When the Moon meets the Night

17 Capítulo 17 - A protetora de bebês.


Notas iniciais
Quem estava com saudade? Bem, posso dizer que foi bem difícil escrever esse capítulo porque 1° eu passei por alguns problemas de saúde, mas agora estou me recuperando, 2° a história do desenho nesse episódio é mais entorno do Melequento, então fica mais difícil de escrever algo bom. kiss

Hoje era dia de treino, todo o mundo estava na arena para testar a velocidade dos dragões, cada um, com a sua besta, faria um caminho de voo da cachoeira principal até chegar à arena pela abertura do chão na caverna abaixo da mesma, além de terem que fazer isso enquanto o domo começa a fechar no meio do percurso. E Morgana estava orgulhosa de observar o sucesso do exercício que ela mesma preparou, e mais ainda por ela ser uma das pessoas que consegue completa-lo, bem... ela e um moreno que estava mantendo a posição agora mesmo.

— Eles estão vindo! – Astrid avisou.

— Fecha o domo! — Perna de Peixe gritou para os gêmeos encarregados da função.

— E assim começa o drama. – Cabeça Quente começou a narrar.

— Um homem, um dragão, uma perna e um domo fechando rapidamente. – O irmão terminou e puxou a alavanca.

— Vai ser impossível ele conseguir. – Melequento contrariou o óbvio.

Morgana rolou os olhos, mas tinha um sorriso no rosto, já sabia do resultado, porque não seria diferente das outras vezes e ela não estava errada quando viu Banguela e Soluço saírem do domo e pousarem perfeitamente em cima dele. Os outros comemoraram e Morgana só sentiu o sorriso aumentar.

— Parabéns, foi incrível. – A morena parabenizou.

— Muito obrigada. – Soluço sorriu satisfeito.

— Eu estava falando com o Banguela. – Morgana riu quando Soluço fechou a cara e soltou um sorriso sarcástico, mas sabia que ela estava só brincando. Ambos tinham desenvolvido um relacionamento bem mais relaxado e agora, a garota sabia que tinha muito mais liberdade.

— Tá legal, nossa vez. – Melequento falou com o Dente de Anzol atrás dele.

— Qual é Melequento, ninguém conseguiu vencer o domo além do Soluço com o Banguela e a Luna com a Morgana.

— Ninguém até agora! — Ele discordou bem convencido de si.

— Gente, é sério isso? — Eu falei não acreditando que eles já tinham iniciado outra discussão.

— A Morgana tem razão, isso era para ser um treino, vocês têm mesmo que transformar tudo em um jogo? — Soluço tirou as palavras da minha boca.

— Qual é, Morgana, você já está acostumada com a gente assim. — Astrid falou com um sorriso sarcástico para mim.

Abri a boca para descordar, mas resolvi fechar e dar de ombros, era realmente sempre sim, só espero que tenha menos ferimentos dessa vez, sempre sobra pra mim no final. Eu olhei para Soluço e ele me deu um sorriso fraco, não dava para discutir com aquele povo.

— Era só um treinamento, ai se tornou um jogo, agora é um teatro. — Cabeça Dura falou com uma pose bem dramática.

— E que o drama se desenvolva! — A irmã segui o ritmo.

— O que quer que seja, é a minha vez. — E o Melequento saiu bem emburrado para o posto de voo.

— Aposto que ele perde um olho. — Cabeça Dura comentou.

— Pelo contrário, eu prevejo que no ato 1, cena 1, ele vai perder a vesícula biliar. — A loira contrapôs.

— Ou talvez uma perda, o que você diz, lady Morgan?

— Vesícula biliar? — Falei confusa, ignorando o apelido. — Vocês não andaram mexendo nos meus livros de anatomia de novo, não é? — Eu perguntei com desconfiança, com os braços na cintura. Os dois deram uns risinhos e saíram correndo dizendo que tinham que vigiar a alavanca do domo.

— Bom saber que você é o que eles mais têm medo. — Soluço riu ao pousar do meu lado com o Banguela.

— Alguém tem que manter a ordem aqui, não é Banguela? — Brinquei e fiz um carinho no dragão mais fofo do Domínio, adorava o sorriso banguela que ele dava quando lhe coçava no queixo.

— Sabe, as vezes eu penso que você é só minha amiga por causa do Banguela. — Ele brincou meio enciumado, já descendo da cela.

— Eu não estou negando nada. — Ri quando ele colocou a mão no peito indignado.

Olhei para trás quando vi Luna se aproximar devagar, quando não era a vez dela de voar, ficava bem desanimada com toda a movimentação. Banguela logo saiu do nosso lado para correr em direção dela, animado e pulado entorno desta, antes de parar na frente da mesma e a olhar em expectativa, Luna olhou bem para ele, antes de se aproximar e lhe lamber o focinho. Posso não ser um dragão, mas sei que isso deixou o nosso fúria da noite extremamente feliz, pois ele praticamente deu uma derretida aos pés da fêmea.

Um sorriso se formou no meu rosto, eles tinham um relacionamento muito fofo, apesar da relutâncias de Luna, sabia que ela gostava dele. Vendo os dois, me fez lembrar de outra pessoa, eu levantei a cabeça para olhar do canto dos olhos para o moreno ao meu lado e percebi que este já me encarava, sentido o meu rosto esquentar rapidamente, eu virei o rosto, mas pude ver que Soluço passava pela mesma situação.

A situação estranha foi interrompida pelos gritos do Melequento, todos viramos para ver que ele se aproximava do domo, mas eu franzi o cenho quando vi que o Dente de Anzol não parecia voar direito, estava inquieto demais e parecia lutar conta a pilotagem, de Melequento.

— Ele emergiu da floresta. — Cabeça Quente falou, mais narrou a situação quando ela viu os dois se aproximando pela luneta.

— E a vesícula biliar dele?

— Impossível dizer.

— Eles vão ficar sem as vesículas biliares deles, se continuarem mexendo nos meus livros. — Astrid riu com o meu comentário e Soluço deu um sorriso de lado.

— A tensão continua a aumentar. — Cabeça Dura usou o corpo para começar a fechar o domo e acabou caindo por isso, carma funciona assim. Mesmo assim, eu fui ver se ele tinha se machucado.

Melequento e o seu dragão estavam se aproximando.

— O tempo está se esgotando para o nosso valente anti-herói. — Cabeça Dura, já melhor, voltou a narrar.

— Adoro corridas contra o tempo, e você irmão?

— É claro!

— Gente, para. — Soluço pediu também já não aguentando o teatro.

— Você devia ficar feliz que eles não começaram a fazer isso desde a primeira corrida. — Eu brinquei.

Os dois corredores acabaram conseguindo entrar no nível inferior e sair no domo, mas quando estavam prestes a concluir a prova, ele fechou e os dois ficaram dentro.

— Eu disse que ele não iria conseguir. — Perna de Peixe falou com uma cara de vencedor, mas eu só franzi a testa, aquilo foi bem estranho.

— Cabeça Dura, abre o domo! — Eu gritei quando ouvimos um estrondo do lado de dentro.

Quando começou a abrir, todos corremos para dentro e eu fui ver o Melequento caído no chão.

— Melequento, você está bem? Está sentindo algo? — Eu perguntei o ajudando a se sentar.

— Eu sabia que você me amava. — Ele respondeu e eu rolei os olhos tirando o meu apoio e o deixando cair de novo no chão.

— Ele está bem. — Avisei os outros que se aproximavam.

— É, com as gracinhas de sempre. — Soluço comentou com os braços cruzados e a cara fechada.

— Eu preciso ter uma conversa com aquele dragão! — Melequento pulou do chão com o olhar raivoso.

Depois de ele ter falado um rugido foi ouvido, não era possível saber exatamente de onde, mas eu tinha certeza de que era um Pesadelo Monstruoso. Melequento, não esperou ninguém, e foi procurar o Dente de Anzol, batendo o pé no percurso. Contudo, agora que eu pensei, o dragão vermelho não era o único Pesadelo Monstruoso longe da vista.

— Hey, quer ir ver como está o projeto da espada? — Soluço me chamou, estávamos trabalhando em um novo projeto, depois de eu ter falado tanto de ele precisar de uma arma melhor, ele deu ouvidos, mas era apenas alguns desenhos ainda.

— Por mais que eu queria. — Vi o sorriso dele cair um pouco. — Faz tempo que eu não vejo o Amarok, e está quase na hora de eu limpar as escamas dele, mais tarde talvez?

Pude ver os ombros dele caírem um pouco e me virei para sair, antes que cedesse. Eu realmente gostava do tempo que passava com Soluço, mas por mais que eu ainda esteja confusa com o que eu sinto por ele, tenho prioridade, e os meus dragões sempre serão a principal delas. Me virei para chamar Luna, mas Banguela tinha as orelhas encolhidas quando percebeu que ela iria sair, e para a minha surpresa, Luna parecia não querer ir também.

— Por que você não fica com os dois, os supervise no meu lugar. — Pisquei para a minha amiga e ela assentiu, mas eu podia ver a felicidade nos olhos dela, e seguiu um Banguela extremamente alegre.

Agora eu tinha que achar o meu outro dragão. Amarok sempre foi independente, ele não gostava de uma cela ou de dormir no estabulo e de muito menos de ficar perto dos outros dragões por muito tempo, mas ele também era inteligente, forte e o dragão mais leal que eu poderia se tornar amiga e eu sabia que sempre estaria ao meu lado e me protegeria. Depois desses motivos é fácil de imaginar que eu não devia me preocupar com ele sumindo de tarde, mas não o via desde manhã e não fazia mal nenhum dar uma olhadinha.

Contudo, depois de procurar por pelo menos 4 horas na floresta inteira, eu estava nervosa demais para pensar que o Amarok estava tendo apenas um cochilo. Já estava escurecendo e eu tinha que voltar, não tinha as minhas armas ou o necessário para fazer uma tocha, então tive que voltar sem nada.

— Hey, a onde você estava até agora? Resolveu fazer um treinamento secreto com o Amarok? – Soluço brincou quando me viu entrando pela arena, mas o sorriso dele caiu quando me olhou melhor, aposto que a minha cara de desolada e preocupada era a culpada disso. – Tudo bem? Aconteceu algo com o Amarok?

— Esse é o problema, eu não achei ele.

— Hey. – Ele colocou uma mão no ombro em sinal de conforto. – Amarok sempre fica fora por tempos prolongados, mas ele sempre volta para a sua comida incrível.

Ele voltou a sorrir quando me viu soltar uma risada leve.

— Você só diz isso porque ficou com fome durante o tempo que eu fiquei fora.

— Bem.... não posso negar isso.

Eu soltei outra risada antes de ir preparar o jantar, Soluço começou a me seguir para a minha cabana. Era engraçado porque eu não ligava de cozinhar, amava na verdade, mas não significava que eu faria isso para todo mundo todos os dias e mais ainda de graça. O Perna de Peixe sempre me deixava a usar a banheira quente dele em troca de sobremesa, o Melequento e os gêmeos só quando eles faziam as tarefas direito, a Astrid tinha a própria dieta para se manter em forma, mas a gente sempre lanchava junto depois dos nossos treinos diários de tarde. Porém, o Soluço tinha praticamente todas as refeições do dia comigo e eu não sabia dizer não para ele, nos primeiros dias, como nós trabalhamos juntos nos projetos dele a maior parte dos dias, eu levava algo para ele comer, ou quando estávamos na minha cabana, e eu já aproveitava e fazia o almoço e acabou que virou algo natural, claro que eu fazia ele ajudar sempre, mas se tornou uma rotina, no horário, mesmo que não estivermos juntos, ele vai para a minha cabana e simplesmente fica tudo tranquilo, até os dragões se acostumaram, Banguela entrava saltitando pela porta toda vez e para correr em direção da Luna, uma fofura.

— Sabe, eu penso que se um dia eu fosse embora, vocês morreriam de fome. – Falei enquanto separava o peixe para o preparo.

— De fome? A gente morreria envenenados, você já provou a comida da Cabeça Quente?! – Eu fiz uma careta. – É exatamente isso que significa.

— Não acredito, vocês são em 6 pessoas e a única que consegue cozinhar é a Cabeça Quente?! – Ele fez uma careta e eu joguei a cabeça para soltar uma risada.

— Em minha defesa, eu tenho coisas mais importantes para me preocupar.

— Claro, porque estudar tecidos para uma calda nova sempre pode encher uma barriga.

Ele tentou me dar um beliscão, mas acabei me desviando para rir de novo. Esse era um clima bom, o que eu mais gostava dos nossos tempos juntos e apreciava ainda mais sabendo que ele estava fazendo isso só para me deixar bem.

Depois do jantar voltamos para o estábulo, apesar do Banguela e da Luna dormirem nas cabanas, eles e os outros dragões comiam no estábulo por causa do cheiro forte de peixe, amava a minha garota, mas não ia deixar a cabana impregnada. Porém, a minha preocupação é outra. Eu estava parada na porta do estábulo esperando ele entrar. Não sei o porquê mas puder ver que Dente de Anzol também estava inquieto, parado ao meu lado e também com o olhar fixo na entrada, Melequento se aproximou e tentou fazer o seu dragão comer, mas acabou ignorado e depois jogado para longe, eu arquei uma sobrancelha quando vi a cena, era mais estranha que o normal e me assustei quando o réptil vermelho começou a planar e a bater a cabeça no teto sem parar. Dei um paço para o lado quando os farelos da madeira começaram a cair.

— Melequento, se ele continuar assim, vai acabar destruindo o teto. – Eu falei para ver se o treinador poderia fazer algo.

— Isso prova que eu não estou maluco!

— Quer saber, Melequento, tem razão. – Soluço veio a dizer. – Ninguém conhece o seu dragão como você, se acha mesmo que tem alguma coisa de errado deixa ele trancado no estábulo essa noite para ele não se machucar e vamos ver como ele está amanhã.

Pude sentir o olhar do Melequento em mim e percebi que ele queria a minha opinião, eu apenas concordei com a cabeça e depois voltei o meu olhar para a porta, ele pareceu satisfeito e foi fazer isso.

— Você ainda está preocupada com o Amarok, não é?

Não me virei para olhar para Soluço.

— Não tive uma notícia sequer dele o dia todo, não tem como não me preocupar.

— As vezes ele só quer um tempo sozinho, não da para saber.

— Esse é o problema! – Suspirei profundamente. – Não da para saber e isso não alivia nada para mim.

— Por que você não vai descansar? Sabe que se ele tivesse se machucado, já teria mandado um alerta, sem contar que não tivemos nenhuma ameaça na ilha ultimamente. Ele pode aparecer amanhã de manhã já querendo que você escove as escamas dele como sempre faz. – Soluço sorriu para mim, mas não tive forças para corresponder, porém também sabia que não podia fazer mais nada agora de noite, então decidi terminar por hoje e orar para Odin que protegesse o meu bom amigo.

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Quando acordei e encontrei apenas com Luna com um olhar também preocupado e sabia que já havia esperado demais e não importa o que Soluço dissesse, iria encontrar Amarok nem que desmontasse aquela ilha inteira.

Quando cheguei perto dos outros que davam bom dia aos seus dragões pude ouvir as apelações de Melequento querendo ajuda para procurar Dente de Anzol que havia conseguido fugir de noite.

— Calma, calma, calma Melequento, nós vamos procurar o Dente de Anzol, relaxa.- Soluço tentou acalmar o desesperado.

— É claro que vão, porque foi sua a ideia de deixar o Dente de Anzol sozinho na jaula dele!

Soluço rolou os olhos antes de perceber que eu tinha chegado.

— Morgana! Ótimo, já íamos te chamar. – Ele falou, mas a cara dele caiu quando viu o meu semblante fechado.

— Não vou com vocês.

— Como assim não?! – Melequento gritou.

— Amarok também sumiu desde ontem, tenho que fazer as minhas próprias buscas.

— Que estranho, os dois Pesadelos Monstruosos do grupo terem sumido assim. – Perna de Peixe comentou.

— Me desculpe, Perna de Peixe, mas eu não me importo com qualquer teoria que você tenha agora, eu só quero encontrar o meu dragão.

Vi o loiro se encolher com o meu comentário rude. Dei um suspiro.

— Desculpe, Perna de Peixe, é só que eu estou realmente preocupada, não deveria ter esperado um dia interior.

— Tudo bem – Ele me deu um sorriso leve. — Podemos nos dividir para procurar os dois, vai ajudar.

Eu concordei e logo todos estávamos em nossos dragões para levantar voo, Melequento junto de Soluço no Banguela, podia sentir o olhar dele nas minhas costas.

Não estávamos voando a muito tempo quando um rugido cortou o ar.

— Esse som! A gente ouviu isso antes de ele ficar estranho. – Melequento se referiu quando voou com o Dente de Anzol.

— Parecia um Pesadelo Monstruoso. – Astrid observou.

Eu franzi o cenho, já tinha ouvido esse rugido antes. Seguimos o som até um pátio em frente a uma das montanhas e paramos quando vimos o Dente de Anzol que estava posicionado bem em frente a uma caverna, mas sem sinal do meu dragão.

— Soluço, só o Dente de Anzol está aqui então eu vou deixar vocês cuidando dele e procurar sozinha.

— O que? Espera, a gente vai depois daqui. – Ele tentou me convencer, mas Luna já estava planando comigo.

— Desculpe, mas eu não vou esperar mais. – E dei as costas aos três para levantar voo.

Sabia que podia até estar sendo mesquinha, mas não tinha tempo para presenciar mais uma briga de relacionamento entre o Melequento e o dragão dele quando eu mesma precisava encontrar o Amarok. Acabei passando mais duas horas sem sinal algum do meu dragão azul e agora estava desesperada por completo.

— Droga! – Soltei um grito de frustação. – Por Odin, Amarok, onde você está?!

Senti meus ombros caírem de desalento, não sabia mais o que fazer, Luna soltou um pequeno murmúrio de preocupação e acho que por mim e por seu irmão. Não estava mais pilotando ela, e acho que nem esta sabia para onde ir, já tínhamos procurado na ilha toda e nada e foi ai que a senti começar a ir em direção do Domínio.

— Talvez seja melhor mesmo, vamos ver se alguém tem alguma notícia. – Suspirei, nunca estive tão preocupada na minha vida.

Quando chegamos, um Melequento bem chamuscado estava batendo o pé ao sair de perto do grupo.

— O que aconteceu com ele? – Perguntei ao pousar do lado deles.

— Parece que o Dente de Anzol ficou selvagem de novo por causa da namorada. – Fiquei bem surpresa com a resposta do Cabeça Dura.

— Namorada? Selvagem? Como assim? Um dragão que foi treinado por tantos anos como ele não pode ficar selvagem de novo, é impossível. – Eu falei, não entendendo direito como em duas horas que eu estive fora já tinha aparecido uma namorada na história.

Perna de Peixe abriu a boca para explicar, mas eu o interrompi. – Deixa para lá, vocês viram o Amarok?

Quando Perna de Peixe voltou a fechar a boca e balançou a cabeça em sinal de negação, eu só senti meus ombros caírem.

— Morgana... – Soluço tentou colocar a mão no meu ombro, mas eu me desviei e fui até a minha cabana.

Pov Soluço

— Nossa, eu nunca vi ela tão abatida antes. – Astrid falou preocupada com a amiga.

— Tenho que concordar, o Amarok ter desaparecido mexeu demais com a Morgana, eu entendo isso, aconteceria o mesmo comigo se o Banguela sumisse.

Olhei para Banguela, ele também parecia preocupado não só por Morgana, mas pela Luna também que estava tão cabeça baixa quanto a dona. Quando eu falei para ela não se preocupar era porque o Amarok tem a mania de se afastar mais do grupo mesmo, ele é mais reservado, mas eu entendo a seriedade do problema quando ele já sumiu faz um dia e meio.

— Eu vou lá ver como ela está, fiquem de olho no Melequento.

Quando cheguei na cabana da Morgana, ela estava sentada em uma cadeira curvada e com a cabeça apoiada nas mãos.

— Morgana... – Eu ajoelhei do lado dela e coloquei a mão em seu ombro, ela já devia ter percebido a minha presença porque não se assustou. Eu senti o meu coração apertar quando a vi levantar a cabeça e seus olhos estavam marejados e o pior era que eu não sabia o que podia fazer para anima-la.

— Soluço! – Levei um susto quando ela se jogou no meu peito e começou a chora, me recuperei rápido e a abracei de volta tentando passar o mínimo de conforto possível.

— Shhh... respira um pouco.

— Eu não sei o que eu vou fazer... – A voz dela estava meio embaçada. – Não posso perde-lo, Amarok está comigo desde que eu fiquei sozinha, ele salvou a minha vida e a de Luna, não vou aguentar, não vou!

E ela chorou mais.

— Você não pode perder a esperança assim, ainda podemos encontra-lo.

Senti ela levantar a cabeça e separei um pouco para poder olha-la.

— Mas como? Eu não consegui acha-lo e nem ninguém. – Ela fungou e deixou o olhar cair.

— Eu sei, mas não significa que ele ainda não possa aparecer, não achamos um... corpo. – A senti estremecer. – Ele pode ter ido para outra ilha e ainda pode voltar, podemos retomar as buscas, mas não há muito o que fazer além de espera agora. Você tem que ser forte pela Luna também.

Ela respirou fundo e depois levantou o olhar para mim de novo.

— Você está certo, eu preciso de esperança se não... não vou aguentar, mas pela Luna, eu vou fazer. – Lhe dei um leve sorriso e ela tentou corresponder, mas foi bem fraquinho, mesmo assim ela parou de chorar e voltou a recostar a cabeça na curvatura do meu ombro, eu a abracei de volta. Sabia que a preocupação principal era ela, mas não pude deixar de pensar em como era bom ficar assim e em como o meu coração estava disparado.

Morgana precisou de mais alguns minutos antes de nos separamos e parecia que os dois tinham só percebido a proximidade que ficamos, pois ela se levantou com o rosto bem vermelho e aposto que o meu não estava diferente.

— Acho melhor você ir descansar por hoje, podemos conversar mais amanhã. – Falei ao ver o semblante cansado dela.

— Sim, seria melhor para a Luna também, ela está cansada de toda busca.

— Então, nós duas vamos deixar vocês, vou passar no estábulo de novo para ver se o Melequento já voltou.

— Eu ainda não entendi essa história direito, como o Dente de Anzol conseguiu uma namorada?

— É uma história meio complicada, nem a gente entendeu direito, amanhã eu te explico melhor, ok? – Ela assentiu e nos despedimos, contragosto do Banguela, e fomos para o estábulo.

Pov Morgana

Acordei um pouco melhor no dia seguinte, mas não recuperada, nunca irei ficar até que Amarok volte ou eu o encontre.

— Hey, garota, como está? – Luna deixou que eu fizesse um carinho nela e vi que ela também estava tentando ser forte por mim. – Vamos encontrar os outros.

Fiquei surpresa quando vi todos reunidos em frente a arena com 3 Pesadelos Monstruoso diferentes, me aproximei e ouvi Soluço falar um absurdo.

— Nós não dormimos escolhendo alguns dragões novos. Pensamos que talvez pelo Dente de Anzol estar passando... pelo o que quer que seja o que ele está passando, isso pudesse ajudar.

— Isso só pode ser brincadeira. – Eu falei para mim mesma com agora raiva subindo nas veias.

Como eu sabia o que iria acontecer, Melequento rejeitou os dragões ao dizer que não seria mais um cavaleiro sem o Dente de Anzol, o que deixou o resto do pessoal surpreso.

— Eu só vou me despedir do Dente de Anzol e depois vou pegar um barco de volta para Berk, para sempre. – E ele saiu com a cabeça baixa.

— Eu jurava que isso iria funcionar. – Soluço falou confuso.

— Funcionar?! – Eu gritei de raiva e vi todos se voltarem para mim. – Essa foi a ideia mais idiota que você já teve.

Pude ver que ele ficou surpreso e sem fala como os outros.

— Trocar o dragão dele?! Isso foi a sua grande ideia? E depois? Iria tentar isso comigo também? Pensava que eu iria substituir o Amarok assim fácil só porque pensam mais no Dagur do que no que o Melequento e eu estamos passando!

— Morgana... não era essa a nosso intensão. – Astrid tentou achar uma maneira de se explicarem, já que Soluço ainda estava mudo.

— Claro que não. – Eu soltei uma risada sarcástica. – Antes de pensarem em algo assim, pensem bem, vocês trocariam seus dragões? – Ninguém respondeu. – Foi o que eu pensei.

E dei as costas para eles, em direção a arena, precisava descontar a minha raiva em alguns alvos. Peguei um dos machados e comecei a jogar. Por Odin, que ideia foi aquela? Claro que o Melequento não iria escolher outro dragão, eles têm crescido juntos há mais de 4 anos! Joguei um machado tão forte que ele atravessou o alvo. Quando a raiva passou, eu dei um suspiro e olhei para os céus.

— Amarok... quando eu te achar, vou te matar!

Eu quase abaixei o olhar, mas vi uma sombra passando, parecia um Pesadelo Monstruoso, mas eu sabia que não era Amarok, pois era maior que ele, tampei o sol para tentar ver melhor.

— Aquilo é... um Pesadelo Asa de Titã?!

Não pensei duas vezes antes de subir na Luna e ir na direção que o dragão foi, não dava tempo de avisar ninguém, um dragão perigoso como aquele não podia ficar na ilha solto assim. Eu segui ele até a floresta e acabamos perdendo ele de vista na curva de um rochedo, mas vi que estávamos bem perto de onde o Melequento tinha achado o Dente de Anzol antes e falando dele, pude ver que escava caído no chão e parecia ferido, não podia deixar ele assim, então fiz Luna descer bem a tempo do Melequento sair da mata.

— Melequento, o que aconteceu com o Dente de Anzol? – Perguntei, ele pareceu surpreso em me ver e tão confuso quando eu.

— Eu não sei, deve ter sino a garota dente de Anzol!

— A namorada dele? Por que ela faria isso? – Fomos interrompidos quando uma Pesadelo Monstruoso saiu da caverna.

— Espera um minuto, eu conheço essa dragão... – Tentei puxar a lembrança da minha cabeça quando o Melequento puxou uma espada bem zangado.

— O que você fez com ele? Eu sabia que você era encrenca.

A dragão também ficou em posição de ataque.

— Espera, Melequento! – Eu tentei pará-lo, mas ambos correram para se atacar, por sorte, Dente de Anzol soltou um rugido de apelo do que parecia para a dragão parar e não atacar, antes de cair no chão de novo.

A Pesadelo Monstruosa saiu da frente e Melequento correu para a porta da caverna.

— Ovos?! Mas o que está acontecendo? – Eu fiquei surpresa porque sabia que aqueles ovos não podiam ser do Dente de Anzol pelo curto espaço de tempo.

Contudo o que me deixou boque e aberta foi o dragão azul que saiu da caverna e ficou bem na frente do Melequento.

— Amarok! – Senti como se uma tonelada tivesse saído das minhas costas quando vi o meu Pesadelo Monstruoso e arregalei ainda mais os olhos quando me virei de novo para a dragão amarela e rosa, a reconhecendo.

— Amarok! Não acredito, foi você que machucou o Dente de Anzol para ficar com a namorada dele! – Melequento falou furioso e antes que ele puxasse a espada de novo, eu segurei no seu braço. – Me solta, Morgana, não ligo se o dragão é seu, ele é um bandido.

— Não, Melequento, você entendeu errado.

Antes que eu explicasse a situação, o perigo tinha voltado.

— Um Pesadelo Asa de Titã?! Qual é, isso não para de piorar?

Ignorei Melquento e tirei as adagas das minhas botas, Luna ficou em posição de ataque, mas Amarok e o Dente de Anzol, mesmo ferido, não hesitaram em atacar o dragão, porém este era maior e mais forte e conseguiu joga-los longe.

— Amarok! – Gritei com medo de ele ter se machucado e estava prestes a mandar Luna atacar quando o Melequento soltou um “Eu não sei porque eu estou fazendo isso?” e saiu correndo em direção do dragão com a espada. – Melequento, seu maluco!

Luna não tinha um bom alvo da terra, mas por sorte do moreno, um ataque veio do ar, mais especificamente do Banguela que estava acompanhado dos outros. Os gêmeos fizeram uma cortina de fumaça que espantou o Titã.

— O que vocês estão fazendo aqui? Não que eu esteja reclamando. — Melequento perguntou quando eles pousaram.

— Nós viemos te convencer a não desistir. – Soluço falou, mas olhava para mim.

Senti um empurrão no meu ombro e me virei para ver Amarok com um semblante de desculpas.

— Seu dragão idiota e imprudente! – Gritei e senti os olhos dos outro em mim, apenas ignorei e abracei a cabeça do meu filhote. – Nunca mais faça isso!

Pude sentir ele se aconchegando contra mim e logo Luna também se enfiar no meio do abraço.

— Que bom que Amarok está bem. – Olhei para trás para ver Soluço com um sorriso fraco, retribui com lágrimas nos olhos.

— Alguém vai dizer para agente o que está acontecendo? – Astrid perguntou confusa.

— Parece que é uma briga de machos por uma fêmea. – Perna de Peixe esclareceu.

— É eu soube que os vikings fazem isso também, mas nunca vi antes. – Cabeça Quente adicionou, inutilmente.

— O Asa de Titã também deve ter ouvido o rugido de acasalamento da fêmea e vindo atrás.

— Um triangulo amoroso na trama! – Cabeça Dura disse estranhamente mais empolgado.

— Errado! A garota Dente de Anzol botou 3 ovos na caverna e o Dente de Anzol estava ajudando a protegê-los do dragão grande idiota. – Melequento discordou e realmente explicou a situação, surpresa minha ele ter entendido, sempre o achei mais lerdo.

— Não foi um chamado de acasalamento e sim de socorro, por isso o Amarok também sumiu. – Eu falei explicando como o meu dragão voltou.

— Sumiu não. – Melequento apareceu na minha frente bravo. – Ele está tentando roubar a Garota Dente de Anzol, mas eu já vou informando que ela é dele!

— É engraçado mesmo o Dente de Anzol e o Amarok protegerem ela juntos e não brigarem entre si por ela. – Perna de Peixe comentou.

Eu suspirei e rolei os olhos em frustação.

— Olhem, os dois não brigaram entre si porque não tem como.

— Como assim? – Astrid perguntou confusa como o resto.

Eu fui até a dragão fêmea que abaixou a cabeça para eu fazer um carinho, ela já tinha me reconhecido.

— Porque essa mocinha aqui é irmã do Amarok.

— O quê?! – Todos gritaram surpresos.

— Eu chamo ela de Violeta, a conheci há alguns anos em outra ilha, se a tivesse visto antes, teria entendido o porquê de Amarok ter sumido, ele deve ter reconhecido o som dela e ficado aqui desde então. Mas o mocinho podia ter pedido ajuda. – Eu olhei feio para o meu dragão que me olhou inocentemente.

— Bem, isso é uma baita surpresa, mas esclarece as coisas. – Soluço disse bem mais alegre, acho que por ver que estava tudo bem.

— Bom que a gente assustou o Titã e ele não vai voltar. – Astrid deu de ombros, mas

Perna de Peixe tinha péssimas notícias.

— Vai sim, devem ser os ovos de algum rival e o Asa de Titã não vai desistir até eles serem destruídos.

— Afinal de contas, o Dente de Anzol virou selvagem? – Melequento perguntou confuso.

— Acho que não, ele só está tentando prevalecer sobre o Asa de Titã para ele desistir e deixar os ovos em paz... Nossa.

— Eu sabia!

— Eu disse que não tem como um dragão voltar a ser selvagem tão facilmente. – Falei para o garoto teimoso.

— Uma verdadeira história de azarão. – Cabeça Dura continuou com o seu enredo.

— É o ápice da dramaturgia.

— Muito orgulho de você parceiro. – Melequento dizia enquanto fazia carinho em um feliz Dente de Anzol e depois em Violeta. – E a sua parceira aqui acaba de se tornar uma Jorgenson honorária.

— Jorgenson? Não, não ,não. – Eu puxei Violeta para mim. – Violeta é irmã do Amarok, portanto da minha família e eu não vou dar ela facilmente.

— Não fale bobagens! Se ela está com o Dente de Anzol, é da minha família!

— Diz isso de novo se você não vai ficar de um modo que não vai poder ter a própria família no futuro.

E ele ficou quietinho.

— Sabe, a Morgana daria uma bela vilã nos palcos.

— Concordo plenamente cara irmã diretora.

Queria rolar os olhos, mas acabei rindo.

— Soluço? – Perna de Peixe chamou.

— Sim?

— Lembra que eu disse que o Pesadelo Asa de Titã poderia voltar?

— Sim...?

O loiro empurrou tremendo para o céu onde se via o dragão e não parecia nada feliz.

— O Dente de Anzol não pode com aquele dragão sozinho. – Soluço falou.

— Ele não está sozinho. – Melequento disse ao subir no pescoço do dragão, agora com a sua permissão.

— Não vai mesmo, se ele mexeu com a Violeta com certeza mexeu comigo. – Eu disse e me virei para Amarok, ele assentiu e eu subi em seu pescoço. Já fazia muito tempo que eu montava nele, mas iriamos lutar juntos dessa vez.

— E vocês também não – Astrid o lembrou.

— Nós vamos resolver isso sem vocês.

— Não mesmo, ele vai acabar com vocês, todo mundo montando.

— Desculpe, Astris, mas o Melequento tem razão. – A loira me olhou assustada. – Não é uma coisa que eu quero me acostumar, mas o Asa de Titã só vai parar quando for derrotado por outro Pesadelo Monstruoso.

— É verdade.

— Mas, Soluço, olha só aquela coisa! – Astrid falou preocupada.

— Eu sei, gigante , assustadora e raivosa, mas peguem ele Morgana e Melequento, vocês conseguem.

— Aconteça o que acontecer com a Morgana e eu, prometam que vão proteger esses ovos.

— Prometemos.

Pude ver que Soluço falou confiante, mas havia medo em seus olhos, eu lhe lancei um olhar terno e um aceno, iriamos ganhar e proteger Violeta.

Não precisamos de mais nada para levantarmos voo.

— Vamos Morgana, vamos acabar com esse dragão idiota. – E Melequento atacou e conseguiu acertar em cheio.

O Asa de Titã tinha desvantagens, além de sermos dois dragões, ele também era mais lento pelo seu tamanho o que permitia que nós desviássemos dos ataques e lançássemos os nosso, atingindo o alvo.

Melequento ganhou confiança e foi para um ataque direto, mas acabou atingido pela calda do titã.

— Melequento! – Eu gritei antes de fazer Amarok jogasse o seu corpo contra o dragão e evitasse que esse atingisse Dente de Anzol em cheio.

— É isso, Dente de Anzol, vença o Domo! – Melequento gritou antes de sair voando e ter o Titã indo atrás dele.

— Melequento! – Eu tentei chamar de volta, mas ele ignorou. Como assim “vença o Domo”? O idiota nunca terminou a prova.

Sabia que ele estava prestes a fazer uma loucura, mas também sabia que não o podia deixar sozinho.

— Vamos Amarok! – Eu mandei ele seguir de volta para o Domínio, consegui chegar antes porque o Melequento estava fazendo o caminho da prova que ia desde a cachoeira.

— Morgana! – Me virei para trás quando ouvi Soluço chamar o meu nome e vi que ele estava com os outros, menos Perna de Peixe que devia ter ficado para proteger Violeta.

— Soluço, o Melequento vai...

— Eu sei, entendi o plano.

Nós nos viramos para ver os dois dragões se aproximando com Melequento na frente.

— Fechem o Domo, agora! – Eu gritei para Cabeça Dura que logo correu para a alavanca.

Vimos, em agonia, as portas do Domo começarem a se fechar e em como Melequento tinha pouco tempo.

— Vai Melequento, vai Melequento. – Pedi silenciosamente com medo até sentir uma mão apertar a minha, olhei para Soluço que também tinha um olhar aflito. Apertei sua mão de volta, e vimos quando ele passou pela fenda no chão, mas o Domo se fechou.

— Eles não conseguiram. – Astrid falou com tristeza.

— Não. – Ela se virou para mim. – Ele ficou preso porque quis.

Ela olhou surpresa para mim, já Soluço também tinha visto. Nós podíamos ouvir os rugidos altos do Asa de Titã, mas era impossível de ver qualquer coisa dentro das portas, o que só aumentava o desespero em nosso olhares, Melequento podia ser um idiota convencido as vezes, mas ainda era nosso companheiro e isso era refletido no rosto de preocupação de todos.

Fogo começou a sair das frestas.

— O Melequento está usando o tamanho do Asa de Titã contra ele e o vencendo pelo cansaço. – Soluço percebeu o plano.

— Não é que o Melequento consegue ser inteligente quando precisa. – Falei bem impressionada.

Um impacto maior fez com que Soluço, Astrid e eu déssemos um paço para trás e sabíamos que tinha acabado porque o silêncio se fez presente.

— Cabeça Dura, abra o Domo. – Pedi, desesperada junto dos outros para saber se tudo tinha dado certo.

A resposta foi conseguida quando as portas se abriram e demos de cara com um rugido do Asa de Metal, automaticamente eu levei a mão as adagas, mas o dragão logo caiu no chão de exaustão e vimos Dente de Anzol e o treinador sem um arranhão e em uma posição de vitória.

— Isso é o que eu chamo de predominância! Bum!

— E ele tinha que soltar uma frase dessas. – Eu falei, mas tinha um sorriso no rosto, até que ele tinha se saído bem.

O Asa de Titã deixou os olhos caírem e saiu voando em sinal de derrota.

— Acho que ele não vai incomodar mais, podemos voltar para Violeta.

Os outros concordaram e voltamos para a caverna.

— Gente, vem ver, eles nasceram! – Perna de Peixe avisou bem animado.

Todos corremos para a caverna para ver mesmo que os 3 ovos tinham se rachado e 3 lindos bebês Pesadelos Monstruoso estavam com a cabecinha para fora.

— Eles são lindos, garota. – Eu falei como uma tia orgulhosa para Violeta que soltou um rugido de felicidade.

Os gêmeos começaram a chorar.

— O que deu em vocês? – Soluço perguntou.

— É que não se vê finais felizes assim.

— Tenho que concordar. – Falei ao me ajoelha e sentir um bebê se aconchegar na minha mão. – É um final perfeito.

FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA

Notas finais
Quem ai gostou da interação maior entre o Amarok e a Morgana? Acho que encaixou bem nesse capítulo, nunca falei muito da relação dos dois porque quero deixar mais para os próximos capítulos, quando eu pensei na história, precisava de um segundo dragão para o passado da Morgana, mas quando eu montei ele, acabei me apaixonando e não consegui deixar ele de fora depois e resolvi colocar como um companheiro dela, mas ele é um dragão mais quieto e na dele então parece que a interação é menor, mas ele é assim mesmo, foi como que queria que fosse. Então esse capítulo pode se dizer que foi especial ^^