What If... (And If)
93 Fase IV - Capítulo 9 - Rubi XI...

Fase IV — Capítulo 9 — Rubi XI...
POV Gabrielli…
— Damon! Damon!!! — gritei desesperada enquanto tentava me aproximar de onde eles haviam caído.
— Não se aproxime! — gritou ele lá debaixo. — É perigoso demais. Podem haver mais deslizamentos.
Ele estava certo. Eu não era mais uma vampira completa e carregava um bebê dentro de mim. Eu tinha que tomar cuidado. Mas eu precisava vê-lo. Saber como ele estava.
— Você está bem? — perguntei ainda tentando dar um jeito de enxergá-lo dentro do buraco enorme no chão.
— Eu estou bem, mas Dra.Savannah já era. — ele me respondeu ao aterrissar na minha frente depois de pular de dentro da cratera.
Puxei ele pela camisa e o abracei desesperada por sentir sua pele contra a minha. Tão logo encostei minha cabeça no seu peito caí no choro. Era uma mistura de choro de alívio, tristeza, medo e hormônios que me inundava e transformavam meus olhos como único lugar de vasão à tudo aquilo.
Damon correspondia ao meu abraço e tentava me tranquilizar passando a mão nas minhas costas enquanto falava palavras de consolo pra mim. Eu tentava ao máximo me acalmar para que não houvesse um novo descontrole dos meus poderes. Mas não tínhamos tempo para isso. Logo começamos escutar a comoção das pessoas no bairro e ao longe podia escutar a sirene dos bombeiros. Precisávamos sair dali o mais rápido possível.
Sem se separar de mim Damon me pegou no colo, como um bebê, e saiu correndo dali. Ao olhar para trás, enquanto ele corria, pude ver o tamanho do estrago que e tinha feito. A pequena clínica tinha sido praticamente cortada ao meio pela cratera que se abriu no chão. O telhado queimava e o fogo já estava se alastrando para algumas árvores e uma das casas vizinhas. A sala onde estávamos segundos antes parecia ter sido explodida e, além de completamente destruída, estava pintada pelo preto da fuligem. Alguns canos quebrados jorravam água e cabos de energia soltavam faísca para todos os lados. Antes de desaparecermos na floresta próxima ao local vi outro foco de incêndio começar por causa das faíscas de eletricidade.
Ainda no colo de meu marido tremi com o choro que crescia dentro de mim. Se aquilo continuasse desse jeito quem mais eu poderia matar? O rosto de Nessie grávida e de Jacob vieram à minha mente e um desespero gigantesco tomou conta de mim.
— Pelo amor de Deus Damon, me leva pra longe daqui. Pra longe de todo mundo. — pedi em meio ao choro.
— É exatamente isso que eu estou fazendo. Vamos para o Rubi IX. Você precisa ficar colada com Miguel. Só assim estará segura. — ele disse correndo ainda mais rápido indo em direção à costa onde o meu iate estava.
POV Nessie…
Eu estava enorme e completamente acabada. Estar grávida de trigêmeos não era nem um pouco fácil. Pra começar minha barriga de 24 semanas, 6 meses, estava do tamanho de a de uma grávida de 39 semanas, ou 9 meses. Eu estava tendo muita dificuldade de dormir por mais de 5 horas direto e passava a maior parte do dia com muito sono pra fazer qualquer coisa. E, mesmo tudo estando dentro do padrão para gravidez múltipla, eu tinha certeza de que alguém ali dentro era pelo menos ¼ vampiro, pois minha sede havia aumentado muito nos últimos 5 meses. Além disso minhas costas estavam me matando, mesmo estando em dezembro eu ainda estava suando como um porco e Jacob não passava dos beijos comigo faziam exatamente 10 semanas, 4 dias, 13 horas e 37 minutos.
Eu entendia que meu corpo estava meio deformado por causa daquela barriga e que encontrar uma posição seria complicado. Mas eu tinha necessidades. Também não estava nenhum pouco acostumada com ele dizendo não pra mim. Eu sabia que ele também estava necessitado de sexo. Já tinha pego ele se aliviando sozinho várias vezes, mas ele sempre parava quando me via e não importava o que eu fizesse ele não queria continuar a brincadeira comigo. Ele dizia que eu já estava muito cansada e que não queria adiantar o parto de jeito nenhum pois queria que as crianças nascessem sem precisar ficar internadas. Não que a gente tivesse alguma noção do que aconteceria durante e depois do parto. Mas como tudo estava indo muito normal e era comum que recém nascidos de uma gravidez múltipla ficassem internados por uns dias por ser normal que nascessem antes, a gente meio que já estava esperando por isso. Mas eu não desistia fácil. Tinha planos para levar meu marido pra cama e ele não me escaparia.
E então tudo mudou quando o telefone tocou e tia Gabi contou o que tinha acontecido. A morte de Savannah não era a primeira pela qual eu passava, mas era a primeira que tinha vindo do nada. Quando vovô Charlie morreu a gente teve tempo para se acostumar com a ideia de que ele ia morrer. Mas o que aconteceu com Savannah foi tão rápido e inesperado…Viver com vampiros e lobos que podiam viver pra sempre e respeitavam a vida dos outros era algo que me fazia esquecer que a morte podia ser algo abrupto.
Pensar naquilo me fez perceber que estar com as pessoas que eu amo era importante. Então reuni todos na casa do vovô e falei sem demoras:
— Eu quero ir pro Rubi XI.
— Por quê? — vovô Carls perguntou surpreso. — Você sabe que não é uma boa ideia viajar no seu estado querida.
— Eu sei vô, mas faltam quatro dias para o natal e eu não quero passar longe de ninguém da família. E tio Damon e tia Gabi, além do Miguel é claro, não merecem passar o natal sozinhos no iate.
— Tudo bem, mas é mais fácil eles virem pra cá já que são 3 do que todos nós irmos pra lá. Afinal só você são 4. — disse tio Emm.
— Miguel não pode ficar saindo por aí assim não. Aliás, o que aconteceu no consultório da Savannah pode chamar atenção pra cá e seria melhor que a gente saísse daqui da cidade por um tempo de qualquer forma. — continuei minha defesa.
— Nessie tem razão. — minha mãe concordou comigo e continuou. — Além disso eu não aguento mais ficar enfurnada aqui. A gente voltou apenas para o casamento e acabamos ficando por 5 meses. Eventualmente alguém vai reconhecer a gente e sem a Gabrielli aqui eles vão ver que não envelhecemos.
Depois disso todos começaram a falar que realmente não aguentavam mais ficar por ali e como era perigoso sermos descobertos e tudo mais. Logo os preparativos para irmos para o Rubi XI começaram a ser feitos. Tínhamos que levar todo o equipamento médico além das nossas coisas.
Liguei para tia Gabi e contei pra ela que estávamos indo pra lá e ela chorou no telefone comigo. Conversamos por horas e me vi tendo que consolar ela várias vezes. Era engraçado como nossa relação tinha mudado depois que engravidamos. Estávamos mais para melhores amigas nos últimos tempos do que tia e sobrinha postiças. Era estranho, mas ao mesmo tempo era ótimo.
Ela disse que seria melhor a gente embarcar em outro porto, um que fosse mais seguro e acabou resolvendo que levaria o iate para Nova Orleans, que ficava mais perto do que Miami. Afinal eu e Jacob teríamos que ir de carro pra lá, já que eu não podia pegar um avião. Mamãe e papai também iriam com a gente para que houvessem mais pessoas para dirigir e assim chegarmos mais rápido. Seriam 42h de viagem sem contar paradas. Mas com 2 vampiros de motorista não precisaríamos parar para dormir. Acabamos alugando um trailer enorme para viajarmos com mais conforto. Ideia do Jake. Assim eu e ele poderíamos dormir melhor. Os outros se dividiram em ir com a mudança, porque com todo aquele equipamento médico tinha que ser mudança mesmo, e ir de avião para preparar tudo.
POV Gabrielli…
Assim que Nessie desligou dei a ordem para que zarpássemos de Miami em direção à Nova Orleans. Tinha a esperança de que Klaus estivesse de bom humor e nos recebesse sem muitas perguntas. Não falava com ele desde meu casamento com Damon e o conhecendo tinha certeza de que muita coisa tinha acontecido e muita gente morrido.
Pensando bem talvez não fosse a melhor das ideias ir pra lá, mas eu sentia que precisava ir. E era um sentimento muito forte, mais forte do que qualquer premonição que eu já tivesse tido. O que por si só já era muito estranho, tendo em vista que eu já não tinha esse poder e Miguel estava dormindo no quarto ao lado. Preferi não comentar isso com Damon, ele já andava preocupado demais com muita coisa.
— Você acha uma boa ideia mesmo ir até a cidade do Klaus? — ele perguntou ecoando meus pensamentos.
— Com o Klaus nunca se sabe. Mas sinto que é o que devemos fazer. — preferi ser honesta. Nunca se sabe o que pode acontecer.
— Você sente? Voltou a ter premonições? — ele pergunta preocupado e logo se coloca em pé. — Será que Miguel saiu do quarto dele?
Antes que eu diga qualquer outra coisa ele já saiu correndo do quarto indo para o quarto ao lado.
— Cara, sério isso? — escuto Maxxie reclamar. — Já não basta a gente ter que ficar no quarto do lado?
— Desculpa, não queria interromper nada. Só estava checando. — escuto Damon falar sem graça. O que é uma novidade. Então eu nem queria imaginar o que ele tinha interrompido.
— Vocês não tem super audição? Podia ter usado isso. — é a vez se Miguel reclamar.
— Paredes grossas e mágicas que impedem o som de sair. — ele fala de forma sem jeito e completa. — Tá bom tá bom, já estou indo.
Poucos segundos depois ele passa pela porta aberta e a fecha atrás de si vedando qualquer som vindo de fora.
— Ele está no quarto.
— Percebi. — respondo rindo.
— Queria não ter entrado lá. — ele fala se jogando na cama ao meu lado e me fazendo rir.
— O quê? Seu ego de hétero macho alfa ficou abalado? — mexo com ele só pra irritá-lo e o fazer esquecer dos problemas reais.
— Você sabe que isso não me abala. O dia da mulher e algumas outras ocasiões especiais estão aí pra provar isso. — ele fala jocosamente enquanto me puxa para os seus braços.
— Sim… estão. — falo enquanto lembranças maravilhosas me veem à mente.
— O problema foi ver eles dois em específico. — disse ele tremendo levemente atrás de mim me fazendo despertar das lembranças e rir.
— Fiquei com vontade agora. — falei manhosa me aconchegando mais nele e roçando minha bunda no seu quadril. Imediatamente o senti se animar.
— E o que você tem em mente?
— Quero botar o Geraldo e brincar um pouco com ele.
Ele resmungou atrás de mim, mas eu sabia que ele faria qualquer coisa que eu pedisse.
oOo
Quando chegamos em Nova Orleans Klaus nos recebeu de braços abertos e sozinho.
— Bem-vinda à minha cidade. — ele diz com um sorriso nos lábios que não chegava aos olhos.
Só pelo tom de voz dele eu sabia que muita merda tinha acontecido ali e um frio passou pela minha espinha. Aonde estávamos nos metendo?
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