When Love Takes Over
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Acordei com cheiro de Waffles, uma das minhas comidas prediletas. Abri os olhos, com o estomago embrulhado, e ali estava Maria, com waffles e suco de laranja.
Não aguentei, saí correndo da cama pro banheiro.
Escovei os dentes e voltei pra cama, tonta. Se não fosse a Maria, teria caído no chão. Disse a ela que não queria comer nada, mas, por insistência, bebi o suco.
Mais tarde, liguei para Russell, mas não contei sobre o mal-estar, só disse que tinha chegado bem. Tomei banho, me arrumei e fui encontrar os músicos. Hoje era noite de show.
O show foi um sucesso. Já estava sentindo falta dos rostos alegres, das mensagens carinhosas, da agitação do público. Cheguei em casa realizada.
Me sentei na frente da TV e, ali mesmo, adormeci.
*Depois de duas semanas seguidas de viagens de shows, nos USA mesmo*
Hoje, Ângela, minha irmã, terminou sua mudança, ela está vindo morar comigo. Dei graças a Deus, já não aguentava mais morar sozinha.
Maria fez lasanha para o almoço, e eu fui buscar minha mala no aeroporto. O avião atrasou uma hora e meia, já estava enlouquecendo, até que surge aquela cabeça meio ruiva no meio da multidão, correndo em minha direção.
Quase caí em cima de uma velhinha com o abraço nada emocionado dela. Às vezes ela é quem parecia a irmã mais nova.
- Hey, Katy! – disse ela, enquanto me sufocava.
- Hey, maninha, se tu resolver não me sufocar, ficarei muito grata e tal – eu disse enquanto abraçava ela, também.
Ajudei-a com as malas, que não eram poucas, sem parar de conversar um minuto sequer.
- Que bronze, hein, dona Ângela.
Ela riu. – Ah, tenho pego um solzinho as vezes. E aí, como vai o namoro-quase-casamento com o Russell?
- Vai bem, cada vez melhor. – não contive meu sorriso.
Ela apertou as minhas bochechas, como se eu ainda tivesse 5 anos, dizendo algo do tipo “owwwnty”. Senti meu rosto ficar vermelho da hora, acho que vou ficar velha e, por qualquer motivo, ficar mais vermelha que um tomate.
Chegamos em casa e almoçamos, depois passamos a tarde inteira na rua, fazendo compras e.. Andando, só por andar. Ela era uma mala, mesmo, mas eu confesso que não saberia viver sem ela.
Jantamos um pedaço de lasanha e fomos ver TV. Não tinha nada interessante passando, resolvemos ver Breakfast at Tiffany’s, pela, huum, milionésima vez.
Me acordei já de manhã, tinha dormido no meio do filme, com enjoos novamente, achei que eles, enfim, tinham passado. Devia ser a lasanha. Fui beber água e acabei acordando a Ângela, que murmurou um “bom dia” sem muito ânimo para mim. Ela tinha um ótimo humor de manhã, mesmo.
Tive a péssima idéia de comer um donut, depois de 5 minutos, passei voando por uma Ângela-meio-zumbi em direção a o banheiro.
Foi tiro e queda para acordá-la, pelo menos. Se não fosse eu naquela situação, eu teria rido dela segurando meus cabelos e com uma expressão que era digna de foto. Nunca tinha visto ela tão preocupada com alguém, muito menos comigo. Devo ter perdido a consciência por alguns segundos, porque me acordei deitada no sofá, novamente, e com a Ângela já chamando uma ambulância. Tive que garantir a ela diversas vezes que eu estava bem para não ter que passar uma noite maravilhosa em um hospital.
Eu só precisava do meu Russell ali.
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