When They Come For Me
1 Capítulo I — The Start Of How It Ever Ends
Notas iniciais
Capítulo I — The Start Of How It Ever Ends
Peter
Há quatro meses o mundo havia se transformado neste inferno. Bestas, demônios, andantes, errantes, mordedores, chame como quiser. Eu chamo com o nome que me der na telha. O nome que vier à situação. Se eles estiverem apenas vagando sem notar a minha presença, posso até ser legal e chamá-los de andantes. Mas se a situação for mais ou menos igual à que aconteceu no início de tudo, bestas ou demônios seria uma boa definição.
Pego a minha MP5 e a pistola e saco na mochila. A inseparável máquina de teia que fiz quando criança permanece no meu pulso, de onde nunca sai e não sairá tão cedo. Caminho para fora daquele casebre, já que a única coisa que me serviu naquele lugar aos pedaços foram os suprimentos. O mundo está realmente um caos, ainda mais quando se está sozinho nele. O mais estranho é que não lembro dos últimos anos da minha vida. É como se eu houvesse voltado no tempo por um instante, e então tudo isso começou.
Saio da rodovia. Localizo a placa que localiza a entrada de Gotham City e cruzo a fronteira. A cidade foi completamente dizimada, evidentemente assim como Nova York. Minha casa, minha tia, Gwen...Todos se foram, e eu fui o único de pé. Pelo menos eu acho. Procuro com o olhar algum lugar menos movimentado pelos errantes. acho um casarão preto perto de uma fonte, por onde posso escalar alguns prédios e chegar até lá sem chamar a atenção das criaturas. Enrolo algumas cordas no corpo pra prender a mochila e preparo o aparelho no meu pulso. Esguicho um jato de teia de aranha da mais resistente, escandalosamente mais resistente que qualquer corda que eu já tenha achado. A lanço silenciosamente a um telhado de um prédio ao meu lado, escalando até o teto e então pulando de prédio em prédio até o casarão. Mato alguns errantes na entrada com a faca que guardo no bolso, entro e coloco na porta o máximo de correntes que posso. Quando me viro, me deparo com um homem com aparentemente 40 anos, uma camiseta cinza manchada e cabelo com restos de gel. Ele arregala os olhos ao me ver e pressiona meu corpo contra a parede, com a mão envolta em meu pescoço.
— Quem é você? — pergunta ele. — Foi mordido? O que veio fazer aqui? O que te dá o direito de invadir assim o meu...
— N-não vou c-conseguir falar s-sem r-respirar. — tento dizer em meio a falta de ar. Ele me solta e pede que eu coloque todo tipo de arma no chão. Coloco a pistola, a MP5, a faca e o canivete, e muito, muito relutantemente coloco o aparelho de teia.
— Agora pode começar a falar, playboy. — ele diz. A voz dele é grossa e as feições são sérias. — Não tenho o dia inteiro.
— M-meu nome é Peter Parker. — digo, ainda meio sem ar. — Eu vim de Nova York. Não quero causa mal nenhum, só quero...Me salvar daquelas coisas.
— Os demônios? — pergunta ele. — Acabaram com todas as minhas chances de ser feliz. Espero que também seja o seu caso. — Balanço a cabeça em concordância. — Meu nome é Bruce Wayne.
Apertamos as mãos. Ele pega as minhas armas e coloca junto a um punhado de outras.
— Er...Eu posso...Posso ficar com meu aparelho de teia? — pergunto, apontando o objeto que nunca saiu do meu braço desde que foi criado.
— Seu aparelho de quê? — Bruce pergunta. Ele olha o aparelho com desconfiança e logo depois transfere o olhar a mim.
— Meu aparelho de teia. — repito. — Criei quando eu estava no colegial, e bem...Essa é a última coisa que eu lembro de toda a minha vida. Já me salvou muitas vezes de...
— Espera. — ele interrompe. — Você não lembra de nada? — ele levanta uma sombrancelha.
— Nada.
— Então não sou só eu. — ele dirige seu olhar ao nada. — A última coisa de que me lembro é de viajar pelo mundo depois que meus pais morreram. Alguns resquícios voltam,mas....Nada relevante.
Ficamos em silêncio por um tempo. Eu também tinha resquícios de lembranças, mas coisa muito pouca. Coisas como Gwen Stacy. A garota loira dos meus sonhos. Ou dos meus pesadelos, dá na mesma.
— Eu a perdi. — digo — Perdi Gwen. No início disso tudo, nós conseguimos fugir. Mas no segundo dia ela foi mordida por um daqueles... — hesito — Um daqueles demônios. Isso é um resquício. Ela existia antes da minha memória parar, mas...Eu sabia que durante aquilo ela me amava. Estávamos juntos.
Ele me encara. — Todos nós perdemos pessoas, gafanhoto. Eu perdi Selina Kyle. Mais conhecida como Mulher-Gato. — ele riu. — Por mais que fosse mais inimiga do que paixão.
— Tem mais pessoas aqui? — tento mudar de assunto. Lembrar de Gwen não faria muito bem a mim.
— Tem. Um babaca chamado Oliver Queen, deve estar voltando da caça por agora. — Bruce responde. — Essa maquininha que você tem — ele joga o aparelho pra mim. — Ela solta o quê?
— Teia de aranha — digo e nós rimos. — É sério, e funciona muito bem. Para de rir. Se não fosse isso eu já estaria morto.
— Vou te chamar de Homem-Aranha. — diz Bruce, rindo. Filho da puta, vou arranjar um apelido pra ele. — Que foi, difícil rebater?
— Talvez — respondo — Você me lembra um...Ah, não sei, me dê tempo.
— De qualquer forma — ele ri, enquanto eu coloco a coisa novamente no pulso direito. — Seja bem vindo ao inferno.
Notas finais
XXXXX, Sky Parker.
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