Who Gonna Be?
1 01. O Começo de um Fim
Notas iniciais
[...]
– Mônica, espera... Vamos conversar direito... – Cebola tentava se explicar
– Eu não tenho mais nada pra falar com você, seu idiota! Agora saia da minha frente!
– Não posso ir embora sem ao menos te explicar o que realmente aconteceu!
– Olha, Cebola... É a sua ultima chance, eu vou fechar os olhos e contar até 10, se você não tiver sumido... Não preciso nem continuar né?
– Mas...
– Um...
– Mônica, você está sendo muito infantil!
– Dois...
– Por favor Mônica, deixa eu te explicar!
– TRÊS!
– Está certo, se você quer assim...
– QUATRO...
Cebola não disse mais nenhuma palavra, estava inconformado demais com aquela situação. Se virou e foi até a porta, deu uma ultima olhada para Mônica que continuava contando com os olhos fechados e foi embora.
– Nove... – Ela abriu um dos olhos, e percebeu que ele já tinha ido. Soltou um grande suspiro, tanto de alivio, como de tristeza. Mal podia imaginar ela que o grande amor da sua vida, fora tão cafajeste aquele ponto. Trai-lá com Denise, foi a gota d’água. Ao vê-lo aos beijos com aquela periguete (o seu novo apelido) sentiu como uma faca atravessando o seu peito.
Mônica se sentou no sofá com as duas mãos na testa, e suas lagrimas que temiam em cair foram impedidas por Mônica que jurou para si mesma que não iria chorar por ele em momento algum.
A campainha toca, e ela deduz que pode ser Cebola outra vez, se levanta para atender e quando abre é a sua melhor amiga Magali, que, misteriosamente já havia ficado sabendo da briga entre ela e Cebola.
– Oi amiga. – Disse abraçando-a. – Eu vim assim que soube.
– Soube do que?
– Que você flagrou o Cebola com a Denise!
– Ah claro. – Revirou os olhos. — A fofoqueira já foi correndo fofocar pra todo mundo.
– Isso ela não poupou mesmo. Acho que o bairro todo já deve estar sabendo.
– Sabe Maga... Eu aguentei tudo do Cebola até agora, ele me fazia de gato e sapato, mas isso eu não consegui tolerar...
– Você o dispensou não foi?
– Dispensei, na verdade já era pra eu ter dispensado há muito tempo.
– Ai amiga. – Magali lhe deu outro abraço apertado e consolador. – Eu imagino como você deve estar se sentindo.
– E o pior é que eu ainda amo aquele idiota, mesmo ele me fazendo de boba todo esse tempo. Eu acho que vai ser difícil esquecer o que ele fez comigo.
– Eu entendo, e estou aqui pra qualquer coisa que você precisar.
– Valeu amiga...
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– Sério mesmo que cê levou um fora da Mônica? – Ria Cascão.
– Pois é... – Dizia Cebola com uma cara nada feliz.
– Mas tu queria o que? Ficou pegando um monte de garota, fazia ela de boba, tinha mesmo que levar um toco.
– Mas eu fui tão discreto, eu achei que ela nunca iria descobrir que eu tava ficando com a Denise.
– A Mônica não é burra, ela já estava desconfiada há muito tempo que você estava ficando com outras garotas pelas costas dela.
– E dai? Agente nem namorando tá.
– Mas você pediu ela em namoro.
– E ela nunca me deu a resposta.
– Mesmo assim, se você pediu a garota em namoro, o mínimo que você tinha que fazer era esperar pela resposta e partir pra outra, mas o que você fez? Exatamente o oposto disso.
– Tudo bem, pode jogar na cara, eu mereço mesmo... Fui um idiota, sem noção... Um completo banana.
– Ainda bem que você reconhece. – Disse Cascão jogando a bola de Cebola para cima.
– E agora? Como vou fazer pra me desculpar com ela?
– Reza e espera.
Continua...
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