Whispering

7 Challanges


Notas iniciais
"Gentlemen you had my curiosity, now you had my attention" ~ Leonardo DiCaprio, Django

Rey pulava pela floresta se apoiando em Bellamy para chegar no acampamento deles. Depois de meia hora dos dois discutindo, ele finalmente conseguiu convence-la de passar a noite no acampamento. Algo dentro dela queria ir até a sua casa e permanecer lá, esperar por seus pais, mas isso se tornou algo mais forte que ela, algo que não podia mais segurar. Essa noite era um passo para frente, um sinal que estava avançando e deixando seu passado para trás.

A entrada surge e todos se reúnem para observa-los cruzarem, Clarke explica o que aconteceu e Bellamy a leva para dentro da nave. Sentar novamente fez seu corpo relaxar, foi como se ela estivesse liberando uma pressão. Rey sorri assim que suas costas encontram a parede da nave. Ele girava seus braços e pescoço, dava para os ouvir estralando.

— Eu estou tão cansada, poderia dormir por dias — Ela suspira e fecha os seus olhos.

— Eu irei arranjar algum lugar para você dormir em paz, não se preocupe. — Bellamy responde rindo e logo em seguida sai da nave, deixando Rey sozinha.

Sabe aquela sensação de quando você não está dormindo, mas também não está acordada? Bem, é isso que aconteceu nesse momento. Rey ouvia tudo que acontecia, os passos e as conversar, porém, não conseguia decodificar essa informação. Passou uma meia hora nessa condição até alguém acorda-la:

— Rey?

Ela abre os olhos e vê Jasper na sua frente segurando alguma coisa de madeira.

— Oh, Hey. — Rey responde e se ajeita sentando de modo que não parecesse que estava jogada no chão.

— Eu sou o...Jasper, mas acho que você já sabe disso.

— Sim, acho que você também já sabe o meu nome.

Jasper senta ao seu lado e ambos pareciam bem desconfortáveis.

— Então...como foi seu dia? — Ela pergunta tentando mudar o clima.

— Foi bem calmo — Ele responde rindo. — E o seu?

— Bom...eu me senti como uma coelha saltando por ai.

— Ah, verdade. Sua perna — Jasper pega a coisa de madeira e coloca no colo dela — É um suporte, vai te ajudar a andar por enquanto.

— Como que eu uso? — Rey segura o suporte como se fosse algo de outro mundo.

— Bom...deixa eu colocar — Ele se ajoelha na frente da perna e aperta a atadura, fazendo-a grunhir um pouco — Desculpa. — Ela sorri e Jasper coloca o suporte, duas tabuas de madeira, cada uma em um lado da perna, e uma corda as ligando — Deixa eu te ajudar a se levantar.

Ele se levanta e a segura pelos ombros, com um pouco de dificuldade Rey se levanta. Jasper a observava sorrindo, parecia orgulhoso com o resultado. Ficar de pé já não doía tanto quanto antes, apenas não podia colocar o peso na perna machucada.

— Você que fez? — Rey pergunta sem coragem de dar o primeiro passo.

— Sim, ficamos sabendo do que aconteceu e meio que quis retribuir o favor — Ele responde ainda contente, mas com um pouco de vergonha. — Afinal, você salvou minha vida e nunca tive a chance de dizer obrigado. Então, obrigado.

— Não há de que, Jasper. — Ele se aproxima e segura seu braço e sorri com um sinal de que ela poderia confiar nele. Apenas de um passo e torça que essa coisa não quebre — Vamos lá.

Rey respira fundo e dá um passo, não posso dizer que não doeu nada, ela sentiu aquela dor no fundo, o ferimento não desapareceu. Porém, é algo que ela vai poder usar até poder andar sem mancar.

— Eai? — Jasper pergunta quando chegam na porta da nave. — Tenho futuro fazendo suporte para pernas que foram esfaqueadas?

— Sim, você tem, Jasper. — Ela responde rindo e assim ela vê Bellamy a observando na entrada. Rey sorri e ele faz o mesmo e caminha a sua direção.

Jasper a ajuda a sair da nave e foi quando Bellamy assume, Rey agradece com o rosto e ele se vai. Bellamy a guiava para onde ficavam as tendas lentamente, enquanto ela se acostumava a andar com o suporte. Todos estão olhando para mim, eu realmente não gosto disso. Há muito tempo não convivia com tantas pessoas.

Eles entram na tenda do Bellamy, tinha uma cama de casal e cobertores no chão. Ela para e se apoia numa mesa improvisada que ficava perto da porta.

— Você pode ficar na cama, amanhã eu te acompanho até sua casa. — Bellamy a ajuda a deitar na cama, a acompanhando até sentar-se nela e a levantar o suporte.

— Eu me sinto como uma criança, necessitando de alguém para cuidar de mim — Rey confessa olhando para o teto amarelo da tenda — Eu realmente não gosto disso.

— Bom, você terá que se acostumar — Ele ajeita sua jaqueta e anda até a saída — Eu vou procurar Octavia. Apenas descanse.

E foi isso o que ela fez, dormiu igual a uma criança necessitando de ajuda.

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Bellamy a acorda após umas horas, ela abre os olhos assustada e assim que o vê deita sua cabeça com força suspirando:

— Estou indo procurar Octavia, faz doze horas que ela está sumida.

A primeira coisa que ela fez foi se levantar, mas Bellamy coloca sua mão em seu ombro não a deixando fazer o mesmo, tudo com uma cara de interrogação.

— Você não está indo, Rey.

— Como assim? — Ela diz sentando na cama.

— Sua perna, Rey! Não percebeu que nem consegue andar.

— Eu consigo andar, Bellamy. E além do mais, você está indo pro território deles. Ninguém sabe mais do que eu sobre aquele lugar. — Eu sei que ele tem razão, mas ninguém pode dizer o que eu posso ou não fazer. Principalmente ele, eu que o ensinei tudo.

— REY, VOCÊ NÃO CONSEGUE ANDAR!

— EU CONSIGO ANDAR SIM!

— Então, levanta. Vamos lá, sozinha. — O tom de desafio, Bellamy tinha certeza que não iria conseguir.

Você consegue, sem cambalear. Rey apoia sua mão nas laterais do seu corpo e se levanta colocando toda sua força nelas, foi basicamente um empurrão que não sei como deu certo. Estou de pé. Ele a observa demonstrando autoridade, ela responde encarando nos olhos deles, sem pudor.

— Você fica, estou mandando. — Bellamy diz no mesmo tom que fala com o seu povo, como o líder deles.

— Você não é meu líder e essa floresta não é sua, eu faço o que eu quiser. — Rey responde no mesmo tom, um que nunca tinha usado e nunca pensou em usá-lo com Bellamy.

— Se você for, eu não vou te ajudar. Se cair, terá que se levantar sozinha. Se cansar, ficará para trás ou terá que se arrastar. É a sua escolha.

— Estou dentro.

Bellamy sai da tenda com pisadas fortes, certeza que não gostava de ser desafiado. Rey fica para trás com seu coração na garganta.

Fiz merda, uma grande merda.

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Rey fazia de tudo para não mancar e antes de sair tinha tomado dois analgésicos naturais que descobriu há muito tempo numa caverna abandonada dos selvagens. Sua mochila o mais leve possível e o bastão servia como uma espécie de bengala.

Vamos lá, se enfiou nessa agora saia.

Todos estavam se reunindo no centro do acampamento quando os múrmuros começaram e ela vê todo o grupo olhando para o céu. Rey então vê mais uma cena normal, a chuva de meteoros que acontecia de tempos em tempos.

Turistas, se impressionam com tudo.

— Não funcionou. — Raven diz encarando o céu — Eles não viram os rojões.

— Uma chuva de meteoros diz isso? — Bellamy faz a pergunta que estava na cabeça de Rey.

— Não é uma chuva de meteoros, é um funeral — Clarke responde e todos se assustam. — Dezenas de corpos sendo devolvidos a Terra. É assim que é, visto da outra ponta.

Bellamy olha para Rey que estava de cabeça baixa, todos esses anos maravilhada com essa cena apenas para descobrir que é um funeral, são corpos sem vidas. Todos suspiram em decepção e ela percebe nisso nos olhares, principalmente no de Clarke. O de Bellamy estava diferente, medo e pânico.

— Não receberam nossa mensagem — Clarke diz o obvio para Raven.

— ISSO É TUDO A SUA CULPA — Raven avança em direção do Bellamy.

— Eu ajudei a achar o rádio.

— É, depois que o arrancou da minha nave e o destruiu — Finn segurava Raven, que exibia o mesmo olhar de raiva de quando atacou Rey.

— Logo depois de você ataca uma inocente. — Bellamy usa esse argumento e todos os olhares vão para Rey que sente ficar vermelha, odiava ser o centro das atenções.

— Os dois sabem o que fizeram, e agora ambos terão que viver com as consequências — Clarke diz e olha para Bellamy — 300 mortos, Bellamy.

— Tudo que sei é que a minha irmã está lá fora, e eu vou encontrá-la. Vocês vêm ou não?

Finn se distancia de Raven e entra no grupo de busca. Bellamy os guiam para fora do acampamento e Rey faz de tudo para não ser uma das últimas.

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— Vejam! Aqui — Alguém grita após um tempo de caminhada.

Bellamy corre em direção ao individuou e Rey tem o observa-lo mais uma vez a ignorando, foi isso desde que saíram do acampamento. Ela apressa o passo o máximo que pode e tenta ver o que acharam. Um cinto num arbusto no fim da colina.

— Vamos entrar em território inimigo. — Rey avisa assim que Bellamy pede uma corda para descer — Umas duas horas naquela direção é as armadilhas começam.

— Então é melhor você mostrar porque veio nessa missão e nos dizer onde elas estão — Bellamy diz e amarra a corda numa arvore.

Ele desce até o fundo e depois Jasper faz o mesmo, todos pensam duas vezes até Finn descer. Agora eles estão pensando em como eles são loucos. Rey segura na corda e lentamente desce, um pé após o outro, mãos firmes, passos firmes. Vamos lá, mostre como você é forte, mostre como eles são uns perdedores.

Finn a ajuda a descer da colina a segurando pela cintura, ele sorri ao ver todos a observando do alto.

— Guerreira selvagem, deu na cara de todos eles — Finn comenta e Rey sorri, podia ver que Bellamy virou o rosto, mas se recusou a olhar para ela.

— Finn, alguém mais esteve aqui — Ele pede a atenção dele.

Finn se aproxima e examina o chão, Rey se apressa e com medo de não conseguir se levantar novamente ela permanece em pés do lado deles. Pegadas pesadas, o que não é normal para um selvagem. Ele a estava carregando. Ela vê o olhar de Jasper quando Finn fala o mesmo, o mesmo aconteceu com ele e só sobreviveu com ajuda. Octavia estava sozinha.

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Mais duas porções da pasta analgésica e seguiu o caminho, meia hora andando e seguindo os passos de Finn que rastreava Rey sabia para onde eles estavam indo, para o centro da morte. Bom, nunca iriam deixá-los chegar lá.

A trilha dos corpos começa, e como o nome já diz, está cercada de pessoa há muito tempo mortas. Um aviso, do que aconteceria se continuassem. Todos murmuram, querendo ir embora e questionando o motivo da jornada.

— Voltem se quiserem — Bellamy diz quando os primeiros começam a pegar o caminho de volta — Minha irmã, minha responsabilidade. — E ele entra na trilha dos corpos. A perna de Rey doía, ela olha para sua perna e para a trilha de volta.

Não posso desistir agora

— Eu iria até o inferno para encontrá-la — Jasper diz e Rey toma coragem e os acompanha.

— Eu acho que foi isso que acabamos de fazer — Finn diz quando nos alcança.

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O sol já tinha nascido há muito tempo e seus analgésicos já estavam acabando quando Finn perde a trilha. Rey sabia onde estavam, as armadilhas já estavam bem próxima e todo o resto grupo jazia espalhado pela floresta a procura da trilha.

— Finn, não podemos ficar tão espalhados assim. — Rey tenta avisa-lo, já que Bellamy não a ouvia.

— Não temos outra escolha, Rey. É isso ou perder Octavia. — Ele bufa quando percebe que ela está certa — Vou tentar falar com Bellamy.

Rey se apoia no bastão e para um pouco, apenas para descansar, enquanto Finn falava com Bellamy.

— Não podemos ficar vagando por ai, Bellamy — Ele tenta dizer — Precisamos voltar.

— Não vamos voltar!

— Ei, onde está John? — Roma interrompe Bellamy e é assim que Rey sabe que tudo começou.

Ela se apressa e aproxima dos meninos, usando o bastão como arma agora.

— Todos se aproximam...! — Rey tenta dizer quando um corpo cai das arvores.

Rey olha para o seu redor, sentia a presença de vários selvagens, barulhos mínimos e velocidade máxima.

— ALI! — Jasper grita e ela vê um deles ao longe, só para ver mais outro e outro.

— Bellamy, pega o meu arco — Ela o entrega com algumas flechas, ele aceita sem pestanejar.

— Eu disse para você ficar, Rey — Bellamy finalmente olha para ela, antes de gritar umas das palavras que mais gostava, mas no momento a que mais temia — CORRAM!

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Rey corria o máximo que podia, já sentidno que estava ficando para trás. Bellamy jazia bem a frente, junto com Finn e Jasper. Os outros estavam a trás deles, mas ainda a sua frente. Os selvagens já a alcançava, porém estavam na lateral dela e a ultrapassando.

Eles não iam perder a chance de me mata.

Nisso, ela para, apenas para ver um selvagem atrás dela. Peles de animais no corpo e seu rosto tampado por uma marcara preta. Não podia ver seu olhar nem outra parte do seu corpo, uma adaga jazia na sua mão.

— Athtihar fin's gwe, jin lei khalakki. — Olha quem está aqui, a princesa abandonada. Ele diz parado no lugar, exibindo sua arma. — Zin annevalat. — Continua sozinha.

Ele corre em sua direção, ela pega o bastão e o atinge com tudo na cabeça dele, o fazendo cair. Selvagens são rápidos, caem e se levantam num piscar de olhos. Ele se joga em cima de Rey, a fazendo cair. Ele vai me estrangular. E assim foi feito, mãos na sua garganta novamente. Mas, ela tinha um plano, uma adaga na sua cintura. Pega a adaga e a segura firme, sua visão estava falhando e seu corpo tremendo. Na procura do ar, Rey podia apenas pensar em um único lugar, a cabeça. Enfia a arma com força na cabeça dele, o sangue jorra e escorre pela sua mão. O selvagem num segundo fica mole e cai em cima dela.

— REY! — Bellamy gritava em algum lugar perto.

Rey arrasta o corpo para longe dela, recuperando o ar desesperadamente. Sua visão de turva vai se dissipando e a dor da sua perna aparece novamente. Num segundo a adrenalina a fez esquecer, mas agora voltava com tudo. Alguém segura seu ombro e a coloca de pé, naquele instante Rey se debateu contra até ver o rosto de Bellamy.

— Eu te disse. — A primeira palavra dele antes que entregasse o bastão e se voltasse para o resto do grupo — Parem de correr! Eles sabem onde está a minha irmã.

Porém, Roma continua a correr e todos têm que ir atrás dela. Rey respira fundo e retoma a corrida, apenas para encontrar um menino do grupo morto por uma bola de espinhos gigante. Eu sei onde estou. Roma de pânico continua a correr.

— ROMA! PARE! — Rey grita também em pânico.

— Estão nos trazendo para cá, é a única direção que podemos correr. — Jasper diz tentando recuperar o folego.

— Para onde eles foram? — Finn pergunta quando percebe que os selvagens não estão mais atrás deles.

— Temos que ir atrás de Roma, ela está indo em direção de outra armadilha — Rey grita e faz todos voltarem a correr.

Bellamy vai a frente sem pudor, sem se importar se teria uma armadilha ou não. Rey queria faze-lo parar, mas era isso ou Roma morreria. Onde estou? Tem outra por aqui...lança, gatilho, corda. Uma corda por aqui lançaria uma lança.

— BELLAMY PARE! — Ela grita quando se encontra. — Fique parado.

Rey caminha até ele e pede para Finn a acompanhar.

— Procure uma corda, uma sequência de três — Ela pede e Finn se ajoelha no chão — São muito finas, quase imperceptíveis.

— Aqui, tem uma — Finn diz e se vira a direita — Aqui outra....não tem a terceira.

Norte e leste, a noroeste foi acionada. Onde ela estaria? Rey caminha em direção da corda acionada, já sabia o que tinha acontecido e quando vê Roma com uma lança no peito e os seus olhos com pânico puro,não estava surpresa.

— Estão brincando conosco — Finn diz quando se aproxima.

Bellamy fecha os olhos de Roma:

— Ela só veio por minha causa.

— Eles podem nos matar quando quiserem, eu sei algumas de milhares de armadilhas — Rey diz observando seu redor.

— ENTÃO ELES DEVERIAM ACABAR LOGO COM ISSO! — Jasper gritava com todo o seu pulmão — Venham! Sabemos que estão ai!

Finn o empurra, tentando o fazer calar a boca, mas ele não parava.

— Eles estão vindo! — Munroe grita e todos agoram vem um selvagem vindo em nossa direção.

Bosta! Não era apenas um, vários, cada um vindo de uma direção. Bellamy pega o arco e aponta para um. Rey o vê segurando a respiração e tentando mirar. Ele solta e a flecha para no ombro de um, o que não é o suficiente para mata-los. Você consegue. É quando a trombeta soa. Os selvagens olham em direção do barulho e recuam.

— Precisamos achar um abrigo — Rey suspira em pânico, saíram da frigideira e pularam para o fogo.

— Não temos tempo — Finn diz tirando algo de sua mochila.

Ele abre o tecido e todos se colocam debaixo dele, o que foi a coisa mais fácil para Rey, deitar no chão. Bellamy estava ao seu lado e Jasper do outro, todos sob o tecido amarelo esperando a neblina ácida.

— Até quando vamos esperar? — Jasper pergunta depois de alguns minutos de nenhuma neblina surgir.

— Não vamos mais esperar — Bellamy diz tirando o tecido deixando todos surpresos. — Não vai ter nenhuma neblina.

O céu estava limpo e nada da nuvem amarela, todos se levantam e olham ao redor, os selvagens tinham saído.

— Talvez fosse um alarme falso — Finn propõe no momento que ouvem alguém andando. Na direita deles um selvagem, correndo sozinho pela mata — Ele não nos viu.

— Vou atrás dele.

— Para que, Bellamy? Mata-lo? — Rey pergunta colocando a mão no seu peito.

— Não, vou pega-lo. Faze-lo contar onde Octavia está. E depois eu o mato. — Bellamy sem pensar duas vezes começa a seguir o selvagem.

— Como não sabemos que ele está nos guiando para outra armadilha? — Jasper pergunta a Finn.

— Nós não sabemos — Rey responde e segue Bellamy adentrando o território inimigo.

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O selvagem não parecia perceber que eles estavam o seguindo, Rey fazia de tudo para o grupo andar no máximo silencio e numa distância segura. Em pouco tempo eles chegaram a uma caverna, lar de vários selvagens que viviam longe das suas comunidades. O grupo adentrava a escuridão com cautela e com as armas prontas.

Foi quando Bellamy vê Octavia e corre para ajudá-la, o selvagem jazia jogado no chão. De algum modo ela conseguiu desacorda-lo. Quando ele consegue a liberta-la correm para se abraçar, era estranho para Rey ver os dois, como se pareciam e se amavam. Era algo familiar para ela.

— Precisamos ir, agora! Antes que ele acorde — Octavia diz depois de abraçar Jasper.

— Ele não vai acordar — Bellamy diz pegando um bastão que estava no chão.

— Bellamy, pare. Ele não me machucou! — Ela segura a mão do irmão.

Finn estava perto do selvagem, examinando a vestimenta dele, quando o mesmo acorda enfiando uma adaga no peito dele. O selvagem era rápido e acerta Bellamy, fazendo-o cair. Octavia corria para ajudar Finn enquanto seu irmão lutava com o terra-firme. Rey não sabia o que fazer, ajudar Bellamy ou Finn? Rey entrega seu bastão para Jasper e corre para ajudar Octavia.

— O que fazemos, Rey? — Ela suspirava nervosa, com voz tremida.

— Não podemos tirar a faca...

Foi quando Bellamy cai com a lança no pescoço dele, o Selvagem pressionava com raiva, iria mata-lo.

— PARE! Ele é o meu irmão! — Octavia grita e Rey se apressa para levantar-se.

Então Jasper atinge o selvagem com seu bastão na cabeça, ele cai no chão desacordado novamente. Bellamy respirava novamente com alivio, ele se levanta lentamente e encarava o corpo do selvagem e de Finn.

— Você está bem? — Rey pergunta pegando o bastão de Jasper, que estava parado e encarando o corpo do selvagem, ele acena com a cabeça e ela se volta para Bellamy — Precisamos voltar correndo.

Notas finais
Eu AMEI escrever esse cap, espero que gostem de o ler. Foi muito legal escrever, porque as vezes tinha que pensar. A perna dela tá bugada, ai eu apagava tudo e escrevia de forma que ela não saia pulando por ai e lutando que nem uma ninja.