Estava fazendo um calor insuportavél no Rio de Janeiro, onde Maria morava.

Maria estava fazendo já havia se formado em jornalismo e havia se escrito para uma vaga na redação do The New York Times.

Maria estava sentada na escadaria da capela de seu bairro.

Maria estava com sua agônia rotineira, sintomas de uma depressão mal curada.

Ela portava um livro grosso nas mãos, e um terço entre os dedos.

Ela era muito religiosa, influenciada por sua mãe, uma orfã que fora criada nas estreitas religiosas por um padre Alemão que era o paroco da igreja da cidade.

A ansiedade de Maria era tanta que ela havia engordade 2 quilos de tanto comer.

- Boa tarde, filha. — Era Padre Moisés, o paroco da capela.

-Boa tarde, padre. Como vai? — Perguntou Maria sem prestar muita atenção no padre, estava entretida com o nada.

-Estou bem, mas acho que você irá ficar melhor que eu quando lhe mostrar o que chegou pra você. — Disse padre Moises sentando ao lado de Maria na escadaria.

Maria fitou o padre com curiosidade e animação, mas nem desconfiava o que era realmente.

-Toma, abra. — Disse padre Moises entregando o envelope.

Maria abriu o envelope e não acreditou no que viu. Seus olhos sem vida se encheram de lágrimas que escorreram pelo rosto redondo e cairam sobre o envelope vazio que estava no colo de Maria.

-O que diz? — Perguntou padre Moises fingindo não saber o que era.

- Eu consegui, padre. — Disse Maria abraçando fortemente o padre.

-Parabéns Maria, estou orgulhoso de você.

Maria levantou-se rapidamente e foi até sua casa arrumar as malas, pois iria viajar na quinta feira, e já era terça.

Entrou na casa e viu sua mãe preparando algo para o seu gato, kiko.

Maria foi afoita até a mãe e a abraçou por trás lhe dando um beijo demorado na bocheicha.

- Calma filha, o que te fez tão feliz, viu um pássarinho verde foi?

-Melhor mãe, eu consegui.

A mãe se virou e abraçou a filha fortemente deixando suas lágrimas de felicidade se misturarem com as da filha.

Depois de um bom tempo de contemplação e trocas de elogios de mãe para filha, Maria foi para seu quarto e arrumou todas as roupas, objetos e etc.

Depois tomou um banho frio, e dormiu bem cedo, pois o dia seguinte seria longo.

No dia seguinte Maria acordou bem cedo e foi para a cidade resolver seus problemas com os documentos, legalização do visto etc.

No fim do dia estava exausta, mas com tudo certo, agora ela poderia viajar tranquila.

Ela reuniu sua mãe e o padre Moises para uma pequena confraternização de despedida, o que rendeu histórias, conselhos e muitas, muitas lágrimas da mãe de Maria.

No dia seguinte Maria arrumou o que estava faltando, foi para a pequena capela, fez suas orações e logo após foi para o aeroporto junto de sua mãe e padre Moisés.

- [ Em Nova Iorque].

Maria chegou na sexta à tarde e foi para um apartamento onde moravam os Brasileiros jornalistas.

Haviam apenas 2 pessoas residindo no apartamento, mas quando Maria chegou nenhuma delas estava em casa.

Maria arrumou suas coisas e foi para a varanda contemplar o tempo ameno que a cidade estava fazendo.

Não acreditava que estava ali, e que havia realizado seu sonho de trabalhar em um dos jornais mais concetuados do mundo.

O fim de semana foi calmo, Maria conheceu apenas uma das moradoras do apartamento, Isabel.

Isabel morava lá à 3 anos e logo as duas fizeram amizade.

Mas na segunda Maria teria que ir enfrentar seu primeiro dia de trabalho.

Nunca estivera tão anciosa na vida, só perdia pra ansiedade de saber que fora selecionada.

A manhã estava ensolarada, com uma brisa refrescante que convidaria qualquer um pra passar um dia inteiro em uma praça tomando sorvete, mas Maria teria compromisso, e adiaria esses pensamentos para sábado que sabe.

Chegando lá, se deparou com americanos que desconheciam o ''portuglês'' de Maria, mas ela daria conta de aprender bem rapido a falar corretamente.

Ela fora apresentada ao chefe da edição, Jonhy Kanito, um filho de um Americano com uma Japonesa.

Jonhy mantinha uma postura fria, que fora quebrada quando ele e Maria começaram a conversar.

Maria começaria com a seção dos iniciantes, esportes.

Ela desconhecia totalmente o tema, nunca fora interessada ao assunto, mas o que ela pretendia mesmo era fazer uma manchete, e se dependese dela, não desistiria de tentar.

Fora mandada para uma sala ampla e vazia, onde havia apenas um rapaz concentrado em um desenho, provavelmente quadrinhos.

Ele era completamente branco e seus cabelos pretos o embranquecia mais.

Ele estava tão consentrado em seu desenho que nem viu Maria adentrando a sala.

Maria ficou bestificada com o rapaz, mas não sabia explicar o que havia chamado atenção nele.

O rapaz assustou-se com o barulho que Maria fez ao esbarrar no pote de lápis que estava em cima da mesa.

- Me desculpe, foi sem querer. — Disse Maria sem jeito.
— Okay, eu não vi você entrar. — Disse o rapaz fechando seu caderno.

-Eu sou nova aqui, prazer Maria. — Disse Maria estendendo a mão para o rapaz.

- Olá, sou Gerard. — Disse o rapaz apertando a mão da moça.

Notas finais
Bem, primeira fic no Nyah, tô muito perdida.
Bem espero que gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.