Notas iniciais
Hey meus amores, aqui esta o outro capitulo do dia, que eu havia prometio... Muito obrigada pelos comentarios
Boa leitura

Pov Quinn

Casar?

Ela estava me pedindo em casamento?

Eu não acredito... isso esta mesmo acontecendo comigo?

Eu queria responder a ela, queria dizer o quanto eu a amo!!! Queria dizer qualquer coisa, mas eu não encontrava minha voz...

Ela não existia, esse ser humano maravilhoso que entrou em minha vida há 10 anos atrás não existia. Ou pelo menos não devia existir para mim.

Contrariando todas as regras, de todos os mundos e de todas as raças, eu, uma criatura assassina por natureza, um monstro condenado ao exilio do amor, estava justamente sendo mais feliz do que eu jamais imaginei que seria um dia, mesmo em minha vida humana, em todos os meus sonhos jamais imaginei ser tão feliz assim!

Eu olhava abobalhada para ela. Ela parecia ansiosa em esperar minha resposta e com medo de que ela fosse não.

TOLA!!!

Como se houvesse alguma possibilidade de eu dar alguma outra a ela.

– Esta me pedindo em casamento Rachel? Quer que eu seja sua mulher?

– Você já é minha mulher Quinn. A melhor, mais bela e mais incrível mulher que existe no mundo. Quero apenas saber se aceita isso nos padrões humanos? Se aceita ser minha perante a sociedade? Não que eu precise disso.... mas uma vez que sou humana, quero ter você de todas as formas possíveis, e mostrar a todos que você é minha. E então? Aceita se casar comigo?

Eu sorri, acho que o maior sorriso da minha vida.

– Sim, SIM!!!!! Mil vezes sim!

E me joguei em seus braços fazendo com que caíssemos as duas no chão. Eu por cima de seu corpo, beijando sua boca, seu rosto, seu pescoço, e nesse momento os nossos beijos já não eram somente de felicidade, eram também de desejo, queríamos comemorar a nossa felicidade e apaziguar o desejo que nos consumia.

– Eu te amo... -. .Eu sussurrei a ela em meio aos beijos

Rach me virou no chão ficando por cima de mim.

– Eu te amo Quinn, pra sempre.

E nos entregamos ao prazer de nos amar mais uma vez naquela noite.

(...)

O sol começava a nascer no horizonte, e eu estava deitada nos braços do meu amor.

Rach dormia tranquilamente. Sei que havia dito que não mais a observaria dormir por longos momentos, mas por agora eu não imaginava outro lugar para estar do que nos seus braços.

O esgotamento a havia atingido a cerca de uma hora. Eu ainda a queria, meu desejo queimava em minhas veias e em meu ventre muito mais do que minha sede já queimou, mas ela precisava descansar, ela era humana afinal.

Levantei minha mão para observar a aliança mais uma vez.

Linda!!!

Não faço a menor ideia de como ou quando ela fez isso.... comprar uma aliança... mas ela parecia ter sido feita para mim.

Eu não era de usar adornos. Muito menos anéis. A única coisa que usava com frequência era o colar com o brasão dos Fabray’s, mas a aliança parecia que fazia parte de mim.

Já não me via sem ela.

Nada chamativo ou ostensivo. Simples como eu.

Três filamentos formavam a trança da aliança. No meio das tramas um diamante de tamanho considerável, mas nada chamativo.

Nas mãos do meu amor, uma versão quase idêntica da minha aliança, mas sem o diamante.

Mas o que mais mexia comigo fora o que ela me mostrou depois. Dentro de cada filamento tinha uma frase.

Juntas para sempre.

Sempre sua.

Eternamente apaixonada por você.

O sorriso bobo do meu rosto ainda não tinha saído.

MINHA!!!

Finalmente depois de tanto tempo sozinha, depois de quase dois séculos, eu tenho alguém para chamar de minha...

Rolei na cama olhando para ela.

– Sempre serei sua meu amor........ eu sempre fui, só que não sabia.

Me aconcheguei outra vez em seus braços.

(...)

Estava olhando para minha aliança pela trilhonésima vez naquela manhã quando sua voz me tirou de meus pensamentos.

– Gostou mesmo meu amor?

Olhei para ela. Seus olhos intensos e seu rosto feliz faziam meu coração morto bater em meu peito.

– Muito mais do que imagina amor.

Ela veio para cima de mim e me deu um beijo apaixonado.

– Onde achou tempo para isso? Quando a comprou?-. Perguntei realmente curiosa.

– Eu já a tinha, tive apenas que mandar acrescentar o diamante.

– Como assim?

Perguntei me virando para ela.

– Não tive tempo de me explicar, essa era a aliança de minha mãe.

Olhei para ela sem saber o que pensar.

Aquilo era ainda mais especial do que eu podia imaginar, tinha muito mais significado do que ela falou e do que as frases escritas.

– Se importa? De não ser algo comprado especialmente para você... de ser usada?

Ela parecia envergonhada. Estava com medo. Mas não precisava ter, eu já tinha aprendido a compreendê-la, e acho que sei o motivo para ela me dar.

– Sim, me importo, e muito!

Vi seu rosto desabar em uma expressão triste e corri a me explicar.

– Me importo, por que entendo o significado, e sei que é ainda mais especial do que eu imaginava.

Seu sorriso voltou, e com força total.

– Entende?

– Sim, conheço as tradições humanas, sei que às vezes vocês usam as jóias de seus antepassados. Mas no seu caso vai muito além disso. Você me deu o anel da sua mãe... da única mulher além de mim que você amou.

– Sim... e da única além de você, que mesmo sem eu ter conhecido, sei que cuidou de mim enquanto pôde.

– E isso torna esse presente muito mais especial amor, pode ter certeza.

– Fico feliz.... era o que eu queria, te dar algo muito especial. Me lembro do meu pai sempre a pegando em uma caixinha que ele guardava no quarto e me contando como ele mesmo havia trabalhando durante dois anos para um joalheiro em troca que ele fizesse esse joia para ele. Ele dizia que um filamento significava ele, o outro minha mãe e o terceiro que se entrelaça entre os dois era o amor deles. Ele disse que em quanto minha mãe estava vida, ela nunca a tirou de seu dedo. Nunca me esqueci, foram os únicos objetos que levei comigo e que consegui esconder das pessoas do orfanato, por isso não tiraram de mim. Sempre as mantive comigo. E ontem enquanto você saia para caçar eu fui para o centro em uma joalheria e pedi que dessem polimento nelas, e aproveitei e pedi que colocassem um diamante, afinal, você merece. Ele não significa só uma pedra bonita.

–Não?

Rachel se virou na cama e se ajoelhou entre minhas pernas.

– Não.

Ela me olhava com olhos intensos... parecia enxergar minha alma.... se eu tivesse uma.

– Nessa aliança meu amor, tem um filamento que significa você, outro que sou eu, e o terceiro nos unindo e o diamante significa o nosso amor, que será eterno, como essa pedra em seu dedo. Por que os diamantes são para sempre!

Então ela me beijou........... foi o beijo mais maravilhoso da minha vida.

Suas mãos passeavam pelo meu corpo.

Ela deliberadamente foi se deitando bem devagar sobre mim.

Com suas coxas ela abriu ainda mais minhas pernas e se encaixou entre elas. Seu beijo agora era urgente.

Suas mãos acariciavam meus seios e beliscavam o bico. Sua língua quente passeava por meu pescoço e seus dentes arranhavam minha pele.

Minhas mãos apertavam seu corpo de contra o meu, e com minhas pernas eu enlacei sua cintura.

Eu a queria dentro de mim, mas ela ainda não me atendia.

Seus lábios foram descendo por meu corpo, lambendo e sugando meus seios, e espalhando calor pelo meu ventre.

Agora suas mãos adentravam em minhas pernas..... uma acariciando minha coxa e outra..........

Ahhhhhhhhhhhhh... outra em meu sexo......... estimulando meu ponto de prazer e me levando a loucura.

– Rachel.............. preciso de você.....

– Calma amor............. quero fazer isso direito.

– Mas fazer amor é sempre maravilhoso com você.

Seus dedos deram lugar a sua língua, e depois de me lamber e sugar me levando quase ao delírio ela disse:

– Não estou apenas fazendo amor com você............. estou fazendo com devoção, estou adorando o seu corpo e o nosso amor.

Mal havia acabado de falar e lá estava mais uma vez sua língua dentro de mim.

Agarrei os lençóis da cama com força e em um momento de prazer os ouvi rasgando sob minhas mãos.

Não me importei........... nada mais importava.

Eu estava perto, perigosamente perto.

– Seu gosto é maravilhoso.

– Então me deixe senti-lo em sua boca-. Falei com um sorriso malicioso.

E embora eu fosse o animal ali, o rosnado que ouvi, não saiu de mim e sim dela.

Com uma rapidez e agilidade incomuns em humanos, ela veio para cima de mim de novo e tomou minha boca em um beijo sôfrego.

Mais uma vez separou minhas pernas, mas dessa vez ela me penetrou com os seus dedos, eu desci a minha mão pelo seu corpo e também a penetrei, sincronizando nossos movimentos..

Estávamos tão excitadas e ansiosas que não demoraríamos muito.

Meus rosnados já eram audíveis fora da casa eu não tinha dúvidas.

E assim me amando e adorando, ela me fez ter um dos maiores prazeres que já senti.

Logo depois de mim foi a vez dela ter sua pequena morte.

Ficamos ali, deitadas e abraçadas tentando normalizar nossas respirações.

As palavras eram desnecessárias.

Depois de um tempo em silencio, apenas curtindo uma a outra, Rachel se vira de frente para mim e pergunta.

– Quando você vai me transformar?

POV RACHEL

Eu queria esperar um pouco para falar sobre isso. Na verdade estava esperando que ela tocasse no assunto, mas eu não podia esperar mais.

Eu queria isso, estava pronta para isso.

– Eu estava pensando em talvez depois do casamento, mas uma vez que eu não convidarei ninguém, na verdade, só seremos nós mesmos. Você, eu e nossa família, então não tem por que esperar. Pode ser qualquer hora. O que acha de esperarmos só eles voltarem para casa?

Eu estava ansiosa, falava sem parar, mas quando notei o silencio no quarto olhei diretamente para ela mais uma vez.

Ela estava com um semblante sério, como se pensasse em algo muito importante.

– O que foi Quinn?

– Você...... você quer se transformar? Quer ser como eu? Uma vampira?

– Claro meu amor!

Disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

Então que eu vi... dor, tristeza e sofrimento passando pelo rosto dela.

– Por que? Por que você iria querer uma coisa dessas?

– Mas por que eu não iria... -. E então eu entendi tudo. – Você não ia me transformar não é?!

– Rachel....

– Diz Quinn... você ia me transformar?-. Tentei segurar as lagrimas.

– Não-. Ela sussurrou.

Eu levantei. Chutei as cobertas e fui para a janela, peguei minha calcinha e minha blusa no chão e me vesti.

Abri a janela, deixei o vento frio bater no meu rosto.

Incrível como nosso humor muda em um segundo não é?!

Estava radiante e podia jurar que ninguém era mais feliz que eu há um minuto atrás. Agora eu estou insegura e triste... e me sentindo rejeitada.

Eu a ouvi levantar e caminhar em minha direção.

Ela também deveria estar nervosa, estava fazendo tudo devagar, não era típico dela.

– Ei...

Ela tocou de leve meu ombro, mas eu não podia me virar para ela, não agora.

–Rachel?

Então ela veio a minha frente, mas eu dei as costas a ela e fui em direção às escadas quando ela se materializou em minha frente.

– Amor, me escuta, deixa eu........ por que você esta chorando Rach?-. Tentou tocar meu rosto, mas eu desviei.

– Por que você não me quer com você pela eternidade... você não me ama como eu te amo.

POV MARLEY

Estávamos caçando há um dia e meio. Tínhamos resolvido que daríamos ainda mais tempo a elas. Cada casal foi em uma direção diferente, combinamos de nos encontrar dentro de três dias em Paradise para voltarmos juntos para casa.

Eu estava deitada no alto de uma rocha enquanto Puck disputava forças com um urso pardo.

Então no alto de uma montanha chegaram correndo Brittanny e Santana.

– Marley, Puck?-. Chamou Brittanny. –Precisamos voltar para casa... Agora!!!

POV Rachel

Eu não entendia... nada fazia sentido para mim. Eu a amava tanto e achava que ela correspondia aos meus sentimentos.

Foi o que ela vinha me demonstrando. Ela até aceitou meu pedido de casamento merda.

O que mudou? O que a fez mudar?

Ou será que nada havia mudado de fato? Será que essa sempre foi a intenção dela? Ficar apenas “um tempo” comigo?

E essa dúvida pontuou a minha pouca capacidade de raciocinar coerentemente no momento.

Mais uma vez me desviei dela e caminhei até a porta.

– Rachel, espere. Vamos conversar.

– Não tenho nada para falar com você agora.- respondi de maneira fria.

Eu não me sentia assim, estava fervendo por dentro, mas pelos motivos errados, por raiva, dor e rejeição.

Mais uma vez ela se materializou em minha frente.

– Claro que temos amor, você...

– Não Quinn! eu já disse, não temos nada para conversar, e não me chame assim, PARE DE DEMONSTRAR O QUE VOCÊ NÃO SENTE!

Eu gritei para ela.

Ela se assustou, ou algo parecido com isso, pois deu um passo para trás. Mas isso não me incomodou, afinal ela era uma predadora, não seria eu, uma mera humana que iria intimida-la, então não vi necessidade de me desculpar.

– Por favor, não faz assim. Não me trate assim e não duvide do que eu sinto.

Ela murmurou triste. Mas isso não me convenceu.

– Duvidar é o mínimo que posso dizer que estou sentindo no momento. Começo a acreditar que eu não passo de uma brincadeira, uma distração para você.

– Como... como ousa pensar isso?

Ela disse indignada.

– Penso isso, por que é isso que você demonstra.

– Eu já lhe dei todas as provas que pude do meu amor por você. O que mais você quer? Disse que estaria ao seu lado por toda sua vida. Que estaríamos juntas e que eu te amaria até o fim dos seus dias, isso não é o suficiente?

– Não, não é. Isso não é nada.

– Como assim nada?

"Até o fim dos meus dias" não quer dizer nada, afinal, isso seria só um rápido flerte para você. Eu vou viver o que? Mais uns 30, 40 anos? Isso passa num piscar de olhos para você, afinal você já tem quase 200. Isso não seria nenhuma prova de amor da sua parte, afinal assim que eu morresse você poderia procurar outra diversão.

Ela rosnou furiosamente.

– Você. Não. É. Uma. Diversão!

– Eu não acredito em suas palavras.

Disse dando as costas e dessa vez ela me deixou ir.

Abaixei no caminho pegando minha calça e o meu casaco e saí de casa.

Fui até o meu carro e entrei indo em direção a lugar algum, eu só precisava sair dali, de perto dela. Eu não pensava coerentemente com ela por perto. Todo meu corpo me traía, me impulsionando a apenas senti-la em meus braços e meu coração gritava para mim que isso que ela me oferecia era melhor do que nada, afinal, quando eu morresse, eu não veria mais nada mesmo, e daí que ela ficasse com outra?

Mas a minha mente me avisava que eu não conseguiria... como viver ao lado de um ser magnifico, com toda sua gloriosa beleza e imortalidade enquanto eu a cada dia irei envelhecer?

Como amá-la quando sei que em questão de tempo ela irá pertencer a outra?

– Merda!

Gritei socando o volante do carro.

– Por que você fez isso comigo Quinn? Se era para ser assim por que tinha que entrar em minha vida?

Eu dirigia gritando e chorando.

Eu não tinha nada... lugar algum para ir, ninguém para procurar.

Tudo nessa vida que eu tinha de bom era ela e sua família, e para piorar tudo, eu apenas me dei conta disso agora. Afastar-me de Quinn significava também perder os Fabray’s, a única família que eu conhecia.

Essa merda piorava a cada minuto!

POV QUINN

Rachel tentou sair de perto de mim mais uma vez e embora todos os meus instintos me gritassem para segurá-la, pois ela era minha, eu me forcei a deixá-la ir.

Sabia que ela precisava se acalmar para pensar, e também sabia que se me permitisse bater boca com ela acabaríamos dizendo coisas das quais nos arrependeríamos depois.

Ainda não acredito que ela queria se transformar... Como pode ser isso?

Como alguém por livre e espontânea vontade iria querer ser um monstro? Será que ela não prestou atenção em minha história? Em como a sede por sangue me consome desde o dia que acordei para essa vida?

O que será que se passa na cabeça dela?

Eu estava dando a ela tudo que eu podia, por que não era suficiente?

E de onde veio a estúpida ideia de que quando ela se for, eu terei outra?

– Arrggggggggg! Os humanos são todos idiotas, só pode!

Contive a minha vontade de chutar ou socar algo, Judy não gostaria muito da ideia de encontrar a sua casa parcialmente demolida quando voltasse da caça.

Eu também precisava de espaço para pensar.

Corri até meu quarto e em menos de 3 segundos eu já estava vestida com uma calça jeans escura, uma blusa preta e uma bota.

Saí em direção a floresta para pensar. E caçar.

POV Rachel

Horas depois...

Eu ainda estava inconformada por tudo que aconteceu. Cada vez que eu pensava sobre isso piorava as conclusões que eu chegava.

Andei por todo lado sem nunca ir a lugar nenhum realmente.

Mas acabei em frente a um bar que vim há um tempo. O bar onde a Cassandra trabalhava.

Ela foi uma ótima conselheira, e se disse minha amiga...... acho que poderia conversar com ela mais uma vez..... ela me fez tão bem da outra vez, espero que ela me ajude agora também.

Saí do carro o trancando em seguida.

Entrei no bar, varri o lugar atrás dela e nada.

Seria muito azar meu que justamente hoje seja dia de folga dela.

– Precisando conversar de novo Rachel?

Ela falou as minhas costas.

Não pude evitar que um sorriso escapasse por meus lábios.

– Eu já havia te dito que isso assusta não é?

Disse me virando para ela.

– E eu já disse que sou assim, não sei evitar.

Respondeu rindo e me dando um abraço de leve.

– Senti saudades Rachel. O que te trouxe hoje aqui?

Ela perguntou se afastando.

– Preciso de conselhos de novo. Está disponível?

Perguntei sorrindo.

– Humm.

Ela olhava em volta, vendo o movimento do lugar.

– Já fiz minha pausa da noite, não vou poder sair agora, mas se você puder esperar, podemos conversar no final da noite. O que acha?

–Ótimo, te espero. Ficarei por aqui mesmo, acho que preciso de uma bebida.

– Foi tão sério assim?

– O que?

– O que te trouxe aqui. Você por fora esta muito melhor do que da última vez que te vi, mas seu sorriso nunca esteve tão vazio.

– Sim, é muito sério.

– Assim que puder eu venho ok?! A noite esta muito movimentada, mas estarei sempre passando por aqui.

Disse com a mão em meu ombro e depois se foi.

Logo ela voltou com uma cereja e se foi de novo.

Ela estava certa. Eu nunca me senti tão vazia. Antes eu não tinha muito para perder, mas agora, agora eu tive uma amostra de como poderia ser minha vida, e perder isso, mesmo sem ter vivido tudo de verdade era devastador para mim.

Eu olhava em volta, e via tanto a felicidade como a futilidade, pessoas com seus sorrisos forçados, com suas companhias que não eram significativas de verdade, eram apenas mais uma pessoa em mais uma noite.

Eu não queria isso para mim de novo.

Eu queria ela. Eu queria somente ela.

Bufei frustrada. Eu a queria sem limites. Mas ela pelo visto não nutria os mesmo sentimentos por mim.

Passei a mão pelo cabelo nervosamente.

– Não vá arrancar os cabelos hein?! Eles são o seu maior atrativo.

Olhei para trás procurando a dona da voz que falava praticamente em meu ouvido.

Quando me virei vi uma morena de cabelos cacheados e olhos azuis. Quase da minha altura. Linda, mas que não me dizia nada.

Seu sorriso era grande de mais para ser apenas simpática. Eu conhecia aquele sorriso, mas não era o que eu queria hoje. Aliás, eu não queria nunca mais isso.

– Estou vendo que está nervosa... quer companhia? Eu posso tirar minha folga agora se você quiser... conversar?

Pelo tom de voz dela, eu jurava que o que ela faria nada tinha a ver com falar, talvez gritar, mas sem dúvida nenhuma palavra sairia coerentemente de sua boca.

Confesso que eu estava tão fora de ar que até mesmo para dar uma resposta a ela eu estava demorando. Minha mente parecia trabalhar de forma lenta.

Então dei uma olhada para seu corpo e reparei que ela vestia um uniforme igual ao da Cassandra. Ela deveria ser garçonete então.

– Obrigada, mas eu não quero nada.

Falei dando um sorriso murcho, não queria encorajar nada, mas não queria ser desagradável também.

– Hummmm, eu posso fazer você mudar de ideia. Eu te notei aqui há uma semana atrás.

Ela falava com uma sobrancelha arqueada, dando ênfase ao que falava.

– Mas infelizmente você não me notou. — ela fez uma careta. — Eu prometi a mim mesma que se você viesse outra vez, eu te faria me notar.

Ela terminou de falar alisando minha camisa com sua mão indo em direção ao meu colo.

Já meio irritada com aquilo eu tirei a sua mão de mim.

– Mais uma vez digo que não quero nada!

Ela ainda me olhava fazendo a maior cara sexy que ela podia.

– Harmony, deixe minha amiga em paz, procure mesas para servir!

A loira se virou e deu de cara com Cassandra.

– Ora Cassandra, sua amiga é grandinha o suficiente para decidir ela mesma quem ela quer por perto.

– Mas pelo que vi, ela já decidiu, você que não quer entender. Então eu vim ajudar, vá dar em cima de outra. Rachel não esta a fim de você !

– Tsh, tsh, tsh. Deixa Brody saber disso... ele não vai gostar de saber de “amigos” seus aqui te cercando. Vai que alguém conta para ele. Você não gostaria disso não é?

– Não seria a primeira vez que você o envenenaria contra mim não é? Já que não se conforma dele nunca te dar bola.

Cassandra falou essa última parte com ironia. Isso foi o suficiente para afastar a tal Harmony de mim.

– Eu perdi alguma coisa?

Perguntei meio confusa.

– Esquece. Ela é só uma vadia que trabalha aqui e não pode ver um homem ou uma mulher atraente que já quer se atirar na cama deles.

– Ela falou sobre seu namorado não gostar... eu não quero te trazer problemas Cassandra.

– Não se preocupe, graças a essa vadia o Brody não me procura já tem 2 dias. E mesmo se ele viesse hoje eu não deixaria de te ajudar. Afinal somos amigas não é?

Ela sorriu ao me dizer isso e me abraçou.

Uma sensação gostosa tomou conta de mim quando seus braços me rodearam e eu a apertei em meus braços.

Por cima do ombro dela pude ver uma Harmony soltando fumaça de raiva e se virando para ir em direção a uma porta de dizia levar a gerência.

Me afastei de Cassandra rapidamente com medo de que algum chefe dela pudesse não gostar do nosso contato.

O resto da noite passou sem maiores problemas. Duas horas depois o bar fechava e uma Cassandra sorridente vinha em direção ao meu carro onde eu estava encostada a esperando.

– Pronto, sou toda sua Rachel. Diga-me o que tanto te atormenta.

(...)

Por mais ou menos uma hora Cassandra me ouviu pacientemente em quanto eu contava a ela toda minha história com Quinn, parcialmente editada é claro.

– Rachel... eu não estou entendendo. A sua Quinn não aceitou o seu pedido de casamento? A família dela não está feliz em ter você de novo, não querem até mesmo te adotar oficialmente? Então? Qual o problema? Tudo isso só por que Quinn não quer te .......... como mesmo que você disse?

– Não quer me levar para o país dela de origem, onde ela tem digamos " negócios". Ela diz que aquilo lá é perigoso. Que não é para mim. Diz que vamos ficar aqui.

– Sinceramente? Acho que você esta fazendo tempestade em copo d'água. O que isso tem haver com ela não te amar?

– Ora, se ela me amasse de verdade como eu a amo ela dividiria tudo da vida dela comigo.

– Você esta sendo injusta Rachel.

Eu a olhei incrédula. Vim aqui acreditando que ela entenderia a minha situação. Mas pelo visto eu me enganei.

Bufei olhando em volta.

Já passava das duas da manhã. A noite estava muito fria e escura. A lua estava totalmente coberta por grossas nuvens que anunciavam uma grande tempestade a caminho. Isso mais o adiantado da hora fazia com que as ruas estivesses completamente desertas.

Eu sacudia a cabeça.

Era muito irresponsável da minha parte fazer Cassandra ficar até essa hora sozinha comigo na rua. Era perigoso. Agora mais do que nunca eu sabia que existiam perigos incontáveis.

– Está ficando muito tarde, melhor eu te levar para casa.

Eu falei abrindo a porta do carro para ela.

– Não tente mudar de assunto Rachel. Você esta sendo injusta sim.

– Eu não estou mudando de assunto. E não acho que esteja sendo nada injusta.

Falei com a porta ainda aberta, um convite mudo para que ela entrasse logo ali.

– A não está?

Ela falou andando em direção a porta. Mas ao chegar perto de mim ela colocou sua mão em cima da minha e fechou a porta. Ficando assim bem em frente a mim.

– Então me diga. Se fosse ao contrário. Se para vocês ficarem juntas a Quinn quisesse ficar com você, no seu antigo modo de vida. Uma mulher bonita, sensual, no meio das maiores escórias que existem no mundo que você vivia. Drogados, vagabundos de rua... prostitutas, cafetões...... você a levaria para essa vida?

Eu arfei.... que.... que suposição ridícula. Aquilo não tinha nada haver com a minha história.

Até por que a Quinn já vivia nesse meio, eles eram a fonte de alimentação dela.

Mas então um lado meu, sem qualquer permissão minha começou a imaginar a minha Quinn, ainda humana e frágil como ela já foi um dia. Aquela mulher tão linda, frágil..... no meio mas podre da sociedade, onde correria todos os riscos. Não! Definitivamente eu jamais permitiria isso. Tudo em mim me leva a querer proteger Quinn. Mesmo que ela não precise, se ela fosse humana então acho que eu enlouqueceria com a intensidade desse sentimento.

Será..... será que era assim que ela se sentia em relação a mim?

Olhei para Cassandra e vi que ela tinha um sorriso discreto em seu rosto, como se percebesse que eu estava começando a entender o ponto de vista dela.

Mas bem nesse momento um homem surge em meio a noite.

– Boa noite Cassandra!

Os olhos de Cassandra saltaram para fora em surpresa.

– Brody?

Ela falou feliz já se virando. Ela andou em direção a ele, mas ele levantou a mão fazendo sinal para que ela ficasse onde estava.

– Pode ficando aí. Só vim mesmo aqui para confirmar o que Harmony me disse ao telefone.

Cassandra que até então estava feliz e confusa ficou furiosa.

– Pelo visto a intimidade entre você e Harmony só cresce, agora até o seu celular ela tem?

– Não mude de assunto Cassandra. Você fica aí me acusando e falando mal dela, mas quem está aqui com outra pessoa é você.

Ela arfou em surpresa.

– Rachel é uma amiga!

– Incrível como você esta sempre cercada de “amigas”.

Ele falou sarcástico.

Era por culpa minha que Cassandra estava ali até aquela hora, e também pelo visto a tal Harmony não gostou de ser dispensada por mim e acabou descontando na Cassandra. Eu não podia ficar ali parada, eu tinha que ajudar de algum jeito.

– Olha cara, eu sou sim amiga da Cassandra, eu só vim aqui essa noite por que eu estava com problemas e queria conversar...

– E ela por acaso virou psicóloga agora? E não me venha com essa de que foi hoje..... a Harmony me disse que já viu você por aqui pelo menos outras duas vezes. O que é? Você esta sempre precisando conversar? E não tem outro amigo não? Tem que ser minha namorada?

Ele estava visivelmente furioso.

– Brody, você esta sendo injusto conosco, deixe eu te explicar.

– Não tem nada para explicar. Chega! Não vou mais ficar aqui fazendo papel de palhaço com você. Você sempre ficou me mandando ficar longe da Harmony, dizendo que ela não prestava, que era uma vagabunda, mas pelo que vejo a vagabunda aqui é outra.

Aquilo fez ferver o meu sangue.

Entrei na frente da Cassandra e fui para cima do cara cheio de raiva.

– Olha lá como você fala com ela seu imbecil!

Nesse momento, onde aparentemente nada poderia piorar... Uma voz, doce e ao mesmo tempo ácida soou atrás de nós.

– Estou atrapalhando alguma coisa?

No mesmo momento eu me arrepiei toda. Por ouvi-la tão próximo a mim e por saber a que conclusão ela chegaria se ouvisse toda aquela confusão.

– Quinn...

Falei me virando para ela.

– O que esta acontecendo aqui Rachel?

Ela estava linda. Simples, mas encantadora, e como sempre selvagem. Uma calça jeans black, uma blusa vinho, e uma jaqueta preta e completando o visual uma bota de cano alta vinho como sua blusa. Seus cabelos estavam revoltos, e sua face corada. Eu podia jurar que ela tinha acabado de caçar.

– Quem é você?

O tal Brody perguntou a ela irritado.

– Sou a namorada de Rachel. E você? Quem é?

– Humm, namorada dessa aí? Então bem vinda ao clube. Eu sou namorado da Cassandra e estou aqui exigindo uma explicação para esse encontro delas.

– Encontro?

Eu via o autocontrole de Quinn sumindo à medida que Brody falava, eu estava paralisada sem saber o que fazer.

– Sim, uma amiga me ligou agora à noite...

Brody despejava acidamente tudo que a vadia tinha dito para ele, e embora eu tivesse me virado para ele tentando fazer com que ele parasse de falar, o imbecil continuava despejando tudo.

– .... ela me contou que sua " namorada" estava aos beijos com a minha " namorada" e que ela estava esperando o bar fechar para esticar a noite com ela a levando para cama. O que você acha disso?

Meu coração parou. Eu sabia exatamente o que aconteceria essa noite.

Fechei os olhos, nada poderia nos salvar de Quinn agora, fiz uma prece silenciosa para que Brittanny visse isso e aparecesse ali, mas eu já vi a Quinn lutando, sei que se ela quiser nem mesmo todos os Fabray’s juntos a impediriam de matar a Cassandra.

Escutei os dois arfarem de espanto e me virei para Quinn a tempo de ver.

As lentes que ela usava na cor verde derretendo em seus olhos e o vermelho vivo aparecendo. Um rosnar saiu de seus lábios.

– O que...... o que é você ?-. Uma Cassandra apavorada perguntou.

E para meu desespero, uma Quinn selvagem sorriu ameaçadoramente para ela respondendo.

– Você vai descobrir...

Ela respondeu dando um passo a frente.

Continua.....

Notas finais
Agora a Porra ficou séria O.O
Comenteeeem
Beijos e até o proximo capitulo