaelson e assim como o restante dos vampiros encarava tudo aquilo confusos.
— Olá, meu pequeno príncipe. – Pronunciou-se a garota de longos cabelos dourados enquanto sorria vendo a confusão no semblante de todos.
— Mamãe? – Os vampiros escutaram, mesmo em um tom baixo haviam escutado e encararam a bela garota em uma mistura de confusão e surpresa — C-como?
— Quem é você? – Klaus perguntou, querendo saber quem era aquela vampira que havia matado uma bruxa a sangue frio e por qual motivo seu filho adotivo a conhecia e tinha a chamado de mãe.
— Mikaelson, agradeço se ficar em silêncio. A conversa é entre meu filho e eu.
— Quem você acha que é para me ma... – Saphyra o interrompe. Klaus já não estava mais simpático como quando apresentaram-se, então ela decidiu fazer o mesmo.
— Uma pessoa melhor que você, Niklaus. – Com apenas essa frase, Saphyra o faz ficar em silêncio.
Segundos depois, Saphyra havia corrido com sua velocidade sobrenatural jogando-se nos braços de seu filho, que demorou uma certo tempo para retribuir. Mas assim que retribuiu, a apertou fortemente, não deixaria ela sumir novamente.
— Como você está viva? Desapareceu sem explicações, me deixando a mercê do homem que dizia ser meu pai. – Disse enojado com sua ultima palavra. Saphyra encarou o chão, algumas memórias vieram a tona, seus olhos já marejados escorreram de seu rosto, mas rapidamente as limpou, ninguém ali iria vê-la chorar.
— Meu amor. – Saphyra depositou sua mão no rosto do moreno fazendo-lhe um carinho. Ambos ignoravam os olhares sobre si, mesmo afastados, eles podiam ouvi-los. — Prometo lhe explicar tudo. Agora deixe-me o olhar. – Sua voz era delicada e dava para identificar a saudade que sentia do moreno. Ela afastou-se alguns centímetros e o olhou de baixo a cima, parando em seu rosto e sorriu — Você está tão lindo, Príncipe.
— Você sumiu em todos esses anos e me deixou sozinho. — Marcel estava angustiado, sentia saudade da bela moça, mas sentia a tristeza dentro de seu coração por ela ter o deixado sozinho.
Ela havia o acolhido após a morte de sua mãe biológica, o jovem Marcellus havia nascido em 1810. Durante a época, em que passou na cidade do Jazz, Saphyra observou o Governador, e descobriu que o mesmo tinha um caso com uma das escravas, e acabou por engravidá-la. Mas quando o pobre bebê nasceu, o homem o rejeitou. A mulher que havia o gerado, acabou não colocando um nome em seu filho, com medo que o mesmo morresse com a peste. Porém, no final a peste havia a levado. A Lancaster, que sempre teve muito apego ao menino, embora, sempre o observasse de longe, o acolheu em seus braços. Dando carinho, amor, comida e um lar. O nome de Marcellus, que significava pequeno guerreiro, o descrevia tão bem. Ele havia sobrevivido a uma vida cruel. Infelizmente anos depois, a loira teve que ir embora, deixando sozinho novamente o seu pequeno príncipe, e o levou novamente as mãos do Governador da Louisiana. Mas ele nunca havia deixado de ser seu pequeno guerreiro, seu pequeno príncipe.
Niklaus que ainda estava ali presente, prestava atenção naquela conversa sem acreditar uma palavra sequer. Por que ela havia desaparecido? Afinal, ela não era sua mãe? Ele havia o encontrado sendo escravo na plantação do governador, e quando havia o adotado, Marcel nunca havia sequer citador no nome da moça.
— Não, meu pequeno. Sempre estive protegendo-lhe, você apenas não sabia. – Sorriu de forma carinhosa.
— Você nunca esteve comigo. Faz anos que desapareceu, você me deixou! – Marcel se exaltou.
— Mantenha a calma, Marcellus. Somente porque você não me via, não quer dizer que eu estava lá. – Marcel a encarou confuso — Quem você acha que fez com que seus machucados se curassem mais rápido que o normal? Quem você acha que colocou Niklaus em seu caminho?
— Impossível. – Niklaus estava incrédulo com tais palavras.
— Como acha que você ou seus irmãos sentiam dores na cabeça de repente? Ou até mesmo desmaiavam de dor quando machucavam Marcellus de alguma forma? Era até engraçado de se observar, suas caras confusas. Quem você acha que fazia isso em vocês, Niklaus? Todas as vezes que meu pequeno sentia algum sentimento negativo, eu descobria o motivo.
— Sua v... – Klaus iria xingá-la, mas é interrompido por Marcel. Sua irritação aumentou quando viu o sorriso sínico nos lábios da loira.
— Nem pense em dizer, Klaus.
— Quem você acha que salvou Marcellus quando Mikael apareceu na cidade. – Assim que Saphyra disse, olhou em direção a Marcel, que desviou o olhar percebendo que ela sabia o real motivo da presença de Mikael Mikaelson na cidade — Quase o matei, mas aquele velho fugiu sem deixar rastros, não teve como eu o seguir, ou era sua vida ou a de Marcellus. Mas o nome dele está no topo de minha lista. – Sua voz soou irritada, mas poderosa, tanto que fez com que todos ali sentissem medo, até o Grande Híbrido Original que apenas ignorou.
Klaus tentava processar tais palavras em sua cabeça. Como ela havia sobrevivido de seu pai, que era um monstro e a mataria em segundos? Quem aquela garota pensava que era para achar que era superior a Niklaus Mikaelson, o Híbrido Original.
Perguntas sem respostas. Não faziam ideia o quanto era grande o poder da loira. Não seria a primeira e nem a ultima que os dois iria encontrar-se, iria fazer fazer de tudo para desvendar sua vida. Klaus sentia que ela não era apenas uma simples amiga de sua irmã, Rebekah.
— Quase o matou? Impossível! – Afirmou com desdém, não acreditava que aquela pequena moça teria tanta força e coragem para matar seu pai.
Mas, Mikael não fugiria se não fosse por uma ameaça maior que a si próprio.
— Nada é impossível para mim, pequeno híbrido. – Saphyra dizia como se fosse superior a Niklaus, como se ele fosse um nada em sua vida e bom, era verdade.
Niklaus a encarava incrédulo, inacreditável com tanta coragem. Para ele, Saphyra estava cavando sua própria cova e ele iria a jogá-la assim que descobrisse quem ela era e qual benefício poderia trazer a si.
— Como? – Klaus perguntou querendo que ela soltasse algo sobre si mesma ou como ela havia feito tal façanha.
Desde que havia matado aquela bruxa, ele podia sentir uma pequena magia, uma magia que ele apenas sentia na presença de sua mãe, Esther Mikaelson. Mas ele apenas não sabia que o pequeno poder que sentia, não eram nem ao menos 20% do real poder de Saphyra.
— Pergunta errada, Caro Niklaus. Tente novamente. – Em seus lábios surgia um sorriso irônico.
— Quem realmente você é, garota? – Klaus perguntou irritado.
Marcel apenas observava tudo junto com seus vampiros, ele sabia que sua mãe daria conta do Mikaelson. O sorriso de Saphyra aumentou com a pergunta feita pelo híbrido. E respondeu de boa vontade, tirando a curiosidade de todos, menos de Marcel que sorria. Um sorriso que ele teve a quem puxar, um sorriso que aprendeu com sua mãe adotiva. Mesmo por poucos anos, ele a conhecia e sabia que ela era mais poderosa do que dizia ser. Ele era seu Pequeno Príncipe, afinal.
— Me chamo, Saphyra Lancaster. — Os vampiros antigos arregalaram os olhos, surpresos pela presença da moça na cidade, não sabiam que ela realmente existia, que era mais que apenas uma lenda. Os novos não faziam ideia de quem ela era, mas ficaram tensos sabendo que ela era poderosa o suficiente para deixar todos naquele estado. Niklaus estava surpreso mesmo estando com seu semblante de superioridade, Marcel apenas sorria observando os de mais – E é um desprazer conhecer você, Mikaelson.
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