Notas iniciais
Hey meus lindos leitores, aqui esta o novo capitulo, eu nao consegui postar ontem pq estava cheia de coisas para fazer... Maaaas se voces comentarem bastante, eu posto a continuaçao desse capitulo hoje a noite ainda

Aqui esta a continuaçao da história da Quinn...
Boa leitura sz

Capitulo anterior:

– No mesmo dia quando meu pai chegou em casa ele me proibiu de sair a rua novamente enquanto o estrangeiro estivesse na vila. Ele não explicou o motivo não querendo nos assustar, mas a noite eu ouvi uma conversa dele com minha mãe. O tal estranho me seguiu e viu aonde eu entrei, e depois que eu saí ele foi até meu pai, perguntou por mim e quando soube que eu era sua filha ele quis me comprar. Meu pai havia ficado uma fera e tentou bater no estrangeiro, mas segundo meu pai o tal homem “possuía uma força fora do normal”, e havia deixado bem claro que me queria para ele. Disse a minha mãe que iríamos todos no dia seguinte passar uns dias na casa da sua família em outra vila não muito distante dali e que só voltaríamos quando ele tivesse certeza de que o homem tivesse ido embora. Infelizmente não tivemos nem tempo de tentar fugir...

Capitulo atual:

– No meio da noite, ouvi um estrondo e logo vozes gritando. Corri para a sala e vi o estrangeiro avançar em meu pai exigindo saber onde eu estava, eu me apavorei.

Deixei escapar um soluço, eu não percebi que tinha começado a chorar.

– Eu me apavorei, por que além de tudo eu vi... a criatura tinha olhos vermelhos. Meu pai gritou para que minha mãe corresse e nos protegesse do “demônio”. Meu irmão corria até a sala e trazia a arma do nosso pai, eu corri de volta ao quarto que dividia com as gêmeas e as escondi dentro do armário implorando que elas ficassem quietas, elas estavam chorando e não queriam ficar sozinhas. Voltei à sala e vi a criatura quebrando o pescoço de minha mãe como se fosse um graveto seco. Meu pai que estava jogado em um canto da sala se jogou contra ele gritando, mas ele o agarrou pelo pescoço e o levantou como se ele não pesasse nada.

– Meu pai olhou para mim e me mandou correr e pegar minhas irmãs. Não vi meu irmão em lugar algum, achei que já estivesse morto então obedeci meu pai, mas ao me virar, eu ouvi o click de seu pescoço quebrando. Tentei correr o mais rápido que eu podia, mas ele me alcançou, nesse momento eu não sei como ele voou para longe de mim. Eu com o impacto da tal força também fui lançada longe. Tentei me levantar, mas me sentia tonta. Cambaleei até conseguir me levantar quando ouço a risada dele. Olhei para o lado e ele também se levantava.

– Ele disse:

“- Pelo visto você é mais especial do que eu imaginava. Não vou querer apenas desfrutar de você por uma noite, vou querer você comigo pela eternidade. Será muito útil.”

– Então ele se lançou contra mim de novo. Só me lembro de me encolher e esperar, mas mais uma vez ele voou longe e dessa vez eu já não senti tanto o impacto. Eu olhava apavorada para ele, eu não sabia o que estava acontecendo. Ele levantou furioso.

– “Chega de gracinhas criança! Pare com isso e venha comigo.”

– Eu comecei a chorar e implorar que ele me deixasse em paz, mas ele apenas ria e dizia que eu já era dele. Lembro que ao desviar meus olhos do rosto dele eu vi meus pais estirados no chão mortos, aquilo me encheu de raiva. Um ódio sem tamanho por aquela criatura que os havia matado como se fossem nada unicamente para me ter. E então ele se lançou mais uma vez “contra” mim. Lembro de fechar os olhos e desejar a morte por ter causado a morte e destruição de minha família, só que mais uma vez ele tinha sido repelido.

– Nesse momento eu ouvi o gemido de dor do meu irmão vir de algum canto da sala e ao procurá-lo eu o vi embaixo de alguns destroços que eu imaginava serem de móveis quebrados. Tentei chegar até ele, mas a criatura foi mais rápida. O agarrou pelo pescoço. Eu implorei pela vida do meu irmão.

“- Se deseja que ele viva, pare com isso que está fazendo e venha comigo.”

– Eu avisei que eu não sabia do que ele estava falando. Ele disse que era eu quem estava fazendo ele cair longe de mim cada vez que ele se aproximava, e eu disse que não sabia como fazia isso, que nunca tinha acontecido antes. Não sabia como parar.

“– Ande até mim então. Venha para mim calma e aceite que eu lhe segure!”

– Meu irmão na hora gritou que eu não ouvisse o monstro. Que eu fugisse. Então a criatura falou mais uma vez.

“- Se quiser salvar seu irmãozinho terá que vir comigo, senão eu o mato como fiz com seus amados pais.”

– Meu irmão gritou para não acreditar, ele me avisou que “o demônio sempre mente.”

“– A decisão é sua, eu tenho a eternidade para brincar com você, não me canso facilmente, mas será que seu irmão vai resistir muito tempo em minhas mãos? E suas irmãs? Estou ouvindo o choro delas daqui. Será que devo matar logo seu irmão e tentar lhe convencer com suas irmãs?”

POV RACHEL

Eu não acreditava no que estava ouvindo.

Nunca antes imaginei ver minha Quinn tão fragilizada. Queria ampará-la. Dar apoio a ela, mas ao tentar me levantar, Santana sinalizou para que eu ficasse quieta. E de alguma maneira eu senti que isso era o que eu deveria fazer. Mas a cada palavra que saia dos lábios dela, mais devastada eu ficava. E eu achando que Eu tinha sofrido muito na vida. Perto dela eu tive férias de verão na vida.

POV QUINN

Ao mencionar nossas irmãs, tanto eu quanto meu irmão imploramos para que ele as deixasse em paz. Elas eram apenas crianças, ainda bebês na verdade. A criatura avisou que só dependia de mim.

– Desabei em um choro desesperado. Não podia permitir a morte deles por minha causa. Então eu caminhei lentamente até ele e me entreguei. Lembro de ouvir vagamente a voz do meu irmão gritando para que eu parasse, que eu fugisse, mas eu não tinha mais controle sobre meu corpo, minhas pernas apenas obedeciam ao meu subconsciente que dizia que eu não podia me permitir causar mais mortes em minha família.

– Assim que dei o último passo e encostei-me à criatura, ele lançou meu irmão em um canto e me agarrou dizendo que eu tinha culpa de tudo, que nada daquilo teria acontecido se simplesmente tivesse me entregado logo que ele chegou, então me mandou ficar quieta, que aprendesse a nunca mais desobedecê-lo, me fez prometer. E eu o fiz, prometi. Então ele me puxou com violência para ele e senti uma dor aguda no pescoço, e depois ele me largou no chão. Lembro de começar a convulsionar na hora e sentir meu corpo em chamas. Olhei para mim mesma achando que estava sendo consumida por labaredas, e me assustei ao ver que nada havia meu corpo, em minha pele. Gritei com todas as forças e ouvi ao longe a voz do meu irmão brigando contra a criatura e pouco antes de perder a consciência do que acontecia a minha volta eu vi... vi o monstro matar meu irmão.

– Depois disso eu não consegui nem ao menos sentir a dor ou a raiva por ter perdido Jason. A dor era tamanha que consumia todo o espaço dentro da minha mente, eu não pensava em nada que não fosse à dor. Com o passar do tempo a minha consciência se alternava entre dor e percepção. Comecei a notar sons e vozes. Eu sentia que já não estava mais em minha casa, se quer estava em minha vila, não sabia explicar, mas pelo cheiro eu sabia que estava em outro lugar. Fui ficando mais forte e mais consciente com o passar das horas. Foi então que comecei a entender o que falavam em algum lugar perto de mim.

Flash Back on:

– Eu não acredito que você fez isso de novo. Já não basta ter trazido o inútil do Adan para o clã, agora você traz essa criança? Para que?

–Eu já disse, ela é especial, ela tem poderes. Vai ser muito útil para nós. Vamos poder parar de fugir sempre que um clã mais numeroso se aproximar.

– Ah ta! Poderes. Você fica repetindo isso, mas eu não acredito. Se ela tivesse poderes, mesmo assim você não poderia ver com ela sendo humana.

– Exatamente. Se ela mostrou poderes ainda humana, imagina como ela será forte quando a transformação acabar?

– Eu não sei e não me importa. Eu estou avisando, se eu vir ela se engraçando com você ou você cortejando ela eu a mato na hora entendeu!

– Não se preocupe querida, eu só tenho olhos para você.

Flash Back off:

–“ Acordei” pouco tempo depois disso. Havia três pessoas em pé a minha frente. Levantei os encarando e me assustei ao me dar conta de que eu rosnava para eles. Recuei alguns passos não entendendo nada e um homem loiro que eu nunca havia visto antes na vida veio até mim devagar.

“- Não se assuste, não irei lhe fazer mal. Não tem porque. Você agora é uma de nós.”

–As palavras dele me assustaram. E ao olhar em volta eu vi o rosto do monstro que matou minha família. Ele sorria cinicamente para mim, e se atreveu a estender a mão para que eu fosse até ele.

–“ Não se preocupe em me agradecer linda banbina, nos proteja, aprenda a lutar para nos defender que tudo estará acertado entre nós.”

– Não sei bem como tudo aconteceu depois, só sei que passei a ver tudo em vermelho e a sentir uma enorme força fluir por todo meu corpo. Lembrei do som dos ossos dos meus pais quebrando, lembrei dele pisando e matando meu irmão. Era uma lembrança confusa e distorcida, mas a dor que me consumiu foi a certeza que eu tive que tudo era verdade, a criatura em minha frente havia tirado a vida daqueles que eu mais amava. Um grito pavoroso e estridente escapou por meus lábios e todos ali foram lançados longe.

– Eu corri como se fosse o vento e o agarrei pelo pescoço antes que ele se levantasse.

– “ Como se atreve? Eu lhe transformei, lhe dei o maior presente de todos, como pode se virar contra mim...”

–Antes que ele terminasse a frase eu o matava arrancando sua cabeça. O grito de uma fêmea ecoou pela floresta e logo uma loira se chocava contra mim, mas como aconteceu quando eu era humana, ela antes que encostasse em mim voou para longe e caindo quase desacordada com o impacto. Corri na direção dela, mas o loiro entrou em meu caminho.

“- Não faça isso, vamos lhe explicar tudo. “

–Parei e olhei confusa para ele. Eu não entendia nada do que eles falavam, então perguntei do que ele estava falando e não reconheci minha própria voz.

“- Viu. Você não é mais você, não é mais humana, é como nós agora. Não pode se voltar contra seus criadores. “

–Saber que ele fazia parte daquilo, que de acordo com aquele que acabou com a minha vida me fez avançar nele e matá-lo também. A mulher que antes havia sido lançada para longe de mim agora avançava mais uma vez e dessa vez eu quis que ela me alcançasse, e assim aconteceu, e assim que ela se chocou comigo eu a degolei com minhas presas.

– Lembro de recuar com o que eu vi, passei a mão em minha boca e limpei o sangue que escorria por ali. Lembro de tocar em minhas presas e com o susto que levei, elas se recolheram. Vaguei por um tempo até que achei onde eles viviam, tipo um acampamento e troquei de roupa, as minhas estavam rasgadas, por isso peguei as que deveriam ser da mulher que pouco antes eu matei. Mas ao mexer em suas coisas eu achei um espelho e ao me olhar eu o deixei cair no chão. Eu estava agora com olhos tão vermelhos como o “demônio” que matou minha família, então eu agora também era um monstro. Era como eles.

– Corri dali até que achei uma estrada, já era noite alta, não havia ninguém nas ruas, então corri na velocidade que agora era comum para mim, seguia o rastro de cheiro deixado pela criatura que me levou até ali. Ao chegar em minha vila eu parei de correr e fui andando devagar até onde era minha casa. Já não havia corpos ali, corri até o quarto onde havia escondido as gêmeas, mas a porta do armário havia sido arrancada e estava jogada no chão e havia sangue em toda a casa. Me recusei a crer no que a cena me mostrava e saí dali.

– Corri para fora da vila e senti o cheiro de terra recém revirada e vi adiante o cemitério da cidade. Não pensei no que fazia, meus pés simplesmente caminharam para lá, para onde eu sentia o cheiro. Fechei os olhos e me deixei guiar, quando senti que estava em frente ao local certo, eu os abri, e ali na minha frente estavam as lápides dos túmulos de toda a minha família, até das gêmeas. Só não havia uma para mim, mas abaixo do nome da minha mãe estava escrito:

“ Que sua alma encontre a paz, e que o corpo, aonde quer que esteja, tenha um destino digno de um tumulo cristão. Sua família se encontrará com você no céu Quinn Agron”

–No fim meu irmão estava certo. “ O demônio” mentira para mim. Ele matou toda minha família mesmo eu me entregando a ele. E agora, como castigo por eu ter sido a causadora da morte deles, eu estava condenada a ser como o monstro que os matou por toda a eternidade.

Nesse momento eu me virei de novo para Rachel, ela tinha o rosto banhado em lágrimas.

A sala estava mergulhada em um silêncio mórbido, todos calados respeitando minha dor. Com exceção de Rachel, todos ali já conheciam minha história, e sabiam como era terrível para eu reviver esses momentos do passado.

Respirei fundo e prendi o choro dentro de mim. Eu tinha que ter forças para continuar, para contar o que eu havia me tornado.

– Daquele dia em diante Rachel... eu realmente fui o monstro no qual eu havia me transformado. Assim que eu passei a perceber do que eu tinha fome, eu passei a me saciar, passei a matar para ter sangue.

Esperei pela condenação dela, e pelo ofegar e fechar de olhos dela, eu soube que não estava longe.

– Você não tentou lutar contra Quinn? Como Russel fez? – ela perguntou de cabeça baixa.

– Não!

– Minha irmã, não minta! Não faça isso com vocês! – Santana exclamou.

– Eu não estou mentindo.

– Está sim, não acredite nela Rachel, ela tentou, ela...

– Não, eu não tentei, não fiz como Russel... não fui forte como ele, eu fui fraca e me deixei levar.

– Fraca... como ousa pensar assim minha filha?

– Pai...

– Eu quero saber tudo Quinn... seja o que for que esteja escondendo não o faça, me conte-. Rachel levantou a cabeça e pediu de novo. – Sem segredos, sem mentiras, sem omissão. Só a verdade, por favor?

– Eu não menti...

Suspirei

– Mas também não me entreguei como esta pesando. – eu admiti. – Quando... na primeira vez em que estava próximo a um humano e senti sede... eu quase... quase..

Sacudi a cabeça e respirei fundo, eu tinha que conseguir.

– Mas eu consegui raciocinar a tempo e me afastei, e então eu entendi o que eu era. Eu havia me transformado em um vampiro. O tal monstro finalmente ganhava um nome. Eu me recusava a causar mortes como ele havia feito tão facilmente com minha família. Então tentei dar um fim a minha existência.

Eu ri sem humor.

– Não é fácil sabia? Somos fortes e resistentes. Eu pulei dos lugares mais altos, me atirei nos oceanos mais profundos, fiquei dias sem respirar. Fiquei dois meses sem me alimentar.... acho que finalmente estava quase conseguindo alcançar meu objetivo, pois a cada dia que passava eu ficava mais fraca, no fim já nem me mexia mais, mas para minha infelicidade alguém acabou me achando no meio da floresta.

Tomei fôlego mesmo sem precisar e continuei.

– Eu não saberia dizer se era homem, mulher ou mesmo uma criança, tudo que eu sei é que eu senti algo quente e pulsante tocar em mim. Na hora todos meus sentidos vampirescos despertaram. Eu sentia o cheiro do sangue, ou ouvia o coração batendo tão forte como ouço o seu agora Rachel. Então eu ataquei quem quer que fosse ali na minha frente. Nem mesmo abri os olhos, apenas mordi.

– A frágil pessoa tentou se soltar, mas era fraco demais para lutar comigo, mesmo eu estando quase morta ainda era muito mais forte que um humano. Então, quando eu senti que o sangue que eu drenava com tanta avidez estava acabando, eu me dei conta do meu ato e corri dali sem nem mesmo me dar ao trabalho de ver a quem eu havia matado. Vaguei por dois dias pensando naquilo, lutando contra o monstro dentro de mim que gritava dizendo que queria mais, mas ao mesmo tempo saboreando o gosto nos meus lábios que parecia ser o melhor do mundo.

– Eu poderia tentar me isolar para tentar morrer de fome de novo, mas eu sabia que dessa vez eu não iria conseguir, eu havia provado o delicioso e inigualável gosto do sangue humano. Não havia mais volta. Então eu desisti de lutar e abracei meu destino. Assumi quem eu era e o que eu era.

– Mas nunca admiti companhia de outros da minha espécie. A única exceção era...

Eu virei de costas para ela de novo.

– Era...? – ela perguntou

– Nossa espécie ... nós somos criaturas luxuriosas por natureza. Quando encontramos com o nosso parceiro e fazemos o ritual tudo muda, quer dizer, não muda exatamente, mas passamos a desejar apenas a essa pessoa, mas quando não temos um companheiro ficamos sempre... bom, um vampiro nunca recusa outro vampiro.

Eu estava morrendo de vergonha do que a Rachel iria pensar de mim.

– Sangue e sexo são nossos desejos constantes Rachel. É, foi e sempre será assim. Então eu me mantinha afastada de qualquer um da minha espécie, somente quando achava um macho ou uma fêmea vagando sozinhos é que eu dava vazão aos desejos do meu corpo, mas assim que acabava de acasalar eu partia, nunca aceitei a companhia de ninguém, e jamais aceitei fazer parte de algum clã. Já matei dezenas da minha espécie justamente por isso.

Voltei a olhar para ela.

– Muitos da nossa espécie pressentem quando encontram com outro vampiro com dons, e como sempre eles cobiçam esses dons para eles, tentando a todo custo forçar tal vampiro a integrar o clã. Como eu nunca aceitei a saída sempre foi lutar para me manter livre. Vaguei por quase cem anos assim. Sozinha, lutando e caçando. Mas eu já estava cansada disso. Cansada de tanta matança e de tanta solidão. Então um dia em quanto eu me isolava no Alasca, os Fabray’s me encontraram. E me mostraram que havia outro jeito de viver.

( N/A: Pessoal, aqui entra a parte lá dos primeiros caps onde ela lembrava de como conheceu os Fabray’s, quem quiser pode pular essa parte em negrito.)

Flash Back on

Eu vagava pelo Alasca, um paraíso para criaturas como eu. Fria e inóspita em sua maioria, apenas com pequenos povoados distantes entre si. Mas eu não vagava pelos povoados e sim sem rumo pela imensa selva de gelo.


Mas em uma noite linda e estrelada daquele lugar indomado pelo homem, eu me surpreendi sendo cercada por 6 vampiros. Na hora eu me assustei e me coloquei em posição de ataque e coloquei meus poderes em ação. Coloquei meu escudo em volta de mim, para que não conseguissem me atacar.


Eu era constantemente atacada por vampiros que me queriam em seus clãs. Eu era considerada poderosa pelo meu dom do escudo físico e mental. Mas eu me recusava a ter um clã. Eu me recusava a andar com criaturas como eu.


– Ela está assustada e com medo. – começou a falar uma vampira de aparência latina. – mas ela não é como os outros.


– Eu disse a vocês. Ela é como nós, não gosta do que é. – falou uma vampira loira, alta e com um pequeno sorriso.


Depois de escutarem o que as duas disseram, eles começaram a andar em minha direção.


Eu rosnei alto avisando para não se aproximarem.


– Tenha calma criança. Não queremos lhe fazer mal. – Uma mulher me disse.


– Então vão embora.


– Só queremos falar com você. – um vampiro alto e de cabelos um pouco grisalhos claros falou. – Sou Russel e essa é a minha família. Só queremos falar com você.


– Vampiros não têm família. – eu cuspia para ele. — Vocês são um clã e me querem com vocês. – eu sacudia a cabeça ainda em posição de ataque. – eu não faço parte de nenhum clã, eu vago sozinha e quero continuar assim. Vão embora.


Mas eles ainda avançavam lentamente em minha direção. Não estavam em posições de ataque, e tinha as mãos levantadas como dizendo que não atacariam, mas eu não confiava, afinal nós vampiros somos astutos e nada confiáveis.


– Eu sei que você não gosta do que é. Eu vi você. Vi sua solidão e tristeza. Viemos para te mostrar que não tem que ser assim-. A Vampira loira me disse.


– Como me viu? Quem é você?


– Sou uma vampira com talentos assim como você.


– E como sabe que tenho talentos?


– Simples. O meu talento é ver o futuro. Eu te vi chegando e estamos te esperando há um mês.


A vampira loirinha falava com as mãos na cintura. Como se estivesse reclamando de algum atraso de minha parte. Esses vampiros eram estranhos.


– O que querem de mim? Já disse que não quero fazer parte de nenhum clã.


– Para de nos chamar assim. – uma vampira de cabelos castanhos falou. – Somos uma família. E apenas queremos conversar com você.


Eu me endireitei e os fitei longamente. Eles eram estranhos. Não tinham uma postura selvagem como eu. E os olhos... eles tinham olhos cor de âmbar. Como isso era possível? Os meus olhos eram vermelho sangue, assim como os olhos de todos os vampiros. E eles eram vampiros, eu podia sentir o cheiro deles, então o porquê daquela cor de olhos.


– Ela está confusa. Não compreende o que somos. — falou de novo a vampira latina.


– Quem é você? Como sabe o que eu sinto?


– Simples minha cara. O meu dom é ler os sentimentos. – ela respondia com um sorriso em sua voz.


– Qual o seu nome criança?. – uma mulher que estava ao lado ao homem chamado Russel perguntou.


– Eu não sou criança, pare de me chamar assim.


– Ora é apenas uma maneira de lhe chamar já que não sabemos o seu nome. – um vampiro enorme falou pela primeira vez. – e você tem que concordar que com esse jeito marrento parece mesmo uma criança.


Ele começou a rir e a vir em minha direção.


– Puck não!


A vampira loira que disse poder ver o futuro gritou para ele, mas era tarde demais. Ele se chocou com meu escudo e foi lançado com força para longe.


Ele caiu a uns 30 metros de distancia. Levantou-se sem acreditar no que tinha acontecido. Em menos de um segundo ele já estava ao lado da vampira de cabelos castanhos de novo. Mas agora me olhava com curiosidade.


– Como você fez isso?


Ele não parecia raivoso e sim curioso.


– Quem são vocês? O que são vocês?


– Vamos conversar, assim podemos te explicar quem somos. Não tenha medo.


– E por que eu deveria confiar em vocês?

.
A vampira latina deu um passo para frente juntamente com a vampira loira.


– Por que você já está cansada de viver como vive. Você não suporta o que você é. Vive sozinha por que não suporta a presença de outros como você e, no entanto não suporta mais a solidão.


– Nos deixe te ajudar, te mostrar que você está enganada, existe sim outra maneira de viver e assim não ser mais esse monstro que você tanto odeia.


Eu abaixei meu escudo e fiz uma última pergunta.


– E quem me garante que vocês não são monstros piores que eu?


– Simples. Olhe nossos olhos. Não são vermelhos como os seu. – O vampiro que se chama Russel falou.


– E o que isso significa?


A vampira loira de repente se postou ao meu lado.


– Significa que não nos alimentamos de sangue humano, que não matamos pessoas. Significa que você tem uma escolha e nós estamos aqui para lhe mostrar que você tem outro caminho a seguir, você tem uma escolha.


Ela me esticou a sua mão me convidando para ir com ela. E naquele momento, com aquelas palavras, ela me convenceu. Eu queria ser diferente. Segurei sua mão e segui com ela até o lugar aonde eles me explicariam tudo sobre eles.

Flash Back off.


Eu os amava como se fossem minha família. Mas infelizmente eu não conseguia viver com eles. Naquela noite eles me contaram tudo sobre eles, como cada um foi transformado e como todos aprenderam a lidar com sua sede.


Me contaram como aprenderam a viver apenas de sangue animal.


Mas infelizmente isso eu nunca consegui fazer.


Após me contarem tudo sobre eles, também me convidaram a viver com eles, coisa quede início eu tentei de bom grado.


Eu gostei deles logo de inicio, mas com o tempo passei a amar cada um deles.
Russel por ser como um pai e Judy por ser como uma mãe.


Puck por parecer uma criança e divertir a todos com seu jeito descontraído.
Marley por ser amorosa e companheira ao mesmo tempo em que era temperamental e mandona. Ela tinha um jeito único de ser que me cativou.


Santana por ser atenciosa e sempre disposta a ajudar, apesar de ser um pouco marrenta.


E Brittanny por ser... Brittanny.


Ela era uma criatura singular. Não existiam palavras para descrevê-la. Ela assim como os outros se tornaram especiais para mim.


Eu realmente queria viver com eles. Mas infelizmente não deu certo. Eles me ensinaram a caçar animais e quais seriam os que melhor matariam minha sede. Porém eu nunca fui boa nisso. Eu até tentei viver como eles viviam, como vegetariana. E não era apenas isso, eles viviam no meio das pessoas, moravam em casas como os humanos.

Trabalhavam, iam a escola, o que eles quisessem. Viviam civilizadamente, não eram como eu, uma completa selvagem. Até eu me adaptar nos mudamos para um lugar aonde ninguém nos veria, assim eu teria tempo de aprender.


Bom, aprender a ser civilizado não foi difícil. Logo me acostumei a deixar meu lado selvagem guardado dentro de mim, o deixando sair apenas nas caçadas. Agora resistir ao sangue humano era outra história. Eu tentava com afinco, mas sempre fracassava. Tive quatro deslizes até desistir de vez.


Eles insistiam que com o tempo eu aprenderia a me controlar, mas eu desisti de tentar.
Eles ainda insistiam que eu me mantivesse morando com eles, coisa que eu tentei fazer.
Aprendi a me portar no meio de humanos, a usar lentes para não assustá-los com meus olhos.
Tudo ia bem, eu aprendi a me controlar perto das pessoas. Era uma simples jovem durante o dia e a noite saia em caçadas. Mas eu percebia o desconforto deles sempre que eu voltava das caçadas e isso ficou cada vez mais difícil de suportar.


Ver a decepção em seus olhos sempre que eu voltava com o vermelho dos meus olhos ainda mais vivo. Até que um dia eu não suportei mais ver essas expressões em seus olhos e decidi que era hora de ir embora.


Eles ainda tentaram me fazer mudar de ideia, mas eu estava determinada. Eles disseram que aquela também era minha casa e que eu poderia voltar na hora que eu quisesse.


Mas eu apenas voltava para lhes fazer visitas, e essas visitas eram raras.


Eu voltei a ser a nômade que eu era, mas preservei a humanidade que eles me ensinaram a ter, assim como preservei o sobrenome daquela família. Eu tinha algum controle sobre a minha sede, então decidi que eu poderia tentar amenizar o monstro que eu era.


Eu vagava pela noite caçando humanos maus e cruéis. Eu era como uma justiceira, caçava e ao mesmo tempo livrava a humanidade de criaturas vis.
Isso funcionou por um tempo, mas depois a amargura e tristeza de matar humanos voltaram. Mas eu não podia mudar isso. Não podia mudar o que sou. O monstro que eu sou.

(N/A: Daqui vocês podem voltar a ler normalmente)

– Há dois anos eu encontrei a... Ashley. Ela me ajudou a lutar contra um vampiro forte que me queria junto dele. Depois conversamos por um tempo e eu vi que de certa forma ela era parecida comigo, sozinha, não gostava da ideia de pertencer a nenhum clã... era carinhosa e gentil comigo, foi por essa razão que aceitei me envolver com ela. E o resto você já sabe.

Eu esperava a hora da condenação chegar, e a cada batida do coração dela, eu sentia ela mais próxima.

– Então... – ela tossiu para limpar a garganta, parecia ser difícil para ela falar.

POV RACHEL

Ouvir a história de Quinn foi extremamente doloroso para mim. Mas não posso negar que sou egoísta o suficiente para dizer que para mim as piores partes foi a ouvir contar dos “encontros luxuriosos“ que ela teve e de como conheceu Ashley e achou ela certa para ela. Nesses dois momentos eu me senti simplesmente insignificante para ela. A dor me corroía, como ela iria me aceitar se perante os vampiros e vampiras que ela já teve eu sou uma mera mortal fraca e indefesa.

Foi difícil para eu encontrar minha voz e falar.

– Então... – minha voz estava embargada, eu tossi para tentar melhorar meu tom. – então você ainda... Caça humanos?

– Sim Rachel. – ela sussurrou para mim.

– Por isso nunca conseguiu ficar perto de mim? Bom, pelo menos não como os outros conseguem?

– Não é por isso.

Ela falou erguendo o rosto rapidamente para me olhar.

– Então por quê? – eu perguntei me levantando e andando na direção dela.

Ela deu dois passos para trás. Nervosa e assustada.

– Se não é por isso então me explique por que sempre me rejeita?

Eu falava enquanto avançava andando para perto dela.

Ela continuava recuando devagar, e olhando nervosamente a todos na sala. Eles permaneciam atentos, mas quietos no lugar, o que quer que estivesse acontecendo, eles estavam deixando que acontecesse.

– Por favor, pare Rachel. Fique onde está!

– Por quê? Se me rejeita agora por não corresponder ao que eu sinto, por repudiar o fato de eu te amar, eu posso até entender, sei que eu não sou o suficiente para você, mas por que mesmo quando criança você já me rejeitava. Será que meu amor sempre foi tão desprezível assim para você?

Eu não me importava de estar enfrentando uma vampira que se alimentava de sangue humano, não me importava de estar indo de encontro à criatura que poderia facilmente me esmagar.

E até atrevo a me dizer que se fosse para morrer, eu sem duvida escolheria morrer em seus braços, mas tudo que me importava agora era ter minhas respostas.

Toda a dor e frustração que eu carreguei por todos esses anos, toda a mágoa, sentimento de abandono e raiva veio à tona rompendo qualquer barreira que eu criei.

Mesmo a amando mais do que a mim mesma, eu queria uma explicação por ter sido sempre rejeitada pela mulher que eu mais amei em toda minha vida.

– Do que você está falando, eu nunca te rejeitei, nem quando criança e nem agora como mulher. Será que não vê? Não entende?

– Tudo que eu vejo e entendo é que você sempre se afasta de mim. Se pode ficar normalmente com outros humanos por que não pode ficar comigo por mais que alguns minutos.

– POR QUE O SEU SANGUE PARECE QUE FOI FEITO PARA MIM!!!

Ela berrou. Todos na sala pararam de respirar esperando minha reação. Santana havia se levantado para ficar próxima a ela.

– Como assim “feito para você”?

Eu continuava andando.

– Pare! Por favor Rachel, pare.

Ela sussurrava chorando.

– Por quê?

– Por que dói. – ela despejou se jogando nos braços de Santana. – Por que seu sangue canta para mim! Por que ele é único no mundo, só acontece uma vez na existência do vampiro.

– Como...

Eu disse num sopro enquanto puxava o ar tomando fôlego para tentar entender.

– Seu sangue ... ele é delicioso para mim, dói em mim fisicamente resistir a ele.- ela falava se agarrando firmemente a Santana, como se ela estivesse se afogando e a latina fosse uma tabua flutuando perto dela. – é como se cada gota do seu sangue... como se a cada batida do seu coração, você estivesse implorando para que eu te drenasse até a última gota, até a morte.

Ela terminou de falar e se virou para mim ainda agarrada a Santana, mas me mostrando suas presas bem longas agora.

– Entende agora? Entende por que nunca posso ficar perto de você? E por que eu nunca vou poder?

Aquilo me atingiu como se fosse um caminhão. Eu me sentia tonta.

– Sempre foi assim? Por isso sempre me rejeitou? Por isso nunca pode me amar? Por isso não posso nem ao menos tentar fazer com que você me ame?

Ela balançava negativamente a cabeça, soluçando nos braços de Santana.

– Não! – Ela tomou fôlego. – Dói fisicamente resistir ao seu sangue, mas dói muito mais na minha alma saber que o monstro que existe em mim quer matar você... a menina... a Mulher que eu mais amei e amo na minha existência.

Eu não... eu não acredito. Espera... Quinn acabou de dizer que me ama! ELA ME AMA!!!!

– Quinn você... Você me ama? Da maneira... da mesma maneira que eu te amo?

Ela fechou os olhos.

– Sim. Eu te amo!

Dei mais um passo em sua direção.

– Não!!-. Ela gritou abrindo os olhos. – Por favor, Rachel. Por favor, não dê mais um passo, eu não consigo.

Eu parei e olhei para os lados, todos estavam de pé, estrategicamente posicionados para o caso de algo sair do controle aparentemente.

Dei um passo trás, não por medo, mas para que ela se acalmasse. Todos pareceram relaxar.

– Tudo bem Quinn, está tudo bem, não se preocupe, nós daremos um jeito, vamos achar um jeito juntas.

– O que?-. Perguntou parecendo confusa.

– Vamos achar um jeito de ...

– Não existe jeito Rachel! Será que não entende? Não pode ser, nunca vai poder.

– Vamos achar um jeito, deve haver algo que...

Ela se soltou bruscamente de Santana e todos voltaram a se posicionar.

Quinn permaneceu ao lado dela, mas estava visivelmente furiosa.

– Como você ainda não entendeu? Depois de tudo que eu expliquei. Será que não prestou atenção? EU SOU UM MONSTRO. EU MATO AS PESSOAS, EU QUERO MATAR VOCÊ A TODO O MOMENTO EM QUE ESTOU AO SEU LADO!

Eu mantive a calma. Para mim a pior de todas as barreiras já havia sido vencida, ela me amava. Nada poderia ser mais difícil do que isso. Então tentei não me importar com as provocações dela. Falei calmamente.

– Isso não muda nada para mim. Eu te amo e quero ficar com você da mesma maneira que eu sempre quis.

– É isso que você quer? Ficar junto de um monstro. Saber que a pessoa que você ama está a todo o momento caçando pessoas, possivelmente até amigos seus?

Engoli em seco e tentei demonstrar que não cederia a pressão dela.

– Evitarei fazer amigos então.

– Isso não é brincadeira!

– E você acha que eu estou brincando por acaso! – gritei para ela. – Eu te amo! Não vou abrir mão de você por motivo nenhum, é melhor você começar a se acostumar com isso. Já que o que para mim era impossível acontecer... por algum milagre você me ama, ama um ser insignificante como eu. Acha mesmo que vou perder você por causa da sua natureza? Se não conseguirmos... se eu não conseguir te ajudar, vou aceitar você do jeito que é!

– Tem ideia da loucura que esta dizendo? Como pode sequer cogitar isso?

– O leão não tem culpa de matar, mesmo que ele mate o mais lindo e menor filhote da lebre, ele ainda é inocente, pois a lebre esta em sua cadeia alimentar, e nem por isso o leão deixa de ser um animal de porte majestoso que encanta a todos, ou deixa de ser uma criatura amorosa para com seus companheiros.

– Você não está em seu juízo perfeito. As drogas afetaram o seu cérebro. Só pode ser isso.

– Quinn, talvez você deva se acalmar e conversar mais com a Rachel sobre isso.- Marley tentava acalmá-la.

– Não haverá mais conversa.

– O que? Como assim? – fiquei apavorada, ela iria embora de novo?

– O que quer dizer com isso minha filha? – Russel quis saber.

– Ela não entende, não consegue entender tudo que eu falei para ela, então eu vou mostrar a ela. Vou mostrar a criatura vil que eu sou. Vou caçar, e da melhor maneira que eu sei, me saciarei drenando o melhor sangue humano que eu encontrar.

Marley e Judy tentaram segura-la, mas acho que o tal escudo que ela possui estava funcionando, pois elas não conseguiam chegar perto, e ao passar por mim ela falou em meu ouvido.

– De preferência o sangue de uma linda humana fêmea, para me saciar de todas as formas... Vamos ver se consegue conviver com isso Rachel.

Dito isso ela sumiu da minha frente. Só senti a brisa gelada passando. E as cortinas voando com o vento.

Eu desabei no sofá. Não acreditava no que tinha ouvido. Era muita coisa para minha cabeça.

Ela me amava, como eu a amava, mas não queria ficar comigo, e agora... agora descrevia pra mim que iria atrás de uma mulher para matar a sua sede de sangue e os desejos do seu corpo?

Comecei a chorar. Como eu iria conseguir. E o ciúme...

Todo meu corpo estava se corroendo de ciúmes só de imaginar outra pessoa a tocando, pensando na possibilidade de que qualquer outra mulher pudesse tocá-la, menos eu!

– Não Rachel, não pense nisso. – Santana começou a falar. – Ela queria te ferir, ela nunca esteve assim com um humano, nunca fez sexo com nenhum, não se preocupe. Ela só queria mesmo te perturbar.

Aquilo me assustou.

– Você lê mentes Santana?

Todos gargalharam.

– Não. – ele respondeu. – nunca nenhum de nós encontrou um vampiro com tamanho poder, mas eu leio os sentimentos, o que me é tão útil quanto ler mentes.

Assenti para ela.

– O que eu vou fazer?

Falei me levantando. Agora que sabia que o que ela disse em parte era mentira, eu já conseguia pensar com mais clareza. Confesso sem vergonha nenhuma que era mais fácil para eu aceitar ela tirando uma vida, do que aceitando outra pessoa em sua cama. Em seu corpo.

– Ela esta tentando fazer com que você desista Rachel. Ela quer que você passe a repudiá-la, assim você iria embora e ela não poderia mais te machucar. – Brittanny falou

– Eu não vou embora Brittanny, não importa o que ela faça. Eu falei sério quando falei que se fosse preciso eu aceitava ela do jeito que ela é.

Puck me ergueu no ombro e me girou como se eu fosse uma criança, da mesma maneira que ele muitas vezes fez comigo.

– Minha maninha não podia ter escolhido uma parceira melhor. Vou ter que agradecer a ela depois.

– De preferência depois que ela me aceitar na vida dela, agora será que dá para parar de me tratar como se eu ainda tivesse oito anos e me colocar no chão grandão?

Ele me colocou gargalhando e me deu um abraço de urso, mas pelo tamanho dele acho que mesmo que ele fosse humano, a sensação seria igual.

– Você nos aceita do jeito que somos Rachel? De verdade? Mesmo depois de tudo que eu lhe contei?

– Claro que sim Russel. Eu amo todos vocês.

– Nesse caso, bem vinda à família minha filha.

Então ele também me puxou para um abraço. Logo todos na sala estavam me abraçando, e embora a cena fosse emocionante, eu ainda estava preocupada e desconfortável.

– Eu preciso arrumar um jeito de impedi-la, não quero que ela faça algo por minha causa e depois acabe ainda mais arrependida.

– Nós vamos pensar em algo, e você vai nos ajudar muito mais do que imagina Rachel. – Marley falava.

– Na verdade, acho que ela mesma é que vai ser a salvação para Quinn, Marley. – Santana disse me olhando meio estranha.

– Como assim filha? – Judy perguntou.

– Durante toda a conversa, eu estive perto de Quinn, minha intenção era ajudá-la a controlar seus sentimentos e sua sede caso ela se fizesse demais, mas eu não precisei.

– Como assim? Ela disse que beira o insuportável. – Eu falei

– E é verdade Rachel. Só que o amor que ela tem por você consegue ser ainda maior do que a sede. Veja bem, não estou dizendo que a sede não existe mais, pois ela existe, só estou dizendo que por te amar tanto, a sede já não influencia tanto a Quinn, só que ela continua fugindo de você sem perceber isso por que ela tem medo. Medo de te machucar. Vamos ter que arrumar uma maneira de fazer ela ver que pode ficar perto de você.

– Eu a achei! – gritou Brittanny no meio da sala, presa em uma visão, eu acho.

– Onde ela esta Brittanny?

– Ela esta pensando em ir a uma Boate para caçar Marley. No momento ela esta chorando em algum lugar da floresta, mas logo ela vai para Boate em Paradise para caçar. Não temos muito tempo.

– Então vamos logo. – falei já me dirigindo a porta.

– Ei, calma aí. Você não está vestida para entrar na boate. Suba e tome um banho, vou buscar uma roupa para você.

– Credo Brittanny. Como consegue pensar em roupas numa hora como essa.

– Primeiro para roupa sempre se encontra tempo, e segundo, você tem que estar linda para abalar e enfrentar a Quinn na boate.

– E o que a roupa poderia influenciar o fato de eu enfrentar uma vampira?

– Muito, uma vez que o que você vai fazer não tem nada haver com o fato dela ser vampira.

– E o que eu vou fazer? – perguntei ficando desconfiada.

– Você vai seduzi-la.

Continua...

Notas finais
Se voces comentarem bastante, posto a continuaçao ainda hj para voces

Beijos
sz