Whisper

8 My name is Jones


Notas iniciais

Finalmente vocês iram descobrir quem é essa criatura ;)
Eu espero que voces gostem
Boa leitura sz

Capitulo anterior:

Santana estava no porão, enfiando as mãos nos bolsos de Puck na tentativa de achar sua aliança, mas se assustou com uma voz atrás dela.

“Procurando isso, Santana?”. Disse Quinn, balançando a aliança entre os dedos. “A aliança que estava polindo em cima da cama do Puck?”.

“Quinn, eu posso explicar...”. Começou a falar, mas foi interrompida por Quinn que lhe deu um tapa no rosto e saiu furiosa.

“Quinn!”. Gritou Santana, mas ela já tinha entrado no carro e acelerado em alta velocidade para ir ao encontro do tal Jones.

Capitulo atual:

Santana ainda estava atônita pelo tapa que havia levado da mulher que amava. Ela sabia que devido ao que ela tinha feito, merecia esse tratamento de Quinn, mas mesmo assim, não conseguia evitar pensar em como ela havia deixado tudo isso acontecer.

Como ela chegou a essa situação?

Pensava em tudo o que estava acontecendo, enquanto trancava a porta do porão e ia em direção à cozinha para pegar um copo d’agua.

Estava tão absorta em seus pensamentos, que nem sequer notou quando o investigador Finn Hudson abriu a porta da casa e começou a andar em sua direção, apontando uma arma para sua cabeça e colocando as algemas em seus pulsos.

“Rachel Berry? Você está bem?”. Ele perguntou preocupadamente para a pequena garota que estava encostada na parede ao seu lado.

“Estou”. Sorriu inocentemente.

As duas estavam sentadas na sala, Santana ainda estava meio fora de orbita, enquanto Rachel balançava as pernas infantilmente para fora do sofá. Finn espiava o lado de fora da casa por uma janela, esperando o retorno de Quinn Fabray para prendê-la também.

“Você é um bom investigador Finn”. Rachel falou e sorriu em sua direção.

“Obrigada senhorita Berry”. Ele respondeu, desviando sua atenção para ela.

“Me chame apenas de Rachel ou Rach se você quiser”. Seu sorriso era enorme, fazendo duas encantadoras covinhas aparecerem em suas bochechas.

“Como quiser Rach”. O policial sorriu, Finn estava completamente encantado com a doçura e inocência daquela garota.

Como esses desgraçados tiveram a coragem de fazer algum mal a uma menina tão adorável quanto ela. Finn pensava com pesar, enquanto balançava a cabeça negativamente e voltava a sua atenção para o lado de fora da casa.

“Sabia que cada vida é como uma história? Ela tem início, meio e fim. Quer saber como termina a sua?”. Rachel voltou a se dirigir ao investigador depois de alguns minutos em silencio, com um pequeno sorriso.

Finn não entendeu muito bem o que a criança disse e olhou de forma interrogativa para Santana.

“Nem eu entendo o que ela diz”. Deu de ombros.

“Estou falando dos corpos no porão”. A pequena morena disse baixinho, como se estivesse contando um segredo.

Finn soltou uma exclamação surpreso e foi até o porão, levando com sigo Santana e a criança é claro, ele não era idiota de deixar a latina sozinha com a menina. Falou para que as duas ficassem o esperando na porta e pediu para que Rachel gritasse caso acontecesse alguma coisa.

Desceu as escadas e encontrou o interruptor de luz, avistou dois homens mortos, mas antes que conseguisse chegar perto deles, Finn tomou um grande susto com um lobo negro que estava sentado perto dos homens mortos e que rosnou para ele.

Santana e Rachel desceram alguns degraus quando ouviram o grito de Finn.

Ele estava conseguindo fugir, enquanto o lobo rosnava para ele ameaçando atacar, mas antes que conseguisse subir toda a escada, acabou tropeçando em um degrau, machucando sua perna.

Rachel estendeu uma arma para Santana.

“O que é isso?”. Perguntou assustada.

“Faça alguma coisa Santana. Não se cria filhos na cadeia”.

E sem pensar, Santana atirou. O tiro foi certeiro, o investigador Hudson estava morto.

...

Quinn estava esperando, impaciente.

Pelo menos ela saberia quem era o tal Jones nesse maldito dia.

Um carro preto de vidro fumê parou, a porta se abriu e Quinn entrou.

Quando olhou para o motorista, não acreditou no que viu.

Shelby?!”. Gritou indignada.

Não poderia ser!

Quinn a tinha visto de relance na festa de aniversário. Pensou em tudo o que aconteceu naquele dia e as peças começaram a se encaixar.

Rachel havia dito algo parecido com a mãe gostar de decoração...

Quem arrumou cada detalhe da festa?

Shelby Berry.

Quem era a única pessoa que estava responsável por contratar um príncipe encantado?

Shelby Berry.

“Você é Jones?”. Sua pergunta era idiota, mas ela precisava de uma confirmação para toda aquela loucura.

“Jones é meu sobrenome de solteira”. Murmurou.

“Mas como...”. Quinn tentava entender.

Shelby começou a chorar, parecendo ter um ataque histérico.

“Quando eu a adotei, ela parecia um anjinho, mas como é mesmo o trecho da Bíblia? ‘Satanás insiste em se travestir de anjo de luz’. É a mais pura verdade!”.

“Mas Shelby, ela é sua filha!”. Quinn alterou o seu tom de voz.

“Ela me enlouquece mais a cada dia! Eu fico ouvindo ameaças de morte, sussurros estranhos contando os meus segredos... Eu não aguento mais!”. Alterou o seu tom de voz também.

Shelby mostrou uma maleta cheia de dinheiro e colocou no colo da Quinn.

“Tome. É muito mais do que prometi para todos vocês juntos! Mas a mate!”.

“Shelby, ela é apenas uma garotinha!”. Tentava colocar um pouco de juízo na cabeça daquela mulher.

“Aquela coisa parece uma garotinha, mas ela não é! Nem sei se há algo de humano nela! Mate ela antes que ela mate você!”.

“Se vai me pedir para matar uma menininha, chamou a pessoa errada”. Quinn disse e saiu do carro, mas tomou um susto ao ouvir o barulho de um tiro.

Shelby Berry deu um fim a própria vida.

...

“O que eu fiz?”. Perguntou Santana em choque.

“O que precisava ser feito”. Replicou Rachel, indo até ela e quebrando as algemas com facilidade.

“Rachel, o que você é?”.

“Sou um anjo”. Afirmou e segurou a mão da mulher mais velha.

Levou Santana até seu quarto, mostrando as gravuras que desenhou.

As figuras de Willian e Puck pareciam derretidas.

“O que é isso?”. Seus olhos estavam arregalados.

“Deus está punindo vocês e irá punir Quinn”.

Santana ficou horrorizada com a gravura em que Quinn parecia estar sendo devorada por lobos.

“Mas por quê?”.

“Pela maldade dela”. Deu de ombros.

“Mas a Quinn não é má”. Lhe afirmou.

Ainda. Ela vai tentar me matar. E Deus não vai poupá-la”.

Santana ficou com o coração pesado.

“Isso não pode acontecer! O que eu faço para salvá-la?”

“O que você faria?”

“Tudo!”. Respondeu sem hesitar.

Mataria?”. Rachel questionou.

Os olhos de Santana se arregalaram.

“Co-como assim?”.

“Mate a Quinn antes que ela tente me matar. É a única maneira da alma de Quinn ser salva. Se a ama, a mate. Mate ela, por ela”.

Santana caiu de joelhos no chão, desesperada e chocada.

“Enquanto você decide o que quer fazer, me ajuda com a lareira? Sou frágil demais para ficar perto fogo”. E seu olhar inocente estava de volta.

Notas finais
Comentem e me digam o que acharam
Até o proximo