Notas iniciais
QUE ISSO?! Um novo capítulo?! É eu ando demorando um pouquinho para postar,mas mesmo assim sempre estou aqui, lendo e respondendo os comentários :3 se ainda n respondi algum, é questão de tempo S2 Ao povo que fica preocupado que tenha abandonado a fic: Se eu for abandonar a fic, eu vou avisar. Não quero que isso aconteça e nem planejo isso, mas há sempre a possibilidade. Escrever não é algo que flui para mim, não é uma coisa muito natural, então as vezes demora mesmo pra sair algo que me agrade. Obrigado a todos que continuam seguindo a fic, e bem-vindo a todos que começaram a acompanhar agora! S2

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–É uma pena mesmo que a peça não vá sair, Taric. — Lux disse com um suspiro, analisando os papeis que tinha em mãos. — Acho que daria um lindo espetáculo.

–Foi apenas adiada, não cancelada. Ainda tenho esperanças que sairá tudo conforme o desejado. — O moreno a sua frente respondeu, com um sorriso discreto.

Sentados em umas das muitas confortáveis poltronas no saguão principal da Universidade de Magia Demaciana, Lux lia por cima o roteiro do suposto musical que Taric estava como responsável pelo figurino e roteiro.

–Hum... não esperava lhe encontrar por aqui, aliás. Tem algum compromisso? — Lux tentou soar o menos intrometida possível, mas pelo olhar de Taric via que não obtivera muito sucesso. Ao receber os papeis de volta, e os jogar numa mesinha perto de ambos, ele respondeu:

– Na verdade, sim. Vou receber uma encomenda.

–Ah, deixe-me adivinhar. — Largando o livro grosso que estava lendo em cima da mesa,a loira se abraçou nas pernas, recostando o rosto nos joelhos e sorrindo animadamente — Uma gema?

Taric riu bem-humorado em resposta, e Lux sentiu seu rosto corar. Ele era muito bonito, afinal. Era uma pena que ,aparentemente ,os boatos eram verdadeiros.

– Sim, uma gema. Na verdade eu só havia lido sobre essa em especial, é uma pedra bem curiosa desse plano. Fiquei realmente surpreso quando recebi a mensagem de Ezreal. É muito rara de se encontrar.

A garota arregalou os olhos quando ouviu o nome do namorado. Então era Ezreal, que o Taric iria se encontrar? Ali? Justo ali?

No mesmo lugar em que ele marcou com ela?!

– Está tudo bem, Lux? — O cavaleiro a encarava preocupado, notando a expressão de indignação da mais nova.

– Tudo bem? Pff, tudo ótimo. — Fez um gesto rápido com a mão, dispensando a sua preocupação. — Hã, então, essa pedra, por que você, hã, pediu para o Ezreal procurar por ela?

– Ezreal coincidentemente foi para uma expedição na mesma região de onde a pedra foi documentada pela última vez, a muitos anos. — Ele deu de ombros, sincero.- Realmente não achei que ele conseguiria achá-la, mas não foi o que aconteceu. Estava ansioso para recebê-la em mãos, mas agora...

Lux ficou menos na ofensiva, sentindo-se estúpida por ter ficado brava por causa de algo tão bobo. Ezreal ficaria poucos dias em Demacia, e era compreensível ele entregar a pedra para Taric agora. É claro que ele nem pensara no encontra dos 2 como algo romântico, Ezreal era tapado assim.

– “Mas agora...?”- Lux repetiu, curiosa. Taric sempre falava de suas gemas com um brilho no olhar, e uma animação contagiante, porém ali, ele parecia que estava falando de alguém que havia perdido a muito.

– A gema, Alexandrite, era um presente. Seria feito uma jóia para a estrela da minha peça.

Sentindo um gelo no estomago, Lux suspirou pesadamente, desviando o olhar. Observou os jardins já começando a perder as cores, pela grande janela de vidro cristalino.

– Sona vai voltar, Taric.

Com um riso de desprezo, Taric jogou os cabelos longos para trás do ombro, e fixou o olhar no horizonte, apesar de Lux ter certeza de que ele não estava admirando o jardim.

– Por favor, Lux... Já faz quanto tempo que não temos noticias dela?

Depois de um longo silêncio, a loira concluiu que não era uma pergunta retórica, e relutante respondeu baixinho:

– Duas semanas...

– E o que Noxus tem a dizer sobre isso?

– …Nada, mas Taric-

– E o que Demacia fez quanto a isso?

– Um emissário será enviado até lá Taric! Eles vão trazer Sona de volta. Estou tão preocupada quanto você, ela era minha amiga também.

Lux se calou um instante. “Ela era minha amiga.” Seria possível, que no fundo, ela mesma já tenha admitido que Sona estava perdida, para sempre?

– Garen está furioso, sabe? — A menina apoiou a cabeça nos joelhos novamente. Fechando os olhos com o ambiente começando a adquirir uma iluminação dourada e nostálgica, com a proximidade do pôr-do-sol. — Sona pode ser considerada uma traidora.

Taric não sabia que Sona era a principal suspeita do assassinato da própria mãe, por isso Lux não comentou nada sobre o julgamento que viria. O que fora divulgado é que ainda estavam em investigação, e que a causa mais provável fora suicídio. Taric até havia se sensibilizado e havia lhe dito que poderiam adiar a peça durante o momento de luto de Sona, mas ela disse que não seria necessário.

Justo nesse momento, Sona sumir tão convenientemente... Garen estava irado, achando que fora enganado e traído por aquela mulher.

O homem a sua frente suspirou, passando as mãos pelo rosto. A luz alaranjada já dominava todo o cômodo agora, e os dois olhavam novamente os jardins com suas belas roseiras, banhadas pela luz dourada. Alguns alunos chegavam para as aulas do turno da noite, e o saguão começava a ficar movimentando.

– Vamos achá-la.

Taric virou-se para a menina, que ainda admirava o pôr-do-sol. Lux falou tão baixo que ele pensou que poderia ter imaginado.

– Podemos procurá-la. E trazê-la de volta. — Continuou- Vamos achá-la, e você poderá entregar pessoalmente essa tal... Alezangrite pra ela.

– Alexandrite.

Lux corou com a correção, mas sorriu tímida para Taric, que lhe olhava admirado.

–É, poderíamos.

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Entediado, Draven observava alguns soldados logo a baixo, no campo de treinamento. Apoiado no parapeito um andar a cima, ele olhava com desprezo alguns novatos apanhando e feio de um dos instrutores. A poucos minutos atrás, um deles saíra choramingando com o nariz quebrado, rosto em vermelho vivo.

Simplesmente patético.

– Saudades de estar ali?

Draven não precisou se virar para saber que fora seu irmão que falara. Apoiando-se no parapeito no lado do irmão mais novo, Darius foi direto:

– O que está fazendo aqui, Draven? Não foi convocado, não tem nenhuma utilidade para mim agora. Ou quer voltar a ser instrutor novamente?

Draven soltou um muxoxo.

– Nem sobre sentença.

– Então some da minha frente antes que você me apronte alguma coisa.

Ainda observando o terreno abaixo, Draven soltou uma gargalhada quando um dos garotos – não devia passar dos 13 anos no máximo – levou uma rasteira de um menino mais magrelo ainda, e caiu com tudo no chão, de uma forma relativamente cômica. Pelo menos, para Draven, era.

– Não vou embora antes de falar com o Swain. — Virou-se ficando de costas para os meninos, e olhando de canto para o irmão.

– Felizmente, isso não vai acontecer. Ele não está aqui hoje.

– Tenho ouvido muitas histórias de que o Swain não está frequentando tanto o Alto Comando como antes. O que é estranho, porque ele mora aqui. — Draven arrumava deliberadamente o manto de pelos que carregava por sobre seu ombro, caindo e cobrindo todo seu braço direito.

Viu uma veia saltar na testa do mais velho, e conseguia sentir nos olhos dele que estava tendo sucesso na missão do dia, incomodar o irmão.

– Você não vai desistir até conseguir alguma coisa, não é? Draven, já passou 2 semanas, supere essa mulher.

– Quem disse que tem a ver com a Sona.

– A tua cara. — Darius suspirou, apoiando a cabeça na mão e massageando a testa. — Olha, eu simplesmente não estou com tempo para isso. Mas você me pegou num dia bom Draven, então eu vou te ajudar.

Draven se ergueu, arrumando a postura. Com a testa franzida, ficou esperando alguma coisa. Darius também saiu de perto do parapeito, e lhe disse mais próximo.

– Sona foi embora, 2 semanas atrás. Colocaram ela numa carruagem, e ela estava bem. Eu sei disso, por que eu vi ela, pessoalmente. Isso você já sabe. Mas por algum motivo não quer acreditar.

– Ela não iria embora sem se despedir de mim.

– Se você continua achando que Swain tem alguma coisa a ver com isso... Você pode falar com a Ravenscar — Darius continuou, totalmente ignorando o mais novo. — Ela tem visto o Swain mais do que eu, ultimamente.

Draven o encarou por um momento, de cima a baixo. Depois, com aquele sorriso sádico de sempre, anunciou:

– Cê tá comendo alguém.

Darius rolou os olhos, e foi embora.

– Não sei por que eu ainda tento conversar contigo, Draven.

– Sério, cê tá pegando alguém. Nesse bom humor todo ai. — Ele correu alguns passos para acompanhar o irmão, e seguiu pelo corredor escuro que levava aos aposentos internos do Alto Comando. — Só uma mulher consegue fazer isso, tô dizendo.

– Ah, disso você entende , né Draven.

– Há, só que no meu caso, é o Draven que muda elas. — Respondeu sem captar o sarcasmo no tom de Darius. — Tá bom , vou falar com aquela vaca da Layla. Ela também não vai resistir ao charme do Draven.

Ao se virar numa esquina, deu uma piscadela para Darius, que respondeu com uma cara de nojo e descrença, pensando repetidamente como aquilo poderia ter o mesmo sangue que ele.

Porém com o movimento brusco, Draven acabou esbarrando sem querer numa moça que vinha no caminho oposto. De cabeça baixa, ela acabou colidindo com o carrasco, mas não caiu pois se apoiou nele.

– Opa. O que temos aqui? — Draven a amparou, e percebeu que ela parecia mais nova do que achou que era. Tinha os cabelos castanhos longos e soltos, e usava um vestido verde militar, com coturnos pretos e longos. Por um curto instante ela olhou para ele, mas logo desviou o olhar e disse muito baixo:

– D-desculpe. — Um longo cachecol marrom estava enrolado no pescoço, e ela voltou correndo pela mesma direção que veio, segurando-o fortemente contra o pescoço.

Draven a observou ir, com aquele aroma doce pairando no ar, o deixando estranhamente nostálgico.

Notas finais
Ficaram curiosos sobre o tal livro que a Lux tava lendo? (provavelmente não, mas eu quero deixar vcs curiosos agora) A um tempinho atrás eu postei o primeiro cap da minha outra fic, Fingernails that Shine like Justice (nome super grande é tendencia.) Esse capitulo tem uma ligação com essa minha outra fic, então passem la e leiam o primeiro capitulozinho S2 http://fanfiction.com.br/historia/595583/Fingernails_that_Shine_like_Justice/ (Pq é so o que tem pra ler por agora mesmo,1 capitulo)