Notas iniciais
Hey meus amores aqui esta o novo capitulo, eu só iria postar amanha, mas consegui arranjar um tampinho e postar hoje
Boa leitura

Ps: Muito obrigada pelos comentarios, eu amei todos, apenas nao consegui responder por culpa da falta de tempo :(

Capitulo anterior:

– Criança eu não posso te ajudar.

– Por favor anjo. Por favor.

Nesse momento eu senti uma brisa gelada passar por mim e quando olhei para frente eu paralisei de medo.

Em uma fração de segundo ela estava agachada na minha frente e olhando para mim com aqueles olhos vermelho sangue.

– Eu não sou um anjo criança.

Capitulo Atual:

Rachel POV.

Como ela podia dizer isso? Ela era o mais belo anjo. A mulher mais bonita que eu já tinha visto. Ela estava agachada perto de mim e parecia zangada pelo que eu havia dito.

– Mas você me salvou.

– Sim, mas isso não faz de mim um anjo.

Ela de repente se levantou correndo e se afastou de mim. Ela estava séria.

– Você está muito ferida. Está sangrando muito. Vá logo falar com aqueles policiais.

– Eu não consigo me levantar. Dói muito-. Sussurrei.

– Ok, eu vou chamá-los então.

Ela se virou andando em direção a rua.

– Não! Por favor, não me deixe sozinha. Os policiais não ligam para crianças de rua como eu. Eles me levariam para o abrigo direto e lá ninguém cuidaria de mim.

– Bobagem, é claro que vão cuidar de uma criança ferida-. Falou como se eu estivesse louca.

– Não vão. Acredite em mim. Eu já fugi de lá uma vez. Eles não ligam para crianças. Já apanhei muito lá também.

O rosto dela se contorceu de repente. Ela parecia estar com muita raiva de algo.

– Eles maltratam crianças nos abrigos?-. Perguntou pausadamente.

– Sim... Bom, pelo menos no que eu ficava eles maltratavam.

Eu gemi mais uma vez de dor.

– Você está fraca, precisa de cuidados. Não tenho escolha, preciso chamar os policiais.

– Por favor, não-. Implorei.

Ela olhava para mim.

– Será que... que você não poderia cuidar de mim?

– Eu?-. Arregalou os olhos.

– Sim.

– Eu não posso cuidar de uma criança.

– Por favor, só um pouquinho anjo.

Ela fez um som estranho, como se estivesse rosnando.

– Já disse que não sou um anjo. A prova disso é que não posso cuidar de você.

Meus olhos pesavam e meu corpo estava cada vez mais gelado.

– Então fique só um pouquinho comigo.

– Não tem medo de mim?

Ela deu um passo à frente ficando mais perto de mim. Olhava em meus olhos como se quisesse me mostrar algo.

– Não.

– Impossível. Não vê meus olhos? Não vê que sou diferente?

– Claro que é diferente. Você foi à única que se importou comigo. Que me ajudou.

Ela se abaixou e me olhava como se estivesse espantada, parecia que ela queria me entender.

Eu gostei, pelo menos ela ficou um pouco mais comigo e mais perto também.

Ela ficava virando a cabeça de um lado para o outro, como se quisesse me ver de vários ângulos diferentes, parecia querer me entender.

Senti meu corpo convulsionando, estava perto eu sabia. Gemi baixinho.

– Pode segurar minha mão anjo? Não vai demorar. Só um pouquinho-. Minha voz estava falhando.

Ela se levantou rapidamente e foi para a escuridão.

– Merda! — ela praguejava.

Então ela voltou para perto de mim. Eu mal conseguia manter meus olhos abertos.

Senti meu corpo ser levantado no ar e seus braços me confortaram.

– Calma criança, eu vou te ajudar.

Ela começou a andar. Senti ela me cobrindo com algo, acho que com o casaco dela.

– Só fique comigo ta?! Não desiste agora. Você tem que ser forte. Eu vou te ajudar. E eu não vou te machucar, eu não vou te machucar... eu não posso te machucar.

Então eu apaguei a ouvindo repetir essas palavras.

(...)

Píi. Pii. Pii.

Minha cabeça latejava. Minha boca estava seca. E meu corpo dolorido.

Tentei abrir meus olhos e eles pareciam pesar uma tonelada.

Sentia uma claridade irritante na frente dos meus olhos. Ouvia um bip ainda mais irritante bem perto de mim.

Nossa, será que a morte era tão incomoda assim?

Então eu abri os olhos. Primeiro eu pisquei algumas vezes. Era tudo tão claro e branco, mas depois meus olhos foram se acostumando.

Ah, eu estava em um hospital.

Tentei me mexer e acabei gemendo de dor.

– Aiii.

– Ah, finalmente nossa pequenina acordou.

– A onde eu estou?

– No hospital. Sou Anne, sua enfermeira da noite. Me diga como se sente.

– Estou com dor de cabeça e no corpo, minha boca ta seca e estou meio tonta.

– Isso é normal, afinal você dormiu por cinco dias.

– cinco dias?-. Perguntei surpresa.

– Sim, você chegou muito mal aqui. Foi espancada e estava com hipotermia. Mas agora você já está bem. Nos deu um grande susto. Sua irmã está morta de preocupação, fica brigando o tempo todo com os médicos achando que não estamos cuidando de você direito.

– Minha irmã?-. Perguntei confusa.

– Sim, sua irmã. A moça que trouxe você-. Seu olhar era confuso e desconfiado. – Ela... ela disse que era sua irmã, ela mentiu?

Droga, eu era uma criança e se eu não tivesse um responsável por mim no hospital eles iriam chamar a polícia, ela deve ter mentido para me ajudar já que eu não queria ver a polícia.

– Sim, a minha irmã. Desculpe, estou um pouco confusa.

A enfermeira pareceu relaxar e sorriu.

– Ah não se preocupe com isso. Em casos como o seu em que o paciente dorme por tanto tempo é normal acordar desorientada. Mas fique calma. Já já ela vem te ver.

Fiquei nervosa com isso. Meu anjo ainda estava aqui, ela se preocupava comigo. Fiquei tão feliz. Queria muito vê-la. Agradecer a ela.

A enfermeira pegou uma injeção e aplicou no meu soro.

– Isso vai acabar com as dores que está sentindo. Vou avisar ao doutor que você acordou, ele virá vê-la.

A enfermeira se virou e saiu.

Me recostei na cama e tentei me esticar. Senti meu corpo todo protestar, mas nada comparado ao dia da surra. Acho que foi por pouco que eu não morri.

Olhei para o lado e vi que tinha uma jarra com água e um copo na mesinha ao lado da minha cama. Me estiquei tentando pegar, estava com muita sede. Mas eu não conseguia alcançar a água. Então uma mão pegou o copo para mim.

– Deixa que eu faço isso para você.

Eu paralisei. Estava ouvindo a voz mais linda do mundo. Era a voz do meu anjo.

Olhei rápido para ela.

– Você parece melhor hoje. Que bom. A enfermeira foi me avisar que você tinha acordado. Desculpa eu não estar aqui. Mas... eu não consigo ficar muito tempo dentro do hospital. Então eu vou lá para fora, mas eu não deixei você sozinha não se preocupe.

Ela falava rápido demais. Mal consegui entender.

– Desculpe, estou falando rápido não é. É que estou meio nervosa.

– Tudo bem-. Minha voz estava meio rouca.

– Tome, beba. – ela me entregou o colo com água.

Bebi a água olhando para ela, e então eu notei. Seus olhos, antes vermelhos, agora estavam verdes.

– Seus olhos... estão de outra cor.

– Shiiiu-. Ela se apressou em tampar minha boca. – Não fale sobre isso aqui.

Assenti com a cabeça e então ela me soltou.

– Eu... eu estava usando lentes.

– Lentes? Que pena. Seus olhos eram lindos vermelhos anjo-. Sorri levemente.

Ela sacudiu a cabeça e falou algo tão baixo que eu não entendi.

– Pare de me chamar de anjo. Já disse que estou muito longe disso.

– Mas... pra mim você é um anjo. Um lindo anjo que meu papai mandou para me ajudar.

– E falando nele, onde ele está?

– Ele morreu há mais de dois anos. Por isso eu moro na rua.

– Você não tem ninguém?

– Não anjo.

Ouvi ela suspirar.

– Quinn.

– Como?-. Perguntei confusa.

– Meu nome é Quinn. Pare de me chamar de anjo.

– Seu nome é lindo moça.

Ela deu um leve sorriso.

– Obrigada. E antes que eu me esqueça, eu tive que mentir dizendo que era sua irmã. Você tinha que ter um responsável aqui para poderem te medicar.

– Sim, eu desconfiei que tivesse dito isso quando a enfermeira me falou que minha irmã estava lá fora. Mas eu não gostei.

– Não gostou por quê?

Eu abaixei a cabeça envergonhada. Eu e minha boca grande.

– Olhe para mim criança. Por que você não gostou do que eu disse? O que eu fiz de errado?

– Não. Você não fez nada de errado. – me apressei em dizer.

– Então?

– É que... é que eu preferia que você dissesse que era minha mãe. – falei com lágrimas nos olhos.

Ah como eu queria que fosse verdade. Queria que ela me levasse dali e me criasse.

– Qual seu nome criança?

– Rachel-. Sussurrei.

– Olhe Rachel, eu me sinto lisonjeada por você querer isso. De verdade. Mas eu não posso. Você me entende?

Eu chorava baixinho. Sabia que ela iria embora. Assim que eu tivesse alta do hospital ela iria embora e eu voltaria para as ruas frias de Nova York.

– Vamos, olhe pra mim-. Ela puxou meu rosto para cima. – Sabe, eu sou péssima com crianças. Na verdade sou péssima com pessoas-. Ela ria baixinho. – Você foi a primeira huma... quer dizer, foi a primeira pessoa a gostar de mim.

– Sério? Mas você é tão linda e tão boa.

Ela se virou rapidamente de costas para mim.

– Eu não sou boa Rachel.

Eu ia discordar dela, mas ouvimos passos e nos viramos a tempo de ver o médico se aproximando de nós.

Ela então se inclinou para falar no meu ouvido.

– Antes que eu me esqueça, eu não sabia seu nome, então falei que se chamava Melody. Então disfarce.

Eu assenti com a cabeça. Poxa, ela era muito esperta.

– Boa noite. Então pequena Melody, como se sente.

– Eu acordei com dor de cabeça, mas agora já estou melhor.

– Sim, a enfermeira me disse que te deu um analgésico. Bom e a sua mãe quando vem?

A Quinn se apressou em responder.

– Nossa mãe não pode vir. Ela trabalha em uma casa de família. Só tem folga aos domingos.

– Ora, mas então quem fica com ela.

– Eu.

– Mas você tem idade para isso?- Levantou uma sobrancelha.

– Sim senhor, tenho 18 anos.

– Bom nesse caso eu vou poder liberá-la para ir para casa com você.

– Ela já está de alta?

– Sim, quer dizer, não agora que já é noite, mas amanhã de manhã ela perderá ir para casa.

–Ah, e antes que eu me esqueça vocês tem uma semana para ir na delegacia dar queixa.

– Por que temos que dar queixa? – eu perguntei.

– Ora, sua irmã disse que você foi atacada na rua por uma gangue. Vocês tem que dar queixa. Precisam prender esses marginais.

– Tudo bem doutor, eu a levo para dar queixa, pode deixar.

– Ok, ok. Então eu vou fazer uma receita e preencher a papelada. Amanhã pela manhã você já pode ir-. Foi em direção a porta. – E você mocinha se despeça da sua irmã e venha comigo.

– Mas por quê? Eu não posso ficar com Melody?

– Não. Você só podia ficar quando ela estava inconsciente. Agora que ela já acordou e já está calma você tem que ir, não permitimos acompanhantes na enfermaria.

– Tudo bem doutor, posso pelo menos me despedir dela?

– Tudo bem, 5 minutos.

Ele falou e saiu.

Eu estava nervosa. O que ia acontecer comigo agora?

– Shiiiu, calma Rachel-. Pediu quando viu meus batimentos no monitor aumentarem.

– Por favor, não vai. Fica comigo.

– Eu não posso. Tenho que ir. Mesmo que o doutor não me proibisse, eu não ficaria aqui dentro muito tempo. Eu não consigo. Eu não... gosto de hospitais. Por isso que eu passava o dia todo lá fora, só entrando de vez em quando.

Eu olhei para ela, queria fazer uma pergunta, mas tinha medo.

– O que vai acontecer comigo agora?-. Perguntei mesmo assim

– Olha, eu vou pensar em alguma coisa ta?! Até amanhã eu vejo o que posso fazer para te ajudar. Agora vê se descansa. Dormindo, a noite passa mais rápido.

– Você não pode ficar só mais um pouquinho?

– Não. Eu estou faminta. – ela parecia nervosa enquanto falava. – Preciso comer urgente. Amanhã eu vou estar lá fora te esperando eu prometo, mas agora eu preciso ir.

Ela apenas se afastou e sumiu pelo corredor.

Será que ela voltaria amanhã mesmo? Será que ainda veria meu anjo mais uma vez?

Continua...

Notas finais
Eu espero que tenham gostado *---* Posto o proximo quando receber 10 comentarios >

Beijos sz