What goes around... comes around
1 O que vai volta, garota
Notas iniciais
Você sabe que eu te dei o mundo
Você me teve na palma de sua mão
Aquele era um dia especial, Frank e Hazel estariam fazendo dois anos de namoro. Eles eram o tipo de casa perfeito, Frank pensava. Já haviam passado por tudo juntos, e tudo o que Hazel pedia, ele dava. Frank estava subindo as escadas do prédio de Hazel, iria passar a noite com ela. Enquanto subia, pensava em todas as coisas boas que aconteceram entre eles nesses dois anos.
Então porque o amor foi embora?
Eu simplesmente não consigo entender
No primeiro ano de namoro, era tudo uma maravilha, conversavam horas ao telefone e aonde um ia, o outro lá estava. Já no segundo ano, eles brigavam constantemente, mas Hazel sempre roubava um beijo de Frank e ele esquecia o problema na hora. Alguns amigos, mas principalmente Leo Valdez, diziam que eles deviam terminar para que não acontecessem problemas maiores, mas Frank não dava ideia. Algumas vezes, já havia passado pela cabeça dele que ela estaria o traindo, mas ele logo esquecia e não alimentava a ideia. Tudo bem, eles brigavam, mas quem ligava? Afinal, eles já estavam fazendo dois anos de namoro.
Perdido em seus pensamentos, Frank quase não percebe que chegou ao andar de Hazel. Quase. Pois houve uma cena que chamou sua atenção, uma cena que ele nunca irá esquecer.
Pensei que fosse eu e você, baby
Eu e você até o fim
Mas acho que eu estava errado
Frank vê Hazel e outro garoto se beijando profundamente, encostados na parede do apartamento dela. A raiva domina Frank, ele empurra o garoto e dá um soco em sua face. Mas só depois ele percebe quem estava beijando sua namorada.
Não quero pensar sobre isso
Não quero falar sobre isso
Eu estou tão farto disso
Eu não posso acreditar que está terminando dessa forma
Foi uma surpresa após a outra. Frank vê que era Leo, seu melhor amigo, quem estava beijando sua namorada.
– QUE MERDA É ESSA, LEO? — ele gritava enquanto socava a cara de Leo-EU CONFIAVA EM VOCÊ! – agora ele batia mais forte, sem dó.
Leo já havia desmaiado, mas Frank não parava de bater nele. Hazel tirou Frank de cima de Leo, o empurrou contra a parede e começou a beijá-lo, mas Frank a jogou para trás e disse:
–Como assim Hazel? Eu confiava em você, eu amava você — mesmo com raiva, Frank não era grosso com Hazel. Muito pelo contrário, falava doce e mansamente com ela. – Eu não acredito que está acabando desse jeito. Eu pensei que nós teríamos uma vida pela frente – ele dizia, com lágrimas nos olhos. – Mas é difícil pra você ter um homem só, Hazel Levesque. Eu estava errado sobre você
– Frank eu... eu não – Hazel tentou argumentar
– Hazel, eu não quero ouvir, sabe por quê? Porque eu não confio em você, você é uma mentirosa e traidora. TRAIDORA!
Eu apenas não posso ficar sem você
Diga-me, isso é justo?
É assim que realmente vai acabar?
É assim que diremos adeus?
Eu devia ter desconfiado quando você apareceu
Que você me faria chorar
Está partindo meu coração te ver ir embora
Porque sei que você está vivendo uma mentira
Hazel soluçou e correu, desceu as escadas rapidamente em direção à garagem. Frank voltou a si, e chorando, correu atrás dela, mas parou no segundo lance de escadas, encostou-se à parede e se jogou no chão. Sentado, disse a si mesmo pela última vez que amava Hazel.
Eu me lembro de tudo que você afirmou
Você disse que estava seguindo em frente agora
Talvez eu devesse fazer o mesmo
Agora tudo fazia sentido pra Frank. Quando eles brigavam Hazel dizia “Me deixa em paz, segue sua vida”, mas ele não dava ouvidos. Chegava em casa e ligava para Hazel, pedia desculpas e falava que não imaginava a vida dele sem ela. Pensou também em Leo, que dizia que eles deviam terminar quase todos os dias. “Aquele fdp já pegava minha namorada faz tempo”, pensou.
O engraçado é nisso é que
Eu estava pronto para te dar meu nome
Frank tinha planos com Hazel. Pensava em formar uma família com ela, afinal, eles já tinham 20 anos, estavam na faculdade e estavam bem financeiramente. Estavam em plenas condições de formar uma família, uma vida juntos. “Mas ela não soube dar valor, não se contentou com um só” — ele pensava – “e pensar que eu já especulei me casar com ela... como sou burro”.
Tão confuso sobre isso
Sentindo as tristezas disso
Eu apenas não posso ficar sem você
Diga-me, isso é justo?
Depois de pensar tanto sobre o que aconteceu, de ligar os pontos e finalmente perceber o que estava acontecendo há vários meses, Frank finalmente desabou. Chorou, até soluçar. Pensou “eu não vivo sem ela, o que eu faço sem a Hazel agora?”. Nem se lembrou de Leo, que ficou caído desmaiado no andar de cima. Só se deu conta, quando ouviu as sirenes da viatura da PM se aproximando do prédio. Algum vizinho ligou, depois de ouvir tanta gritaria e confusão. “Merda” – ele pensou – “Preciso sair daqui”.
Rapidamente desceu as escadas e saiu pela porta dos fundos do prédio. Passou pelos policiais sem que nenhum deles desse importância pra ele. Andando nas ruas desertas de sua cidade, lembrou-se de quando pediu Hazel em namoro. Foi exatamente naquela rua, há dois anos, ele se recordava muito bem: era dia dos namorados, e era tradição do grupo de amigos que eles participavam (Frank, Hazel, Percy, Annabeth, Jason, Piper e Leo) que eles saíssem no dia dos namorados, pra ninguém ficar “alone na carência” em casa. Ninguém sabia dessa decisão de Frank, e ele não tinha nada a perder afinal, gostava de Hazel há muito tempo, e essa era a forma de saber se era recíproco. Foi uma grande surpresa. Eles estavam voltando da lanchonete, quando Frank puxou Hazel pelo braço, ajoelhou-se na frente dela e disse:
– Hazel, faz muito tempo que eu tô querendo dizer isso pra você. É que... SEUSCABELOSCACHEADOSMEDEIXAMLOUCOESEUSOLHOSMEHIPNOTIZAMEUTEAMONAMORACOMIGO? – disse, numa rapidez de invejar Eminem.
– CLARO QUE EU ACEITO – respondeu Hazel, dando pulinhos de alegria.
Foi um típico auê, a turma toda gritando e desejando felicidades aos dois.
“Felicidade”, pensou Frank “essa garota só arranjou problema pra minha cabeça”.
O que vai, volta
Você deveria saber que
O que vai, volta
Sim
Frank chegou em casa e contou tudo à sua avó, que desde sempre fora sua melhor amiga, sempre dando os melhores conselhos e o ajudando em tudo. Depois de relatar todo o acontecido, a avó de Frank deu o seguinte conselho:
– Frank, você já estudou isso na escola, e sabe muito bem disso: Tudo o que vai, volta. É uma lei de Newton. Então meu amor, relaxa, segue em frente. Uma hora essa garota quebra a cara. Eu sei que você ainda a ama muito. Mas você TEM que seguir em frente, pequeno gafanhoto. E não se esqueça de que eu sempre estarei aqui pra te ajudar e te apoiar seja qual for a decisão que você tomar. Eu amo você, Frank Zhang.
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