When They Come For Me
2 Capítulo ll — We Are The Strongers
Notas iniciais
Capítulo ll — We Are The Strongers
Logan
Eu precisava de ajuda, e rápido. A garota nos meus braços estava cada vez mais desidratada, e eu estava ficando completamente igual. Apoiei Jean nos meus braços antes que fosse tarde demais. Forcei o passo. Estávamos na entrada de uma cidade aleatória, mas a minha visão estava muito ofuscada para distingui-la. Jean gemia de dor, estava perto de desmaiar. A cidade em que entrávamos tinham poucas daquelas coisas, mas mesmo assim, tive que colocar ela em algum lugar seguro e trancado, longe daquelas coisas, pra eliminar os que tinham ali e buscar água e suprimentos. Avistei um super mercado abandonado e corri sem pensar duas vezes até lá. Tinham algumas bestas ali, mas coisa fácil de matar, ainda mais quando se é silencioso. Achei algumas garrafas de água, mas todas estavam quentes, então resolvi ligar a energia do lugar pra utilizar da geladeira. Me sentei olhando a janela. Tudo aquilo havia começado sem ninguém saber o porquê. Coisas foram apagadas da minha memória assim como da memória de Jean. Todos sabemos de onde viemos e tudo o mais, mas...O que fazíamos, os últimos anos, tudo se foi. Fiquei ali alguns minutos até ouvir algum barulho na porta. No começo pensei que eram bestas, mas depois vislumbrei um homem de camiseta preta e cabelo da mesma cor, expressão séria e acompanhado de um adolescente de cabelo castanho e pra cima. O cara mais alto veio até mim e me prendeu na parede enquanto o garoto desligava a energia.
— O que você tem na cabeça pra ligar essa energia? Quer morrer é? — pergunta o cara, imobilizando as minhas mãos e ao mesmo tempo me enforcando. — Quem é você? Está sozinho?
— Ei, ei. — o adolescente coloca as mãos no ombro do cara. — Ele não pode falar sem respirar.
O cara tira a mão da minha garganta e imobiliza a minha outra mão — Agora você pode começar a falar, cara. Ou eu juro que...
Consigo soltar a mão esquerda e acertar um soco no abdômen do cara. Ele me solta imediatamente e se cobre com as mãos enquanto o adolescente corre e se abaixa até ele. — O soco dele dói mais que cinco facadas, mas não espalhe que eu disse isso. — Ouço o cara sussurrar.
— Olha, não queremos te machucar. Estamos só fazendo perguntas. — diz o adolescente. — Meu nome é...
— Homem Aranha. — ri o cara.
— Peter Parker — o adolescente corrige. — Esse é Batm...
— Bruce Wayne. — interrompe o cara maior. — Qual a necessidade de me chamar de Batman?
— Batman, homem morcego, só pra te zoar pelo seu medo mesmo. — diz Peter, ou Homem Aranha, não sei, estou confuso. — Qual é, não é tão ruim.
— Você fala porque...Ah, deixa pra lá, esquece. — Bruce se levanta do chão e me encara. —Quem é você?
— Meu nome é Logan Howlett. —digo, sem esboçar qualquer expressão no rosto. — Me chamam de Wolverine. Vai saber porquê.
— Você está sozinho? é perigoso estar sozinho por aqui. — Peter diz, fuçando em um aparelho que estava preso em seu pulso. — Falo por experiência própria.
— Não. — respondo. — Eu vim com uma garota, mas ela está péssima pra continuar.
— Onde ela está? — pergunta Peter. — Podemos ir buscá-la.
— Não cheguem perto dela. — digo, ou melhor, rosno.
— Olha aqui, você tem interesse em cortar nossa garganta enquanto dormimos? — pergunta Bruce.
— Não...
— Então não vamos machucar vocês. Temos um casarão preto logo ali, depois da rua. Seguro. E um jeito seguro de levar você e sua amiga até lá. Pelo menos até ela melhorar. — diz Peter, evidentemente cortando a fala de Bruce.
— Certo. — digo, com um olhar meio desconfiado. Algo me dizia que eu podia confiar nos caras. Algo me dizia que eles sofriam o mesmo que eu. Resolvi apostar neles, afinal se fizessem mal à Jean não teriam mais um minuto de vida. — Eu a coloquei em um casebre isolado e vermelho na rua de baixo.
— Vamos levar vocês ao casarão. Lá tem suprimentos, o que precisarem — diz Bruce, indicando a porta com as mãos. — Você pode deixar sua amiga lá. Oliver já deve ter chegado com Laurel e as caças.
+++
Passamos no casebre vermelho e levamos Jean até o tal casarão preto. Ele era até grande, e quando chegamos lá a primeira coisa que disseram foi "Qual dos trezentos zilhões de quartos você quer?" "Qual é, são só trinta e sete." Disse um número aleatório e levamos Jean até ele. Demos alguns remédios, além de água e algumas horas de sono a ela. Alguns minutos depois um cara de capuz verde e uma sacola de pano cheia adentra a sala. O seu olhar é vazio, e sua expressão é séria. Bruce o olha de cima a baixo e Peter engole em seco. O homem de capuz retira o arco e a aljava das costas, passando direto até a cozinha. Bruce vai atrás.
— Oliver, todos nós perdemos alguém aqui. — diz ele, colocando o pé na coziha. — Selina, esse gafanhoto perdeu a namorada e...
— Mas eu sabia que tinha que protegê-la, Bruce! — grita o suposto Oliver, retirado o capuz. — Você não tinha noção do que eram essas coisas, eu sabia! Eu só tinha que ficar de olho na Laurel, Wayne! Só isso!
— Esfria um pouco a cabeça, cara.
— Quem são esses? — pergunta Oliver, com a mão direita próxima a uma faca em cima da mesa de mármore. — Meros sobreviventes.
— Exato. Meros sobreviventes — diz Bruce. — Esse é o Homem Ara...Desculpa, Peter, e esse é o Logan, ou Wolverine. Temos a Jean lá em cima, eles só querem ajudar. Olha, você vai ficar bem.
— Pelo menos não fui só eu que trouxe alguém. — diz o Capuz, como resolvi de última hora chamá-lo, correndo até a porta e chamando um nome qualquer algo como "Sasha" ou "Marshall". Uma garota ruiva e de roupas pretas coladas adentra a sala. — Pessoal, essa é a Natasha Romanoff. Ela me ajudou muito não cortando o meu pescoço.
— Ei, ei, espera. Eu te conheço. — Peter diz, apontando o dedo à Natasha. — Te chamavam de Viúva Negra, você...Eu já te vi antes, só não lembro como.
— Nem eu. Então isso não importa. — Natasha anda em passos fortes pela sala até se sentar no sofá. — Meu parceiro, Steve, ficou pra trás. Ele disse que ia buscar o resto do grupo pra cá depois do consentimento do Oliver.
— Ótimo. Mais gente. — resmunga Bruce. — Menos pizza pra mim.
— Eba, pizza. — comemora Peter.
— Menos, Peter. Bem menos. — responde Bruce.
— Você não me chamou de Homem Aranha, finish him! — Peter dá pequenos pulos, mas não pulinhos femininos, pulos de fazer tremer o chão. — Pau no seu cu, Batman.
— Menos, Peter. Bem menos. — todos dizemos em uníssono.
— Todo mundo deu que tá me tirando hoje, nossa. Não devia ter aberto os olhos. — resmunga o Aranha. (N/Peter.: Puta que pariu, viu?)
— Bem, agora é esperar. Esperar Steve chegar, esperar mais alguém morrer, é a vida que vamos levar agora. — diz o Capuz.
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