Notas iniciais
Aqui esta o novo capitulo para voces, o capitulo ficou meio pequeno, mas o proximo será maior

POV RACHEL

Embora ela tivesse uma velocidade inumana, Quinn se movia de forma lenta, lenta e ameaçadora.

Seu sorriso selvagem dava um ar perigoso. Tudo na cena gritava perigo.

Eu, apesar de saber que tinha que fazer algo, não conseguia me mexer. Era como se Quinn nos tivesse aprisionado em seu olhar.

Ninguém se mexia, falava. Até o simples ato de respirar parecia ser difícil.

Apenas quando Quinn ficou a dois metros de distância, eu pareci acordar do meu transe.

Se eu ficasse parada ali, ela mataria todos ali, inclusive EU.

Inconscientemente eu envolvi Cassandra em meus braços, a abraçando e mantendo atrás de meu corpo.

Nessa hora pude visualizar a ira nos olhos de Quinn. Se antes ela tinha alguma dúvida do que faria, com toda certeza essa dúvida não existia mais.

Mas eu tinha que fazer algo. Tudo ali era culpa minha. Eu não podia deixar eles ali desprotegidos.

Tá, como se você pudesse fazer alguma coisa né Rachel!

Minha mente gritou.

Mas eu tinha que tentar algo, e rápido.

– Quinn. Pare. Vamos conversar.

– Sabe, não estou com muita vontade de falar Rachel. Nem mesmo de ouvir. Acho que já ouvi tudo que precisava do seu amigo ali.

Ela apontava com o queixo para Brody.

– Você entendeu errado Quinn. Deixe-me explicar.

– Você melhor do que ninguém sabe que tenho audição e percepção perfeitas.

Ela dizia meio debochada, e visivelmente transtornada.

Cada passo seu era uma ameaça visível a todos ali.

– Mas é esse o problema. O Brody está enganado. Então tudo que ele disse está errado.

Ela fechou seus olhos em fendas, estava analisando tudo que eu dizia.

Ela se virou para Brody.

Caminhou lentamente em sua direção.

Mais uma vez, quando estava a uns dois metros de distancia dele, ela parou.

– Então... Brody...

Ela fazia uma voz calma e melodiosa para falar com ele. E também incrivelmente sexy. O que me encheu de ódio.

Precisava mesmo tudo aquilo para falar com o infeliz que indiretamente era o responsável por tudo isso?

–... Minha namorada diz que você esta errado... acho que precisamos esclarecer tudo aqui. Você me ajuda?

O imbecil a fitava agora babando. Todo medo deu lugar ao desejo. Era gritante o modo vulgar com que ele a olhava. Mas eu não podia culpa-lo por isso, sei bem que quando ela quer, nenhum, nenhum ser humano mesmo na terra resiste.

– Claro que sim... o que você quer?

Ele perguntou quase babando em cima dela.

Ela ainda o mantinha preso seu olhar no dele, nunca desviando. Ele parecia preso do mesmo modo que eu estava antes. Era como se esse fosse um poder que ela tinha. O que era possível, afinal eu não conhecia todos os poderes dela ainda.

– Você disse que elas duas, (ela apontou para minha direção), estavam juntas hoje aos beijos e que agora iam para algum lugar... para a cama.

Ela terminou de dizer quase rosnando.

– Sim, foi Harmony quem me disse.

– Você confia nessa Harmony?

– Sim, ela é uma amiga.

Então Quinn se virou em nossa direção.

– Pronto, sem mal entendidos agora-. Se possível, ela estava ainda mais nervosa.

– Droga Quinn, você não entende! Armaram para nós. Para Cassandra e para mim. Essa tal Harmony enganou o Brody para que ele achasse isso, e que viesse aqui para brigar com a Cassandra.

Eu falava desesperada. Tinha que ter um jeito de resolver isso, sem terminar com todos nós mortos.

– E você quer mesmo que eu acredite nisso Rachel? Que tudo isso não passa de uma conspiração? Eu não sou tola. Cheguei aqui minutos antes dele. Vi vocês duas, vocês tem intimidade. A vi te abraçar. Você foi carinhosa com ela. Não pode negar que fica difícil acreditar que tudo não passa de uma armação.

– Mas você precisa acreditar!

Eu estava quase implorando. Mas não podia negar que tudo levava mesmo a pensar isso. Cassandra com a mão sobre a minha. Eu a abraçando. Nossos olhares intensos.

Eu não sei por que a amizade de Cassandra ficou tão importante para mim, mas o fato é que ficou. Ela era importante. Talvez, talvez por ser a primeira amiga que tive em toda minha vida.

Então, vendo que nada mudava na expressão de Quinn, prevendo o que ela faria, decidi tentar fazer algo.

– Se você se importa pelo menos um pouco comigo, você vai deixa-la em paz.

– Hummmm, não eu vou poder fazer isso não-. Ela disse debochada.

Então eu passei Cassandra para trás do meu corpo. Fiquei em sua frente. Ela apavorada como estava, se agarrou em minhas costas escondendo o rosto no meu pescoço e abafando o choro. Suas mãos rodearam minha cintura e sua voz soou abafada.

– Me ajude Rachel. Ela vai me matar.

Me virei só um pouco e beijei seus cabelos.

– Eu não vou deixar ela fazer nada com você, fique calma.

Então um rosnar soou alto na noite.

– Saia da frente Rachel!

Quinn rugia em nossa frente.

Cassandra chorava copiosamente em minhas costas. Eu sabia que estava piorando tudo assim, mas não podia deixar Quinn fazer isso.

– Não! Você não vai tocá-la.

– Você sabe bem que não tem como me impedir. Então saia da frente.

Nesse momento alguma palavra dita pareceu tirar o Brody de seu transe, pois ele como se entendesse de repente tudo que acontecia ali, correu em nossa direção.

– Sua louca! Saia de perto da Cassandra. Eu vou chamar a polícia.

Antes que eu percebesse o que aconteceria, Quinn já erguia Brody pelo pescoço.

– E como exatamente você acha que a polícia poderia me impedir?

Brody sufocava em seu aperto, se debatia como podia tentando se livrar.

– Largue-o Quinn! Solte-o agora!

Eu gritei desesperada.

– Já que você pediu...

Então ela o largou, e seu corpo mole caiu no chão desacordado. Ele não se mexia.

– Agora que ele não vai mais nos incomodar, vamos continuar de onde paramos?

– Sua louca! Você o matou!!-. Uma Cassandra desesperada gritava de trás de mim.

– Eu não fiz nada. Ele que me ameaçou.

Quinn falava calmamente.

– Sua assassina! Eu vou matar você!

Cassandra chorava e gritava desesperada.

– Eu gostaria de ver como você vai fazer isso... estando morta.

Então com essas palavras Cassandra voltou a realidade. Quinn não era uma mulher humana. Embora Cassandra ainda não soubesse exatamente o que Quinn era, ela já sabia o suficiente para ficar apavorada. E foi assim que ela ficou com a ameaça de Quinn.

– Eu... eu não quero morrer Rachel.

Ela me abraçou de novo.

Eu não sabia mais o que fazer. Sabia que consolar Cassandra, só fazia enfurecer mais ainda Quinn. Mas não podia simplesmente ignorar o desespero de minha amiga.

– Você não vai, eu não vou deixar.

Então me virei para Quinn.

– Deixe Cassandra em paz Quinn. Deixe-a ir embora!

– Você sabe bem que eu não vou fazer isso, então facilite as coisas Rachel. Vá para casa. Você não precisa ver isso.

Então eu entendi. Quinn não iria me matar também. Ela estava só com raiva de Cassandra.

O Brody tentou atacar Quinn, e por mais que ele nunca nem mesmo a arranhasse, o seu instinto a fazia se defender, e de forma letal pelo visto.

Mas a Cassandra... Se Quinn não iria me matar... por que matar a Cassandra? Ciúmes?

Mas... ela não me amava não é?! Ela não me quer ao lado dela pela eternidade, será que só a sua possessividade por uma humana era o suficiente para ela matar uma garota que ela nunca viu na vida?

Então uma ideia me veio à mente.

Se ela não estava disposta a me matar, talvez tivesse um modo de salvar Cassandra.

E para nossa segurança eu esperava estar certa.

–Eu não vou a lugar nenhum. Se você quiser mata-la, vai ter que me matar primeiro.

Quinn congelou no lugar e me olhou assustada.

Dor! Era isso que eu via nos olhos de Quinn.

– Você daria sua vida por ela?

Eu suspirei me rendendo. Ao lado do meu carro um Brody caído no chão me dava forçar para fazer isso.

– Sim.

– Gosta dela tanto assim? Ao ponto de morrer por ela?

Ela sussurrava.

– Não do jeito que está pensando Quinn. Tudo isso que você acha que estava acontecendo aqui não passa de um engano. Deixe-me te explicar. Por favor, Quinn. Se você me ama como eu te amo, me de a chance de explicar. Eu te peço não mate minha amiga!

Ela me olhava como se estivesse pensando no que deveria fazer. Parecia estar lutando contra algo dentro dela.

Então, tomada por uma coragem e por uma certeza de que de algum modo ela gostava de mim eu me aproximei lentamente dela.

– Rachel, ficou louca?-. Cassandra sussurrou atrás de mim.

Mas eu a ignorei. Se eu ainda tinha a capacidade de fazer Quinn parar, então quer dizer que ela realmente gosta um pouco que seja de mim.

Cheguei a sua frente olhando em seus olhos.

– Me deixe te explicar tudo Quinn. Acredite em mim, ela é só minha amiga.

Peguei seu rosto em minhas mãos. Dei um beijo em sua testa.

– Você é a única mulher que eu amo, é você que eu quero para sempre. PARA SEMPRE, LEMBRA?

Vi compreensão e amor passando pelo seu olhar.

Sim, ela me amava, mesmo que só um pouco.

– Rachel...-. Ela parecia envergonhada. – Me descul...

–Não! Rachel não acredite nela, ela esta te hipnotizando como fez com Brody, ela vai te matar, vai nos matar, não acredite nela. Ela não te ama, você esta louca, nem você a ama, você não pode amar um monstro. Acorde Rachel, ela é um monstro, você não ama, não pode amar, não pode ficar com ela!

Uma Cassandra apavorada, gritava desesperadamente.

E mais uma vez eu não pude fazer nada.

Antes que eu piscasse, Quinn tinha o pescoço de Cassandra em suas mãos.

– Cale a boca! Ela é minha! Ela me ama e vai ficar comigo. Você não sabe de nada!

Quinn falava pausadamente, se fazendo ficar ainda mais assustadora.

– Eu sei que você é um monstro! Você não a merece, ela é uma mulher maravilhosa, merece uma mulher como ela, não um monstro como você!

Cassandra não perdeu a coragem e despejou toda sua fúria em forma de palavras para Quinn.

Vi as presas de Quinn crescendo e uma Cassandra gritando por socorro.

Nessa hora eu corri em direção a elas, mas um vento passou por mim e me puxou.

Quando consegui focalizar meus olhos, vi que a brisa na verdade era Judy

Olhei em volta e vi que todos estavam de volta.

– Quinn largue a humana.

Brittanny falava calmamente. Todos formavam um círculo em volta dela, mas nenhum deles chegava perto.

–Brittanny, Marley, Santana, façam alguma coisa, Quinn vai matá-la-. Eu gritava desesperada.

– Eles não podem fazer nada Rachel. O escudo de Quinn os impede de chegar perto.

– Quinn, minha irmã, deixe a humana ir-. Santana dizia com muita calma.

– Ela quer tirar a Rachel de mim Sant. Eu não posso deixar-. Quinn falava sem nos olhar.

– Me mate logo, mate como você fez com Brody, assim Rachel vai ver o que você é de verdade, um monstro.

Quinn mais uma vez rosnou e eu me apavorei.

– Quinn!-. Eu gritava desesperada. – Largue-a. Você não pode matá-la.

– Garota, será que da para você calar a boca, você não esta ajudando-. Uma Santana meio irritada dizia para Cassandra. – Quinn, se acalme, ela não vai fazer nada. Ela só esta assustada. Para ela você é um monstro.

Puck pigarreou.

– E vamos combinar né Quinn?! Você não esta fazendo lá muita coisa para mudar a opinião dela.

Ele dizia meio divertido, mas eu via o seu olhar preocupado.

Ele estava tentando acalmar a Quinn.

– Eu não sei o que fazer?-. Quinn murmurou para ela mesma.

– Eu sei Quinn. Sinto suas emoções de longe. Você esta cansada. É muita coisa ao mesmo tempo, você não esta acostumada a sentir tudo isso. Mas vamos com calma esta bem? Solte-a. Ela não vai fazer nada. Ela vai ficar longe de Rachel.

Santana dizia e a um sinal que não vi qual, foi ela se aproximou de Quinn.

E conseguiu. O tal escudo dela deveria ter sessado. Santana tirou Cassandra das suas mãos e a passou para Brittanny.

Mas Cassandra se desvencilhou do toque carinhoso da loirinha e correu para meus braços.

Eu a abracei instintivamente e vi Quinn se encolher e abraçar Santana.

Aquilo a machucava. Ver outra humana, outra mulher em meus braços a machucava.

Antes que eu pudesse dizer algo a ela que a confortasse, me interromperam mais uma vez.

– Deixe-me falar com ela Rachel-. Marley pediu calmamente.

Cassandra se apertou ainda mais a mim.

– Não deixe, por favor, eles parecem te ouvir, não deixe. Ela vai me matar que nem a outra matou o Brody-. Cassandra sussurrou.

– Mas Quinn não matou ninguém-. Um Russel abaixando ao lado do corpo do tal falou. – Ele só esta desmaiado. Provavelmente por falta de oxigênio, mas acordará em breve. Nenhum dano grave nele foi feito.

Cassandra pareceu soltar o ar e rir ao mesmo tempo.

– Ele está vivo?-. Seus olhos brilharam de alivio.

– Claro que sim-. Lhe garantiu.

Marley falou mais uma vez. E puxou Cassandra para que ficasse em sua frente.

– Olhe para mim menina. Você e seu namorado estavam conversando aqui fora. Ele veio te esperar depois do seu trabalho e vocês conversaram. Estavam fazendo as pazes quando foram atacados por assaltantes. Seu namorado te defendeu e se machucou. Os assaltantes fugiram. Foi só isso. A Rachel foi embora antes do bar fechar. Você entendeu?

– Sim.

Cassandra murmurou.

Eu estava perdida. O que estava acontecendo aqui?

– Marley pode mexer na mente humana. Mas é só um pouco, e só funciona com coisas recentes.

Respondeu uma Santana como se soubesse o que eu estava pensando.

– Eu leio seus sentimentos, não se esqueça Rachel.

Quinn se afastou um pouco com Brittanny.

– Quinn espera!-. Gritei e corri até ela.

Marley olhava de mim para Quinn com uma expressão de pena.

Quinn murmurava algo baixo de mais para que eu escutasse.

– Marley, melhor vir aqui, o humano esta acordando, temos que mudar o que ele lembra também.

Puck falava.

Marley saiu deixando assim Quinn e eu sozinhas.

– Vamos conversar?-. Pedi cautelosamente.

– Rachel... Sinto muito por tudo... Mas eu não pude evitar... Eu.

– Shiiii... tá tudo bem Quinn, eu entendo, com o tempo você vai...

– Não, você que não entende. Eu não vou mudar, eu sou assim. Não sei agir como humana, não sei interagir com humanos. Sou selvagem demais para isso.

– Não você não é. Só não esta acostumada. Mas não sei preocupe, vamos aprender juntas.

Então ela levantou a cabeça e me encarou.

– Juntas?-. Seus olhos brilharam.

– Sim. Quando você me transformar, eu também serei como você, então podemos juntas aprender a sermos como sua família, eles vão...

– Não! Do que você esta falando? Eu já disse, você não vai ser transformada-. Me interrompeu e eu quase consegui ouvir o meu coração se quebrar.

– Mas... mas eu pensei-. Eu balbuciava sem acreditar. – Mas você teve ciúmes de mim, eu vi. Você queria até matar a Cassandra. E... e eu fiz você parar. Você me ama a ponto de fazer tudo isso por mim.

– Claro que amo. Você é tudo para mim Rachel-. Ela disse alisando meu rosto.

– Então por que diz que não vai me transformar?

– Por que isso eu não vou fazer nunca-. Ela falou com toda certeza do mundo.

Aquilo me doeu mais uma vez. Então mesmo depois de tudo isso, nada tinha mudado.

– É a sua última palavra Quinn?-. Pergunte friamente, tentando não desabar em sua frente.

Ela me olhou assustada com meu tom de voz, mas se manteve firme.

– Sim-. Ela respondeu e eu balancei minha cabeça.

– Então espero que você não se arrependa... Porque nossa história acaba aqui Quinn-. Falei determinada.

E sai de lá sem olhar para tras, deixando sete vampiros de boca aberta.

...

POV QUINN

Duas semanas haviam se passado.

Duas semanas que eu não via a Rachel.

Depois daquele dia, ela foi embora e não voltou mais.

Ligava algumas vezes dizendo que estava bem. Que não precisávamos nos preocupar. Falava algumas vezes com Russel, Judy, Puck, mas nunca comigo. Depois de uns dias parei de atender ao telefone.

Já que ela queria assim, não iria insistir.

Brittanny até tentou surpreende-la algumas vezes, sendo uma vidente não era difícil acha-la. Mas parece que na última vez Rachel pegou pesado com Britt, pois ela não tentou mais.

Eu nos primeiros dias vaguei muito atrás dela, mas nunca achei seu rastro.

Ela foi embora de carro e até onde eu pude ir percebi que ele não saiu do carro mesmo depois de atravessar dois estados.

Como desisti de falar com ela pelo telefone, também desisti de procura-la.

Ela queria distancia de mim. E eu não poderia culpa-la. Não depois do que ela viu.

Eu sentia muito a sua falta. Todo meu ser gritava clamando por ela.

Seu cheiro, seu corpo, sua voz, seus carinhos. Eu sentia falta de tudo.

Era mais uma vez hora do crepúsculo.

Estava a alguns quilômetros de casa.

Observava o por do sol as margens de um lago. Uma cena linda, mas não era por isso que estava aqui. Brittanny teve uma visão de que Rachel ligaria hoje à tarde. Então eu sai de casa para não ter que ouvir a sua voz, nem ouvir de seus lábios que ela não voltaria.

De repente, mas não tão silenciosamente uma pessoa se aproxima de mim.

– Oi Puck.

– O que faz aqui maninha?

– Você sabe muito bem. Fugindo de ouvir a voz dela.

Afirmei triste.

– Deveria ter ficado, tentado falar com ela.

– Para ouvir que ela não quer falar comigo pela centésima vez? Não obrigada.

– Quinn não fique assim, vocês vão se acertar você vai ver.

Puck falava ao meu lado em quanto contemplávamos o lago.

– Não, não vamos-. Eu me levantei. – Rachel já fez a escolha dela. Ela não é capaz de me perdoar pelo que fiz, assim como eu não entendo as explicações dela.

– E o que você vai fazer?

– Eu não sei. Mas preciso ficar sozinha para decidir.

– Quinn..... por que não faz o que ela quer? Por que não a transforma?

– Está louco Puck? Impor essa vida a ela? Eu jamais faria isso... ela não merece isso.

– Mas você não estaria forçando nada. A escolha foi dela, ela quer isso. E quer tanto que para não ter isso, ela prefere não te ter.

– Rachel não sabe o que esta pedindo. Cabe a mim que sei o que isso significa impedir essa loucura dela.

– Mas... ok! Me diga uma coisa Quinn, você a ama?

– Mais do que tudo nesse mundo, mais do que a mim mesma!

Respondi sem hesitar.

– Então pode me dizer o que vai fazer no dia que ela morrer? Por que os humanos tem uma vida muito curta.

– No dia que ela não existir mais nessa terra, eu dou um jeito de me destruir. Jamais aguentaria ficar vagando sem ter ela ao meu lado, ou pelo menos, saber que ela estar por ai em algum lugar.

– Isso é insano!!

Puck gritou.

– Mas é o que você faria se Marley morresse não é?

– Mas é diferente. Se minha Marley me deixasse eu a seguiria, mas seria uma fatalidade. No seu caso é uma certeza, apenas uma questão de tempo, e de muito pouco tempo.

– Mas é o único caminho.

– Não é, e você sabe bem disso.

– Não posso Puck, não posso fazer isso ela.

– Quinn, você melhor do que ninguém sabe como essa vida é ruim quando imposta. Mas ela escolheu. E eu ao contrário de você, gosto dessa vida. Gosto de tudo que nos é possível, principalmente da imortalidade. Amo saber que meu amor pela Marley vai ser eterno, que sempre estaremos juntos. Então eu posso te ajudar a pensar, posso dar minha opinião.

– Eu não quero mais falar disso.

– Mas vai ouvir-. Ele gritou se levantando. – Ela escolheu, ela quer. E você não tem o direito de mandar na vida dela. Nas escolhas dela. Sei de tudo que você tem medo, de tudo que acha que vai acontecer com ela. Mas eu quero te dizer que não vai ser tão ruim. Sei que foi para você, mas não será para ela. Nós estaremos aqui para ajuda-la, ensiná-la. Se ela nunca provar sangue humano, não sentirá quase nada do que você sente. Poderá viver como eles, entre eles normalmente como todos nós.

– Mas nem precisa tanto Puck, só a transformação já é terrível.

– Quinn, por conhecimento próprio eu sei que... quando estamos ao lado de quem amamos a dor da transformação é muito menor. O amor nos ajuda a passar por isso.

Eu virei de costas. Suas palavras ecoando em minha mente.

– É ser muito egoísta de minha parte fazer isso com ela só para nunca perdê-la Puck.

– Sei que é uma escolha muito difícil Quinn. Eu só queria ajudar você a pensar, queria te mostrar outro ponto de vista. Apenas pense um pouco nisso esta bem?

– Tudo bem, eu vou pensar. Agora preciso ficar um pouco sozinha. Vou caçar, avise que volto em alguns dias.

Comecei a andar e ainda ouvi Puck dizer uma última coisa.

– Lembre-se Quinn, você não vai obriga-la a nada, Rachel quer isso.

E pensando nisso eu me embrenhei na mata para caçar.

Continua...

Notas finais
Nao me matem por isso, confiem em mim e continuem acompanhando a história

O proximo capitulo sai daqui 2 meses... mentira, amanha eu posto o proximo *--*

Beijos sz