When The Worlds Cry, no One Survives.
5 Capítulo 4 - O quarto crepúsculo
Todos estavam muito abalados com as recentes mortes na mansão em tão pouco tempo, porém, todos tentaram por o luto de lado ao descer as escadas do segundo andar da mansão para o hall onde desceriam mais escadas até a sala da caldeira. Sora estava completamente absorto em seus pensamentos, ele lutava contra a idéa de que uma bruxa tinha realizado todos estes crimes com magia, logo ele estava raciocinando como tais crimes poderiam ser cometidos por mãos humanas, sem acesso á magia. Sora já tinha alguma noção de como os quartos fechados poderiam ser resolvidos, porém a sua teoria era...assustadora, então ele parou de pensar nela por um instante. Quando deu por si, todos já estavam em frente ao quadro da Beatrice indo diretamente para a sala das caldeiras, mas antes de seguirem as escadarias Sora pediu um momento á todos.
Sora: Pessoal, um instante, tem algo que eu preciso realizar aqui
Even: Não temos tempo meu senhor, devemos solucionar o epitáfio enquanto antes!
Braig: Perdoe-me Sora-sama mas eu concordo com Even, o tempo não está ao nosso favor.
Sora: Eu sei, por isso farei isso rapidamente, não demorará um minuto.
Donald:*pulando freneticamente* QUAAAAAHHHHH rápido seu idiota!
Pateta: Acalme-se Donald, vamos ver o que o Sora vai fazer.
Sora invocou sua keyblade, era a sua keyblade padrão, a kingdom key, apesar de simples ela era majestosa em sua própria maneira, ele então a levantou e apontou para o quadro de Beatrice, e com um olhar decisivo, ele lançou uma espécie de raio da keyblade, que atingiu em cheio o rosto no quadro, e depois de alguns segundos, o quadro inteiro começou a cair, com um estrondo, a grande bruxa Beatrice tinha caído de sua posição honorária e estava agora beijando o chão.
Sora: Você não merece observar tudo do alto com este sorriso orgulhoso, reconheça seu lugar sua bruxa maligna!
Todos no hall observaram atônitos enquanto Sora guardava novamente sua keyblade e ia em direção á sala das caldeiras, os servos especialmente pareciam de certa maneira...felizes, finalmente não tinham mais que olhar aquela bruxa loira e grandiosa os rebaixando á meros humanos.Todos pararam, olharam e seguiram em frente, ignorando por completo os restos da imagem da bruxa dourada.
Depois de descerem alguns lances de escada, chegaram á uma porta que aparentemente não era aberta fazia muito tempo, aparentemente estava trancada, Braig pegou sua chave mestra e foi abrir a porta, porém ele soltou uma exclamação e imediatamente pediu por uma luz na porta. Ienzo tinha uma lanterna, e quando finalmente a ligou e apontou para a porta, mais uma vez todos tiveram um arrepio na espinha, na porta havia uma mensagem escrita com sangue, e sua mensagem confirmava todos os medos de Sora.
"Reverenciem meu grande e honorável nome"
Dilan: Santo deus, o que isso significa?
Ienzo: Eu já vi esta mensagem antes...não pode ser....
Pateta: O que é reverenciar?
Donald: Isso não é hora para besteiras seu burro! O que isso significa Sora?
Sora: Este é o terceiro crepúsculo, "No terceiro crepúsculo, Os restantes vão venerar meu grande e honorável nome". Isso quer dizer que o assassino está realmente seguindo o epitáfio a risca para executar seus crimes.
Braig: já destranquei a porta, entremos de uma vez!
Elaeus: Mantenham a cabeça erguida, atenção sempre!
Todos: Sim!
Quando entraram na caldeira, perceberam de cara um cheiro de podridão horroroso, a sala tinha um cheiro de morte inconfundível, todos sabiam que ali havia sido cometido algum crime, porém estava muito escuro para ver qualquer coisa. Braig percebendo o que deveria fazer, ligou a luz imediatamente. No centro da sala das caldeiras, rodeado pelas águas ferventes, estava um corpo completamente carbonizado, estava irreconhecível, então Sora não sabia ao certo a reação adequada.
Porém os empregados sabiam, o medo estava estampado no rosto deles, nenhum deles ousou falar uma palavra, Even tropeçou em si mesmo e caiu em cima de algumas ferramentas, Elaeus e Dilan taparam os olhos de Ienzo, que começava a chorar novamente, Braig se apressou a ir até Sora, Donald e Pateta e explicar a situação.
Braig: Sora-sama, este é o corpo do mestre!
Sora: Como você pôde reconhecer? o corpo está completamente irreconhecível!
Braig: Peço que observem a mão direita do corpo, reparem que um dedo está faltoso, o mestre tinha perdido este dedo durante um acidente com o cortador de grama, pela falta do dedo e as circunstancias, presumo que este seja o corpo do mestre.
Donald: QUAAAAH! Mas ele não estava no estúdio? Aquele lugar é uma fortaleza!
Sora: Deixe isto de lado Donald, como ele foi trazido até aqui, carbonizado, arrumado, trancado sem que ninguém ouvisse um som?
Braig: E não é só isso, quando fomos remover o corpo para o canto, achamos uma das chaves do estúdio dentro da boca dele
Sora: Mas Ansem estava com as duas chaves, como o criminoso entrou no estúdio e conseguiu uma delas?
Braig: isto eu ainda não sei informar, mas por enquanto só posso dizer uma coisa, em nome de todos os outros servos.
Os outros servos pararam o que estavam fazendo, e olharam para Braig, os olhos diziam algo como "mas agora?" e Sora não entendeu o objetivo de Braig.
Braig: Com a morte do mestre, da Madame, e de todos os outros, você agora é o líder do grupo Kingdom Hearts, mestre.
Após ouvirem isso, todos os servos se curvaram e ficaram em silêncio. Sora estava atônito, apesar de entender um pouco da hierarquia do grupo, não tinha passado em momento nenhum em sua cabeça que ele era o líder do grupo. Depois de digerir a mensagem ele conversou com Braig
Sora: Para quê isso agora Braig? temos assuntos mais urgentes!
Braig: Apesar de você estar no comando da investigação dos assassinatos, você não era formalmente um líder.
Braig: Mas agora você é, nos guie com sabedoria, e tanto esta mansão quanto o ouro, quando a Beatrice, são seus.
Sora: Ótimo, comemorarei depois, mas antes eu queria te perguntar uma coisa-
Antes que Sora pudesse terminar a frase, um barulho fora ouvido no hall da mansão, era algo como metal caindo no chão, e algo sendo arrastado, todos na sala das caldeiras entraram em prontidão, pois todos os seres vivos da mansão estavam naquela sala, Sora começou a correr mas foi impedido por Braig, que já tinha invocado suas sniper guns.
Sora: Ele vai fugir!
Braig: Vocês perem aqui, eu vou averiguar
Dilan: Sozinho?
Donald: TÁ DOIDO?
Even: repense isso!
Braig: Eu devo, como servo do mestre eu devo averiguar isto, com suas licenças!
Todos tentaram argumentar, porém Braig já tinha ido embora mais rápido do que o olhar pode acompanhar. Todos esperaram na sala das caldeiras, até que ouviram alguns tiros, um barulho esquisito, e o grito angustiado de Braig. Neste momento, todos subiram as escadas o mais rápido possível, Sora ja tinha lágrimas nos olhos, ele sabia que não deveria ter deixado Braig subir sozinho, era loucura! Depois de subir todas as escadas, eles estavam novamente no hall, e então eles viram.
O corpo de Braig estava estirado no chão, com as snipers guns ainda em punho, na testa dele se encontrava uma estaca que brilhava em um tom de vermelho, vermelho de sangue. Todos correram para ajudar Braig mas já era tarde demais, ele estava morto. Sora enraivecido não podia podia fazer mais nada além de socar o chão. Foi quando Ienzo gritou.
Ienzo: UMA CARTA!
Even: Mais uma carta da Beatrice...
Elaeus: Devo abri-la mestre?
Sora: *Balança a cabeça sem expressão*
Elaeus: "Estarei esperando todos vocês no estúdio, por favor não demorem, ass: solução do epitáfio"
Donald: O que isso quer dizer?
Petata: A solução é uma pessoa?
Ienzo: O culpado está nos chamando...
Sora: E nós vamos atender este chamado, custe o que custar!
Continua no próximo capítulo
Fale com o autor