Notas iniciais
Hey meus queridos leitores aqui esta o novo capitulo para voces, eu espero que gostem
Boa leitura

Ps: Mil beijos para voce minha Jully sz

POV QUINN

Eu já estava há uma semana longe de casa caçando.

Confesso que não tem muita graça ficar tanto tempo caçando quando a caça é animais. E quando não precisamos iludir ou enganar para conseguirmos o que queremos.

Faz parte de quem eu sou! Do que eu sou!

Sei que eu queria mudar, que o que faço é errado. E que eu luto contra o que sou.

Mas tenho que confessar que quando o meu lado animal toma conta de mim, os minutos que antecedem eu matar minha sede com sangue humano é delicioso quando completado com o pavor e gritos dos humanos. O lado monstro que tenho ama isso, chego a salivar por presenciar essa sensação.

Mas mesmo que não consiga mais matar humanos, mesmo os que merecem morrer, eu ainda sinto falta de “caçar”.

Que graça tem cravar meus dentes em um animal que acha que pode me ferir com suas garras ou correr atrás de um animal que nem se da conta de minha presença?

Eu respondo: Nenhuma!

E mesmo assim aqui estou eu há sete dias, nessa floresta que fica em outro país. Apenas para matar o tempo e me manter afastada de casa para não ter que ouvir a voz daquela humana que me tira a razão dizendo que não vai voltar!

Mas não posso mais me manter longe por mais tempo.

Não posso mais me enganar.

Mesmo que seja só para ouvir a voz dela por telefone, mesmo que seja só para saber que ela esta viva, mas que vai continuar longe de mim, eu preciso saber dela.

Eu não existo longe dela.

Há 10 anos atrás eu morri por dentro ao deixa-la.

Agora, sabendo e entendendo o que eu sinto e sabendo que sou correspondida e provando como é bom ser amada, não sou mais capaz de me manter longe dela.

Tudo que posso fazer é deixar que ela acredite que estou longe, quando na verdade estarei muito perto vigiando ela.

Sim, é exatamente isso que farei.

Voltarei para casa, e pedirei a Brittanny que a procure para mim.

Ficarei sempre ao lado dela, mesmo sabendo que ela não me queira mais.

POV RACHEL

19 dias!

Já fazem 19 dias que eu não vejo o rosto de Quinn.

Mas não passa nem um único minuto sem que eu pense nela, e quando estou inconsciente dormindo eu sonho com ela.

Aquela vampira sedutora, selvagem, cabeça dura e petulante não me sai da cabeça, e nem do meu coração.

Olho a cada hora para meu relógio na esperança de já se ter passado meio dia, mas nada. As horas se arrastam. O tempo decididamente não coopera comigo.

Sei que disse a Quinn que tinha desistido dela, desistido de nós. Mas era mentira. Um blefe na verdade.

Durante aquela noite eu vi que ela me amava. Não tanto quanto eu a amo claro, mas de certo modo ela me ama e me quer.

Achei que se mostrasse a ela que ou ela me transformava ou não ficaríamos juntas, ela iria ceder e mudar de ideia. Mas nada.

Então, tentei dar um tempo para ela mudar de ideia, sentir minha falta, afinal, desde que nos reencontramos que eu fico correndo atrás dela.

Mas nem isso funcionou, afinal já se passaram 19 dias e nada dela me procurar.

Em todas as vezes que ligava para casa dos Fabray’s para avisar que estava bem, na verdade eu só o fazia para poder ter uma desculpa para ouvir a voz dela.

Achava que em uma dessas vezes ela iria me pedir para voltar, que diria que me amava e que me transformaria. Só que isso nunca aconteceu.

Agora estou aqui, vagando de um lado ao outro, quase fazendo um buraco no chão tentando, lutando segundo a segundo contra a vontade de jogar tudo para o alto e ir ficar com ela, da maneira que ela quiser.

Droga! Por que eu tenho sempre que ser a humana fraca? Até mesmo quando estou sozinha eu tenho que ser a fraca que não aguenta nem mesmo um mês longe da vampira da minha vida!

Me viro para ir para a cozinha tentar achar algo para comer e assim quem sabe matar uns minutinhos e ver se o tempo passa mais rápido.

Só que nesse momento a campainha toca.

Eu estranho, afinal eu não pedi nenhum serviço de entrega. E ninguém sabe que estou aqui.

Enquanto êxito em abrir a porta, a campainha volta a tocar insistentemente dessa vez.

Abro a porta e me assusto com o que vejo.

Sou empurrado para dentro da sala por dois vampiros.

Na verdade um gigante que com certeza vale por dois e por uma criatura que se não fosse vampira não assustaria nem mesmo uma criança.

– Puck, Brittanny, o que fazem aqui?

– Já cansamos de esperar que você e Quinn tomem alguma atitude! Definitivamente vocês foram feitas uma para a outra, pois nunca vi combinarem tanto assim, até mesmo em ser cabeça dura.

Brittanny falava com as mãos na cintura e os pés batendo no chão como se ela estivesse falando com uma criança birrenta.

Puck deu um passo para frente e colocou a mão em meu ombro.

– Senta aí Rach! Agora eu vou te ensinar o que fazemos quando a mulher que amamos da uma de difícil.

POV QUINN

Eu não aguentava mais um minuto longe dela.

Estava correndo de volta para casa a toda velocidade.

Precisava encontrar Brittanny urgentemente e saber onde ela estava. Precisava dela, nem que fosse apenas para sentir o seu cheiro e ver o seu sorriso que eu tanto amo!

Tinha algo errado em casa.

Eu estava ligando para casa e para Brittanny há dois dias e ninguém atendia.

No inicio achei que tivessem saído para caçar ou algo assim, mas agora já sabia que tinha algo errado. Brittanny com certeza já sabia que eu queria falar com eles e principalmente com ela.

Já era para ela ter me procurado ou pelo menos atendido minhas ligações.

Só esperava que não tivesse acontecido nada nem com eles e nem com Rachel.

Estava a metros de casa quando o cheiro dela me invade.

Todo meu corpo se arrepia. Paro por uns segundos.

Ela esta aqui?

Começo a andar calmamente até a casa.

Preciso desse tempo para me preparar para vê-la de novo.

Ouço todos conversando animadamente.

Ela ri.

Ah, que som mais delicioso esse, o som da sua risada natural.

Mas isso me machuca.

Ela esta aqui e esta feliz. Então foi por isso que eles não me atendiam.

Ela estava aqui. Deveria estar aproveitando a minha ausência para visita-los.

Respirando fundo tomo coragem para entrar em casa.

Não quero estragar nada. Apenas irei cumprimentar todos e depois sairei.

Ficarei de longe a observando. E assim que ela for embora eu a seguirei!

Abro a porta lentamente.

Entro a passos lentos, e vagarosamente caminho para a sala.

Em minha visão estão seis vampiros em pé e de frente para mim e sentada em um sofá de costas esta Rachel.

Todos param de falar e olham em minha direção.

Acenam com a cabeça para mim.

– Boa noite a todos. Desculpe interromper, não vou demorar, apenas vou pegar algo em meu quarto.

E quando estou indo em direção as escadas escuto a voz dela.

– Boa noite Quinn! Não vai falar comigo?

Sua voz esta firme, mas seu coração disparado.

Ela esta nervosa. Com certeza não esperava me ver, mas quer manter a boa convivência na casa.

Viro-me para ela.

Ela esta mais linda do que nunca em uma calça jeans e uma blusa social branca.

– Boa noite Rachel.

– Melhor assim. E por que toda essa pressa? Você acabou de chegar.

Ela veio em minha direção.

– Estou aqui te esperando há dois dias Quinn, acho que mereço mais do que duas palavras você não acha?

Ela andava em minha direção em quanto falava.

Seu coração disparava em seu peito à medida que ela se aproximava de mim.

– Me esperando? Por quê?

– Precisava te ver!-. Disse parando em minha frente.

Estava tão perto de mim que eu tinha que olhar para ligeiramente para baixo para poder olhar em seus olhos.

Por um momento tive raiva de toda confiança dela. Como se soubesse exatamente das reações que ela causava em mim. De tudo que eu sentia por ela e estivesse usando isso para tripudiar em cima do meu sofrimento.

– E por que queria me ver? Se queria falar comigo bastava responder quando eu atendia suas ligações ao invés de desligar em minha cara!

– Mas o que eu quero tem que ser pessoalmente e não por telefone.

Ela tinha um maldito sorriso no rosto em quanto falava.

– E o que seria isso que você quer?-. Perguntei de forma desafiadora.

– Isso!

E então ela me agarrou e me beijou.

POV Rachel

Ali era meu lugar.

Junto dela. Com ela e para sempre!

Dessa vez eu não saio daqui sem a convencer disso, mesmo que para isso eu tenha implorar por dias.

Ela é minha e é comigo que ficará por toda a eternidade!

Depois de tudo que Puck e Brittanny me contaram, de como ela estava sofrendo, de tudo que ela conversou com Puck, eu vi que ela me ama tanto quanto eu a amo.

Ela só esta confusa e com medo.

Sei e entendo os medos que ela tem, mas isso nem se compara com o amor que tenho por ela.

Ela é tudo que eu quero! Se eu preciso morrer para poder ficar com ela para sempre, eu morro com prazer. E vou a fazer entender isso!

Meu coração parece que vai sair pela boca. Bate tão forte e rápido em meu peito e chego a imaginar se não estou enfartando.

Seu cheiro me enlouquece...... sua boca a centímetros da minha..... seus olhos, selvagens, mas cheios de amor e de dor, dor que sei que reflete a que tem em meu olhar também, pois esses dias longe dela foram muito pior do que a morte.

Ela exala confiança, mas em seus olhos eu a vejo verdadeiramente.

Ela esta encolhida nela mesma, implorando para não sofrer mais. Tenta se fazer de forte, pois para ela eu não posso ser influenciada pelo que ela quer.

Tola.

Ela é tudo que eu preciso, e saber que ela precisa igualmente de mim me leva a loucura, ao limite da razão em se amar alguém!

Então eu mando para o espaço toda a sedução que o Puck disse que eu precisava fazer.

Não quero fazer jogos com ela.

Vou mostra-la o quanto a amo e como precisamos ficar juntas.

Então sem pensar em mais nada, eu a puxo para mim e selo nossos lábios.

Vejo a surpresa em seu olhar.

Mas assim que nossos lábios se tocam, um gemido escapa por seus lábios, mas é abafado pelo meu próprio gemido.

Minha respiração torna-se arfante. Todo meu corpo explode em sensações que só veio a conhecer depois que ela entrou em minha vida.

Coloco as minhas mãos atrás de suas coxas e ela entendendo o que eu quero, sobe em meu colo e enlaça suas pernas em minha cintura.

Levemente ainda tinha consciência que havia pessoas no mesmo ambiente que nós, que eu precisava sair dali com ela, a levar ao nosso quarto, mas eu não tinha forças para isso, pois todo meu ser exigia que eu a amasse agora mesmo.

E ela parecia sentir o mesmo.

Então, como se soubessem tudo que sentíamos, e Santana sabia, um a um eles foram saindo da sala. Só ouvia o som do vento chegando até nos, e mentalmente eu agradecia a eles.

Por último Puck saiu em velocidade humana dizendo:

– Muito bem Rachel, você nem precisou seguir minhas dicas... e olhas que elas eram muito boas. Você realmente sabe como seduzir uma mulher hen.

Sorri em meio ao beijo que dava em Quinn.

Puck é o melhor irmão que alguém pode ter.

Assim que achei que já estávamos sozinhas fui levando Quinn para o sofá. Mesmo sendo melhor que ela, eu tinha força o suficiente para carregá-la.

Mas na metade do caminho perdi o meu controle.

Precisava dela, eu precisava dela agora.

A deitei no chão.

Rapidamente e com uma agilidade que não sabia que possuía, eu retirei as roupas dela.

Ela por sua vez, rasgou as minhas.

Me posicionei entre suas pernas e encaixei nossos sexos.

O paraíso!

– Eu te amo Rachel.

Sua frase me trouxe de volta a realidade.

– Assim como eu te amo Quinn.

Comecei a aumentar a velocidade das investidas.

– Me desculpe eu...

– Agora não Quinn..... depois meu amor. Agora eu só preciso de você. Me deixe ter você. Te dar prazer. Ver o que eu faço com você.

Eu dizia em meio a gemidos. Naquele momento eu precisava atingir o êxtase mais do que precisava do ar para viver.

Ela não se opôs e logo rebolava em baixo de mim.

Estava perto, muito perto.

Mas ainda não era o suficiente. Eu parecia um animal, estava desesperada.

Meu corpo se chocava com o dela fortemente, em desespero.

Com certeza eu acabaria machucada devido à força com que me chocava com o seu corpo duro como mármore, mas nada disso me importava. Aquele poderia ser meu último minuto de vida e nem assim eu me importaria.

Mudei nossas posições. Sentei e a coloquei em meu colo.

Quinn rebolava fortemente em meus dedos e gemia constantemente, ela gritava de prazer em quanto eu sugava seus seios.

–Ahh, mais Rachel, mais rápido...

Quinn gemia sem parar.

Eu precisava de libertação, eu me sentia sendo esmagada pela força de tudo que sentia.

Então sem saber como explicar, eu soube que ela queria mais força e mais selvagem.

Cedendo aos desejos dela que dançavam em minha mente eu a mordi.

Mordi seu ombro com toda minha força ao mesmo tempo em que movia uma das minhas mãos ate o seu quadril a forcando contra mim. Arrancando dessa maneira um gemido gutural dela e fazendo com que ela se derramasse em prazer rebolando em meu colo.

Ainda não estava satisfeita, então enquanto ela tremia pelo recente orgasmo eu a virei mais uma vez a colocando de quatro.

Coloquei meu corpo sobre do dela e a penetrei com três dedos de uma vez e em resposta, ela rugiu.

Eu a estocava fundo e freneticamente, eu nem mesmo sabia que poderia alcançar esse ritmo.

Ela rebolava em meus dedos alucinadamente, seus rugidos ecoavam pela casa.

Comecei a sentir como se estivesse saindo do meu próprio corpo, tamanho o prazer que eu estava sentindo. Parecia que dando prazer a ela, o meu triplicava de tamanho.

– Isso .... hummm, Quinn, eu vou.... ahhhhhhhhh

– Eu também Rachel...

E juntas explodimos em gozo.

Os gritos dela eram ecoados pelos meus.

Ela desabou sobre o tapete da sala e eu cai por cima dela.

Depois que minha respiração normalizou um pouco eu me virei e a trouxe comigo.

– Eu te amo Quinn-. Seus olhos procuraram os meus.– Eu te amo tanto que não sei viver sem você.

E a beijei mais uma vez.

Quando o beijo terminou ela permaneceu com os olhos fechados.

– Eu não existo, e nem quero existir sem você Rachel.

– Eu acho que precisamos conversar meu amor-. Disse a ela, esperando para ver sua reação.

Ela abriu os olhos e me encarou.

– Eu sei, mas antes de começar quero que me prometa... preciso que prometa que não se afastará de mim de novo... Por favor?-. Me pediu em um sussurro.

Sorri acariciando seu rosto. Tão de leve que como se fosse uma pena a tocando.

– Por que me toca dessa maneira? Sempre foi assim. Seu toque em minha pele me faz parecer como se eu fosse quebradiça, frágil. Você sabe o que eu sou...

– Shii.

Coloquei um dedo em seus lábios a silenciando.

– Para mim você é frágil. É quebradiça.

Ela me olhava em expectativa, sem entender o que eu queria dizer.

– Você pode ser forte fisicamente Quinn. Mas eu vejo você. Vejo você verdadeiramente. E você é muito frágil.

Eu falava a acariciando.

– Tudo que você mais precisa é de alguém que cuide de você. E se você me permitir, eu vou amar cuidar de você.

– Então ? Me promete que vai ficar comigo independente de qualquer coisa?-. Pediu em expectativa.

Tirei a mão do seu rosto suspirando.

– Infelizmente eu não posso prometer o que não posso cumprir-. Falei me levantando, sendo seguida por seu olhar.– Mas antes... precisamos de um banho. Depois disso conversamos.

Estendi a mão a chamando.

Ela abaixou o olhar, claramente triste e decepcionada. Mas aceitou minha mão e se levantou me seguindo para o nosso quarto.

***

Tomamos banho juntas, porém sem nos tocar. Ficamos em silencio o tempo todo.

Quando achei que já estava limpa o suficiente, e que já tinha dado a ela mais do que o tempo necessário para pensar, eu desliguei o chuveiro. Me sequei em silencio, ato que ela imitou perfeitamente.

Nossa cama estava arrumada impecavelmente. Todo o nosso quarto estava, parecia que ninguém entrava ali há muito tempo.

– Você não vem aqui há muito tempo não é?-. Perguntei me sentando na cama.

Ela deu de ombros.

– Não tem sentido ter um quarto sem ter você para dividir comigo-. Respondeu sem me olhar nos olhos.

Deixei aquilo de lado.

– Quinn, não vamos enrolar. Você sabe muito bem o que eu quero, e eu sei o que você pensa sobre isso. A questão é: O que vamos fazer?

Ela se sentou ao meu lado e pegou minha mão na sua.

– Eu te amo Rachel, eu juro que amo! Você é tudo para mim. Eu não sei viver sem você...

Tive que interrompê-la.

– Mas você vai viver sem mim. Uma hora você vai. A menos que você me transforme.

– Eu não posso fazer isso-. Disse derrotada.

– Eu não entendo por quê. Se sou tudo para você como diz, o lógico seria que me quisesse para sempre ao seu lado.

Ela já ia abrir a boca para falar, mas eu tive que interrompê-la de novo.

– Eu sei como você pensa. O Puck já me contou tudo, mas você esta errada Quinn. Você não esta me obrigando a nada, nem esta sendo egoísta, ou destruindo a minha vida. Sou eu quem quer isso, quem precisa disso.

– Mas você esta enganada Rachel. Esta achando que tudo nessa vida é maravilhoso. A força, o poder, a velocidade, a eternidade. Eu te entendo, sei que no início encanta a quase todos, mas eu não posso deixar você se iludir, não é assim. Também é sofrimento, dor, sede, matança...

– Quinn, tudo que me encanta nessa vida é a parte da eternidade, e mesmo assim só me encanta se essa eternidade for com você ao meu lado!

Eu disse olhando em seus olhos.

Ela suspirou e olhou para baixo.

– Não posso me permitir estragar sua vida.

– QUE VIDA QUINN?-. Fui obrigada a gritar. Ela me olhou assustada. – Me diga, que vida você não pode estragar? A vida que eu levo roubando? Enganando mulheres para ter dinheiro? Viver sem ter um lar, dormir nas ruas ou em espeluncas, nunca passando mais que duas noites no mesmo lugar?... Me drogando Quinn?

Sussurrei a última parte.

– Me drogando para fugir da minha realidade? É essa vida que você não quer estragar?

– Sua vida não é mais assim, não precisa nunca mais ser assim!

– Ela só não vai ser assim se você ficar comigo, se todos vocês ficarem comigo.

– Mas nós ficaremos com você....

– Até quando? Até eu morrer? Eu vou viver pensando que pode ser meu último dia com vocês? Não obrigada, eu não quero isso!-. Balancei a cabeça negativamente.

– Então... vai ser assim? Ou eu te transformo ou você me deixa?-. Eu enxergava dor em seus olhos.

– Sim, vai ser exatamente assim... só que agora será pra valer. Te deixo para nunca mais nos encontrarmos, vai ser o adeus definitivo-. Falei decididamente.

Ela engoliu em seco, eu quase podia sentir seu desespero, mas eu tinha que fazer ela ver que não tinha outra saída. E na verdade eu não estava mentindo.

– Se me ama tanto, como vai ser capaz de me deixar?-. Ela perguntou quase chorando.

– Por que enquanto eu for humana eu não controlo minha vida-. Ela me olhou sem entender. – Eu jamais seria capaz de por vontade própria abandonar você Quinn. Tudo que fiz, todos esses dias que ficamos separadas, foram só uma maneira de tentar fazer você mudar de ideia. Mas te deixar definitivamente eu nunca poderia fazer. Eu ficaria com você mesmo que só recebesse migalhas de carinho suas. Por que eu preciso de você para viver.

Eu já tinha lágrimas nos olhos.

– Mas humanos não decidem nada Quinn. Podemos morrer a qualquer hora, envelhecemos a cada segundo.

– Mas você é tão jovem, ainda temos tempo...

– Pouco tempo. Pouquíssimo tempo. E isso se eu viver até uns 70 anos. Mas humanos não morrem só de velhice, somos frágeis Quinn, como você mesma disse muitas vezes, somos muito frágeis.

– Mas eu te protejo, todos nós podemos te proteger, nunca ninguém lhe fará mal meu amor.

Ela disse se levantando vindo me abraçar.

– Como? Me trancando nessa casa 24 horas por dia? Nunca poderei ir a lugar algum sem ter um de vocês comigo? E mesmo assim não funcionaria.

Ela ia abrir a boca, mas eu a interrompi.

– Sou humana Quinn, humanos morrem das mais variadas causas. Terremotos. Maremotos. Acidentes de carro, trem, avião. Somos assassinados. Doenças. Ataques de animais. Tropeços e quedas. Posso ter um câncer nesse exato momento e nem saber.

A medida que eu falava, via ela se encolhendo mais e a dor passando por seu rosto. Acho que ela nunca havia pensado nisso.

– Posso descer essas escadas amanhã e rolar quebrando o pescoço. Como também posso me engasgar tomando um copo de vinho com você e morrer sufocada. Não temos certezas e nem tempo. Mesmo que você se mate em seguida como disse que faria para o Puck de que adiantaria? Nunca mais nos veríamos, estaríamos eternamente separadas. Isso sem contar que é a maior estupidez. Mesmo que eu morra, mesmo que o pior aconteça, você não tem o direito de tirar sua própria vida.

Disse meio furiosa, não gostava e nem podia se quer cogitar essa possibilidade.

– Eu não viveria em um mundo onde você não existisse.

– Uma maneira muito engraçada de se pensar uma vez que você mesma não quer me transformar. Nem ao menos posso ser a mulher que você merece se eu continuar humana. Não posso te proteger. Pelo contrário, serei sempre eu que precisarei de proteção. Você não tem ideia do desespero que senti por ser segurada a força, enquanto você lutava com Ashley. Eu queria morrer, tamanho ódio e frustração que senti de mim mesma por não poder te defender.

Eu andava de um lado ao outro do quarto nervosa e exasperada. Estava colocando todas as minhas frustrações para fora.

– Nem mesmo na cama eu sou o suficiente para você- .Disse bufando de raiva e me dando conta da verdade de minhas palavras.

– Não ouse dizer isso-. Ela veio correndo para meu lado e falando alterada.– Você é tudo para mim.

– Mas não satisfaço você.

– Rachel, você me fez e faz a mulher mais feliz e realizada do mundo.

Eu ri sem nenhum humor.

– Sei que me ama, mas não precisa mentir para mim. Sei que sou humana e das minhas limitações. Sei e sinto do quanto você gosta quando vou mais forte, mais rápido, mas nunca posso ser tudo que você quer enquanto ainda for humana. Isso sem contar que você se controla o tempo todo para não me “quebrar”.

Ela sacudia a cabeça negando, mas sem falar nada.

– Uma vez... quando ainda nem desconfiava o que vocês eram, eu ouvi uma conversa da Brittanny com Marley. Elas falavam de você, de como você dizia que a Ashley era com você. Que você confundia um “ótimo” sexo com amor. E naquela hora eu me peguei perguntando e imaginando como seria a Ashley na cama. O que ela faria com você, e me peguei desejando, implorando que eu pudesse ser melhor, para que nunca deixasse você se quer se lembrar dela depois que eu a tivesse em meus braços.

As lágrimas começaram a descer sem minha autorização.

– E eu me corroo de ciúmes por saber que eu nunca vou poder chegar aos pés dela enquanto eu for humana. Mesmo nos nossos momentos mais intensos eu fico pensando nisso, uma parte de mim fica imaginando se você sente falta dela em nossos momentos.

– Claro que não. Como se quer se atreve a pensar nisso. Eu já te disse, nunca, jamais em tempo algum alguém me satisfez como você.

A intensidade e sinceridade com a qual ela dizia isso queimava em seus olhos.

– Por que você me ama. Nunca fazemos apenas sexo, sempre é amor! Mas uma hora, vai chegar essa hora em que seu corpo vai falar mais alto que seu coração. E como vai ser nesse dia? E se algum amigo de vocês, alguma fêmea ou macho solteiro e talvez interessado em você estiver por perto? Como vai ser?

– Esse dia nunca vai chegar, e se chegar, eu nunca te trairia, eu juro!

– Você pode até ter essa certeza, mas eu não. Será que eu mereço viver sempre com essa dúvida. Com esse sentimento de impotência, de humilhação.

Sacudi a cabeça como que para pensar melhor.

– Você fica dizendo sempre que seria muito egoísmo de sua parte me transformar só para nunca me perder, mas eu te digo, muito mais egoísta é não me transformar, é não levar em conta o que eu quero. Afinal de contas é a MINHA vida Quinn! E é isso que EU quero, que EU preciso.

Ela sacudia a cabeça em negativa desesperada.

– Não, não.... NÃO!-. Ela veio até mim. – Não fale assim, não me peça isso, por favor.

Então... de repente eu senti uma força para mim. Não força em mim, mas literalmente para mim.

Não me pergunte como, mas eu sabia que todos tinham voltado.

Na mesma hora a cabeça de Quinn se virou para porta.

– O que vocês estão fazendo aqui? Por que voltaram?

Ela falava olhando para porta, mas nós sabíamos que eles podiam ouvir claramente.

Então, mais uma vez eu soube a resposta.

– Acho que Brittanny já sabe o que vai acontecer... ela viu a decisão que você vai tomar, e eles estão aqui para te apoiar, para nos apoiar-. Falei institivamente.

Ela me olhou apavorada.

– Como você sabe? Não pode ouvi-los, eu sei.

Dei um sorriso.

– Não me pergunte como, eu apenas sei.

Ela pensava em algo, mas como se recobrasse a consciência, sacudiu a cabeça como se para espantar alguns pensamentos.

– Eu não posso... não esta certo.

A calei com um beijo.

Fui nos guiando para cama enquanto a beijava.

Nos deitei na cama. Eu por cima dela. A beijava com paixão e ternura.

Quando nossos lábios se separaram eu falei.

– Por favor, por favor Quinn. Se me ama, se verdadeiramente me ama, não permita que nada fique entre nós. Nem meus pensamentos, minhas fraquezas ou minha humanidade. Apenas faça com que fiquemos juntas para sempre.

Eu pedi ainda com os olhos fechados, com os lábios a centímetros do dela.

– É isso mesmo que quer Rachel?

Sua voz era um sussurro. Mas eu me espantei e abri os olhos com esperança.

– É tudo que mais quero.

– E quanto à dor?

Houve mais um segundo de silencio e mais uma vez, sem saber como, eu sabia a resposta.

– Sei que Puck já te disse como amenizar a dor. Então apenas faça, por que mesmo que tivesse que morrer mil vezes para ficar com você, eu o faria.

Ela me olhava com uma expressão curiosa.

– Vai ser muito interessante ver como você vai ficar quando acordar meu amor. Algo me diz que você vai ser uma vampira extraordinária.

– Então você vai...

– Shiiii-. Foi sua vez de me silenciar com seus dedos em minha boca.– Apenas me beije Rachel.

E eu o fiz, a beijei com todo meu amor.

Ela subiu em mim, montando em mim, se encaixando em mim.

De certa forma, quando nos encaixamos foi diferente.

Ela me beijava como nunca tinha me beijado antes.

Rebolava em mim com amor e maestria, mas de forma calma e ritmada.

Um prazer estranho começou a se espalhar pelo meu corpo. Tinha desejo, tinha amor, mas também tinha algo a mais.

Eu estava confusa, estava amando e delirando de prazer, mas estava confusa. Aquilo era diferente.

– Relaxe Rachel, relaxe e me sinta.

E puta merda, que voz deliciosamente sexy era aquela?

Sem consegui me conter, soltei um gemido.

– O que esta acontecendo?-. Mais uma vez ela respondeu em meu ouvido.

– Estou fazendo o ritual com você... estou te tornando a minha companheira.

Então tudo foi muito rápido.

Senti seus dentes roçando meu pescoço e me dando uma mordida.

Mas no mesmo momento meu prazer, muito maior do que qualquer outro que já tive com ela, explodiu dentro de mim.

Uma sensação maravilhosa se espalhou pelo meu corpo.

Eu era dela.

Eu podia sentir isso em cada fibra do meu ser. Meu corpo, minha mente e coração gritavam para mim que eu pertencia a ela.

Eu sentia Quinn em êxtase em cima de mim, ela ainda tinha espasmos pelo recente gozo.

Então, pouco a pouco uma sensação estranha foi se espalhando em mim.

Era um calor se espalhando pelo meu corpo.

Primeiro veio como o calor do prazer que senti, mas agora, mesmo depois de toda sensação ter passado, o calor continua crescendo.

Então o calor começou a sair do limite aceitável e ir aonde começava a dor.

Percebendo meu desconforto ela pegou minha mão.

– Estou aqui Rachel.

Em minha mente eu via todos os Fabray’s se abraçando felizes por finalmente eu estar me unindo a eles, e em seus pensamentos eles diziam que todos eles estavam ali para mim.

Então ao mesmo tempo que percebia que eu estava sentada, eu senti Quinn me forçando delicadamente e me deitar na cama.

Eu me sentia como se estivesse em uma estufa, mas de dentro para fora.

Aquilo me assustou um pouco.

Segurei em sua mão e pedi:

– Fica comigo Quinn, não me deixe.

– Eu ficarei, estarei o tempo todo ao seu lado meu amor, mesmo que você não esteja me vendo.

Então ela se inclinou mais uma vez para mim e eu vi suas prezas descendo.

– Não se preocupe amor, eu estarei o tempo todo aqui, nos vemos quando você despertar.

E então ela me mordeu mais uma vez e meu corpo explodiu em labaredas.

Tentei gritar, mas não achava minha voz.

Eu olhava para todos os lados, mas não via nada, absolutamente nada.

Era uma sensação indescritível, além da dor, o medo de estar sozinha.

Então, algo aconteceu. A dor do fogo diminuiu. Ainda sentia as labaredas me tomarem por inteiro, mas era como se de certa forma algo aliviasse a dor. Como se um torpor tomasse meu corpo.

Então, com muito esforço, procurando de onde vinha aquilo eu senti.

Alguém segurava minha mão. Era ela, Quinn estava ali. Era ela segurando minha mão.

Ela estava ali comigo. Então eu me lembrei. Lembrei do por que estava passando por aquilo, de que eu pedi por aquilo.

Então tudo fez sentido. Era por ela, para nunca ficar sem ela.

E por ela tudo valia a pena.

Percebi que meu corpo já não se contorcia mais. Eu estava parada junto à mão que me segurava.

Com ela ao meu lado eu era capaz de tudo.

Ela valia tudo aquilo, pois quando tudo acabasse nada nem ninguém me separaria dela. NUNCA!

Continua.....

Notas finais
Comentem bastante e até o proximo