When I Felt In Love
9 9º Capítulo
Notas iniciais
POV NARRADOR
Eles chegaram à Vista Chinesa e não havia ninguém lá, por incrível que pareça, Alex desceu do carro e abriu a porta para Juliana, enquanto desce, ela diz:
Ju: Você quer promover o turismo no Rio? Tá conseguindo! — Ela solta uma risada gostosa
Alex: Só quis te provar que sou um bom carioca! Muitos de nós nunca vieram ou aqui, ou, se vieram, já esqueceram da beleza desses lugares. Mas não foi só por isso que eu te trouxe aqui.
Ju: Ah é?! Então qual foi o motivo, sr Matos de Aquino?
Alex: Segredo! — ele observa a paisagem — na verdade, quero que me responda algo. Você gosta?
Juliana não entende muito bem a pergunta:
Ju: Gosto do que?
Alex ri e diz:
Alex: Da vista, claro!
Ju: Ah sim haha, é lindo! É impressionante! O Rio consegue ficar mais lindo durante a noite, não sei explicar, saber que tem milhares de pessoas e histórias por trás dessas luzes que vemos agora e nós aqui…
Alex a interrompe:
Alex: Sozinhos…
Eles se olham e Alex se aproxima de Juliana.
POV CADU
Cadu: Droga Juliana!
Cadu berrava indignado e confuso após ligar várias vezes para Juliana e não obter resposta. Ele havia tomado algumas doses de vodka e estava em segunda garrafa de Yamazaki Single Malt Sherry, um uísque que comprou quando foi ao Japão em 2013.
Cadu cantarolava bêbado pela casa:
Ju, minha princesa, por que não me respondeee? JuúuuuúuuUuuuú, meu amor. Queria tanto te veeeeeerrrr, te comer siiiim, porque você é mais gostosa que a vodka que eu vireeeei por causa de vocêê, sua cachorra perfeitaaa, queria tanto te veeeerr!
Cadu se desequilibra e cai no chão ao lado da geladeira com a garrafa na mão.
Cadu: Queria tanto te ver — ele sussurra.
POV ALEX
Eu vou beijá-la. Agora. Neste instante. Eu vou.
Me aproximo ainda mais dela sem desviar o olhar. Sabe aquela mulher que te prende pelo olhar? Essa é Juliana. Em uma noite me fez ficar completamente encantado por ela, coisa que ninguém conseguiu fazer. Ela é linda, simpática, tem um olhar que desmonta qualquer homem e possível chances de conquistá-la. Ela é quem conquista. Mas eu a quero, muito. Depois de vários casamentos que deram errado, eu mereço alguém que me faça feliz apenas com o olhar, ou com seu sorriso.
Chego mais perto e nossos narizes estão colados, a respiração entra em descompasso e nossos corpos nos entregam: queremos um ao outro.
Beijo a ponta de seu nariz, depois sua bochecha e o corpo de sua mandíbula que é bem marcado, não que ela seja magra demais, ela é perfeita.
Chego ao pescoço, enquanto isso passo minha mão esquerda por suas costas acariciando-lhe, e com a direita, arrumo sua franja caída e massageio seu cabelo. Percebo que ela gosta disso. Beijo seu pescoço fazendo cafunés. Ela realmente gosta disso. Começa a se contorcer e eu a apoio na grade enquanto contorno seu rosto com beijos. Chego onde quero: na boca. Beijo seu lábio superior e mordo o inferior, aquela puxadinha básica que é irresistível. Cubro-a de selinhos e decido beijá-la. Agarro-a, colando ainda mais nossos corpos, somos um só. Beijo-a. Devagar, mas com precisão. Nossas línguas se buscam e se desejam. O beijo fica feroz, totalmente selvagem. Não é mais romântico, só romântico, é sexual. Nos desejamos, e mesmo que ela ainda esteja tímida somente com as mãos envoltas em meu pescoço, sei que quer mais. E eu darei.
POV JULIANA
Já perdi as contas de quanto tempo estamos nos engolindo aqui. Mas é bom. Muito bom. Ele é delicioso, assim como seu beijo. Se não precisasse de ar ficaria aqui, curtindo, beijando, namorando de certa forma. Um milhão de pensamentos deveriam passar pela minha cabeça, mas só me vem um…. Cadu. Ah meu Deus, o Cadu. O que estou fazendo? Juliana, não grita com você em sua própria mente!!! Tenho que sair, não posso, eu vou… Ahhhh como é bom, porque ele massageia meu pescoço? Isso me desconcerta! E ele é tão gostoso, gostoso, gostoso, como eu gosto de beijáOCADU! Sai, sai dai Juliana, é errado!
Me afasto dele e saio de seus braços, ele me olha confuso. Saio correndo e o deixo ali, não sei pra onde vou e ouço gritos atrás de mim “Ju, Juliana, volta! Fiz algo errado?”. Não, você não, eu fiz. Eu beijei e desejei você, mas eu deveria sair com o Cadu, ele me beijou primeiro, ele me desejou primeiro.
Ju: Ahhhh, que confusão -grito comigo mesma.
Ligo para um táxi, vejo que o Alex está me procurando com seu carro e a luz alta ligada, me escondo na entrada da mata e espero ele passar. Depois de um tempo o táxi chega:
Ju: Pra Barra, Avenida Lúcio Costa, perto da Lagoa de Marapendi — Falo meio confusa enquanto tento lembrar o que o Cadu me disse sobre sua casa:
~ Flashback fala Cadu:
“Moro em um edifício entre a Lagoa de Marapendi e a praia, sempre vivi lá, é meu refúgio” ~
POV NARRADOR
O taxista segue e ela tenta, em vão, ligar para Cadu.
Ju: Atende, vai!
Cadu atende finalmente:
Ju: Cadu, oi, sou eu, Juliana, desculpa, mesmo, sério. Preciso falar contigo.
Cadu: JuuUuuUuuú, por que você me abandonou? Por queeeeeeee princesa?
Juliana percebe que Cadu está bêbado e decide ir pra casa, tomar um banho e trocar de roupa e depois seguir. Não queria que Cadu a visse vestida para outra pessoa. Ela se afasta do telefone e fala com o taxista:
Ju: O senhor sabe onde fica o condomínio Les Résidences De Mônaco?
O taxista afirma com a cabeça.
Ju: Segue pra lá, por favor.
Ela volta ao telefone e ouve Cadu cantarolar:
Ju: Cadu, vou só tomar um banho e to indo praí.
Cadu: NÃO- ele grita- NÃO QUERO TE VER NUNCA MAIS.
Ele desliga o telefone e continua bebendo, só que agora começa a chorar.
Juliana chega em casa e vai correndo tomar banho, ela se arruma rápido, coloca uma calça jeans e uma camiseta mais solta, arruma um corre meio solto e coloca um tênis casual.
Ela procura as chaves de seu carro, enquanto recebe e ignora várias chamadas de Alex, que chegara em casa, mas estava preocupado, afinal, a última vez que havia a visto era correndo em direção à mata.
Juliana dirige rápido em direção a casa de Cadu, convence o porteiro a deixá-la entrar, sobe aflita no elevador, e chega ao apartamento de Cadu.
Ela toca a campainha.
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