What should i do?
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Levi’s POV
Eu não consegui pregar os olhos o resto da noite. A imagem do garoto dançando, ficava em minha cabeça. O jeito como rebolava ou passava a mãos por suas coxas me tirava do sério. Droga! Como pude deixar ser seduzido por um moleque como Eren Jaeger? Eu precisava me afastar dele. E rápido.
Eu caminhava pela escola, ainda vagando em meus pensamentos, quando avistei Hanji e Erwin Smith, o professor de matemática. Tentei dar meia volta e me afastar o mais rápido que pude, mas Hanji me alcançou com facilidade.
– Oi, Levizinho querido...
–Não me chame assim. – Interrompi a mulher que aumentou ainda mais seu sorriso, se é que isso era possível.
– Hun..? Porque esta tão estressadinho hoje? – Ela perguntou, ainda sorrindo enquanto enganchava seu braço no meu.
– Não lhe importa. –Tentei deixar bem claro para ela que eu não queria papo. Infelizmente isso pareceu diverti-la ainda mais.
– Muitas provas para corrigir? – Erwin perguntou, também com um sorriso divertido no rosto. Realmente, eles se divertem com a minha impaciência?
– É tipo isso. – Concordei com frieza. A mulher dessa vez gargalhou, me deixando ainda mais irritado. Se alguém tem o talento de irritar alguém, era Hanji. Barulhenta, invasiva e maluca. Apesar de tudo isso, ela ainda era desde o colegial, minha melhor amiga.
– O Levi com muitas provas para corrigir? Ele é tão perfeccionista quanto a isso que faltam provas para esse baixinho aqui. – Zoe disse enquanto fazia um cafuné em minha cabeça. Eu apenas bufei em desaprovação a fazendo parar.
– Hahaha...Sim..é verdade. – Ele concordou, como se eu nem estivesse ali. – Sabe um aluno que me tira do sério? – O loiro trouxe um novo assunto para conversar, atraindo levemente minha atenção. – Eren Jaeger. Aquele garoto é problema, conseguiu tirar 3,0 em minha prova. – Tentei parecer indiferente, mas minha atenção estava toda voltada à conversa dos dois.
– Com certeza. Na minha matéria ele também não é um exemplo de aluno. Mas, além disso, ele também é encrenqueiro. Acho que tem 20 anotações sobre as brigas que ele já teve com Kirschtein.
Eren não era de causar problemas em minhas aulas. Mas é verdade que era um péssimo aluno. Havia tirado 1,0 em minha prova e por isso o chamei para aulas particulares. Pensando bem, ele não me parece nem um pouco dedicado como aqueles garotos Armin e Marco.
– Mas você viu, não viu? – A voz de Erwin me fez voltar à realidade. – Os alunos estão comentando entre si, de certo vexame que ele passou ontem. — Ótimo. Esses adolescentes não sabem calar a boca, até os professores já estão sabendo de sua “dançinha” sensual.
Novamente voltei a pensar no garoto, me desconcentrando completamente da conversa entre Hanji e Erwin. Só voltei para a realidade, quando Erwin já se afastava de nós dois. Provavelmente iria malhar como de costume.
Agora, aquela maldita quatro olhos me encarava sorridente.
– O que foi? – Perguntei um pouco irritado.
– Foi você que estragou a festinha dos alunos, não foi? – Perguntou a maior com certo brilho nos olhos.
– Perdão? – Parei no corredor para encará-la melhor. A morena apenas cruzava os braços – Esses garotos estavam fazendo uma festa sem a permissão de Pixis.
–Hum...sei. Então, você decidiu receber uma “festinha” particular, não é? – Ela respondeu, continuando pelo corredor sempre com aquele maldito sorriso, me deixando sozinho e perplexo.
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Eren’s POV
Minha cabeça doía, eu podia sentir o quarto rodar quando abri meus olhos. Merda, o que diabos aconteceu noite passada? Tentei levantar da cama e reparei que ainda estava com a fantasia, “Bosta” murmurei para mim mesmo ao ver meu estado deplorável.
Eu nem lembrava direito do que aconteceu na noite passada. A única coisa que conseguia me lembrar vagamente era Levi. Porque ele teria feito uma coisa dessas? E pior, porque eu havia gostado tanto?
Olhei para o relógio que já marcava 13:30, Armin já não estava no quarto. Provavelmente estava lendo em algum canto da escola. Assim que me levantei, fui tomar um banho e tentar lembrar alguma coisa da noite passada. Deve ter sido só mais uma festa entediante, onde todos bebem um pouco, falam umas besteiras e logo se acaba.
Enquanto me enxugava, reparei em marcas vermelhas em meu pescoço. Estremeci. Lembrar de Levi assim me fazia corar, eu nem sei por quê. Não sou gay, não posso ser. Já havia ficado com algumas garotas, mas nunca me senti muito atraído por elas. Acho que é porque nunca encontrei a mulher certa.
Agora, como eu ia esconder essas marcas em meu corpo? Eram cupões vermelhos nitidamente visíveis. Se Mikasa visse isso, ela iria me matar. Corri em direção ao armário, ao lembrar que eu tinha um cachecol guardado em algum lugar.Peguei a peça de lã e coloquei ao redor do pescoço. Olhei para a janela e reparei no lindo sol de verão que se encontrava lá fora. Droga, não poderia usar o cachecol.
Ainda pensava em um plano, quando Armin entrou rapidamente no quarto. O mais rápido que pude, coloquei uma das mãos no pescoço.
– Ah, você acordou- ele sorriu receoso.
– Sim, sim. Bom dia Armin. – Disse ainda com a mão escondendo as marcas.
– Como você esta se sentindo?- perguntou, sentando-se na cama ao meu lado.
Fechei os olhos rapidamente, tentando me esquecer da tontura e da dor de cabeça que sentia. Estava péssimo. Queria mesmo era deitar e dormir pelos próximos séculos. O loiro me olhava um tanto quanto preocupado, como se eu tivesse sofrido ou fosse sofrer algo terrível, não queria preocupá-lo ainda mais.
– Estou bem. – menti – Só com um pouco de dor de cabeça, nada grave.
– Que bom. – Sua face preocupada permanecia e isso me assustou um pouco.
– Esta tudo bem? – Perguntei. O garoto apenas suspirou e desviou seus olhos dos meus. Isso realmente não era bom sinal. Se eu bem conheço Armin, toda vez que ele desvia os olhos é porque quer esconder alguma coisa.
– E-esta. Eren, você...-Ele hesitou e continuou sem me olhar na cara. Isso realmente estava começando a me deixar nervoso. – Você se lembra de ontem? – Finalmente conseguiu perguntar. Mas que pergunta era aquela? Achei que era alguma coisa muito séria. Se bem que, eu realmente não me lembrava nada da noite passada.
– Não muito bem. – Respondi, tentando me ajeitar na cama, sem tirar a mão da droga do meu pescoço. Meu braço ia ficar dormente depois disso.
– Você lembra...-Ele começou, um pouco mais confiante- ...que bebeu um pouco mais do que o planejava?- Se eu me lembrava? Lembro de estar completamente perdido, constrangido e deslocado. Por isso comecei a beber.
– Sim, vagamente.
– Então, você ficou bêbado. – Ele finalizou, corando e escondendo o rosto com as mãos. Então era só isso? Quero dizer, fiquei alegre e falei umas bobagens que a maioria das pessoas, no dia seguinte, nem iriam se lembrar.
– Ah, não tem problema- Respondi tentando tranqüilizar Armin, que balançou a cabeça negativamente. Ele estava realmente incomodado com isso.
– Não, Eren. Você estava MUITO bêbado. Nunca te vi naquele estado, você dançava como uma stripper louca. – Eu gelei rapidamente. Como assim, dancei como uma ‘stripper louca’? Isso não era possível, nunca que eu chegaria a esse ponto.
– Cara,como assim? – Perguntei já sentido angustiado e com o rosto ardendo em chamas. Eu deveria estar vermelho como um tomate.
– Bom, você fazia danças digna de um bordel barato. – Ele agora já se soltava, pelo jeito ‘amigável’ que falava comigo. – Tipo, rebolava, descia essas coisas.
– Essas coisas!!?? – Gritei, assuntando o garoto. Soltei meu pescoço e agarrei Armin pelos braços – Como assim!? Alguém viu? Porque? Como? – Sentia meu peito apertado, eu queria mesmo desaparecer desta terra.
– Ah...Eren, todo mundo viu. Você subiu em cima da mesa e...bem, fez essas coisas.
Eu estou ferrado. Nunca mais vou poder sair deste quarto. Se bem que, Talvez as pessoas compreendam. Será que iriam tirar sarro da cara de um amigo que ficou bêbado e tentou fazer uma dança sensual para a sala inteira? Provavelmente.
– Ah, talvez nem seja tudo isso. Grande parte das pessoas já esqueceram – Ele completou assim que notou meu silencio. – Ninguém comenta nada. – Senti certo alivio. Que bom, pelo menos isso.
– Sério? – Perguntei com um pouco de esperança de que não fosse algo tão polemico. Eu não deveria ter perguntado.
– Bem... não. Você é o assunto da semana. – Desmoronei novamente. – Mas...cara – Ele pausou por um segundo olhando fixada mente para mim,ou melhor, para meu pescoço. –Que negócio é esse no seu pescoço? – Eu gelei rapidamente, ao lembrar da marca.Armin me olhava confuso
– Hum...Não é nada de mais, quero dizer...não me lembro o que aconteceu- menti, esperando que o loiro aceitasse minha desculpa.
– Parasse um chupão... Será que você...?
–Não sei! – Interrompi o garoto, sinalizando que não queria falar sobre isso. Ele parece ter compreendido, mas ficou meio receoso. Acho que esse assunto ainda iria voltar para me incomodar.
– De qualquer modo, tenta esquecer isso. Porque você não vem comigo até o refeitório e comemos alguma coisa?
Talvez não fosse uma má idéia. Pelo menos eu sei que tenho Armine minha irmã ao meu lado. Eles sabem que eu nunca fiz nada por vontade própria. Chegando ao refeitório, senti os olhos de todos em mim, um grande silencio e pessoas cochichando me deixou ainda mais desconfortável.
– Hey, Eren! – Era Jean. O que ele queria? Zombar mais da minha cara? O idiota não tem nada melhor para fazer? Bom, se ele vier para falar sobre a noite passada, é um soco na boca que ele vai receber. – Cara, que merda foi aquela ontem? Porque você não deixou a Mikasa dançar no seu lugar? – Fechei meu punho calmamente, vi Armin ficar levemente corado com o comentário desse idiota. Realmente, eu não sei por que diabos ele era tão amigo desse cara.
– Ahn...Jean- O loiro chamou em um tom quase inaudível e o maior o encarou com ternura – Eren estava bêbado ontem,não se lembra de quase nada que aconteceu.
– Mesmo? Ah, achei que tivesse largado os estudos para virar dançarino. – Ele riu da própria piada, enquanto o pequeno se afastava discretamente de mim e do maior. Acho q ele sabia que eu estava prestes a explodir.
– Cala essa boca, cavalo idiota! – Gritei. Jean ficou irado e agarrou a gola de minha blusa, nos aproximando muito. Eca! Reparei que havia uma veia saltada em sua testa. Ele gritava comigo:
– Não me diga o que fazer babaca! Você era o cara dançando que nem uma louca ontem! — Isso me pegou de jeito. Realmente, era eu que estava dançando como um pervertido noite passada, eu acho.
Suspirei e tentei me afastar do maior. Eu queria muito agredi-lo, quebrar sua fuça. Mas caso fizesse isso novamente, teria que visitar o psicólogo da escola, eu realmente não queria isso. Semestre passado, me envolvi em tantas brigas com Jean que fui obrigado a fazer essas visitas pelo menos duas vezes por semana para tratar a minha raiva.
– Que briga toda é essa aqui?? – Era Gunter, o professor de Geografia. Ele enlouquece cada vez que vê uma briga, na verdade acho que é sempre ele que acaba me levando para a sala do Pixis quando brigo com Jean.
– Professor, eu...-Jean começou a inventar uma desculpa qualquer, mas foi rapidamente interrompido pelo superior.
–Sem desculpas. Vocês dois, brigando de novo? Por acaso vocês se amam e precisam ficar se batendo para demonstrar? – Todos que estavam aos arredores riram menos Armin. É por isso que odeio esse professor, ele grita para escola inteira o que bem entender de você.
– Gunter, eu juro que não ia revidar dessa vez, eu só...
– Boa desculpa Jaeger,não vou cair nessa de novo. Os dois para minha sala agora. — Ele finalizou com um pequeno sorriso.
Nada pudemos fazer, senão acompanhar Gunter até sua sala, minha vontade de bater em Jean aumentou ainda mais. Eu já estava com uma fama ruim o suficiente por causa de minhas notas, não precisava disso. Engoli seco, eu estava fodido.
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