Whatever You Like
2 Capítulo 2
Notas iniciais
A música continuava tocando e as duas amigas, cada vez mais bêbadas, continuavam a se divertir. Entre beijos e risadas, a água da banheira se tornou fria e elas finalmente decidiram que era hora de sair. Jane foi a primeira, se enrolou em uma toalha e pegou o roupão para ajudar Maura, que, por sua vez, estava achando extremamente difícil se manter de pé depois de tanta tequila. A morena a envolveu em seus braços e a secou, vagarosamente, aproveitando cada segundo de contato entre seus corpos.
- Jane, eu estou bêbada, não morta. Você está se aproveitando de mim! – A legista falava embolado e mal conseguia coordenar seus pensamentos – E sabe o que é pior? Eu estou gostando! – E explodiu em risadas. A morena se segurou para não rir e gentilmente deitou a amiga na cama.
– Durma, Maur, vai te fazer bem. – Ela se curvou para dar um beijo na testa da loira, mas antes de fazê-lo, ela agarrou seu quadril e a puxou. – Maur, para, para, pa... – Ela tentava pará-la, mas ao sentir duas mãos apertando seus seios e uma língua quente roçando seu pescoço, todas as frases se tornaram incoerentes e seu raciocínio falhou. – Maura, eu estou falando sério, eu não vou conseguir resistir se você continuar me provocando. Eu acho que... Mmmm – sua frase se transformou em um gemido quando a legista esfregou os dedos por cima de sua calcinha.
Jane fechou os olhos e tentou reunir forças para impedir Maura, mas seu corpo queria tanto aquele toque, aqueles beijos que respirar já era uma tarefa e tanto. A legista tirou seu roupão e a toalha de Jane e os arremessou do outro lado do quarto. Ela deslizava as mão pelas laterais daquele corpo que há tanto tempo queria sentir, aproveitando cada segundo. Seus dedos acariciavam levemente o abdome definido de Jane, enquanto a boca percorria o pescoço e a clavícula da detetive.
As palavras se tornaram apenas gemidos e naquele momento nada mais parecia existir. Maura abriu suas pernas e se envolveu nas pernas de Jane, fazendo movimentos de fricção. O calor que emana das duas era quase palpável e a morena achava que poderia facilmente atingir o clímax apenas observando a amiga, que, além de linda, era a pessoa mais sensual que ela conhecia. Cada gesto, cada movimento, cada piscar de olhos parecia ter sido previamente ensaiado, com o intuito de enfeitiçar e seduzir. Até mesmo a fina linha de suor que surgia servia para aumentar ainda mais o tesão e a vontade de tê-la por inteiro. E mesmo naquele estado, completamente bêbadas e atrapalhadas, o desejo entre as duas era praticamente palpável.
A legista desamarrou as laterais do biquíni da amiga e logo as duas estavam totalmente nuas. Elas se beijavam como se dependessem disso para viver. Jane segurava Maura pelo quadril, que rebolava e passava as mãos pelas costas da detetive.
- Maura, você tem certeza de que quer fazer isso agora? – Jane ofegava e tentava colocar coerência em suas frases. – Sinceramente, eu não acho que vou conseguir te impedir se não pararmos agora.
- Jane, eu quero você. Eu preciso de você. Agora. – Maura puxou a morena para um beijo. – E eu sei que você me quer tanto quanto eu te quero. Então, vamos nos poupar da parte em que você tenta me convencer do contrário, porque, você sabe, nós sempre fazemos o que eu quero, e vamos direto ao que interessa. – Jane olhou para a amiga em um misto de surpresa e excitação: todo o mundo sabia o quanto ela era mandona, mas ninguém sabia o quão sensual ela ficava quando bancava a chefe. – E, partindo da observação de que você está mais do que adequadamente lubrificada, eu diria que é melhor para ambas que lidemos logo com nossa situação. – E com um sorriso, mordeu o lábio.
- Maura! Sério? Adequadamente lubrificada? Sério mesmo? – Jane lançou um olhar indignado, mas a visão da amiga nua e se insinuando foi o suficiente para amenizar a situação. – Tudo bem, não vou tentar te convencer. Eu só preciso de um minuto para me preparar, tudo bem? Você me espera? – A loira acenou a cabeça. Jane se levantou e foi até o banheiro.
“Meu deus, e agora? Eu estou nua. Nua. Pelada. Sem roupa. Na casa de Maura. No quarto de Maura. NA CAMA DE MAURA. Ah, meu deus! Maura também está nua. Nem uma pecinha de roupa. Na cama. Me esperando. Nós vamos fazer sexo. Sexo. SEXO! Eu vou fazer sexo com minha melhor amiga. E se eu fizer algo errado? Eu vou fazer algo errado. Eu sempre faço algo errado. E se eu tiver uma crise de espirros? E se eu começar a tossir? E se ela não gostar do que eu fizer? Bom, é óbvio que isso vai acontecer, afinal, eu nunca fiz isso antes. Será que ela já fez? Aposto que ela já fez. Oh, céus, ela deve ser ótima nisso, ela é boa em tudo que faz. E por falar em boa... Boa não, ótima. Aquele corpo... E eu aqui, magrela, sem graça. O que será que ela viu em mim? Será que ela está bêbada demais e não sabe quem eu sou? E se ela acha que sou o Ian? Pior, e se ela estiver afim de sexo casual e nada mais? E agora? Será que ela vai notar se eu fugir pela janela? Não, Jane, deixa de ser burra, estamos no segundo andar! E se eu disser que surgiu uma emergência? Mas aí ela vai me perguntar que tipo de emergência. Ai, meu deus. O que eu faço? O que eu faço? Chega, Jane! Você quer e ela também. Vamos lá resolver esse problema e deixar todo mundo satisfeito. Isso, vou encarar meu problema de frente, porque, afinal, esse é o melhor problema que já tive na vida!”
Jane ajeitou o cabelo e se dirigiu, mais confiante, para o quarto. Mil pensamentos rodeavam sua cabeça. Ao olhar para a cama, Maura estava de costas, então ela se deitou por trás dela e a abraçou. Foi então que notou: Maura havia adormecido. Com um leve sorriso, Jane puxou as cobertas e deu-lhe um beijo na testa.
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