When A Heart Breaks
1 Corações partidos e lágrimas.
Notas iniciais
Oi :3 primeiro cap. Espero que gostem.
– Espera! Calma! To indo! – Gritei, havia alguém batendo a minha porta e tocando a campainha da mesma como se não houvesse o amanhã.
– Justin? O que aconteceu? Justin nada disse, o encarei reparando cada detalhe de seu rosto, seus olhos estavam avermelhados, sua roupa estava amarrotada e o branco de sua blusa estava sujo, ele tinha uma corrente de ouro quebrada em suas mãos. Transmitia tristeza. Ele estava chorando. Estava surpresa por Justin esta aqui, pois ele tinha brigado comigo, e não falava com ele fazia dois dias quase. – Ann... – Ele sussurrou, vindo até mim, o abracei. Acariciei sua nuca, e ele chorava. Quase que descontroladamente, pessoas passavam na rua, olhavam para nós. Vontade em mim é que não faltava de gritar com elas e perguntar o que está olhando? Para cada um dos curiosos, mais meu melhor amigo estava precisando de mim no momento, e eu preciso fazê-lo sorrir, preciso fazê-lo ficar bem. Quando ele já se sentia melhor, ele me largou e entrou em minha casa, eu entrei logo em seguida, fechando a porta atrás de mim, ele estava sentado no sofá, com as mãos sobre o rosto. Me sentei ao seu lado e ele deitou a cabeça sobre minhas pernas, ajeitando-se no sofá. – Quer falar? – Perguntei. – Agora não... – Ele disse, passando as mãos nos olhos. – Desculpa por vim aqui, assim... É que eu não sabia para onde correr. – Tá tudo bem... Você tá mal, e eu sou sua amiga. É meio que meu dever te ajudar. – sorri e passei as mãos nos seus cabelos, ele sorriu sem mostrar os dentes. – Quer sorvete, pequeno? – Perguntei. – Não. – Ele respondeu. – Vou pegar lá dois potes pra gente, espera. – Disse o contrariando, isso fez ele rir, ele se sentou para que eu pudesse levantar. Peguei dois potes de sorvete, do favoritos de Justin, e do meu favorito, peguei duas colheres e fui até a sala. Ele estava no sofá, imóvel, olhando para o nada. – Pega. – Dei a ele o pote de sorvete e a colher. Ele abriu o mesmo e começou a tocar o sorvete. Ele ficou um tempo de silêncio, só olhando para o chão, ou as vezes para a janela onde o sol batia. Não fiz nada para sair daquele silêncio. Ele precisava daquilo, porque ainda chorava. – Ela poderia ter dito somente um não... – Ele disse, com a voz falha depois de um longo tempo de silêncio. – Ela quem perdeu Justin. – Ela não perdeu nada, como ela disse, ela só começaria a viver agora. – Ele bufou, limpando uma lágrima que caia. – Vai ficar tudo bem... – Sentei perto dele, pegando em sua mão em busca de dar consolo a ele, ou algo assim. – E se não ficar? ... – Ele me olhou. – Sem “e se...” porque vai ficar. – Sorri. – Eu prometo. – O abracei. Justin por segundos sorriu, ele havia chegado aqui a chorar por que a sua amada estaria saindo da cidade, para talvez nunca mais voltar junto com a família dela. Gentinha idiota. Era isso que eu pensava dela e da cambada com que ela vai se mudar. Ele à amava, mais ele amava por dois, pois ela nada por ele fazia. Eu via isso, e via nos olhos do meu melhor amigo o amor, e agora também vejo alguma coisas. Eu vejo o resultado de um amor não sucedido. Eu vejo um vazio, com tristeza, destruição em seu lindo coraçãozinho tão bobo. O meu pequeno está destruído, e isso destrói meu coração também. Ele e eu tínhamos discutido, a um dia e meio atrás. Ele havia descobriu que a vadia da menina que ele amava estaria de passagens compradas e que iria se mudar, e veio até mim para informar-me de seus planos, como sempre. Ele tinha tudo na cabeça, e deixava que seu amor falasse por si, e eu via que tudo estava errado, e que ele sofreria. Eu tentei avisá-lo, e avisei. – Então, Ann, é isso que vou fazer: vou até ela, amanhã mesmo, e dizer que ela desista da viagem e case-se comigo. – Ele sorria radiante. – Eu a amo, e faria de tudo para ver ela feliz então por que não casar? – Porque? – Eu ria. – Porque? Eu vou te dar um porque então, Justin. – Me levantei, já preocupada. – Você é novo, tem a vida toda pela frente e quer casar? – Eu já sou um homem! Se achei a mulher da minha vida, não vejo mal nenhum em casar. – Ele disse já um pouco alterado, falando no mesmo tom em que eu falava. – Homem? – Eu ria. – Você nem saiu das fraudas, direito, oh senhor homem! – Ele me olhou indignado. Meu rosto esquentou de raiva. – Por que não vê? Em, seu idiota? – Falei alterada. – É só você quem ama lá. E esta amando por dois. – Falei já mais calma. – Você NUNCA amou de verdade, então não venha me falar de amor, Annabel! – Ele disse completamente alto. – Idiota! Não vira a conversa para mim! Eu tento te convencer a não cometer um erro e você vira para mim! É assim? – Perguntei, deixando cair sem querer algumas lágrimas. Logo as limpei e respirei fundo para gritar com o idiota que estava na minha frente. – Vasa da minha casa seu idiota! Sai daqui! – gritei. – Com todo prazer. – Ele disse, pegando o casaco e antes de bater a porta ele disse: – te convidarei para ser a madrinha. – Sai daqui! – gritei mais uma vez, ouvindo logo em seguida a porta bater com força.
Mais não importava mais a nossa briga, ele estava mal, e eu tentaria fazer ele sorrir como sempre faço. – Te devo desculpas e um obrigado. – Justin disse, já recomposto. – É? – perguntei, o encarando. – Sim... As desculpas são por que briguei com você, e o obrigado é porque você estava certa, e até agora não disse nenhum “eu te avisei”. – Tudo bem, pequeno. Agora deixa de tristeza, quero ver aquele sorriso lindo de tirar o ar que só tu tens. – fiz bico. – Não to afim agora. – Ele fez bico também, me imitando. Foi aí que eu tive a idéia, genial! Larguei o pote de sorvete que estava pela metade de lado, e como ele estava distraído olhando novamente pela janela não foi difícil o surpreende-lo. Estava perto dele, bem perto, então sussurrei: – Quero um sorriso. – Não tem hoje... – Ele disse me olhando. – Então vou ter que arranjar um! Peguei o pote de sorvete da mão dele, que não tava nem pela metade ainda, ele me olhou desentendido, eu sorri de orelha a orelha para ele, e foi aí que ele entendeu. – Não, Ann.. – Ele choramingou: – por favor... O empurrei no sofá fazendo cócegas nele, e ele já estava vermelho de tanto gargalhar, rir, sorrir. Não sei ao certo, era uma tremenda mistura. Ele falava meu nome em meio de sua risada, e eu ria demais também, parei com o som da campainha tocando. – Salvo pela campainha! – Ele disse, ainda rindo. – Você é um rapaz de sorte, senhor J. – Disse indo até a porta. Eu estava esperando tudo, tudo e todos nesse momento, menos a Catelyn. Ela deu um sorrisinho amargo para mim, pude observar que ela estava com duas malas do seu lado. Sai de casa, encostando a porta atrás de mim, deixando Justin lá dentro. Não queria que ele à visse. Logo agora que tinha conseguido o fazer sorrir... – O que quer aqui, Tully? – A tratei pelo seu sobrenome. – Quero me despedi de Justin, ele esta aí? – Não para você! Sai daqui vadia, você já fez ele sofrer demais e... – Antes de terminar a porta se abre. – Cat? – Perguntou a voz mais grave. Justin, sim, Justin. – Justin... Eu... Vim me decidir. – Eu não quero ouvi... Na verdade quero que saia daqui. – Ele disse. 1 à 0 rá! – Não Justin, você não esta entendendo, eu não queria ter dito tudo aquilo para você... Eu... Eu estava nervosa e... – Dizia Catelyn, Justin a interrompeu. – Você não vai começar a viver depois que sair daqui? Pois pra mim você morreu quando fechou aquela porta na minha cara me deixando com um anel na mão. – Ele tirou o anel do bolso da calça. – Alias, pega essa merda. – Ele jogou o anel, na cara dela. 2 à 0! – Sai daqui Catelyn... – Pedi, educadamente, pois vi que Justin estava nervoso. – Não te intromete Annabel! Ninguém te chamou na conversa! – Ela gritou comigo. O que? Ela gritou comigo mesmo? Essa vadia vai ver agora. – E eu não invoquei o demônio, mas olha você aqui! – Sorri com sarcasmo. 3 à 0! – E se você não sair agora da frente da minha casa eu encho tua cara de soco, tá ouvindo vadia? Tu vais chegar no bordel dessa nova cidade que tu vais toda roxa! – Disse entre dentes. Acho que o placar foi agora de 10 à 0! A cadela tinha perdido a língua? – Olha onde você foi se meter, Justin. – Ela disse, e virou as costas com suas malas rosinhas choques de mão ao seu lado. Aff, essa garota é vadia até pra escolher mala e roupa pra viajar. A saia que ela usava dava pra ver até o útero dela. Vadia, vadia, mil vezes vadia. – Bufei. Olhei para Justin e ele olhava para o chão de olhos fechados, tentando com certeza prender as lágrimas. Eu abri a porta e puxei Justin pelo braço fechando logo a porta por de trás de mim, ele veio logo para meus braços, eu o abraçava apenas sentindo sua respiração pesada em meus pescoço, e sem querer, arrepiei. Minhas mão passavam pela nuca dele, acariciando e bagunçando um pouco do seu cabelo claro. Ele era como anjo, um anjo que agora chorava com um coração partido. Justin não merece isso. Ele merece toda a felicidade do mundo. – Vai ficar tudo bem, ok, anjo? – Disse. Ele se afastou um pouco dos meus braços e sorriu. – Você que tá sendo um anjo pra mim, Ann. Obrigado. – Ele pega na minha mão e a beija. – Para com isso, guri, se não te encho se soco. – Bati no ombro dele. – Viadagem pô. – Ele caiu na gargalhada, dessa vez verdadeira. – Sabe do que eu gostei, Ann? – Ele se jogou no sofá, pegando um dos sorvetes que agora deve ter virado “suco”. – Do que? – Me sentei no sofá em frente à ele. – “... eu não invoquei o demônio, mas olha você aqui” isso foi... Bizarro. – Eu ri. – Mais foi merecido... – Disse. – Foi... – Ele mexia no sorvete. – Não vou mais chorar... – Ele deixou o sorvete de lado. – E faz bem. – Sorri para ele. – É, eu sei. – Ele sorri de lado. – Não vale a pena né? Balancei a cabeça, positivamente. – Não vale mais chorar por ela. – E tem mais... Hoje a noite, eu vou numa balada. – Ele levantou. – Quer ir? – Não... Eu tenho que dar uma aula as oito. – Quem quer dançar as oito horas? – Perguntou Justin, ele estava caminhando até a porta. – Eu... E um casal que quer aprender a dançar. – Disse. – Ué, já vai? – É, vou chamar Ryan e Chaz pra festa e terminar um projeto lá no escritório antes de ir pra balada. – Ele disse. – Ahn, então tá. – Beijei o rosto dele, o fazendo sorrir. Justin foi embora. Eu sou professora de dança, Justin é arquiteto, e de muita competência por sinal. Ele pode ter parado de demonstrar agora, mais ele esta acabado, completamente acabando com a ida da Ex dele. Uma prova disso é que ele esta indo pra balada pra pegar qualquer uma e tentar esquecer ela com bebidas, mulheres e mais bebidas. Idiota, sim, ele é um idiota.
Notas finais
Bem, primeiro cap é grande. E explica basicamente o ritmo que a historia vai percorrer. Reviews?
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