Wherever You Will Go

29 Então, eu te fiz feliz?


Notas iniciais
atualização mais rapida do que a velocidade da Luz- só que não. boa leitura ♥

POV.LUANE

chegamos no hospital por volta das 8:00hrs da manhã. eu, Nareesha e os meninos estavamos levando uma surpresa para Cecília.

-OOOOOOOOOI- invadi o quarto dela,fazendo Janielly,qua ajeitava o monitor se espantar.os meninos entraram atras de mim fazendo barulhos.

-olha só Cecília! eles chegaram-Nielly olhou para ela e voltou a sua visão para nós, mas provavelmente a Jay, que ria e também lhe olhava.

-como está nossa garota?-Tom gritou e todos fizemos sinal de silencio e ele ficou quieto.

-esta indo muito bem. A cada dia que passa ela evoluí no quadro clínico-Nielly olhou a prancheta.

A sua cabeça tinha sido desenfaixada e mostrava que o seu cabelo tinha sido cortado em um pequeno chanell. Cheguei perto da cama e toquei em seus cabelos.

-porque cortaram?-perguntei olhando para Nielly

-facilita a limpeza-ela falou.

-ela adorava o cabelo dela-a voz de Mariana se fez presente no quarto. Essa era a surpresa.soubemos que Max estava tendo um envolvimento com a amiga de Cecília e pediu para vir vistar ela.

-oi Celi- ela tocou em seu braço, já flácido por estar sem movimento.lágrimas rolavam pelo seu rosto e não consegui me conter.chorava em silencio olhando para Cecília.em tão pouco tempo tudo mudara drasticamente em sua vida. Seus pais chegariam pela manha do outro dia e seria outra batalha que teríamos que travar.

-Nathan-chamei.ele saiu de trás dos meninos que nos olhavam e se aproximou da cama, fazendo um carinho no rosto de Cecília-sabe que amanhã os pais dela vão chegar?-falei. Ele deu um leve suspiro

-sim

-sabe que eles vão querer cuidar de Cecília?-falei chegando no ponto que eu sabia que ele iria se enfurecer. pela conversa que tive com a Tia Maggie no Skype, isso não seria nada bom.

-como assim?-ele me olhou confuso.

-vamos lá fora- me levantei e sai do quarto, com todos nos fitando curiosos. contaria a eles depois.

Cheguei no corredor um pouco movimentado e ouvi a porta sendo fechada. Nathan parou atrás de mim

-diz Luane-ele começou

-Nathan, os Pais de Cecília estão vindo para Londres cuidar da filha...-

-eu sei-

-e você sabe que eles não podem ficar muito tempo aqui. eles vão querer levar ela para o Brasil-falei sem enrolar muito.

sua expressão mudou de confusão para raiva e passava a mão desesperadamente pelo cabelo- Não! Isso não!-

-Nathan! São os pais dela! Eu tentei convence-los de tudo, que aqui era melhor para ela se curar, mas...-

-eles não vão levar ela. Não para longe de mim. não vão!-sua voz começou a se alterar.

-Nathan, tenta entender,eles são os pais dela.podem fazer o que for o melhor ou pior porque ela não responde pelas ações dela naquele estado-toquei em seu ombro, suplicando para que aquilo não continuasse sendo tão doloroso como estava para mim.

-amanhã eu vou conversar com eles-

-Nathan, eu não sei, mas acho que você não vai conseguir mudar a opnião deles-

-Vamos ver- ele virou de costas e entrou de volta ao quarto.

POV.NATHAN

Acordamos cedo. Tom ja tinha ido na casa de Luane e leva-la ao aeroporto para buscar os pais de Celi.Siva,Jay e Max estavam ajeitando as malas para o Show que fariamos fora da Cidade ainda aquela noite. Vesti uma roupa confortável e desci para a cozinha.

-Bom dia- falei

-Bom dia-eles me responderam em conjunto.cada um em uma cadeira da mesa.

-Nathan,tem que voltar logo-Max me olhou

-ok, eu vou voltar cedo.só vou dar tchau a Cecília-falei pegando uma xícara de chá. Parecia que Celi não estava em coma. Ia visita-la todo dia, mas a falta de ver seus olhos azuis,seus abraços, sua voz me torturava a cada segundo que pensava nela.

-vamos depois-Siva falou me tirando dos pensamentos.

-espero que Nielly esteja la...sabe cuidando da Celi-Jay falou comendo uma maçã

-urum sei- terminei o chá e sai

Caminhei tranquilamente até o Hospital. O dia estava meio nublado e o frio estava cortante. Entrei pelos fundos, ja que a Imprensa de vez em quando rondava por ali. Caminhei pelo corredor do imenso hospital até chegar perto da porta do Quarto.andei mais devagar e observei as pessoas paradas na porta: Um senhor, uma Senhora e um rapaz quase da minha idade aparentemente forte. Reconheci na hora quem eram, os pais de Celi.

Tom e Luane se levantaram das cadeiras que continham no corredor quando me viram chegar.

-Bom dia- falei

-Bom dia- a sr.Blenson me cumprimentou. O Rapaz, Marcelo, irmão de Celi apertou a minha mão e o pai dela só acenou com a cabeça.

-já entraram?-perguntei

-sim, já vimos como ela está. Já providenciamos a transferência dela para o Brasil- a Sr.Blenson sorriu e aquilo foi como um choque para mim. Eles estavam realmente dispostos a fazer aquilo. Olhei para Tom e Luane que me olhavam receosos.

-tem certeza que a senhora quer fazer isso? Aqui ela esta sendo bem cuidada... -

-mas não podemos ficar muito tempo. Nathan, queremos nossa filha perto da gente-ela falou.

-mas pensem pelo menos, deve haver algum jeito, eu posso pagar a estadia de vocês aqui- falei suplicando.

-não queremos isso rapaz. Queremos que ela vá conosco para o Brasil. É o melhor- ela falou se virando e indo a recepção.

Encostei-me na porta e fiquei mentalizando. Eles iam levá-la de mim.

-Nathan, seja forte, não podemos fazer nada-Tom falou tocando em meu braço.

-tem sim. Se o Scooter ajudar... -

-Nathan. Não tem-ele falou.Luane me encarava com dor no olhar ja cheio de lágrimas.me virei,abri a porta e entrei no quarto.Celi estava lá, intacta.parecia um boneco de cera. E estava prestes a se afastar de mim.caminhei até parar ao lado da sua cama. Beijei seu rosto e a fiquei encarando.

-se você ao menos pudesse abrir os olhos-falei.não era igual aos filmes que a pessoa falava e no mesmo instante reagia.não foi igual. Ela continuou imóvel, parada, com os olhos fechados.uma onda de medo me atingiu e começei a chorar.lagrimas escorriam pelo meu rosto e caiam no dela. Enxugava com a palma da mão mas a torrente que relutava descer pelo meus olhos logo estavam encharcando as bochechas dela.

Beijei todo o seu rosto e a abracei.depois de me acalmar, ouvi a porta se abrir e Tom e Luane aparecer.

-Nathan, temos que ir.a viagem será longa-Tom falou.

-estou indo-me virei e olhei Cecília.

-eu te amo, meu amor-beijei seus lábios e sorri.me levantei e eles me deram passagem na porta. Os outros meninos que estavam do Lado de Fora, entraram e deram tchau.Jay falou com Nielly que estava na porta e saimos.

Quando passei pelos Blenson, parei e me direcionei a mãe dela.

-estou indo viajar para um Show.por favor, deixem ela aqui-peguei as mãos dela e beijei.

-vai em paz meu filho-ela falou e sorriu. Caminhei para junto dos meninos e saímos, de volta a casa.

POV.LUANE

Dois dias ja tinham se passado desde a viagem dos meninos.eles chegariam pela manhã e isso só me aumentava a preocupação. Os Pais de Cecília queriam leva-la logo para o Brasil, e se Nathan não chegasse a tempo era isso que iria acontecer.

-ok,obrigado-Meggie que falava ao telefone entrou no quarto Do Hospital-Luane, ja esta tudo pronto para a Transferência dela para um hospital de terapia intensiva no Rio-ela falou guardando o Celular.

-porque a senhora não deixa ela aqui? ela ta sendo muito bem cuidada pelos médicos Britânicos e seu quadro esta evoluindo bastante-supliquei pegando a mão de Celi-por favor-terminei.

-isso tudo está nos saindo muito caro-o senhor Blenson nos deu o ar da graça de sua voz,que até então estava sentado no canto quieto.

-os meninos ja falaram que vão pagar tudo,eu pago também-falei.

-não quero depender nem deles nem de você meu amor- ela tocou meu rosto.

-Mas...-

-Não Luane.ja chega.ela vai conosco para o Brasil hoje-falou.como assim hoje? Isso me pegou de surpresa.

-H-hoje?-gaguejei ao falar.

-Mãe, ja esta tudo pronto-Marcelo tinha aparecido na porta.

-sim Luane. Quanto mais rápido,melhor- falou retirando a cadeira do meio do quarto e uma enfermeira com uma Maca entrou.

-pera ai! Ela, ela não pode ir hoje! E os meninos?-perguntei me levantando e vendo outros enfermeiros entrarem no quarto.

-eles ja se despediram dela naquele dia. Temos que ir logo, a ambulância que nos levará para o Aeroporto ja esta pronta-falou e ficou observando os enfermeiros a ajeitarem em cima da maca-venha se despedir Luane-ela falou me olhando.

Lagrimas começaram a transbordar pelo meu rosto.ela não podia ir.ja era minha irmã.cheguei perto do seu rosto e sussurrei em seu ouvido

-não importa quanto durar, você vai sair dessa, e eu e os meninos vamos no Brasil te buscar de volta.você ja faz parte daqui, te amo minha irmã- beijei seu rosto, sentindo as lagrimas salgadas escorrerem pela minha boca. Me levantei e a mãe de Celi e seu irmão me abraçaram. Depois saíram do quarto atras da maca onde Celi ia.

Fiquei parada no corredor, chorando, vendo Cecília se afastando rodeada de sua família e enfermeiros.assim que passou pela porta que dava acesso a sala de recepção, sumindo de vista, não me aguentei e desabei a chorar, caindo de Joelhos no chão do corredor no meio do hospital.duas mãos seguraram meus ombros,olhei e vi Janielly abaixada na minha altura e ela também chorava.

-sei que não podia fazer isso, porque estou quebrando o Protocolo, mas eu me apeguei muito a ela.você que convivia com ela como irmã deve estar sentindo muito-em um impulso a abraçei. Ela retribuiu o abraço e me ajudou a levantar.ficamos ali, as duas abraçadas no corredor do hospital.

chorando.

POV.NATHAN

Estávamos parados em frente do McDonald’s.depois que terminamos os Shows, pegamos a estrada de volta para casa.Tom tinha ido comprar os lanches enquanto esperávamos no carro. Perto dali tinha uma loja de Brinquedos,mas o que chamou atenção para ela foi um ursinho branco de olhos azuis que me lembrava muito Cecília, ele tinha em sua barriga o nome “Hope”.desci do carro e fui até a loja.comprei ele e voltei.

-eu sabia que era Criança mesmo-Max falou assim que me sentei no banco.

-daqui a pouco vai comprar a Barbie que ta ali no vidro da Loja-Jay apontou para a simples boneca que tinha la.

-pra que isso Nathan?ja não acha que está grande demais não?-Siva perguntou.

-engraçadinhos. esse urso é para Cecília-falei olhando para ele e todos fizeram um “ah!” baixo.

-cheguei cambada!-Tom abriu a porta da Van com nossos pedidos.

Voltamos logo a estrada. Em poucos minutos estaríamos de volta a Londres.

xx

entrei no hospital. Estava um pouco vago por ser por volta das 13:00hrs da tarde. Caminhei pelo corredor com o ursinho.antes de ir, tinha passado em casa e trocado de roupa.não queria visitá-la daquele jeito de quem acabara de sair da guerra.parei em frente ao seu quarto e estranhei: nenhuma som.onde estaria Luane?os pais dela? Que estranho. Sorri e abri a porta do quarto.

Não Tinha ninguem, nem Cecília estava ali. A cama recentemente feita.me virei no corredor e vi Janielly passando.

-Nielly!-chamei sorrindo.

Ela fez uma cara estranha e parou.

-o-oi Nathan- pelo seu Tom de voz ela gaguejou um pouco.

-mudaram a Celi de quarto?-perguntei apertando o presente em minhas mãos. seu rosto ficou sério

-Nathan, ela foi para o Brasil-

ao ouvir as palavras, o Ursinho caiu das minhas mãos.

Notas finais
que triste ;( enfim comentem bjos ♥