When the Moon meets the Night

13 Capítulo 13 - A psicóloga


Notas iniciais
Quem está com pedras na mão para tacar na autora? o/ Faz uns dois meses que não temos atualização e eu estou completamente envergonhada, mas, como todo mundo sabe, não da para viver só escrevendo (apesar de ter horas que da vontade de só fazer isso mesmo). Então.... vamos para as justificativas: Como não tem como eu colocar um aviso para todo mundo ver, tive que esperar até essa atualização para poder explicar certinho. Bem, eu estava sem condições de escrever, literalmente. Vou explicar, eu não tenhinha como escrever, o notebook da minha irmã quebrou e ela precisou pegar o meu para usar na faculdade, como a gente não mora junto, eu não podia mais usar ele. Como eu preciso ver os episódios da série ao mesmo tempo que eu escrevo, não tem como eu fazer isso pelo o celular. Eu já tenha esse capítulo mais ou menos pronto já faz um tempo, mas como eu faço tudo pelo o meu notebook, não tem como eu postar. Eu peço mil desculpas pela a demora, mas é algo que eu estou realmente limitada a fazer. Peço desculpas de novo e vamos torcer para tudo voltar a um rotina melhor ^^ Vamos ao que interessa: Boa leitura ^^

Depois da destruição da temida “pedra de posse” dos gêmeos, outro problema apareceu no Domínio do Dragão, um dragão invisível. Isso mesmo, um dragão que está demolindo tudo pela ilha, mas nenhum dos treinadores conseguiu capturar, ou se quer ver. Depois de tantas tentativas, Perna de Peixe, muito animado, concluiu que era uma espécie nova que eles ainda não conheciam, mas Soluço estava mais preocupado com a segurança de todos e o motivo daquele animal estar fazendo tanta bagunça. Contudo, o que mais intrigava a treinadora da última fêmea de fúria da noite, era o porquê do dragão só ter se manifestado agora, sendo que havia mais de 2 meses que eles já estavam naquela ilha, e nada tinha acontecido antes, o que era realmente estranho para um dragão que parecia tão grande, e que chamava tanta atenção para si, o que levou ao seu nome: Chifre Estrondoso.

Os treinadores estavam agora mesmo tentando mais um plano, com os ataques mais frequentes a noite, eles estavam reunidos na base e, em turnos, vigiavam para mais um ataque surpresa. No momento, Melequento era dono do cargo de vigia enquanto os outros dormiam. O que o garoto não pensava que aconteceria, era que uma das armadilhas foi acionada, a mesma que estava presa ao chifre do Dente de Anzol e fez com que este soltasse fogo no moreno.

— ALERTA DE INVASOR! ALERTA DE INVASOR!

Morgana pulou assustada com os gritos, mas acordou rapidamente, já acostumada com a rotina, estavam naquilo a semana toda.

— O Chifre Estrondoso! – Soluço falou e depois olhou em um dos mapas que estavam marcando os locais das armadilhas. – Ele foi para a praia do leste.

Ninguém precisou de mais nada para subir nos dragões e partirem. Ao chegarem ao local, Morgana ficou surpresa pela armadilha ter realmente dado certo, já que tinha uma coisa bem grande no meio dela.

— Finalmente nós o pegamos. – Soluço falou animado. – Todo mundo para trás.

— Eu achei que seria maior. – Morgana comentou um tanto decepcionada.

— Eu achei que era menos fedorento.

— Eu achei que era menos peludo. – Cabeça Quente completou com o irmão.

— Já tentou se barbear com um gancho no lugar da mão? – Morgana ficou surpresa quando viu o “dragão” falar e aproximou o seu lampião para ver que na verdade, o que eles tinham prendido era um ser humano. Bocão não esperou que ninguém o tirasse do problema, e ele mesmo cortou as cordas com o gancho e caiu perfeitamente no chão.

— Bocão, fez o que com o Chifre Estrondoso? – O loiro gêmeo perguntou confuso.

— Chifre Estrondoso? O que é um Chifre Estrondoso?

— É o novo dragão que está tentando nos expulsar da ilha. – Perna de Peixe respondeu.

— Queremos pegar ele e realocá-lo. – Morgana continuou.

— Mas nós pegamos você, uhuu! – Melequento falou com falsa felicidade.

— Estão tentando pegar um dragão com uma rede que nem segura um viking que só tem uma perna e um braço? Amadores.

— Bem, estávamos tentando pegá-lo com uma rede que não o machuque como os caçadores de dragões fazem. – A morena respondeu ríspida.

— Ainda dá para acertar ele com o bastão. – O gêmeo falou para Morgana e esta assentiu com a cabeça.

— Por mim, tudo bem.

O garoto ficou animado até Soluço impedir. – Ninguém vai acertar ninguém! – Ele olhou bravo para a amiga que tinha concordado com o loiro e esta deu de ombros com uma cara de inocente, todo mundo sabia que ela era contra violência a dragões, mas os vikings que caçavam estes, ela não se importava nem um pouco.

Soluço rolou os olhos e decidiu que tinham que voltar para a base por terem falhado ali... de novo. E quando voltaram, tudo estava um bagunça enorme.

— Não acredito nisso! – Morgana exclamou irritada quando viu parte da arena estava destruída, pelo menos o dragão não foi pelas cabanas.

— Ele deve ter atacado quando estávamos capturando o Bocão. — Soluço concluiu, mas o viking adulto impediu que o moreno se unisse aos outros para limpa.

— Por mais que eu goste de uma bagunça, nós dois temos que conversar. Eu lhe trago notícias sérias sobre o seu pai.

— Ele está bem?

Morgana parou o que estava fazendo para ouvir a conversa, preocupada com o Stoico.

— Está sim, mas não tãaaaao bem.

— Bocão, não me deixa nervoso, o meu pai está bem ou não?

—Ah, ele está forte feito um dragão, mas também está esquentado feito um.

Essa resposta fez com que Banguela soltasse uma bufada ofendido.

— Sem ofensas. É que eu nunca o vi irritado assim, nervoso e gritando com todo mundo.

— Parece o velho Stoico para mim. – Morgana brincou parando ao lado do Soluço e este lhe deu um sorriso.

— Vocês acham que eu embarcaria sozinho em um barco por uma semana se fosse o velho Stoico? Ele está enlouquecendo todo mundo! – A dupla deu um paço para trás assustados com a irritação na voz do Bocão.

— Ok, está bom, parece que seria bom ver como ele está.

— Espera um minuto. Por que você não mandou um Terror Correio ao invés de vir até aqui, Bocão? – Morgana falou desconfiada. Ela viu que ele coçou a cabeça, meio envergonhado. – Você veio até aqui para não ficar perto do Stoico, não foi? Está fugindo dele!

— O que? Claro que não, eu pensei em passar um tempo aqui e ajudar a arrumar a pequena base e eu até posso ajudar a pegar o Chifre Estrondoso. – Ele deu uma leve risada nervoso.

— E como você poderia ter vindo para isso se você não sabia sobre o dragão até a gente falar dele para você? – Ela arqueou uma sobrancelha e ele fechou a boca sem saber o que responder. Depois de ver isso, Morgana soltou um suspiro. – Tudo bem, você pode ajudar, mas sem que o Chifre Estrondoso fique ferido, ouviu? Se não, eu vou cuidar para que você fique sem nenhum braço bom.

Ele engoliu em seco, sabia do perigo da moça e foi em direção aos outros. Morgana balançou a cabeça antes de se virar para Soluço que via a cena toda segurando o riso.

— O quê? Pode tirar esse sorrisinho da cara, porque você vai ter que lidar com o seu pai.

Mas ao invés de fazer isso, ele aumentou ainda mais o sorriso.

— Vem comigo.

— Hãn? — Ela arregalou os olhos com a resposta.

— Foi você mesma que disse que sempre me ajudaria. Além do mais, eu gosto da sua companhia.

Morgana sentiu seu rosto esquentar e virou a cara para ele não ver. Decidiu ignorar como o seu coração acelerou com o que ele tinha dito e subiu na sela de Luna.

— Tudo bem, mas eu sei que você está fazendo isso só para não ter que encarar o seu pai sozinho. – Tentou brincar, mas ele não tirou o sorriso do rosto, o que fez ela ficar ainda mais vermelha e faz com que Luna saísse do chão. – Amarok! Tome conta para que os cabeças de lesma não destruam a ilha.

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A dupla só conseguiu chegar no outro dia cedo, lembrando que eles estavam em arquipélagos diferentes, mas o engraçado era que, ao pousarem, viram que estava tudo muito quieto e vazio.

— Até que está tudo tranquilo. – Soluço falou, mas antes que Morgana fizesse qualquer observação, ele ouviram um grito bem irritado.

— QUE TRABALHO MAIS FAGUTO DE VOCÊS!

— Eu acho que você falou cedo demais.

Os dois humanos e seus dragões seguiram o som da voz do chefe até a cabana e só ouviram mais gritos.

— Eu disse que queria essas armas em ordem de perigulosidade: espadas, machados, porretes e depois as clavas! – Soluço se abaixou atrás de uma catapulta e puxou Morgana com ele quando um machado quase os acertou, um machado vindo da casa seguido de mais armas.

— Espadas, machado, depois clavas e porretes. – Stoico saiu da casa murmurando e voltou a gritar. – Se eu usasse com você, saberia a ordem delas! – E saiu pisando forte e bufando.

— Por Odin, eu nunca vi o seu pai assim. – Morgana falou com os olhos arregalados com a cena, o moreno assentiu concordando. Ele tirou o braço que tinha colocado em volta dela e ambos saíram do esconderijo.

— Soluço! Graças a Thor você está aqui. – Sven exclamou feliz e aliviado de ver o filho do chefe estava em Berk. – Você tem que nos ajudar, o seu pai esta insuportável, meu filho.

— Olha, Sven, eu tenho que ser justo, as armas estavam mesmo fora de ordem. – O garoto tentou defender o pai.

— Mas não justifica ele estar tão bravo assim.

— Morgana tem razão. Estão assim porque ontem ele me pediu para organizar por tamanho e, antes de ontem, por ordem de laminas e, no dia anterior, era por nome, você sabia que ele tem um apelido para cada arma!?

Soluço não tinha argumento para isso. – Eu tenho que admitir que é bem esquisito, eu vou lá falar com ele.

— Onde já se viu, quem chama um clava de Daise? Só o seu pai mesmo.

Morgana riu com o comentário antes de seguir o amigo, eles estavam indo até a cabana da Gothi, por onde o grande viking ruivo tinha ido, não ficaram surpresos em ver ele gritando de novo.

— Pelo amor de Thor! Você ara como uma velha! Deixa que eu faço isso, é tão simples e não sabe nem fazer isso direito.

— Tenho que falar que o seu pai está me preocupando de verdade agora.

Soluço ia responder, mas sentiu um puxão com um bastão de madeira.

— Gothi! Vejo que o bastão novo esta funcionando bem. – Soluço olhou feio para a amiga pela brincadeira, e esta só riu.

Ele se virou para a velhinha. – Gothi, eu não sei sobre o que ele estava falando, eu, particularmente, adoro ver você arar. – Ele tentou amenizar a situação, mas só recebeu uma cara feia dela. – Sinceramente, você é a pessoa que é a melhor no arado de toda Berk, ninguém ara como você.

— Acho que você está forçando um pouquinho. – Morgana sussurrou para ele e a anciã concordava porque começou a desenhar bem irritada no chão.

— Ta, eu concordo que ele está meio fora do controle. – Soluço leu. – Espera ai, cuidado com as palavras, ele ainda é o meu pai.

— É nessas horas que eu fico feliz de não entender o que ela escreve. – A garota falou baixinho para Luna que olhou feio para o desenho estranho no chão. – Vem, vamos falar com ele.

A morena pegou o menino pelo o braço e foram em direção a arena, antes que a velha decidisse usar o bastão de foram mais violenta. Ao chegar, Morgana não sabia se estava feliz com finalmente enfrentar o problema ou deveria ficar com medo por finalmente enfrentar o enorme problema que era o viking ruivo. O lado bom era que Stoico parecia estar canalizando a sua frustação em alvos e não em humanos, estava jogando vários machados nas marcas vermelha, mas não acertava um, o que só o deixava mais irritado ainda.

Soluço olhou assustado para amiga e está deu de ombros, não seria ela a primeira a fazer contato com a maquina ambulante.

O moreno resolveu tentar algo leve como limpar a garganta para chamar a atenção e Stoico, que por reflexo, lançou o machado em direção ao barulho. Soluço, ao ver a arma em direção ao seu rosto, colocou as mãos na frente como escudo e esperou a morte iminente, mas depois de um silencio assustador, ele não sentiu nada.

— Por Odin... – O perneta ouviu alguém suspirar e resolveu abrir os olhos, na frente dele estava a lâmina do machado, mas estava parado no ar, ele piscou confuso para perceber que alguém estava segurando a arma, mais precisamente uma garota, Morgana. – Eu sei que o senhor não está nos melhores dias, mas matar o filho não é a melhor terapia.

A garota abaixou a arma e ele sorriu agradecido.

— Soluço! – O vinking, quase assassino de pernas de metal, ignorou o acidente e exclamou feliz, parecia ser a primeira vez no dia. Ele foi até a dupla e deu um abraço super apertado no filho, Morgana via a interação com um sorriso no rosto. – Estou tão feliz em ver meu filho.

— Que ótimo, as minhas costelas quebradas e eu também estamos feliz em te ver.

Morgana soltou uma risada de leve e colocou a mão nas costas dele para fazer uma massagem leve para aliviar a dor. Parecendo só ter percebido a garota agora, Stoico soltou uma exclamação. – Morgana! É bom ver você também, espero que o meu menino não esteja te dando trabalho. – Ele colocou a mão no ombro dela dando risada.

— É bom ver o senhor também, e ele está se comportando bem, não se preocupe. – Ela voltou a rir com a careta do moreno.

— Mas, o que você está fazendo aqui na academia, pai?

— Eu sempre venho aqui atrás de paz e sossego. – Ele foi até uma sela de dragão e começou a polir com um pano. – Estou cansado de ouvir reclamações: “Stoico, está sendo muito rígido”; “Stoico está pegando muito no meu pé”; “Stoico, está me deixando sem ar”. – O último ele fez a imitação de estrangulando alguém.

Soluço não sabia o que falar para acalmar o pai, porque na verdade ele realmente estava fazendo tudo aquilo. Mas algo chamou atenção dele.

— Hey, isso é a antiga sela do Tornado?

— Tornado? – Morgana perguntou confusa, não sabia de nenhum dragão de Berk com aquele nome.

— Sim, ele era o Tambor Trovão do meu pai.

Agora ela estava bem surpresa. – O seu pai tinha um dragão? Como é que você nunca me disse isso?

— É meio que uma longa história, eu te conto depois. – Ele passou a mão na sela. – Pai, você a deixou brilhando.

— Bom, só porque um dragão se foi, eu vou deixar um belo equipamento apodrecer. – Stoico respondeu antes de dar as costa e voltar para os machados. Morgana arqueou uma sobrancelha com aquilo e depois olhou para o conjunto de escudo empoeirados no canto, será que o Soluço não tinha percebido? – Mas chega de falar de mim, o que traz o meu filho viajante e a namorada dele de volta a Berk?

— Olha, nós- espera, o quê?

Soluço engasgou com as palavras depois de ter percebido o que o pai falou e olhou para Morgana, a garota tinha ficado pálida e quando percebeu o olhar do garoto, o rosto começou a ficar tão vermelho quanto as escamas do Dente de Anzol.

Stoico tinha um sorrisinho na cara ao ver a reação dos dois. O clima estranho tinha sido quebrado pela a entrada de Sven no recinto.

— Stoico, eu vim dizer que terminei de arrumar as armas por ordem de periculosidade do jeitinho que você queria. – Ele exclamou feliz, mas Stoico fechou a cara.

— E quem foi que disse que eu queria assim?! Será que todo mundo aqui é surdo?! – Ele rosnou bravo e não ajudava muito o fato de ele ter outro machado na mão.

Soluço entrou na frente do pai. – Pai pai pai pai eu.. eu tive uma ótima ideia!

— Se envolve eu acertar a cabeça Sven com o machado, sou todo ouvidos.

Soluço olhou desesperado para Morgana que sacudiu a cabeça e foi para o auxílio do amigo.

— Na verdade, nós pensamos em algo mais relaxante... – Ela falou e fez um movimento com a mão pela costas para o Sven sair logo dali, este nem pensou duas vezes.

— Isso! Para esfriar a cabeça.

— Cabeça? Que cabeça? – Stoico apertou as mãos no machado. Os dois treinadores olharam para ele confusos, o chefe respirou fundo e derrubou os ombros. – Tudo bem, estou ouvindo.

— Pois é, estávamos pensando, por que você não tira uns dias de folga e vem com a gente para conhecer a nossa base?

— Não, eu não posso, tem muita coisa para fazer aqui.

— Não, é uma ótima ideia, o senhor nunca foi ver o Domínio de uma maneira melhor desde que ficou pronto, e você ainda pode ajudar com o problema do Chifre Estrondoso.

— Isso! – Soluço gostou muito da ideia. – Nós viemos aqui justamente por isso, é um problema muito sério.

— Problema com um dragão? Que tipo de problema?

O viking ruivo parecia bem mais interessado agora, o filho realmente parecia precisar de sua ajuda, e a ilha não estava com problemas agora, então não teria problema de deixar as coisas por uns dias.

— Estamos tentando transferir uma nova espécie que apareceu na ilha. – Morgana respondeu. – E encontramos algumas dificuldades, a sua ajuda seria muito bem vinda.

— Bem, eu acho que posso me ausentar um pouco, se precisamos mesmo de mim. – Stoico respondeu stranhamente mais calmo e feliz. Ele começou a ir para fora da academia, claramente já decidido. Soluço olhou para Morgana que deu um sinal de positivo para ele, parecia que tinham conseguido controlar a situação bem.

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Demorou algumas horas para se aproximarem da ilha, Stoico estava com Soluço no Banguela, e foi ver o grande chefe tão feliz em estar voando que a garota percebeu que ele deveria ter realmente tido um dragão e gostado bastante dele. Bem, ela não o culpava, quando alguém aprende a voar, nunca esquece e não tem coisa melhor nessa vida.

Os pensamentos de Morgana foram interrompidos por um ataque de Ziperarrepiante.

— Mas o quê... ? – Ela desviou e olhou bem para ver que foram os gêmeos que tinham atacado. – Vocês ficaram malucos?

— Foi mal. – Cabeça Dura ficou nervoso ao ver o chefe. – É ótimo ver o senhor chefe, bem vindo ao inferno do Chifre Estrondoso.

O loiro não estava errado, parecia tudo uma bagunça, havia trocos pelos lados, marcas no chão e de ataques também.

— Não brincou sobre problemas com dragões. – Stoico falou ao analisar o local.

— Pelo menos, essa muralha ficou muito boa. – Morgana comentou com a nova aquisição do Domínio.

— Alguém se machucou? – Soluço perguntou preocupado.

— Mais ou menos. – Astrid aprontou para o outro viking adulto.

— Oi queridos, alguém aceita pudim de figo? – Bocão falou embasbacado enquanto segurava uma bota.

— O que é que ele tem?

— Bem, chefe, para começar, ele é perneta, tem um gancho, tem um bafo e um pescoço estranho. – Cabeça Dura começou a listar.

Morgana rolou os olhos. – Ele bateu a cabeça, não foi? Ou algo caiu na cabeça dela? – A curandeira do grupo falou ao analisar o doido mais de perto, Bocão estava balbuciando coisas sem sentidos, os olhos vesgos e até babava um pouco.

— Foi uma torre de vigilância que caiu nele. – Melequento respondeu.

— Bem, não há muito que eu poça fazer, seria bom se ele ficasse deitado, mas parece que vai ser difícil. – A treinadora falou ao ver Bocão agora chamando o Banguela de Greta, o dragão correu para se esconder atrás de Luna.

— Soluço, os ataques do Chifre Estrondoso estão ficando fora de controle, temos que agir. – Astrid informou a ele.

— Pois bem. Primeiro nós temos- — Stoico começou a tentar instruir os outros, mas foi interrompido por Soluço.

— Astrid, faça buscas no litoral leste, vocês, gêmeos, vão ficar no oeste, meu pai, Morgana e eu vamos ficar no interior. Perna de Peixe e Melequento, vocês ficam com o Bocão e concertem a base.

— Espera ai, mestre dos dragões. Por que eu tenho que ficar para trás? – Melequento perguntou enquanto tentava se desvencilhar do Bocão imitando um dragão para cima dele.

— Você pode ir no meu lugar, Melequento. Eu fico aqui atrás da muralha e você vai atrás do implacável e sanguinário dragão. – Morgana sorriu irônica para ele.

Melequento ficou calado por uns segundos e depois falou: — Pensando bem, eu seria o melhor para proteger um dos maiores tesouros nacionais.

A morena rolou os olhos para o garoto abraçando o Bocão.

— O sol é uma batata brilhante coberta de manteiga derretida.

— E a lua é uma bola de sorvete. – Melequento entrou no clima do Bocão.

— Vamos logo, antes que eles comecem a dançar. – Morgana subiu na sua sela.

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— Como é bom voar outra vez. – Stoico falou voando junto do Banguela e Soluço. – É por isso que vocês não nos visitam, essa ilha é espetacular.

— Valeu, pai, mas não conseguiremos deixar ela intacta se não resolvermos o problema do Chifre Estrondoso.

Morgana riu com a animação do chefe, parecia uma criança feliz.

— Pois bem, quando foi que começou o problema com ele?

— Foi há duas semanas, senhor.

— Nós nem sabíamos que ele estava na ilha, mas ai, do nada, ele se fez presente.

— Eu ainda não entendo, vocês não acham estranho? Ele começou a atacar dragões selvagens e depois a base, tem que ter um motivo. – Morgana tentava pensar em algo, mas o fato de o dragão ser de uma espécie desconhecida era muito difícil de eles entenderem melhor a situação.

— E quantos dragões ele matou?

— Nenhum, ainda. Esse dragão é mais do que forte, ele é veloz, inteligente, ardiloso. A gente nunca nem conseguiu vê-lo muito bem. – Soluço respondeu.

— Parece ser um grande desafio. Olha só para nós, dois vikings em uma caçada, planejando pegar uma fera selvagem.

Morgana limpou a garganta. – Com licença, treinadora não viking presente aqui.

— Desculpe, Morgana, mas com vocês podemos considerar um momento em família. – Ele riu alto. A morena arregalou os olhos com o comentário e o moreno também.

— Pai, a Morgana e eu não estamos juntos, somos só amigos. – Soluço tentou esclarecer as coisas, mas parecia que a própria resposta tinha saído com um gosto ruim da boca dele.

— É, senhor, só amigos. – Ela concordou, em um sussurro e também percebeu o desconforto com aquelas palavras.

Mas o que nenhum dos dois viu foi o olhar ligeiro do viking mais velho, este sim sabia exatamente o que estava acontecendo ali e ele não iria parar, era engraçado ao final.

A atenção foi desviado por um pequeno bando de Nadders Mortais que saíram do meio das árvores à frente.

— Ali! – Os três falaram ao mesmo tempo.

Os dois dragões desceram na floresta, mas não tinha sinal do dragão.

— Entendeu agora? – Soluço falou para o pai. – Toda vez a gente perde ele.

— Não o vimos alçar voo, então deve estar no solo. – Stoico observou.

— Como ele pode se mover tão rápido e se esconder sendo tão grande? – Morgana perguntou mais para si mesma.

— Ele foi por ali. – Soluço apontou para as árvores que estavam derrubadas fazendo um caminho.

O trio seguiu os rastros, pegadas, galhos e ainda não tinham chegado ao principal. O sol estava começando a se por.

— Parece que ele percebe que estamos nos aproximando e muda de direção. – O chefe de Berk observou.

— Eu não gosto muito dessa sensação de estar sendo observada. – Morgana sentiu um frio correr na espinha, Luna foi para o lado da dona, a dragão também tinha um pressentimento ruim. Mas tinha algo muito mais errado, parecia que o clima estava diferente, até o vento parecia estranho. – Soluço, eu acho que tem alguma coisa errada, e não é com esse dragão.

— Hum? – Soluço olhou a confuso. Ela estava olhando para o céu agora, com o cenho franzido.

Stoico não tinha reparado no olhar da garota e na preocupação desta. A mente dele estava totalmente na caçada/captura do réptil gigante. – Eu acho que já passamos por aqui.

— O quê? – Morgana olhou para os lados. – Verdade, aquela árvore, como os galhos quebrados, é a mesma de antes.

— Parece que ele conseguiu nos enganar.

Soluço olhou confuso para o pai. – Você acha que ele sabe que está sendo caçado?

— Não, acho que ele está nos caçando.

Morgana olhou para a cara do viking ruivo e era possível sentir a seriedade. – Não duvido nada, é um dragão que nós não conhecemos bem e já estamos atrás dele por um tempo suficiente para ele perceber isso e agora decidiu tomar uma iniciativa.

Stoico parou para pensar e começou a estudar o local em que estavam.

— Está pensando no que, pai?

O chefe pegou um pedaço grande de tronco e se voltou com um sorriso irônico no rosto. – Eu tive uma ideia sobre como capturar essa fera.

Morgana arqueou a sobrancelha e depois olhou para o céu que estava ficando rosado e sentiu outro arrepio na nuca, tinha algo muito errado e eles estavam deixando escapar.

— É melhor corrermos então, vai escurecer em uma hora, no máximo.

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— Você acha que esse é realmente um bom plano? O seu pai parece feliz de mais em ser uma isca.

A dupla de treinadores estava no ar, mas entre as árvores, observando Stoico parado no meio da clareira com uma corda e o mesmo bastão de antes.

— Bem, ele sabe o que está fazendo, já caçou dragões antes, antes de ele e todo mundo em Berk mudar de mentalidade é claro. – O moreno adicionou a ultima parte rapidamente depois de ver o olhar da amiga.

Morgana voltou o olhar para o vinking que agora cantava: “Eu tenho uma corda, eu tenho um bastão, sou fedorento e não uso sabão. Eu sou um viking muito bommmmm”

— Eu sei que ele é inteligente, só estou preocupada que ele esteja animado demais e faça uma besteira.

Qualquer resposta do Soluço foi interrompida pelo o barulho que eles ouviram do outro lado da clareira. Ambos olharam surpresos para o enorme dragão que tinha acabado de parecer.

— Por Thor, ele é enorme. – E Morgana não estava brincando, o anima tinha pelo menos 3 vezes o tamanho de um gronkle, com chifres enormes, assas curtas mas largas e uma cara de mal horrível.

A dupla se preparou para executar o plano: Stoico ia distrair a fera enquanto os dois chegavam por trás dela pelo céu e derrubavam a rede que tinham. E a deixa foi quando o dragão começou a avançar em direção ao chefe, Soluço e Morgana, cada um segurando um lado da rede se aproximaram e lançaram a armadilha, mas o réptil gigante já tinha visto eles se aproximando e desviou bem na hora.

— Pai, sai logo dai! – Soluço gritou para o pai ao ver que Chifre Estrondoso não ia parar e estava preste a ataca-lo.

— De jeito nenhum! – Stoico negou mais feliz do que a situação pedia. Ele correu até o dragão e lançou a corda no chifre do dragão usando toda a sua força (digna de reputação) para puxar e jogar o animal no chão. E por mais impressionante que tenha sido ele ainda era um homem contra um dragão.

— Senhor Stoico, solta essa corda! – Morgana gritou para ele, mas o viking não queria desistir. A garota olhou assustada quando o Chifre Estrondoso esticou as asas e levantou voo, puxando Stoico pelo ar. – Droga, não solta essa corda!

A dupla não perdeu tempo em segui-los, mas ele era muito rápido. A garota viu que o ruivo acabou se soltando e começou a cair no ar e o Chifre Estrondoso se virou e mergulhou em direção ao Stoico.

— Soluço, pega o seu pai, eu cuido do outro grandão!

Morgana e Luna não esperam resposta para voarem bem em cima do dragão, a garota pensou em disparar, mas ainda não queria machuca-lo, então ela pegou o Osso Voador e o lançou bem entre o viking caindo e o dragão, o que o assustou e fez com que ele desviasse para o lado e Soluço pudesse chegar por baixo e pegar o pai nas costas do Banguela.

— Morgana! – A garota se virou quando Soluço a chamou. – Vamos voltar para o domínio e buscar reforço.

A garota assentiu e Luna estava prestes a seguir os três, que voavam na frente, quando algo chamou a atenção do olhar da morena.

Ela apertou os olhos para ver melhor o horizonte. – Aquilo não pode ser...

Sem pensar duas vezes, Morgana fez Luna se virar na direção do que ela viu, tentando chegar o mais rápido possível no que parecia ser a possível destruição do Domínio.

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De volta no domínio, o céu já escuro, Banguela pousava deixando os dois vikings no chão. A reconstrução do lugar tinha ido muito bem, pelo mérito dos outros.

— Cadê o Bocão? – Stoico teve a sua resposta quando o viking loiro, ainda com sequelas, a cara toda pintada, passou correndo atrás de dois javalis.

— Soluço, acharam o Chifre Estrondos? – Astrid perguntou.

— Na verdade foi ele que nos encontrou.

— Ele pegou pesado com a gente. – Stoico resumiu os acontecimentos.

— Vamos pegar armamento mais pesado e ir atrás dele. – Soluço instruiu, mas Astrid olhou confusa para ele.

— E a Morgana?

— O quê? – O moreno virou o rosto para a loira, não entendendo a pergunta. – Morgana?

Soluço olhou para trás quando ouviu um pequeno murmúrio que Banguela fez. O fúria da noite olhava preocupado para o dono quando e apontou para atrás dele, onde supostamente era para estar as duas companheiras, mas não havia nada.

— Mas o quê? Para onde ela foi? Estavam atrás de nós! – Soluço passou a mão pelos cabelos de forma frustrada e não preocupada, sabia que elas podiam se cuidar, mas odiava essa mania da garota de mudar os planos sem avisar a ninguém. – Ok, eu o Banguela vamos atrás dela, vocês preparem as coisas para a missão.

— Eu acho que vamos achar o Chifre Estrondoso antes dela. – Cabeça Dura falou.

— Ah é? Como você sabe inteligência? – Melequento perguntou de forma irônica.

— Por que ele está bem ali.

Todos se viraram para ver para onde o loiro apontava e ficaram alarmados quando viram o dragão enorme vindo voando em direção ao Domínio.

— Pessoal, montem os dragões, temos que afastar ele do Domínio! – O líder instruiu. – Ele nos seguiu até aqui!

— Impressionante...

— Pai, primeiro a gente pega ele, depois admira.

Os seis cavaleiros (+Stoico) alçaram voo, mas um bando de Terrores Noturnos passou voando na frente deles.

— Para onde os Terrores Noturnos estão indo? – Soluço perguntou para ninguém em especifico quando viu os dragões fugirem da ilha.

— E porquê o Chifre Estrondoso não esta nos atacando? – Stoico complementou quando viu o dragão passar direto por eles.

— Porque está seguindo ele! – Soluço apontou para o Bocão, que ainda estava na ilha e vulnerável a céu aberto.

A dupla começou a seguir o dragão para evitar que este atacasse o Bocão. – Vamos chamar a atenção dele, amigão. – Banguela fez alguns disparou entorno do Chifre Estrondos para mudar o foco dele para eles, mas o animal continuou em frente até pousar em terra e começar a correr em direção do homem tonto.

Astrid lançou tiros de espinhos, os gêmeos e o Melequento, chamas, mas nada parava o dragão que se desviava de tudo.

— Esse dragão é muito poderoso, mas parece que não tem muita sede de sangue.

— Ainda não. – Soluço respondeu ao pai. – Mas ele está indo atrás do Bocão. Eu detesto fazer isso, mas é o Chifre Estrondoso ou o Bocão.

Banguela começou a juntar plasma para acertar o dragão em cheio e salvar o Bocão.

— Mas isso não faz sentido. – Stoico sussurrou para si, pensando. – Soluço espera!

Ele tentou avisar o filho, mas Banguela já havia disparado, mas para a surpresa dos dois, outro disparo de plasma acertou o primeiro e fez explodir antes de acertar o Chifre Estrondoso.

Soluço olhou para trás para ver a origem do ataque, quando viu Luna a poucos metros dele no ar.

— Soluço, estávamos enganados sobre o Chifre Estrondoso. – O moreno olhou confuso para a amiga, ainda mais quando viu o olhar de medo no rosto dela.

Já o dragão em terra, tinha parado a poucos centímetros do Bocão e lançado um rugido bem na cara dele, mas o viking, ainda tonto, se limitou a:

— Olha, é a Pepe, a minha iaque preferida. – E abraçou a cara do dragão. – Afinal de contas, nós não comemos você na manhã do Snogueltoff.

Todo mundo voltou a pousar na ilha.

— Se ele quisesse ferir alguém, já teria atacado. – Stoico observou, ao ver que o dragão não fez mais nada.

— Seu pai tem razão, Soluço. Ele não estava atacando os dragões, estava tentando tirar todos da ilha. – Morgana respondeu.

— Mas por quê?

A novata ia responder, quando o Chifre Estrondos, ao ver Stoico, correu até ele o jogou para cima até cair em suas costas e voltou a voar.

— Pai! Vai pegar ele amigão! – Banguela não perdeu tempo em seguir os dois.

— Espera Soluço! – Morgana e os outros foram atrás.

Mas quando chegaram perto, Stoico estava bem voando em cima do Chifre Estrondos.

— Filho, olha ali! – Ele apontou para o horizonte.

— O nível do mar! – Soluço exclamou quando viu uma enorme onda se formando a quilômetros da costa da ilha.

— Era isso que eu tentei explicar. – Morgana chamou a atenção para si. – Eu vi o mar recuando e fui verificar. A onda deve ter começado a ser formar a muito tempo para estar desse tamanho. O chifre Estrondoso foi o único que percebeu e começou a tentar avisar todo mundo.

— Então era por isso que ele atacava o Domínio, para tentar fazer a gente sair daqui. Ele estava tentando nos salvar. – Soluço concluiu.

— Então... Quanto tempo leva para aprender a nadar? – Cabeça Dura perguntou.

— Ninguém tem que aprender a nadar, precisamos impedir que a onda nos atinja.

— Não é tarde demais para isso? – Melequento perguntou um tanto cético com a ideia de eles conseguirem.

— Não. – Astrid falou. – A muralha de pedras do Bocão é grande o suficiente para deter a onda, só precisamos reforça-la.

Todos começaram a trabalhar imediatamente, pegando o máximo possível de pedras para aumentar a muralha, mas eles estavam sem tempo.

— A onda está vindo! – Perna de Peixa avisou. — A muralha não é alta o suficiente para detê-la. E está rachando!

— Cuida da rachadura, filho. Eu tive uma ideia!

Soluço e os outros começaram a tampar as rachaduras.

— Soluço! – Morgana apontou para a onda que estava a poucos metros. O garoto olhou assustado e depois desviou para a amiga, ambos se olharam com medo, não pelo lar, mas um pelo outro.

Morgana sentiu um aperto no peito com a possibilidade daquela onda varear a todos, e quando está estava prestes a quebrar em cima deles, uma coluna enorme de pedra caiu sobre a muralha, alcançando a altura necessária que eles precisavam. Quando a onda finalmente quebrou sobre ela e a parede aguentou, a morena suspirou aliviada e olhou para onde tinha vindo a salvação deles , Stoico e o Chifre Estrondoso tinham derrubado a coluna.

— Morgana! – A garota se virou quando ouviu o seu nome e viu Soluço pousar e sair correndo em direção a ela, quando estava do lado de Luna, a puxou pelo braço e a esmagou em um abraço. – Graças a Thor. – Ele suspirou aliviado.

Morgana podia sentir o seu rosto esquentar e pensou em empurrar o moreno, envergonhada demais, mas também tinha ficado preocupada, então resolveu esconder o rosto no pescoço dele e corresponder ao abraço de forma mais tímida.

Depois da quase catástrofe, o mar voltou a recuar para o nível normal, e todos arrumavam para que a muralha não despencasse. A grande coluna que os salvou, teve que ser retirada, porque além de tampar a linha de visão segura do Domínio, podia se desestabilizar pelo peso.

Agora, todos suspiravam aliviados, principalmente Stoico, que estava extremamente feliz ao dar piruetas pelo ar com o novo amigo.

— Eu só acreditando nisso, porque estou vendo. – Morgana falou com um sorriso ao ver o grande viking gargalhando pelo ar.

— Olha só para ele, é incrível. – Perna de Peixe falou sobre o dragão. – Sabe gente, estamos diante de uma nova classe de dragão, precisamos dar um nome!

Morgana rolou os olhos, divertida, vikings e seus nomes.

— Bem, ele nos rastreou. Que tal, Classe Rastreadora? – Soluço deu a sugestão.

— Eu gostei. – Morgana falou e o moreno sorriu para ela. A treinadora se sentiu corar sobre o olhar do moreno, depois do abraço, ela ainda estava envergonhada, mas Soluço apenas soltou um sorriu bobo com a visão das bochechas coradas dela.

Morgana limpou a garganta e tentou mudar a atenção dele. – Sabe, Soluço, acho que descobri qual era a origem da frustação do seu pai.

— É... eu também.

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Depois de um descanso merecido, e de Morgana ter examinado melhor o Bocão, e dado a ele um pequena poção de ervas para dormir. O viking loiro acordou bem melhor, normal. Agora, a garota e Soluço estavam nas docas prontos para se despedir dele e do chefe de Berk.

— Eu não sei bem o que aconteceu, mas estou sentindo dor em partes do corpo que eu nem sabia que existiam. – Bocão observou, se movendo desconfortável.

— Aqui, eu preparei uma pomada, você vai precisar depois das loucuras que fez. – Bocão preferiu só aceitar o medicamento da curandeira e não fazer perguntas.

A garota se voltou para a dupla de pai e filho.

— Sabe filho, que bom que eu deixei você e a Morgana me convencerem de vir para a ilha.

— Pai, quando eu voltei para Berk, pensei que estava sentindo a minha falta, mas era saudades mesmo do Tornado. – Soluço falou ao ver o carinho que Stoico estava dando ao Chifre Estrondoso.

— Aquela fera magnifica, nós tínhamos uma ligação especial.

— Não posso culpá-lo, senhor. – Morgana falou ao acariciar o focinho do Chifre Estrondos, apesar de grande e extremamente forte, o dragão era muito amigo e carinhoso. – É bem difícil deixar de voar e der ter uma companhia depois que se apaixona por um dragão.

— O Tornado era insubstituível, mas esse cara, nós somos parecidos: somos protetores, somos líderes.

— E vocês dois são teimosos. – Bocão revirou os olhos, já no barco.

— Teimoso? Mas nós gostamos mesmo é de esmagar crânios. Já sei um nome para te dar: Quebra Miolos. – Quebra Miolos pareceu gostar ao soltar um rugido contente. Stoico se preparou para voltar para Berk voando.

— É um nome bem sugestivo. – Morgana brincou e ela o Soluço se viraram para voltar.

— A propósito, filho. – Soluço se virou para ouvir o pai. – Sinto saudades, muitas saudades. – Ao ver o sorriso meio triste do filho, Stoico resolver brincar um pouco. – Volte logo para visitar com a sua namorada. – E saiu voando.

Morgana arregalou os olhos e olhou para Soluço que tinha corado e também olhado para ela. Sem saber o que responder, ela murmurou algo de ter que fazer o almoço e subiu correndo as escadas. O moreno piscou confuso e depois balançou a cabeça e a seguiu para os outros.

Os dois Fúrias da Noite viram a interação de seus donos com olhares desconfiados. Luna soltou uma bufada com o comportamento bobo da dona antes de começar a voltar também, já Banguela, ao ver a amiga indo embora, não tardou em segui-la, feliz que está esteja bem e perto dele.

Notas finais
Voltei o/ Só uma aviso para aqueles que pensaram que a história foi abandonada, não foi. Como eu expliquei nas notas iniciais, fiquei com problemas para escrever, mas eu quero deixar avisado que a história pode entrar em pequenas pausas de novo até novembro, mas sempre com alguns novos capítulos, porque chegando mais próximo do Enem fica difícil de eu escrever. Espero que tenham paciência comigo. kiss e até a próxima.