What's Your Number?

10 What's Your Number? - PARTE 10


Notas iniciais
Faz muito tempo desde a última atualização, mas eu precisava terminar de postar a fic então, é isso! Obrigado à todas que acompanharam e à todas que ainda vão ler. OBS: Relevem o momento HSM a seguir :x

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Elas fizeram seu caminho de volta até o jardim onde a festa rolava solta de mãos dadas e com sorrisos bobos estampados na cara, denunciando o que havia acabado de acontecer.

A loira bem que tentou fugir do furacão latino caminhando em sua direção, mas correr significava deixar Rachel sozinha para enfrentar a situação e aquilo estava fora de cogitação.

Onde vocês estavam? — Exigiu a latina furiosa.

Nós estávamos conversando lá em cima San. — Respondeu a baixinha revirando os olhos. — Você já pode tirar essa cara de serial killer porque tudo foi devidamente esclarecido e estamos bem agora, está tudo certo.

Como assim está tudo certo? Eu não aprovarei esse relacionamento até saber quais são as intenções dessa Barbie oxigenada.

Santana! — Repreendeu a baixinha. — Eu não tenho mais dezesseis anos, você sabe. — Rachel sabia que S poderia ser verdadeiramente intimidadora quando adotava a pose protetora de irmã mais velha.

Está tudo bem, eu não me importo em responder. — A loira acalmou Rachel com um pequeno selinho antes de encarar a outra morena com confiança, o que tornou o olhar de S ainda mais irritado. — Olha, eu sei que meu passado não é nenhum segredo pra você e eu não me orgulho nem um pouco dele. Mas a minha intenção aqui é esquecer todos esses anos longe e amá-la como se não existisse uma amanhã. Eu quero ser a razão dela sorrir e pretendo demonstrar isso todos os dias enquanto ela me quiser por perto.

A morena lançou um olhar de completa adoração para sua namorada, não oficialmente é claro, sem conseguir esconder o sorriso apaixonado. A morena mais velha continuou a encarar sua futura cunhada de maneira assassina não se dando por satisfeita.

Sem mais transas de uma noite só? — Insistiu a latina desconfiada.

Sem mais transas de uma noite só. — Afirmou seguramente a loira.

Não pense que estou cem por cento de acordo com isso, você vai ter que suar muito a camisa pra ganhar a minha confiança, loira de farmácia. Então, é bom você andar na linha e ficar de olhos bem abertos pois, quando você menos esperar eu estarei lá para chutar tão forte essa sua bunda mole que quando você acordar em uma vala do outro lado do país sem os dedos das mãos sequer vai lembrar o motivo pelo qual está lá.

Ah... Ok?! — A loira sentiu medo, a seriedade com a qual Santana fez sua promessa fez com que um calafrio percorresse o corpo de Quinn.

San, chega! Você cumpriu seu papel como irmã mais velha e já assustou Quinn o suficiente. — Rachel demorou a processar a ameaça sem pé nem cabeça da irmã, mas resolveu intervir logo, aquilo poderia estar indo longe demais.

Nesse momento o DJ da festa anunciava pelo microfone a primeira dança das noivas, por isso, e só por isso, Santana começou a se afastar. Mas antes que estivesse longe das vistas das duas olhou sobre seus ombros e gritou para Quinn de forma assustadora gesticulando muito rápido.

Escucha Barbie, soy de Lima Heights Adjacent y yo tengo orgullo! Sabes lo que pasa en Lima Heights Adjacent, branquela? Cosas malas!

[...]

Sua irmã sabe como ser assustadora. — Comentou a loira divertida enquanto balançava a morena em seus braços tentando seguir o ritmo lento da música.

Nem me fale. — Rebateu a baixinha. — Juro que fiquei com medo por você.

Ela veio mesmo dessa tal Lima Heights sei lá o quê?

Não. — As duas riram. — Santana nem sabe onde fica esse lugar e nem eu sei de onde ela tirou isso, mas ela diz só para parecer mais badass do que ela já é.

Não é como se ela precisasse de um “extra” para parecer com o Diabo de Saia.

Isso é verdade, mas é bom você seguir o conselho dela e andar na linha Fabray. Minha irmã pode não ser de Lima Heights, mas ela com certeza vai chutar o seu traseiro caso você apronte. — Rachel riu com o olhar assustado de Quinn. — Vem, vamos dançar. — Chamou a judia saindo dos braços da loira para pegar em sua mão e puxá-la.

Mas nós estamos dançando. — Rebateu frustrada sem se deixar levar.

Balançar de um lado para o outro no mesmo lugar não pode ser considerado dançar, Quinn. — Rachel sorriu revirando os olhos.

Eu não sei como fazer isso. — A loira lançou um olhar encabulado e suplicante para a morena.

A baixinha pareceu pensar por alguns segundos antes de sorrir e ir até o DJ cochichar algo em seu ouvido. Quando os acordes da nova canção começaram a tocar Quinn sentiu seu coração martelar de forma violenta contra sua caixa torácica, Rachel lhe encarava da forma mais doce que alguém já havia lhe dirigido um olhar.

[...]

A morena voltou para o lugar aonde tinha deixado Quinn e mesmo sem o consentimento da loira puxou-a até o centro da pista de dança, isso fez com que todos parassem o que estavam fazendo para observá-las melhor.

“Take my hand,” Quando a voz da baixinha ecoou forte e poderosa pela primeira vez por todos os cantos, a loira deixou que as memórias da judia cantando para ela na infância preenchessem seus pensamentos. Rachel estendeu sua mão e sem pensar, Quinn a pegou.

“Take a breath,” Ela respirou fundo imitando o que a baixinha fazia. “Pull me close,” Pediu a morena sorrindo e a loira trouxe seu corpo pequeno para perto do seu. “And take one step.” Instruiu a judia novamente colocando a mão direita de Quinn em sua cintura enquanto a outra se entrelaçava com a sua.

“Keep your eyes locked on mine.” Rachel levantou o queixo de Quinn, obrigando seus olhares a se manterem conectados.

A loira morria de medo de acabar pisando no pé da morena, afinal, era um desastre em matéria de coordenação motora. Sofria do problema chamado “dois pés esquerdos”, mas o sorriso que jamais abandonava os lábios bem desenhados daquela mulher não permitia que Quinn tivesse medo de tentar. Por ela.

“And let the music be your guide.” E antes que a loira pudesse perceber as duas rodopiavam pelo salão na pequena valsa improvisada sem se importarem com a atenção externa que recebiam.

(Want you promise.)

“Now I want you promise me,” Continuou a judia com um olhar apaixonado. “That you'll never forget.”

(We'll keep dancing.)

“To keep dancing wherever we go next.” As duas trocaram um sorriso divertido.

“It's like catching lightning, the chances of finding someone like you. It's one in a million, the chances of feeling the way we do. And with every step together, we just keep on getting better.”

“So can I have this dance?” Quinn arriscou-se a rodopiar Rachel enquanto a morena cantava.

“Can I have this dance?” Repetiu a loira puxando-a de volta para perto.

“Can I have this dance?” A canção terminou em um sussurro de Rachel.

— Acho que você acabou de ter... — Sussurrou a loira sorrindo em resposta.

A bolha na qual as duas se encontravam logo foi quebrada pela salva de palmas que a pequena “apresentação” havia rendido, Quinn e Rachel olharem em volta e sorriram em agradecimento antes de uma nova música começar a tocar.

Lá no canto esquerdo, tentando segurar um sorriso, estava uma latina completamente derretida pela loira de olhos azuis em seus braços e quem sabe, momentaneamente, derretida pela loira de olhos avelã no centro da pista.

[...]

Após a saída à francesa das noivas da festa, Rachel levou Quinn até o deck sobre a barreira de pedras onde a água do mar batia incansavelmente. Antes, porém, passaram pela cozinha na missão de sequestro de uma garrafa de espumante e duas taças.

O pôr-do-sol começava a se formar no horizonte, as duas permaneceram sentadas sobre a plataforma de madeira tomando suas bebidas enquanto suas pernas se roçavam em uma troca de calor e eletricidade.

Vai terminar de me contar a história do seu nome ou não? — Rachel perguntou.

Ser chamada de Lucy me fazia lembrar o tempo em que eu era gordinha, ruiva e quatro olhos. Então, quando nos mudamos para New York pedi que meus pais me chamassem apenas de Quinn. No começo eles estranharam, mas acabaram se acostumando. Comecei uma dieta, me apaixonei por exercícios físicos e até me tornei Capitã das Líderes de Torcida.

Você? Líder de torcida? — A morena riu.

De onde você acha que vem toda a minha flexibilidade, baby? — A loira levantou uma sobrancelha sugestivamente com um sorriso malicioso nos lábios. — Então Srta. Berry, o que faremos agora?

Rachel observou a face risonha de Quinn e sentiu seu coração aquecer ao reparar no modo como o vento bagunçava os curtos fios dourados conferindo a loira um ar angelical.

Seus lábios rapidamente se curvaram em um sorriso antes de dizer. — Você gostaria de ser o meu número vinte e um, Srta. Fabray?

Quinn sorriu ainda mais abertamente diante da proposta, olhou o sol que sumia aos poucos dando lugar à lua e as estrelas e gargalhou. — É, eu acho que isso pode dar certo, número cento e...

Nem pense em terminar essa contagem! — A pequena judia acertou um tapa no braço da loira, gesto mais do que comum entre elas nos últimos tempos. Rachel sentou no colo de Quinn, rodeou seu pescoço com os braços antes de roubar um beijo calmo, mas que com o tempo tornou-se intenso, de tirar o fôlego. Assim que se separaram em busca de oxigênio, a morena juntou suas testas e sobre seus lábios suspirou.

Acho que alguém precisará ser avaliada mentalmente amanhã cedo. — Brincou Quinn, desencadeando um acesso de risadas em Rachel. A baixinha não pôde deixar de pensar no quanto a espera pela garota certa, vulgar número vinte e um, tinha valido a pena.

Notas finais
Fim?! E que tal um epílogo?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!