Notas iniciais
Eu acho muito lindo o amor de IRMÃO do Joe com o Nick. Mas não acho que seja mais do que isso. Não acredito em jonascest. Mas eu já li tantas fics jonascest extremamente fofas, que quis escrever a minha. E apesar de tudo, essa é uma das fics das quais eu mais me orgulho.

Caminhava pelo corredor, quase que aos saltos, com um pandeiro nas mãos, fazendo um som ritmado ecoar pelas paredes.

Passou por uma porta entreaberta. E ao notá-la, parou em choque, fazendo o instrumento que carregava silenciar-se. Aquela porta a muito estava trancada.

Aproximou-se dela para fechá-la. E ao colocar a mão na maçaneta lançou um olhar para dentro do aposento escuro.

Lembranças passavam rapidamente em sua cabeça. Um nó formou-se em sua garganta. Seus olhos lacrimejaram.

E dessa forma, pareceu a ele, que o quarto estava iluminado e sombras moviam-se lá dentro. Tudo como antes. Foi tomado por uma sensação de vazio.

Tontura. Ele cambaleou e suas mãos vacilaram, deixando o pandeiro cair no chão com um baque surdo.

Apoiou-se na porta. Desejou que as sombras fossem reais. E, talvez por isso, deu alguns passos adentrando no quarto.

O local revelou-se escuro novamente, exceto pela pouca luz que entrava pela porta ainda entreaberta.

Joe olhou em volta. Já havia quase esquecido como era aquele cômodo. Tudo estava em seu devido lugar, da maneira que o mais novo tinha deixado, como se esperasse que ele fosse voltar a qualquer momento. Esboçou um sorriso involuntário, aquele era realmente seu desejo.

Aproximou-se da cama cheia de travesseiros e deixou-se cair naquela superfície, fazendo os grãos de poeira levantarem.

Então, quando sua cabeça tocou as cobertas, pôde sentir o cheiro que ali jazia, o cheiro do irmão.

Fitou o teto. Ali o mais novo havia colocado estrelas fluorescentes, que já não brilhavam mais, por causa da falta de luz que o quarto recebia.

Encontrou a maior das estrelas com o olhar. Lembrou-se de quando o outro estava do seu lado, ali, no mesmo lugar. E junto observavam aquelas estrelas falsas. E decidiram que aquela, a maior, seria deles. E esse seria seu segredo. Uma tentativa infantil de querer fazer do que eles estavam vivendo, uma coisa simples.

E mais uma vez, Joe esboçou um sorriso involuntário.

Mas ele não queria viver de lembranças. Virou-se para levantar-se e ao fazê-lo, notou algo embaixo daqueles travesseiros.

Estendeu a mão trêmula e pegou o que parecia uma carta. Uma caneta rolou pela cama, caindo no chão com um som agudo. Pareceu que tinham jogado-os ali numa tentativa apressada de escondê-los.

Fitou o papel e reconheceu a caligrafia do irmão.

E no canto esquerdo do mesmo havia seu nome: “Joe”. A carta era para ele. Sentiu seus dentes baterem. Seu corpo inteiro tremia.

“ Joe, Espero que eu consiga te encontrar, e que você possa ler isso. Me desculpe. Fiz aquilo por nós. Por você. Na verdade, eu não me importo com o que vão pensar, falar. Estava tentando. Mas não vou conseguir te esquecer. Não vou conseguir mudar o que sinto. E se falarem que é errado? É errado amar? Nunca falam assim do amor. E nossa história não precisa”

- Não ter um final feliz. – Joe sibilou, mesmo que as palavras não constassem no papel. O irmão já havia lhe dito isso.

Então, a culpa atingiu-lhe, como um golpe. Um aperto cresceu em seu peito.

Ele não deveria ter fugido. O outro tinha ido atrás dele. Era culpa dele. Ele começou com tudo.

Sentiu seu rosto queimar e lágrimas começaram a escorrer. Lágrimas que a muito estavam guardadas, faziam parte do segredo.

Com a visão embaçada, enxergou o teclado do irmão no canto do aposento. Fechou os olhos. Quase pôde ouvir as melodias que o mais novo ali criava. Isso fez seu coração acelerar.

- Desculpe a mim. – sussurrou como se o outro pudesse ouvir.

Então, com as lembranças, sentiu o calor dos lábios do irmão tocarem-lhe a face.

- Onde você está? – pediu.

As lágrimas molhavam-lhe o peito. E parecia que seu coração iria saltar dali.

- Joseph? – era sua mãe, chamava-o do andar de baixo.

Ele abriu os olhos, suspirando. Apertou o papel, com a caligrafia do irmão, na mão direita.

- Eu ainda te amo, Nicholas. – declarou. Colocou a carta no bolso. Tentou esconder as lágrimas, seu segredo.

Notas finais
Mereço reviews? haha. (:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!