What If - Ryan In Glees Season One

5 Capítulo 5 - The Rhodes Not Taken


A singer in a smoky room
The smell of wine and cheap perfume
For a smile they can share the night
It goes on and on and on and on


Os alunos cantavam animados, apesar da ausência de Rachel. Mas em uma das voltas, Quinn coloca a mão na boca e sai correndo.
- Quinn, tudo bem? – pergunta o professor, preocupado, enquanto ela saia da sala.
- Ela deve ter comido algum burrito estragado – Finn tentou disfarçar.
- Podemos falar do que é óbvio? – perguntou Kurt, com a mão na cintura.
- Sua sexualidade? – disse Santana, com um sorriso irônico.
- Rachel. Não podemos ficar sem ela.
- Não é verdade – disse o professor. — Colocamos Santana e Mercedes logo após o solo de Quinn, mas... ficaremos bem.
- Talvez na pré-seletiva, mas não nas seletivas e muito menos nas regionais – disse Artie.
- Ela me faz querer colocar fogo em mim mesmo, mas sabe cantar – disse Puck.
- Gente, eu estou fazendo tudo o que posso pra trazê-la de volta – disse Ryan. – Mas vocês sabem como ela é, quando cisma com uma coisa, enlouquece todo mundo a sua volta.
- E parece que você embarcou na loucura dela – acusou Mercedes.
- O que...
- Você entrou no musical junto! – disse Kurt, apontando para ele.
- Ela é minha prima, gente. Concordo que ela não devia largar aqui, mas não posso deixa-la na mão. Estou tentando trazê-la de volta, mas não posso virar as costas para ela.
- Gente, parem de atacar o Ryan – disse William. – Rachel saiu, pessoal. Ela se foi. Se vamos fazer isso funcionar, não podemos olhar para trás. Ok, tirem 5 minutos, pessoal... – ele andou até o piano e alguns continuaram encarando o Ryan.
- O quê?! – ele disse aos que o encaravam e se sentou.
Sophia sentou-se ao lado dele, ignorando o olhar de seu irmão.
- Oi – ela disse.
- É incrível como mesmo saindo, ela continua me deixando louco – disse ele, com a mão na cabeça. – O que eu deveria fazer? Fingir que ela não existe só porque saiu do Glee? É ridículo!
- Eu sei. Sinto muito que tenha que passar por isso... – ela ficou em silêncio por um tempo. – Acho que devíamos conversar... Sobre o dia do jogo.
- É uma boa ideia mesmo... – disse ele, sem conseguir olhar para ela. – O que você acha de sairmos amanhã e conversarmos?
- Ok. Está marcado – disse ela, saindo.

- Ele veio falar comigo, Ryan – disse Rachel, voltando para casa junto com o garoto.
- Rachel, apenas... Não crie muitas esperanças. Você tem o histórico de interpretar mal o comportamento dos outros e achar que todo mundo está apaixonado por você.
- Eu nunca disse isso. Você não está apaixonado por mim...
- Claro, isso seria... – ele fez um careta. – Ugh, vamos falar de outra coisa. O glee, por exemplo.
- Isso de novo não... – ela reclamou. – Você não vai me convencer a voltar.
- O pessoal está surtando sem você lá... Estão dizendo que não vamos conseguir chegar às regionais e que o clube vai acabar – ele parou em frente a casa dela.
- Eu não tenho mais nada a ver com isso – disse ela, tentando esconder a preocupação em sua voz.
- Você pode mentir pra quem quiser, mas não mente pra mim – disse ele. – Quando você perceber que não consegue ficar sem a gente, apenas me avise – ele riu enquanto ela entrava em casa correndo.

- Pessoal, eu gostaria de apresentá-los a alguém muito especial. Esta é April Rhodes. Nossa nova integrante – disse William.
- Espera. Gente velha pode entrar no glee? – perguntou Finn.
- Bem sutil, cara – disse Ryan, batendo no ombro dele.
- Velha, né? – disse ela, com a mão na cintura. – Vocês se parecem com o pior comercial da Benetton.
- Sr. Shuester, acho que é uma péssima ideia – disse Artie.
- Nós nem a conhecemos ainda – Sophia tentou ajudar.
- April é uma ótima cantora. E nunca se formou – disse o professor.
- Agradecemos o que está tentando fazer, mas... – começou Mercedes. – Ela não é a Rachel.
- Quem é Rachel? – perguntou April.
- Ela é tipo nossa estrela – disse Tina.
- Depois não querem que ela se sinta – resmungou Ryan.
- Estrela, hein? E onde ela está?
- Foi embora – disse Kurt. – Para protagonizar Cabaret. E esse aqui ainda traiu a gente se juntando a ela – apontou para Ryan.
- Valeu, cara – disse Ryan, se levantando e indo até o piano. – Agradeço mesmo o apoio.
- Ei, garoto me dê “Maybe this time” em Si bemol. E não quero ver você enrolando...
- Confie em mim. Eu não enrolo – disse ele, fazendo os outros rirem e começou a tocar.

Well, all the odds are, they’re in my favor
Something’s bound to begin
It’s gotta happen
Happen sometime
Maybe this time I’ll win


- Engulam essa! – disse April, quando terminou de cantar. Todos a encaravam, sem ação.
- Uau.

What good is sitting alone
In your room?

“É terrível”
Come hear the music play.
“Uma calamidade.”
Life is a Cabaret,
“Vou vomitar.”
Old chum,
“Chato!”
Come to the Cabaret.

- Não, não, não, não – dizia Ryerson no ensaio do musical. Rachel cantava e respirava fundo, tentando segurar as palavras e o choro que sabia que viriam.
- Eu não sei o que você quer – disse ela, respirando fundo.
- Eu sei o que não quero. E é tudo isso – disse o homem, apontando para ela.
Ryan se levantou.
- Sr. Ryerson, o senhor não pode – começou ele.
- Cala a boca, garoto, porque você só está aqui por causa dela – disse o professor.
- Você não vai achar um pianista melhor do que eu nessa escola.
- E quem se importa com o pianista?
- Só quem tem ouvidos – disse o garoto, o encarando.
- Quando dei o papel, achei que daria conta – disse o homem, se virando para Rachel novamente, — mas claramente, não dá. O que esse musical precisa é de uma estrela mais madura.
- Eu sei o que está tentando fazer – disse a menina. – Quer que eu desista para você ser a estrela. Não vai funcionar. Não vou a lugar nenhum – ela saiu, deixando Ryan olhando para o homem.
- Sério? Você é muito estranho – e foi atrás da prima.

- Eu vou sair – disse Ryan, sentando-se ao lado da prima no dia seguinte.
- Do Glee? – perguntou esperançosa.
- Não, do musical. Ryerson é doido. Ele acha mesmo que poderia ser a estrela do Cabaret? Pelo amor de Deus, alguém tinha que internar esse homem.
- Ryan, você não pode me deixar sozinha lá.
- Por isso mesmo que quero que você saia também. Você não precisa passar por isso, Rachel. Ele é um professor e devia nos respeitar, não nos torturar do jeito que está fazendo. Quanto mais tempo nos mantivermos aceitando isso, mais ele vai se sentir no direito de fazê-lo. Nós temos que...
- Não vou voltar para o Glee, Ryan – ela olhou para baixo. – Mesmo eu querendo muito. Só preciso sair e relaxar um pouco. Finn me convidou para jogar boliche.
- Rachel...
- O quê? Nós somos amigos e Podemos jogar boliche.
- E você vai mesmo apenas por amizade?
- É claro que sim. Não é porque me afastei do Glee que...
- Isso não é sobre o Glee e você sabe disso. E no final das contas Finn vai voltar para a namorada dele e você vai ficar sozinha, Rachel – ele se levantou. – Quanto mais cedo perceber isso, melhor.

A noite chegou rapidamente e logo Ryan estava na porta da casa de Sophia, esperando que ela saísse. Mesmo sendo apenas uma conversa em uma lanchonete, ele sentia toda a tensão e espera que um primeiro encontro deveria ter. E estava feliz com isso. Se distraiu olhando para frente e só ouviu a porta se fechando ao seu lado, encontrando alguém que não esperava.
- Puckerman? – perguntou ele confuso ao ver o irmão da menina.
Sophia tinha acabado de sair quando viu o irmão se trancando no carro com Ryan e correu até eles.
- Noah, pára com isso! – ela gritava, enquanto Puck falava.
- Só vou deixar claro algumas regras para você. Sem tocar, sem beijar e sem pensar besteira. Eu tenho conhecidos em todos os lugares que vocês forem e se fizer alguma coisa que eu não aprove, você não vai conseguir fazer mais nada pelo resto da sua vida. Entendeu? – o olhava ameaçadoramente.
- Isso tudo era pra me deixar com medo?
- Sim.
- Bem, funcionou – disse o garoto. – Agora sai do meu carro. E eu acho que você devia ficar com medo da sua irmã, porque pela cara que ela está fazendo...
Ele olhou para o lado para ver a irmã batendo no vidro com raiva, chamando-o de nomes que não deviam ser ditos perto de crianças. Quando saiu, ainda levou uns tapas dela antes que ela se sentasse e fosse com Ryan.
- Sinto muito pelo idiota do meu irmão, ele é apenas... Um idiota – disse ela.
- Tudo bem. Ele se importa com você. De um jeito assustador e estranho, mas se importa. Já é alguma coisa.
- Eu sei. Mas às vezes ele exagera.
- É, eu reparei isso – os dois riram. – O que você acha, de em vez de ir a uma lanchonete, irmos para a minha casa. Meu pai está fora da cidade e não vamos precisar nos preocupar com os amigos do Puck em todos os lugares.
- Amigos do Puck? – ela estava confusa.
- Não pergunte.
- Ok – ela riu, enquanto eles foram para casa do garoto, conversando amenidades.
Quando chegaram, ele entrou na frente colocando algumas coisas no lugar, para que ela não visse a bagunça.
Ela se espantou ao ver um enorme piano no meio da sala. Toda a mobília era bonita, apesar de parecer antiga.
- Minha mãe que decorou tudo – ele disse.
- Eu não...
- Todo mundo pensa a mesma coisa quando vem aqui. Meu pai... Ele é meio complicado em se desapegar das coisas. Na verdade, ele é meio complicado com tudo. Minha mãe sabia lidar com ele, mas desde que ela morreu...
- Como sua mãe morreu?
- Acidente de carro. Ela estava me levando para seu recital. Era música também e tinha a voz mais linda que eu já vi. Nós costumávamos nos sentar aqui – mostrou o piano. – E cantarmos juntos enquanto ela me ensinava algumas notas.
- Então foi ela quem te ensinou a cantar...
- Ela se foi quando eu tinha 3 anos, mas me fez gostar de cantar – ele parecia triste quando os dois se sentaram no antigo sofá.
- Se você sempre gostou de cantar, porque...
- Medo. Desde que minha mãe morreu, meu pai fez questão que minha vida fosse apenas sobre o piano. Era uma mudança muito radical para eu aceitar assim, sabe? Com o piano, eu me sinto seguro. Estou começando a me sentir assim cantando, mas antes...
- Eu sei como é. Tive que ter muita coragem para entrar no Glee também. E ainda tenho que aturar as cherrios me perturbando.
- Mas se a capitã das cherrios está no Glee...
- Não quero falar sobre a Quinn – disse ela, com raiva nos olhos.
- Desculpe – Ryan estava confuso.
- Não é culpa sua. Eu... Acho que devíamos falar sobre o que viemos falar. O beijo.
- Sim – disse ele. – Eu gostei muito daquele beijo – ele riu.
- Eu também.
- E não acho que devíamos nos sentir culpados por isso, eu digo, foi apenas um beijo e...
- Eu quero que se repita.
- O que?
- Eu quero que você me beije... – ela olhava para baixo, envergonhada. – Ryan, eu gosto de você. Gosto mesmo. E por mais que queira ser sua amiga, acho que já passamos disso. O que eu estou dizendo é...
- Que você quer ficar comigo – ele sorriu, — tanto quanto eu quero ficar com você.
Ela o encarou por um tempo, antes de puxá-lo em um beijo.
- Exatamente isso...

No dia seguinte, todos os alunos do Glee Club estavam concentrados em descobrir o que estava acontecendo com Quinn.
- Talvez Quinn seja intolerante a lactose – disse Kurt.
- Isso não explica a choradeira – rebateu Artie.
- Talvez ela apenas não goste do grupo – disse Tina.
- Vocês são assim tão estúpidos? – disse Puck, de saco cheio.
- Noah – advertiu Sophia, sabendo o que viria.
- Sério? Aposto que acham que Bert e Ernie eram apenas colegas de quarto – ele se levantou. – Talvez Quinn esteja esperando um bebê.
Todos se olharam e Sophia o encarava, querendo que ele parasse.
- E quem é o pai?
- Quem você acha? – Sophia já estava vermelha em agonia por tudo aquilo. Por que o irmão dela não calava a boca? – Finn.
- Isso mesmo, vocês ouviram certo, eu estou de volta ao Glee Club. Mandem suas doações para a instituição de sua preferência – disse Rachel, animada. Mas ninguém ligou devido a grande fofoca do dia. Apenas Ryan se aproximou dela. – Achei que me receberiam com um pouco mais de entusiasmo.
- Desculpe, estamos em meio ao nosso primeiro escândalo – disse Kurt, empolgado.
- Kurt, eu acho que... – começou Ryan, mas não deu tempo.
- Quinn está grávida – disse Mercedes.
- E o pai do bebê – continuou Kurt, — é o Finn.
- Merda – disse Ryan, quando viu sua prima saindo chorando da sala, sabendo com quem ela iria falar.

Era o dia de mais uma apresentação do Glee Club e todos estavam ansiosos. Por ser a primeira vez que se apresentariam com April, também estavam tensos, principalmente porque ela não havia chegado ainda.
- Ei – disse Finn, se sentando ao lado do Ryan.
- Você, seu babaca, o que está fazendo aqui? – disse o garoto, nervoso.
- Ei, olha como...
- Você acha mesmo que pode usar a Rachel desse jeito? A única razão de eu não quebrar a sua cara é porque ela não deixou!
- Primeiro, se nós dois brigássemos, com certeza quem acabaria ferrado seria você – disse ele.
- Não tenha tanta certeza...
- E segundo, o que você tem a ver com isso?
- Vocês apenas não entendem, né? Rachel é como uma irmã pra mim. Quando... quando minha mãe morreu ela estava lá. Mesmo cantando que nem uma doida e achando que, assim como em um musical, eu iria parar de sofrer ouvindo a voz dela, ela estava lá. Se você faz algo com ela, você faz comigo. Então, agora, eu quero te dar uma porrada e não tenho controle sobre isso.
- E você acha que é fácil pra mim? – ele gritava. – Quinn está grávida! Do meu filho! E eu não tenho nada a oferecer a eles. Droga, não sei o que fazer da minha vida, como vou me preocupar com outra? E a Quinn? Está pior do que eu? Ela nem ao menos fala comigo. Você tem a Rachel, e eu estou sozinho. Sozinho! – ele se sentou e colocou a mão na cabeça, tentando se acalmar já que teriam que cantar em seguida.
- Cara... Me desculpa. Eu sei que você está sobrecarregado e perdido, mas não pode usar as pessoas desse jeito.
- Eu não sei o que fazer... – disse ele, procurando em Ryan alguma resposta, alguma orientação para lidar com tudo aquilo.
- Nem eu – lamentou o outro, vendo o amigo daquele jeito. – Nem eu...

Todos estavam animados depois da primeira música. Mesmo com April bêbada, ela se apresentou do jeito que deviam e o sentimento de sucesso encheu a todos. Até mesmo Finn conseguiu sorrir um pouco enquanto se trocava para a próxima música.
Quando o professor entrou no salão, Artie logo foi até ele.
- Eles nos adoraram, somos um sucesso.
- Cadê a April? – perguntou Tina.
- Tinha razão, Sr. Shue – disse Kurt. – Ela acabaria com a Mariah num duelo de divas.
- April é incrível – disse ele. – Mas não faz mais parte do Glee. É... Eu... Eu errei em trazê-la aqui. Era por mim, e o Glee é para ser por vocês. Vocês não precisam dela para serem ótimos.
- Mas precisamos dela para a segunda música – disse Mercedes.
- Eu direi que tivemos que diminuir o show – disse ele, vendo a resistência dos alunos. – Gente, vocês foram ótimos. Não se preocupem, haverá outras apresentações.
- Apenas... Não é justo – disse Sophia.
- Com licença – interrompeu Rachel. – Acho que tenho uma solução. No showbiz, toda estrela tem uma substituta para assumir. Ficaria feliz em ser a da April se vocês deixarem.
- Desde quando você quer ser a substituta? – perguntou Mercedes.
- Pessoal – disse Ryan, intervindo.
- Desde que saí da peça.
- Jura? Por que? – perguntou Kurt.
- Percebi que ser uma estrela não fazia de mim especial como ser amiga de vocês. Se eu decepcionasse vocês quando mais precisam de mim, jamais me perdoaria. Eu sei a letra da música.
- Mas não sabe a coreografia – disse Quinn.
- Então vamos ter que ajudá-la bastante lá – disse Finn.
- Pegue sua fantasia – disse o professor sorrindo e Rachel correu até o primo.
- Agora você vai me explicar os passos...
- Quem disse que ia te ajudar foi ele – Ryan riu.
- E desde quando você tem escolha quanto a isso?

Each morning I get up I die a little
Can barely stand on my feet
(Take a look at yourself) Take a look in the mirror and cry
Lord what you're doing to me
I have spent all my years in believing you
But I just can't get no relief Lord
Somebody (somebody) ooh somebody (somebody)
Can anybody find me somebody to love?


Notas finais
Ninguém mais leu, ninguém mais comentou, tem alguém ai?