What's Your Number?

3 What's Your Number? - PARTE 3


Notas iniciais
Gente, to até envergonhada de postar a fic depois de tanto tempo sem nem ter respondido os comentários. Sei que não é desculpa, mas essa semana foi uma correria danada com os preparativos do casamento do meu irmão, tanto que mal peguei no not a não ser para coisas da faculdade que já começou pegando fogo. Enfim, peço milhões de desculpas pelo mega atraso, espero que não tenham me abandonado. Vou responder aos comentários enquanto vocês aproveitam mais um cap, beijos de luz! OBS: Não revisei o texto, então perdoem os eventuais erros.

III

A morena parecia fora de órbita quando acordou, demorou algum tempo para que ela pudesse despertar definitivamente e descobrir que não havia passado a noite sozinha em sua cama. “Oh merda, merda, merda, merda.” Rachel murmurava desesperada enquanto procurava o celular no meio das roupas jogadas pelo chão e ligava para Santana. Flashes da noite passada rondavam sua cabeça com imagens borradas de uma farra das grandes.

A latina atendeu no terceiro toque. “Ei Rae!”

Porra Santana, onde você estava na noite passada? Eu dormi com a minha chefe.

“A culpa não é minha, ok? Quando eu fui tentar tomar o copo da sua mão, você cuspiu em mim. Agora, lide com as consequências dos seus atos, chaveirinho.”

O que eu faço? — Rachel deu uma espiada apreensiva na loira quando a mesma se remexeu na cama, mas ela não acordou. O que foi um alívio, já que a baixinha não fazia ideia do que fazer quando a mulher despertasse.

Espera, você está falando daquela sua chefe alcoólatra que acreditava ser a próxima estrela da Broadway, April Rhodes?”

Não, ela não. Estou falando da chefe do emprego que me demitiram.

“O que? Você foi demitida?”

Isso não é relevante nesse momento.

“Bom, só resta pensar pelo lado positivo...”

Que merda de lado positivo há em eu ter dormido com minha ex-chefe Santana?

“Achei que fosse óbvio?! Você vai se casar!” Rachel ouviu a irmã gritar logo depois. “Querida, Rae vai se casar!”

O QUE? Não! Eu não posso me casar com ela, pelo amor de Deus!

“Primeiro, nós somos judias. Segundo, Brittany achou o máximo.” A latina deu de ombros.

Oh merda, ela definitivamente está acordando agora. Eu te ligo mais tarde.

Sem dar tempo para que Santana pudesse responder, a baixinha desligou o celular e respirou fundo antes de caminhar de volta para o quarto.

Bom dia. — A loira agarrou Rachel pela cintura lhe roubando um beijo, a pegando totalmente desprevenida. — Se eu soubesse que isso seria tão bom como foi, eu já teria te chamado pra sair há muito tempo.

É, pois é, não é? — A baixinha respondeu confusa tentado se recuperar do susto.

Você já fez café? — Cassandra perguntou enquanto abria a porta da geladeira e espiava o conteúdo lá de dentro.

Não, mas tem uma ótima padaria no caminho até o ponto de táxi. — A judia não podia acreditar no quão folgada aquela mulher era, nem na burrada que havia feito ao dormir com ela.

Perfeito, então nós podemos ir juntas até lá. — Rachel pensava no que responder quando ouviu a campainha tocar, literalmente salva pelo gongo.

A morena caminhou rapidamente até a entrada para atender a porta e se surpreendeu ao encontrar sua vizinha de porta parada lá. — Oi Rachel, desculpa te incomodar tão cedo, mas é que fiquei trancada pra fora de casa e minha carteira e celular estão lá dentro. Será que você pode me emprestar o seu telefone?

É claro, Quinn. — Rachel estendeu o aparelho que segurava para a loira. Quando seus dedos se tocaram houve um pequeno momento de eletricidade que percorreu ambos os corpos, mas as duas souberam disfarçar muito bem o choque que sentiram.

Rachel, não é melhor você trocar de roupa? Eu estou com fome e quero sair pra comer, a falta de um café da manhã decente afeta seriamente o meu humor. — Reclamou a outra loira de pernas e braços cruzados no sofá da sala.

Olha Cassandra, eu tenho uma vizinha em apuros e preciso me concentrar em ajudá-la, ok?

Ok, tanto faz. Eu vou sair pra comer, mas nós ainda podemos sair hoje à noite pra jantar e repetir a dose, certo? — Quinn percebeu que Rachel tentava se esquivar a todo custo da outra mulher e resolveu ajudar.

Receio que isso não será possível, nós temos reunião de condomínio hoje à noite. — Rachel encarou a linda loira de olhos avelã com um meio sorriso em agradecimento antes de complementar a mentira.

É, será uma noite bem longa e tediosa... Então, vamos fazer assim, eu te ligo amanhã e nós marcamos alguma coisa, que tal? — Enquanto dizia isso, a morena ia empurrando a outra mulher em direção à saída.

Rachel abriu a porta, mas antes de ir embora Cassandra envolveu o pescoço da judia e roubou mais um beijo. A morena se afastou o mais delicadamente que pôde, olhou pelo canto do olho para Quinn que parecia entretida em sua coleção de discos e voltou sua atenção para July. A judia só queria que ela fosse embora de uma vez.

Assim que sua ex-chefe desceu as escadas, a porta do apartamento vizinho se abriu e uma mulata bem irritada saiu de lá. A baixinha procurou Quinn com o olhar interrogador e a encontrou escondida atrás do sofá, exigiu mudamente por uma explicação antes de fechar a porta e cruzar os braços.

Eu sei, eu sei. É só que ela me pareceu meio louca e eu não quis esperar até a hora de acordar para comprovar minha teoria. Mas eu também te ajudei então, estamos quites.

É, pode ser. Só não me envolva em seu plano de dormir com Los Angeles inteira, ok?

Wow. Quer saber? Eu vi o vídeo do seu brinde no youtube e achei que você fosse um pouquinho mais divertida.

Aquelas vadias colocaram aquilo na internet? — Rachel arregalou os olhos e Quinn riu.

— A parte em que você quebrou a taça do cara foi realmente hilária, é minha cena favorita.

Mas como foi que você conseguiu encontrá-lo? — A baixinha estava perplexa.

Digamos que é o meu trabalho desenterrar os podres das pessoas e modéstia parte, sou muito boa no que faço. Enfim, muito obrigado pela sua hospitalidade Rachel, acho que o caminho está livre agora. A gente se fala. — Quinn disse piscando um olho e sorrindo marotamente antes de abrir a porta e sair.

A gente se fala. — Murmurou a baixinha para a porta já fechada.

[...]

Ei, pega leve ai baixinha. Isso se chama degustação, não devoração de bolos. E se você continuar comendo assim vai ter que pagar por ele todo. — Rachel e Santana estavam em uma renomada confeitaria de LA escolhendo o bolo do casamento.

Minha vida está acabada, eu preciso aproveitar. Além disso, qual o problema em ser gorda? Ninguém vai me ver nua de novo mesmo.

Rachel, pelo amor de Deus, deixa de drama. Eu não acredito que você está levando essa besteira toda tão a sério.

É claro que eu estou levando isso a sério. É um ponto cientificamente comprovado Santana, não dá pra ignorar esse fato.

Enfim, você já escolheu um? — A latina revirou os olhos.

Por que estamos escolhendo um bolo vegan mesmo?

Brittany disse que como a maioria das pessoas na nossa família são vegan, o certo seria que houvesse dois bolos de casamento. Mas como eu me recuso a pagar por isso, B achou que você saberia escolher um que agradasse a todos.

Eu realmente gostei do de nozes com pêssegos.

É, ok, tanto faz. Apenas escolha um logo porque você ainda precisa fazer a prova do seu vestido de madrinha.

Odeio quando você se torna insensível. — Reclamou a mais nova dando mais uma garfada no bolo à sua frente.

E eu odeio quando você se torna insuportável. — Rebateu a latina revirando os olhos pela milésima vez naquele dia.

[...]

A baixinha estava em pé na plataforma, morrendo de tédio enquanto a costureira enfiava os alfinetes necessários para ajustar o vestido.

Eu sabia que estava me esquecendo de te contar alguma coisa... — Comentou a morena mais velha distraída. — Você não vai acreditar quem foi que eu encontrei ontem no centro, Rae. — Santana folheava desinteressadamente as folhas de uma revista de noivas enquanto esperava sua vez.

Quem? —Perguntou a baixinha realmente curiosa.

Lucy Caboosey. — Exclamou a latina com um sorriso sacana depois de alguns segundos de suspense.

Lucy, Lucy? A minha Lucy? — Questionou incrédula.

Sim, a ruiva gordinha que se declarou pra você na quarta série e com quem você deu seu primeiro beijo. — Respondeu. — Aghr, nojento. — Acrescentou com uma careta.

Oh meu... Mas como? Isso é impossível Santana.

Não mesmo e se eu fosse você, me gabaria por te sido a primeira pessoa a beijar aquela mulher. Você não faz ideia de como ela está gostosa agora. É sério Rachel, eu não sei como, quando ou onde, mas o passar dos anos só fez bem àquela branquela.

Eu realmente gostava dela, ok? Lucy foi o meu primeiro e talvez, único amor. Aquela foi a declaração mais linda que eu já recebi na vida. — A judia se recordava perfeitamente bem do dia em que Lucy, a menina gordinha, ruiva e quatro olhos que todos da turma tiravam sarro, tomou coragem e invadiu a sala do diretor para gritar nos altos falantes do colégio que amava Rachel Berry. — Ela era a pessoa mais doce que já conheci e o fato dela estar acima do peso não anulava a beleza interior que ela exibia pra mim.

É, ela era realmente fofa... De todos os ângulos, devo reforçar. Mas vou deixar que você veja com seus próprios olhos a nova Lucy.

O que você quer dizer com isso?

Quero dizer que eu a convidei para o casamento.

Você fez o que? — Gritou a baixinha movendo-se bruscamente para encarar a irmã. — AI! — Exclamou de dor em seguida por ter sido espetada, recebendo um olhar feio da costureira. — Como assim você a convidou para o casamento? Ela nem deve se lembrar de mim.

Ah, pode apostar que ela se lembra muito bem. Inclusive fez várias perguntas sobre você, então pode me chamar de louca, mas eu ainda acho que nossa pequena Lucy tem uma quedinha por Rachel Berry.

Por favor, não seja estúpida Santana. Acho que nunca ouvi besteira maior que essa na minha vida, faz quase uma vida que nós não nos vemos.

Guarde bem minhas palavras, você sabe que eu sempre estou certa e o mais importante é que ela já confirmou presença.

Eu te odeio Satã, eu realmente te odeio.

Não se preocupe, eu também te amo gnomo. E não esquenta, vou deixar que você me agradeça depois.

Rachel encarou a irmã com uma carranca contrariada e Santana apenas sorriu cínica.

Ei, espera. — A baixinha chamou abrindo um sorriso.

O que foi? — A latina levantou os olhou da revista para encarar sua irmã com um semblante confuso.

Você é um puto gênio Santana.

Tudo bem, agora me diz algo que eu não sei. — A mais velha revirou os olhos.

Eu já sei como não virar celibatária sem passar do número vinte... Eu só preciso sair com alguma ex! Se a Lucy mudou tanto como você esta dizendo, isso pode ter acontecido com outra pessoa, não pode?

Barbra, eu não acho que seja saudável desenterrar suas ex e trazê-las de volta à vida.

Bobagem, isso vai ser perfeito.

Só não diga depois que eu não avisei. — Santana suspirou derrotada, aquela era de fato uma péssima ideia.

Notas finais
Então? :)