Notas iniciais
Obrigada a todos que comentaram e favoritaram a fic até então *O* Não esperava que gostassem tanto da fic, e isso me animou muito S2 Espero que gostem desse capítulo ;D

–Ora, obrigado por abrirem a porta. Não foi nem preciso bater. — Jericho Swain quebrou o silêncio. Apesar de parecer entretido, sua fala era seca, e as observava imóvel.

Tirzah engoliu em seco. Olhou para Sona pelo canto de olho, temendo tirar os olhos do Grão General. A musicista também estava paralisada do susto, mas foi a primeira a agir.

Puxou a mulher para o lado e fez uma reverência, com um gesto o convidou para entrar no pequeno cômodo. Era impossível não reconhecê-lo, mesmo nunca tendo o visto pessoalmente. A aura de liderança e superioridade que emanava dele, Sona não teria como confundi-lo com outra pessoa.

Com um aceno leve agradeceu a gentileza de Sona, e entrou mancando no quarto, apoiado em sua bengala. Aproximando-se de Sona, curvou-se ligeiramente, tomando uma das mãos da garota.

Prima donna¹.-Ele fez menção de beijar a mão da garota, os olhos escarlates fixos nos dela. Sona se sentia hipnotizada, sem saber o que fazer na situação. Encarava o rosto do líder de Noxus, e se pegou pensando o que estaria por debaixo da mascara que encobria metade da face. Muitos diziam que a mascara ocultava horríveis cicatrizes recorrentes de torturas demacianas, ou de velhas batalhas. Ela não duvidava nem um pouco.

–Sua melodia move a alma, seu silêncio faz o corpo chorar, cara musa. — Ele a libertou, endireitando a postura. — Lamento por esse... infeliz incidente. Gostaria que tivéssemos sido apresentados em outras circunstâncias mas...

– Nós estamos indo embora agora mesmo. — Tirzah parecia ter reencontrado a voz e a coragem para falar. Estava com os braços cruzados, determinada.

Swain se virou para a mulher, como se só agora se lembrasse que existia outra pessoa na sala. Ao sentir o olhar, Sona pode notar Tirzah murchar um pouco, mas continuou parada no mesmo lugar.

– As aconselho a não fazerem isso.

–Ah, não? E vai fazer o que, nos manter aqui como prisioneiras? Não tivemos nada a ver com isso tudo.

Prisioneiras. A ideia ainda não havia passado pela cabeça de Sona. Elas poderiam ser feitas prisioneiras. De guerra? Pelos deuses, por conta do concerto de Sona, começaria uma nova guerra?! Ela olhou assustada para Swain, esperando alguma resposta. Ele se voltou para ela novamente, percebendo o pânico.

–Eu garanto que nenhum mal acontecerá a vocês. Eu e meus mais confiáveis homens sabemos que não estão envolvidas. Sinto muito que tive que lhe envolver, Sona.

Sona estremeceu ao ouvir a ultima frase. Ele realmente soava sentido por isso, estava sendo sincero. Ela acenou com a cabeça, se sentindo estranha.

–Infelizmente nem todos em Noxus compartilham dessa certeza, e posso assegurar que algumas pessoas poderiam lhe querer mal. — Swain continuou. — Até que tudo seja investigado e esclarecido, as aconselho a permanecerem aqui. Estarão seguras, eu garanto.

Antes mesmo que Tirzah abrisse a boca para responder,Swain foi em direção a saída. Sona estava confusa, e queria entender mais sobre tudo o que estava acontecendo. O alcançou, e puxou seu braço. Quando ele parou, ela pensou que talvez tivesse ido longe demais, mas ele apenas a observava.

Respirou fundo e perguntou o que estava acontecendo, em linguagem de sinais. Sona não estava exatamente espantada ao ver que ele entendeu o que disse. Ao contrário daquele outro de antes, o Mestre da Estratégia era obviamente mais culto e deveria saber muitos códigos e sinais. Era o mínimo que ela esperava de alguém como Swain.

– Esses assuntos não são pertinentes a uma musicista.- Apesar da frieza das palavras, ele não usava um tom bravo. Parecia um pai tentando educar uma filha rigidamente. — Poderão ficar instaladas aqui mesmo, o tempo que for necessário. O senhor Wolstenholme já foi informado da situação e está de acordo.

Dando o assunto como encerrado, Swain se retirou da sala, se despedindo com um discreto aceno. Sona queria correr atrás dele e exigir mais alguma explicação, mas por algum motivo, ela no fundo confiava nele. Obviamente seria uma das coisas mais idiotas a se fazer nesse momento, mas ela confiava. Com sorte tudo se resolvia rápido, e o quanto antes voltaria para Demacia. Tirzah que não parecia convencida.

Estava sentada na cama, com o rosto escondido nas mãos. Sona sentiu pena da amiga. Estava sendo demais, para as duas. E fora Sona quem insistira para fazerem aquela apresentação, então se sentia totalmente culpada. Sentou-se ao lado da loira, e a abraçou, ficando assim durante alguns segundos, até que Tirzah se levantou abruptamente. Olhou para Sona com lagrimas nos olhos, e disse firme:

– Eu vou ir embora e ninguém vai me impedir. — Correu determinada quarto a fora, batendo forte a porta ao passar. Suspirando, Sona se jogou na cama.

Não adiantaria nada tentar convencê-la do contrário,quando ela teimava com algo, não mudava de ideia. Olhava para o teto da cama com dossel perdida em pensamentos, recapitulando tudo o que havia acontecido até então.

Havia acontecido um assassinato. No meio do seu concerto. A mulher morreu na sua frente. Não havia como salvá-la. Um homem esquisito foi encarregado de escoltar ela. Ele não parecia muito feliz com isso. O homem havia sumido. Se reencontrou com ela. Swain lhe fez uma visita.

Swain havia cortejado ela. Ele mesmo havia a convidado para se apresentar lá. Foi falar com ela pessoalmente. Talvez se tudo isso não tivesse acontecido, teria sido diferente? O que ele teria planejado? Sona sentiu o rosto corar, começando a imaginar cenas absurdas. Ele era o líder de Noxus, temido e odiado igualmente por muitos. Ele não perderia tempo pensando nessas coisas. Ele por tabela nem deveria se importar com a música dela. Mas se importava.

Uma vez Taric lhe disse que com a sua música Sona conseguia encantar todos, homens, mulheres e crianças. E apenas com isso ela poderia ter quem quisesse aos seus pés. Ela nunca gostou de pensar dessa maneira sobre sua arte. Ficava feliz em ver as pessoas admirando sua musica e a adorando. Mas será que sua música havia realmente enfeitiçado Swain?

Estava com os olhos vidrados, passando levemente o dedo indicador sobre o lábio inferior, perdida em possibilidades. Todo o caos daquela noite estava finalmente fazendo efeito, e ela sentia o corpo cansado, e o sono chegando. Achou que não conseguiria dormir, mas viu que estava enganada.

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Acordou de supetão, ouvindo uma comoção no andar debaixo. Não parecia que havia dormido muito tempo,tinha cochilado por alguns minutos talvez. Calçou uma sapatilha e cobriu o tronco com um casaco fino. Saiu para o corredor e conseguia ouvir melhor as vozes.

Aparentemente haviam liberado as saídas. As pessoas saiam irritadas, gritando e xingando, enquanto que algumas ainda permaneciam lá. Observava no alto da escada, apoiada no corrimão. Poucos olhavam para ela e cochichavam algo, mas ela não ligava e continuava com sua postura ereta e olhar gentil. A maioria por sua vez queria sair dali o mais rápido possível.

Como Tirzah.

Uma onda fria desceu pela espinha de Sona. Tirzah não havia realmente ido embora, não é? Olhou para a multidão na saída. Ninguém iria impedir ela de ir embora. Ninguém sabe quem ela é.

Correu para o quarto da produtora. Estava trancado. Continuou batendo,mas depois de alguns minutos desistiu. Não conseguia acreditar que a única amiga, e conhecida em quilômetros, a havia abandonado. Se apoiou na parede e respirou fundo. Estava exagerando. Ela deve estar por aí em algum lugar. Com a melhor postura possível, desceu as escadas e saiu a procura.

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Sentado no balcão do pequeno bar que se encontrava perto do foyer, Draven já havia perdido a conta de quantos coquetéis havia bebido. Geralmente ele preferiria algo mais forte, mas eles só serviam coisas do gênero ali. O bar havia esvaziado consideravelmente depois que liberaram as saídas, mas algumas poucas pessoas ainda se encontravam lá. Talvez o assassinato de seis pessoas numa noite não era o suficiente para abalar os noxianos, e eles estavam lá ainda procurando por alguma diversão, assim como Draven.

O carrasco havia tentado visitar Sona em seu quarto novamente, mas descobriu que Swain também tinha planos parecidos. Voltou para o bar amaldiçoando o velho, imaginando o que ele estaria tramando. Já estava cansado de ter que fazer tudo o que ele e seu irmão mandavam. Quem eles achavam que eram para mandar em Draven? Draven não se curva para ninguém, e Draven não obedece ninguém.

Ainda estava tão compenetrado imaginando maneiras originais e doloridas de matar o desgraçado, que nem notou quando Sona adentrou no bar.

Cabisbaixa e com as lagrimas lhe cobrindo a visão, ela parou na entrada no bar e avistou Draven no balcão. Parou por um instante, e chegou a conclusão que ele era o mais próximo de “conhecido” que ela tinha naquele lugar. E ela não queria ficar sozinha neste momento.

Havia andando por todo o prédio e não encontrou Tirzah. Sr. Wolstenholme,dono do teatro, lhe disse que havia visto a mulher indo embora, tanto que até tinha conversado com ela. Ela nem sequer mencionou Sona. Por que ela seria abandonada assim? Estava tranquila, na medida do possível, quanto tudo a isso, porque teria ela ao seu lado. Mas agora, a ideia de ficar sozinha em Noxus estava aterrorizando-a.

Contendo um soluço e limpando as lágrimas, sentou-se ao lado de Draven. Ao ver o movimento, ele virou o rosto e a encarou surpreso. Mas logo seus lábios curvaram em um sorriso. Óbvio que ela estava ali. Ele era o Draven, as mulheres sempre corriam atrás dele. Passando a mão no cabelo, e virando seu tronco em direção ao dela, disse:

–Então, não aguentou de saudades e-- Mas se interrompeu quando a garota se descontrolou e começou a soluçar violentamente, tentando segurar as lagrimas,mas falhando miseravelmente. Em segundos estava em prantos, apoiada com os braços na bancada e tentando esconder o rosto.

–Ah não... não me faz isso. Alguém te incomodou, foi isso? — Draven suspirou e apoiou o queixo na mão, olhando para longe dela. Não se sentia confortável em ver mulheres chorando.

De certa maneira era por causa de alguém que ela estava assim, então ela concordou com a cabeça, limpando as lagrimas nas mangas do casaco. O bartender lhe entregou um lenço, e ela agradeceu com um sorriso choroso.

–Foi o Swain? — Ele voltou sua atenção para Sona, que ainda chorava baixinho. Ela se apressou em negar. Apesar de que ele estava envolvido nisso, ele não era a causa. Ela se sentia traída, e abandonada. Se sentia naquele orfanato em Ionia novamente. A única diferença é que agora todos os conheciam, mas ela ironicamente não conhecia absolutamente ninguém nessa terra asquerosa.

Ela engoliu o choro,respirou fundo e terminou de secar as lágrimas. Procurou no balcão o que Draven estava bebendo, e encontrou o coquetel de coloração meio estranha. Ela não reconheceu o drink, e pensou que poderia ser algo local. De qualquer jeito, esticou a mão e pegou a taça.

–Hey, isso é meu... mas pode beber se quiser. — Draven completou, ao vê-la tomando tudo que restava no recipiente, de uma vez só.

Sentiu o álcool descer queimando a garganta, e não conseguiu identificar o gosto dos outros ingredientes. Fez uma careta, e largou o copo na mesa.

–Bem melhor agora,não é?- O carrasco se divertia com a cara dela, e fez um sinal para o bartender, pedindo mais 2 drinks. Sona aproveitou e chamou o rapaz também. Pegou um guardanapo e pediu uma caneta, fazendo de conta que escrevia algo no papel fino.

Assim que recebeu a caneta, ela se pôs a escrever. Draven olhava intrigado,mas assim que Sona esticou o guardanapo para ela, sua expressão se agravou.

–Como assim “Quem é você?” Sou o Draven.

Ela voltou a escrever:

EU SEI QUE SE CHAMA DRAVEN. MAS QUEM É VOCÊ?

Afinal, se ele seria a sua companhia nesses dias, ela deveria saber com quem estava lidando, não é?

Ele bufou.

–Draven, sou O Draven. O Carrasco Glorioso. Você com certeza já deve ter ouvido falar de mim.

NÃO, DESCULPE.

Ele parecia realmente muito abalado. Como se não conseguisse conceber o mundo como um lugar onde nem todos conheciam Draven. Ficou alguns segundos, sem fala, tentando processar tudo. Sona esperou, já acabando a bebida.

Depois já ter superado o choque, ele se voltou para ela, com o sorriso confiante de volta no rosto.

– Vamos ter que dar um jeito nisso então. — Se aproximou dela, puxando seu rosto pra mais perto, a poucos centímetros do seu. — Quer saber quem é o Draven?

Ela respondeu com um aceno quase imperceptível. Se aproximando mais, os corpos praticamente juntos agora. Ele inspirou o cheiro doce enjoativo do cabelo dela, e sussurrou:

–Eu sou o homem mais importante da sua vida.

A musicista mordeu o lábio, trancando a respiração. Sentiu todo o sangue subir para o rosto, e tentou disfarçar isso rápido, se soltando dele e pondo-se de pé. Pediu mais bebidas, e se sentou um pouco mais afastada dele, tentando esconder o rosto corado. Ela ouvia ele rindo, e isso só a deixava com raiva, deixando seu rosto mais vermelho.

Que prepotência!

–Hey,é sério. Tô te convidando pra ir ver uma execução minha qualquer dia desses. Te garanto que vai ser inesquecível.

Ela voltou a escrever no guardanapo:

DEPOIS DE HOJE, NÃO SEI SE QUERO VER SANGUE TÃO CEDO.

Na verdade ela não gostava muito de ver sangue nunca, mas especificamente naquela hora, só de pensar já a deixava enojada.

–Nah, vai ser divertido, te garanto.- Ele terminou outro drink- Ninguém vai lá para ver sangue. Eles vão para ver o Draven.

Draven, Draven ,Draven ,Draven. Ela já estava ficando irritada de só ouvir esse nome. Por isso ficou espantada em como aquelas horas no bar passaram rápido. Não falaram sobre muita coisa,além de é claro, o Draven. Como era de se esperar , ela apenas escutava todas as suas histórias e feitos gloriosos. Durante alguns minutos ela nem o escutava, apenas o observava, Não sabia se era a bebida ou a situação incomum, mas algo nele tirava ela totalmente de sintonia. Mas Sona conseguiu explicar que havia sido abandonada ali, e que Swain a havia proibido de ir embora até que tudo se resolvesse.

–Até sei de quem é que ele tava falando – Draven comentou – E ele está certo, por mais que me incomode admitir. Você na estrada agora, morte na certa.

Uau, obrigada por me tranquilizar. Sona já estava ficando tonta, e eles eram os únicos no bar agora. Ela era surpreendentemente forte para bebidas e não conseguia se lembrar de quantas taças havia bebido, mas foram muitas. O homem ao seu lado já estava enrolando um pouco a língua para falar, e ela sentia que ele já havia passado do estágio “feliz” a um tempo. Seria melhor os dois irem embora.

Virou o guardanapo, e escreveu uma única frase:

VAMOS PARA O QUARTO?

Draven gargalhou, se levantando prontamente. Como Sona observou, ele já estava bem zonzo, e precisou se apoiar na bancada. Ela se levantou, pronta para tentar segurar ele caso fosse necessário.

–Safadinha você,hein? — Passando o braço pela cintura dela e a puxando em seu encontro. Ela passou o braço em volta dele, e o guiou escada acima, até o quarto. De jeito nenhum ele teria condições de voltar para casa hoje.

Sona tentou chegar no quarto sem fazer barulho, mas Draven estava gritando coisas sem muito sentido, hora cantando, e hora rindo. Ao abrir a porta, entraram e ela fechou rapidamente. Havia sido combinado que ela ficaria naquele quarto por uns tempos, não que ela também traria algum bêbado junto. Não queria que o Sr. Wolstenholme tivesse a ideia errada dela.

Ao se virar,posou de leve o dedo indicador nos lábios de Draven, pedindo para fazer silêncio. Ele obedeceu, com um sorriso malicioso.

– Mostre o que você tem pra mim, huh? — A puxando novamente para perto,a envolveu num beijo quente, a prendendo forte junto a ele. A principio Sona ficou surpresa, mas o toque sedento dele e o cheiro forte de álcool a entorpeceu,e ela se deixou levar.

Não podia mais negar que o desejava ,desde que a primeira vez que o viu. Era puro desejo carnal sem fundamento nenhum, e ela se sentia tão suja admitindo, que só deixava toda a situação mais excitante ainda.

Antes de se dar por conta, ela já estava deitada na cama, sob o seu peso. O carrasco lambia o seu pescoço, seguindo caminho até a sua bochecha. As mãos arrancavam o casaco de seu corpo, revelando o farto decote. Sona passou os braços em volta de seu pescoço, o puxando para mais perto de si,estremecendo quando sentiu o toque sob o vestido.

Mas num instante, começou a sentir mais o peso contra o seu peito, e a estava machucando. Quando se deu por conta, Draven estava dormindo em cima dela.

Eu não acredito.Argh.Como ele consegue dormir numa hora dessas.

Rolando os olhos, Sona tentou se livrar do corpo inconsciente, mas ela não tinha forças. Teve que se esgueirar para o lado, e com muito esforço se viu livre. Tentou acordá-lo,sacudindo, beliscando e dando tapas, mas nada surgia efeito.

Depois de alguns minutos ela começou a se preocupar. Ele poderia estar em coma alcoólico. O observou de perto, virando o corpo em outro ângulo para ver o seu rosto.

Aparentemente estava dormindo mesmo. Sentou-se irritada na cama, bufando. Quando algo de bom ia acontecer na sua noite, ele tinha a capacidade de dormir. Observou seu rosto e se viu encarando a tatuagem na face direita novamente. Agora era sua chance de descobrir se era de verdade ou não.

Se aproximando devagar, apesar de que achava que ele não iria acordar tão cedo, passou 2 dedos com força na sua bochecha, esfregando. A tinta não saiu. Testou de novo, e nada. Com um dedo foi seguindo o caminho das linhas, seguindo até o pescoço. Lambeu os lábios imaginando até onde elas iriam, e estava se controlando para não tentar descobrir agora. Sona seguia o pensamento que “Não faça com os outros o que não quer que façam contigo.” Ela não gostaria de ter o corpo averiguado enquanto dormia, então não gostaria de fazer isso com ele também.

Mas só uma espiadinha não iria matar ninguém. Quando Sona estava delicadamente desabotoando a camisa de Draven, ele fez um movimento brusco. A puxou para a cama, e a abraçou, voltando a dormir. Ela achou que tivesse acordado ele, mas aparentemente ele estava só sonhando.

Ficar envolta nos braços dele não era tão ruim assim, apesar de lamentar que não pôde satisfazer a curiosidade. Sorrindo,ela se virou um pouco, e lhe deu um leve beijo de boa noite.

Não deveriam ter muitas horas de noite ainda, mas ela decidiu que iria tentar descansar um pouco.

Tinha medo só de pensar como seria o dia seguinte nessa cidade estranha. Mas naquele momento todos os pensamentos ruins se foram, e ela teve um sono tranquilo e sem sonhos.



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EXTRAS~~

Notas finais
1-Prima Donna - Termo da opera para a "Primeira Dama" cantora principal em uma compania. ~~~~~ EAEEE~ Nesse capitulo o chibizinho não foi da Sona e do Draven, mas é que eu queria fazer algo com o Swain, já que esse foi o ultimo capitulo que ele vai aparecer :/ (provavelmente.) E como ele é um dos meus favoritos queria dar mais destaque nele S2 Imagino ele como maior fanboy da Sona,e queria ter escrito uma cena onde ela pede um autografo para ela XDD E sobre o porre do Draven, foi baseado em fatos reais. Nunca, JAMAIS bebam 16 coqueteis seguidos ,de origem suspeita. Vão por mim. Espero que tenham gostado, e mandem reviews S2