Where Is The Love.

2 chapter two.


— Eu acho que vou chorar. – Mari fez drama.

— Que coisa mais linda. – Mama fez uma cara bem fofinha.

— Mario e Carmem são perfeitos um para o outro. – Marce afirmou com a cabeça.

— Olha só. Ela chorando nos braços dele. – Val fez uma cara romântica.

— Isso é tão romântico. – Laurinha fez uma cara de sonhadora.

— Chora não Mari. O Daniel enxuga tuas lagrimas. – O Paulo a empurrou para cima do garoto.

— Ai seu idiota. – Mari caiu contra o peito de Daniel, que rapidamente a segurou forte. A fazendo ficar ainda abraçada com ele. – Obrigada. – Ela corou e riu baixinho.

— Vocês vão fazer o que hoje de noite? Vamos para uma festa? Podemos nós mesmos dar. Meus pais viajaram com o Bryan. Eu só tô com a Kamilla em casa. E ela vai sair com o namorado dela. – Paulo deu a ideia e todos concordaram animados.

— Vamos amor? – Mario alisou os cabelos da Carmem.

— Vamos bebê. – Ela riu dando um selinho nele.

— Quanta melação. – Val fez que ia vomitar.

— Eu vou... – Manu se animou.

— Eu e meu gordinho vamos, né amor? – Laurinha abraçou Adri forte.

— É sim minha linda. – Ele deu um beijo na ponta da cabeça dela.

— Casal pão de queijo. – Mari falou e todos riram, até eles. (Foi daí que gerou o nome)

— Hoje? Por que não pode ser amanhã? – Dan coçou a cabeça.

— Ué... Por quê? – Jaime perguntou confuso.

— Eu e a Mari íamos sair hoje de noite. – Ele falou na maior naturalidade sem ligar as gracinhas, e a Maria Joaquina abriu um grande sorriso.

— Vocês saem sós amanhã. Hoje vocês saem com os amigos. – Paulo fez biquinho.

— Topa Dan? – Mari riu ainda abraçada com ele.

— Claro que topo. – Ele riu dando um beijo na ponta da cabeça da menina.

— HMMMMMMMMMMMMMMMM. – Todos fizeram e eles ficaram corados.

Maria Joaquina pov/

Ficamos todos pela primeira vez no ano (obvio né, inteligência) todos juntos... Conversando, rindo. Trocando tapas e beijinhos. Casais melosos se beijando, e bler... Eu fiquei deitada com a cabeça no colo do Dan, e ele mexendo no meu cabelo. Até que uma andadinha valeu a pena... Ficamos conversando e rindo na roda dos amigos. Até que o sinal toca, pegamos nossas bolsas, nos arrumamos e vamos direto para a sala... Afinal desde a quarta série não tem aquela filinha costumeira... E como agora sou primeiro ano. Posso ir direto para a sala! O Dan entrelaçou seus braços na minha cintura e fomos abraçados até a sala... Ele é um fofo. Eu já gostava bastante dele, e agora com esse jeitinho? Tô perdida. Uma voz irritante atrapalhou meus pensamentos... Ah claro. LUNA! (pensem na voz do Jerry em Feiticeiros de Waverly Place se referindo a Alex Russo)

— Oi meu amor. – Ela puxou o Daniel de mim com toda ignorância me fazendo cair no chão.

— Por que você não derruba sua mãe? – Me levantei brava.

— Por que minha mãe paga minha internet. – Ela deu um sorriso cínico.

— A internet que cai o tempo todo? Ops... Desculpa. Internet de funkeira não cai, desce até o chão. – Ri baixinho.

— Uhum. Legal. Agora o que você tá fazendo com meu Dan? Ele é meu. – Ela o puxou para trás dela.

— Sabe a sua opinião? Aquela que não pedi? – Falei interessada.

— Me responda... O que tá fazendo com o Danilindo? – Ela falou brava.

— Noé. – Respondi cínica.

— Noé? – A Jararaca perguntou confusa.

— Noé da sua conta. – Sorri e dei as costas, deixando o Daniel com ela.

Cheguei à sala de aula, aflita e sentei no meu lugar. Arrumei toda minha banca, e peguei meu iPhone junto com o fone de ouvido que estava na bolsa. Pluguei e zapeei as músicas. Escolhi: “The only exception”. Do Paramore! Cantei baixinho, enquanto rabiscava qualquer coisa no meu caderno. Senti alguém tocando no meu ombro.

— NÃO TOCA NA MINHA BOLSA. – Dei um grito deixando meu fone de ouvido cair no chão.

— Toma... – Ah, era o Daniel. Ele me deu meu fone de ouvido.

— Obrigada. – Pluguei novamente, e continuei a ouvir música ignorando ele.

Até que o Daniel puxa meu fone de ouvido e eu dou um salto da cadeira, ele me puxa pela mão contra minha vontade, e eu saio me debatendo. Ele vai me puxando delicadamente porém rápido, acho que é para ninguém nos ver. Subimos escadas, lugares que eu nunca entrei, e era bastante escondido.

— Seu louco, maluco. Vai chamar a Luna, e me deixa ir para a sala. – Bufei.

— Você não entende Maria Joaquina? Aquela guria dá em cima de mim. Mais eu não gosto dela. Eu não tenho olhos para ela. APENAS PARA VOCÊ. – Ele coçou a nuca.

— O que você falou? – Perguntei chocada.

— Eu te amo minha pequena. – Ele segurou meu queixo e foi se aproximando cada vez mais. Ele me deu um beijo calmo, porém bem doce. Nossas línguas dançavam em sintonia. Assim que terminamos, ele me empresou um pouco na parede, deu um selinho de leve no meu pescoço e subiu a boca até meu ouvido.

— Eu te amo Maria Joaquina Medsen, e posso falar para o mundo se você quiser. – Ele falou, e um sorriso se abriu.

— Ah é? Então fala. – Duvidei.

— Eu te amo meu anjo. – Ele sussurrou no meu ouvido.

— Mais você não falou que ia dizer para o mundo? – Perguntei confusa.

— Você é meu mundo. – Assim que ele falou isso, eu me derreti toda.

— Não faz isso comigo Dan. – Falei arrepiada.

— Precisamos voltar para a aula... – Ele se distancia e entrelaçou nossas mãos. – Posso te pedir uma coisa minha linda?

— Claro que pode Dan. – Corei.

— Você quer namorar comigo princesa? – Ele se aproximou de mim e me deu um selinho rápido.

— SIM. – Gritei e dei um abraço forte nele.

Descemos de mãos dadas e fomos em direção à sala de aula. (eu já falei que o lugar lá escondido era praticamente no teto da escola? É High School Music. ÇAL,SÇALAÇ,ZLA) quando chegamos a professora Helena estava copiando umas coisas no quadro.

— Bom dia, professora Helena. – Soltei o Dan, cheguei junto dela, e ela deu um beijo na minha cabeça.

— Bom dia aí, fessora. – Dan a saudou de longe, que riu e mandou um tchau.

Sentamos nas nossas cadeirinhas quietinhos e ficamos prestando atenção na aula. Nossa escola era diferente. As aulas só começavam de nove até uma da tarde direto, por que já que começava tarde, não tinha recreio. Mais nós sempre chegávamos de oito para conversar e trocar uma brincadeirinha. E FINALMENTE a aula acabou. Anotei cada ponto que a professora passou e fui a primeira a acabar cada exército. Arrumei minhas coisas e sai da sala. Sentei no banco do pátio e fiquei lendo “Querido John” esperando alguém da minha sala acabar para me fazer companhia.... Até que lembrei que não tinha ligado para a mamãe quando cheguei. PUTS! A mamãe... Disquei o número dela rapidamente e já estava preparada para a bronca que eu iria levar...
— Alô? — Falei mansa.
— MARIA JOAQUINA. — Ela gritava do outro lado... Ops, ela BERRAVA do outro lado da linha.

— Oi dona Clara. – Falei com baixinho.

— VOCÊ TÁ LOUCA? EU AVISO PARA VOCÊ ME LIGAR E VOCÊ LIGA... – Ela parou. – Que horas são?

— Meio dia. – Falei calma.

— Obrigada. – ela riu. – E VOCÊ ME LIGA CINCO HORAS DEPOIS. – Voltou a gritar.

— Mas não liguei mamãe? Pronto. – Murchei.

— NUNCA MAIS FAÇA ISSO. – Ela gritou preocupada.

— Pode deixar. – Ri. – Olha mamãe, vou voltar hoje com o Daniel ok?

— Depois de um susto desses? Não Maria, volte com o Fletcher vai. – Mamãe falou em relação ao meu motorista.

— Ele deve tá com o papai. Me divirto mais voltando com o Dan. – Falei manhosa.

— Tá bom então. – Ela riu. – Tchau pestinha.

— Tchau chatinha. – Rimos e desligamos.