When Darkness Forgiven Me - FABERRY
11 Epílogo
Notas iniciais
FIM.”
Respirei fundo e me joguei com tudo no encosto da cadeira. Fecho os olhos e sinto um cheiro familiar. Panquecas. Panquecas vegetarianas. Aprecio o aroma enquanto ouço passos fortes no piso de madeira do corredor.
– Fabray! Você tem noção de que horas são agora? – Grita a mulher de cabelos negros e longos que veste um vestido super curto e justo e saltos altos que dão estalos barulhentos a cada contato com o chão.
– Cala a boca, Santana, eu estou a duas noites sem dormir pra terminar isso a tempo! Você acha que minha cabeça aguenta essa gritaria? – Respondo irritada, mas em um tom baixo ainda de olhos fechados.
– Whatever, Fabray. É oito da manhã e sua namoradinha já preparou a mesa do café... Vou ter que comer aquela droga vegana de novo...
– Se acha a comida tão ruim assim porque não vai pra casa de uma vez? – Perguntei.
– Porque minha casa está em reforma e vocês são minhas melhores amigas... – Ela falou e eu sorri.
– Owww, Tana, você também é minha melhor amiga!
– Legal, todos se amam. Agora levanta essa bunda da cadeira e vá pra mesa antes que sua namorada tenha um chilique.
– Noiva!
– Tanto faz, só para de se enrolar!
– Não tanto faz! Ela não é mais minha namorada! Ela é minha noiva! É mais... Oficial... – Respondi com um sorriso enorme no rosto, pensando em como sou sortuda de ter uma noiva tão especial.
Sentei à mesa e logo ela veio e pôs uma panqueca no meu prato. Deu-me um beijo de bom dia e sumiu dentro da cozinha dando uma risadinha.
– Nojento... – Santana cantou.
– Cala a boca! Eu sei que você nos acha fofas! – Eu respondi e ela virou os olhos e me imitou.
– Cala a boca! Eu sai que você nos acha fofas!
– Santana, aconteceu alguma coisa? Por que você tá de mau humor hoje, querida? – Uma voz doce e terna veio da cozinha.
– Berry, Berry, Berry... Você me conhece tão bem... – Santana falou e soltou um suspiro e comeu uma garfada de panqueca.
– Então, Quinney... – Ela disse sentando-se à mesa. – Terminou o livro?
– Sim! Ficou muito bom! Quero dizer, acho que ficou... – Respondi e ela riu enquanto Santana virou os olhos.
– Isso quer dizer que eu finalmente vou poder ler? – Ela perguntou esperançosa.
– Não. – Respondi. – Quero que você leia um exemplar bonitinho, com capa e tudo... Comprado da loja.
– Ahh...- Ela soltou e fez bico.
– Ok, como eu não sou tão especial... Eu vou ler ele assim mesmo. Fabray! Imprime uma cópia pra mim. – Santana disse brincando com a panqueca em seu prato.
– Awwww! Santie quer ler nossa história! Pode ter certeza que você não vai se arrepender! – Exclamou Rachel e eu a enviei um sorriso.
.:|:.
Imprimi a cópia para Santana e ela foi pra casa de Brittany. Elas já namoraram, mas hoje em dia são só boas amigas. Eu e Rachel passamos quase o dia todo abraçadas assistindo filmes e trocando carinhos. No fim da tarde, fui tomar banho, e Rachel, foi ensaiar suas músicas. Nesse instante a porta se abre com um estrondo e ouço os saltos de Santana colidirem com o chão.
– BERRY! SUA NAMORADA TE MATOU NO FINAL DO LIVRO! – Ela gritou e nós duas fomos ao seu encontro.
– O que? Quinney! Você me matou?
– Não, você se matou... – Respondi.
– Mas por que? Pensei que você ia escrever nossa história de verdade! – Ela falou.
– Eu ia... Mas nossa história não tem um final. E nunca vai ter... Por que vou te amar eternamente, e não posso escrever um livro eterno, posso?
– Owwn, Quinney! Eu também te amo! – Ela respondeu e pulou em cima de mim me dando o mais forte dos beijos.
– Ah, e Berry... Você realmente demorou tanto assim pra dizer pra ela que a amava?
– Sim! – Exclamei exatamente no instante que Rachel soltou um “Não!” ofendida.
– Quinney! Eu nem demorei tanto assim! – Ela falou colocando a mão sobre seu peito como se estivesse sendo acusada de um crime absurdo e eu ri.
– Olha, Gayberry... Nesse livro aqui você morre antes de soltar as três palavrinhas... – Santana comenta.
– Quinn! – Ela gritou e eu ri ainda mais.
– Rach. Rach, Rach, Rach... Antes de qualquer coisa você deveria ler o livro... Eu prometo que no final você deixa bem claro que me ama mais que qualquer coisa nesse mundo.
– E quem disse que eu te amo tanto assim, ein? – Ela disse tentando se fazer de difícil.
– Se liga Berry! Isso tá mais do que na cara! Lembra aquela vez que vocês brigaram por causa da cor do papel de parede e você foi lá pra casa e chorou até eu colocar um remédio pra dormir no seu chá sem você saber? Você ficava dizendo “Ah! Imagina se agora ela me odiar! O que vou fazer?” e “Eu amo tanto ela! E agora ela me odeia”.
– Você fez o que?!
– Meninas! Calma! Santan, sim, ela demorou pra dizer que me ama, mas quando disse eu sei que foi real, foi com todo seu coração. – Eu disse e olhei para Rachel, que tenta esconder as lágrimas e não consegue segurar um sorriso. – E sim, Rach... Você morre no fim do livro, mas isso foi uma prova de amor. Já que até aí, você ainda não tinha deixado claro, com palavras, que me amava.
– Eu te amo Quinney! Mais que tudo e para sempre.
– Também te amo, Rach! Mais que tudo e eternamente. – Falo e ela me abraça com tudo.
–ABRAÇO EM GRUPOOO!!! – Santana Grita e joga seus braços em torno de nós.
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