Notas iniciais
Eu pretendia postar esse mini-capítulo na segunda-feira, porém, como uma pessoa de sorte, óbvio que fiquei sem internet em casa. :( Então pretendo postar este capítulo, pequeno, e o próximo, maior, hoje mesmo. Obrigada pela paciência!

Acordou do pesadelo e encarou o teto escuro. Era a quarta noite seguida em que sonhava com árvores, sangue e solidão, mas a primeira em que não mais gritou, o que considerava um grande avanço. Durante as duas primeiras semanas, mal dormira; pesadelos eram algum tipo de evolução.

Beth Greene fora levada por um completo estranho em uma noite em que tudo parecia estar melhorando. Encontrara abrigo, comida e, definitivamente, a prova de que ainda existiam pessoas boas. O que vira naquela casa funerária era raro, mas a deixara feliz perceber que alguns vivos lembravam-se, assim como ela, de que os errantes antes eram pessoas. Além de tudo isso, ela havia conseguido criar um lar; não físico, mas ali estava. O lar era a companhia de um dos homens mais brutos que já conhecera, contudo, os dias ao seu lado mostraram que a brutalidade era apenas um tipo de superfície.

Tudo fora perdido.

Horas após seu sequestro, conseguiu fugir do homem que a levou. Correu por um dia inteiro. Encontrou o caminho da casa funerária e para lá retornou, deparando-se com um lugar completamente tomado por errantes, incontáveis deles, e nenhum sinal de Daryl Dixon. Localizou sua mochila, abandonada no exato lugar onde a largou, e a pôs no ombro. Usando as dicas de Daryl para reconhecer rastros no solo, tentou entender o que havia acontecido: ele havia escapado? Estaria procurando por ela? Esperou, escondida, durante algumas horas, e ele não apareceu. Seguiu seu caminho pela primeira trilha que encontrou.

Três dias e uma dúzia de errantes mortos depois, um grupo de três pessoas a encontrou. Não conhecia nenhuma delas, mas não havia escolha. Estava prestes a entrar em delírio devido à solidão e julgou que, se estivesse com outras pessoas, seria mais fácil encontrar Daryl novamente, ou, quem sabe, alguém de seu velho grupo, embora a esperança fosse mínima. Os três que a encontraram a levaram para o que parecia ser um velho hospital, mas ainda não haviam a ajudado a encontrar seus amigos, como prometeram. Isso a deixava infeliz.

Durante sua terceira semana naquele lugar estranho, na quarta noite de pesadelos, Beth chorava silenciosamente. Já havia sido alertada sobre despertar com gritos; incomodara a alguns. Tinha que se controlar. E era isso que faria.

Mesmo que aquele lugar estivesse cheio de pessoas, sentia-se completamente só. Mas não fraca. Seu momento de vacilar estava nas noites, nos pesadelos, mas somente neles. Ela seria forte no restante do tempo. Não havia outra opção.

Notas finais
Esse foi curtinho também, mas o que está por vir já será maior, ok?! Beijos