What If... (And If)
88 Fase IV - Capítulo 5 - Por onde começamos?...
Fase IV — Capítulo 5 — Por onde começamos?...
POV Universal…
Nessie pediu licença para trocar de roupa e Gabrielli foi atrás da sobrinha postiça. Deu o tempo para a garota se trocar e então bateu na porta do quarto. Quando teve permissão para entrar Gabrielli falou:
— Sei que você já está cheia de problemas, mas será que eu poderia te pedir um favor?
Ambas trocaram olhares brevemente e então Nessie assentiu. Gabrielli entrou no quarto e fechou a porta apenas por estar acostumadas. Qualquer um na casa poderia estar ouvindo a conversa delas com ou sem portas fechadas.
— O que foi tia? — perguntou Nessie curiosa e levemente preocupada. Sabia que de todas as vampiras de sua família ela era a que mais sofria em relação à questão filhos. Tinha medo que a sua gravidez fizesse Gabrielli e Damon se afastarem de todos mais uma vez.
— Antes de pedir o que eu quero e responder sua pergunta eu tenho uma coisa pra te dizer. — a ruiva mais velha falou em se sentar sobre a cama da sobrinha e logo foi seguida pela mesma. — Primeiramente eu quero te dar os parabéns pela gravidez. Gerar uma criança é um milagre da vida e saber que logo logo teremos vida nova entre nós é algo que aquece de verdade meu coração.
— Ai tia… — Nessie disse emocionada enquanto abraçava Gabrielli. — Obrigada.
— Em segundo lugar quero te dizer que você não precisa ficar preocupada comigo. — ela falou ainda abraçada à sobrinha e então se afastou para a olhar. — Mesmo que tudo o que vou te contar daqui a pouco não estivesse acontecendo eu ficaria do seu lado o tempo inteiro para te ajudar em absolutamente tudo o que você precisasse. Não nego que sentiria um pouco de ciúmes, mas você sabe que eu jamais faria nenhum mal pra você meu bem. — ela falou sorrindo enquanto acariciava o rosto de Nessie.
— Tudo bem, agora eu fiquei realmente curiosa. O que está acontecendo tia Gabi?
Gabrielli segurou as mãos de Nessie entre as suas e respondeu:
— Seu tio Damon e Bonnie aparentemente tem tramado juntos desde que casamos. — ela fala com um sorriso se formando no rosto. — Eles buscaram e pesquisaram por todos esses anos um feitiço para tornar possível a gravidez de uma vampira. E hoje Bonnie conseguiu descobrir qual é o último ingrediente que faltava.
Os olhos de Nessie se arregalaram e ela abriu um sorriso tão grande quanto o da vampira à sua frente.
— Mentira! — exclamou ela em meio sua felicidade.
— Verdade pura. — respondeu Gabrielli sem conseguir parar de sorrir.
— Isso é ótimo! Nem consigo acreditar! Meu Deus, quando vocês vão fazer o feitiço? Seria tão legal se a gente estivesse grávida juntas! A gente poderia fazer aulas de lamaze juntas. Montar os enxovais para os bebês juntas. Nossos filhos cresceriam juntos. Meu Deus imagina só se eles namorassem e…
A felicidade da sobrinha com a notícia era tão genuína que Gabrielli quase se esqueceu do motivo que a levou até ali. Mas ela precisava pedir algo pra sobrinha para que que todos esses planos fossem colocados em ação e por isso a interrompeu no que parecia ser os delírios de uma exímia fanfiqueira.
— Seria ótimo mesmo. Mas pra que isso aconteça eu vou precisar da sua ajuda Nessie. — ela falou de forma tão séria que a mais nova percebeu que havia um porém naquela história toda.
— O que você precisa?
— Bom… Não é uma lista muito grande. Bonnie me mostrou seu caderno de anotações tudo o que precisamos e já temos quase tudo faltam apenas 3 ingredientes. Eu e ela vamos buscar um dos que faltam daqui dois dias. Outro só precisamos nos preocupar no dia que fizermos o feitiço de fato. E o terceiro… bom... segundo ela nós precisamos do sangue daquilo que quero me tornar. E o que quero é ser meio vampira, para, assim, poder engravidar. Ou seja, preciso do seu sangue.
Imediatamente a garota solta as mãos da tia e aquela simples desconfiança é como uma facada no coração da francesa.
— Não precisa ter medo querida. Só precisamos de 50 mL do seu sangue. Não é muito. Carlisle provavelmente vai tirar mais que isso pra fazer os exames em você.
Nessie ficou sem graça pela reação que teve. Sabia que a tia jamais a machucaria de propósito, nem ela nem Damon. Sua reação foi meramente instintiva.
— Me desculpe pela reação. Foi instinto.
— Eu sei. Não se preocupe com isso. — Gabrielli responde com um fraco sorriso no rosto, mas fica claro que mesmo que entendesse a reação havia sim doído.
— E é claro que podem usar meu sangue.
— Você não precisa concordar só por se sentir culpada ou coisa do tipo. Talvez seja melhor você pensar um pouco sobre isso, quem sabe falar com Jacob…
— Tia. — chamou Nessie — Eu não preciso pensar. O que você está me pedindo agora não é muito e nem vai fazer mal ao meu bebê. Na verdade é o mínimo que eu posso fazer por você depois de tudo que você e o tio Damon fizeram por mim e minha mãe e por mim e Jacob. E o fato de que eu posso fazer parte e posso ajudar a você realizar seu maior sonho é algo que me deixa incrivelmente feliz também. Porque de certa forma nós estaremos ligadas por sangue também.
Até aquele momento Gabrielli vinha se dizendo pra não criar expectativa. Que se Renesmee não estivesse disposta a ajudar ela teria que aceitar. Ou talvez procurar outra meio-vampira e convencê-la a engravidar para então coletar seu sangue. Mas ao escutar as palavras da sobrinha a ruiva não se conteve mais e começou a chorar, da única forma que vampiros podiam chorar. Renesmee abraçou a tia que relaxou em seus braços sentindo um alívio nunca antes sentido.
oOo
Mais tarde Gabrielli e Damon contaram a todos sobre o feitiço de transformação que permitiria uma vampira engravidar. A verdade era que o feitiço apenas transformaria a vampira em meio-vampira. A parte de engravidar era feita da forma normal, ou seja, via sexo. Outra coisa que Bonnie havia avisado era que ela não sabia como aquela transformação afetaria os dons extras que as mulheres tinham. Que muito provavelmente não afetariam tanto Alice, Bella ou Amanda, se elas resolvessem seguir o mesmo caminho que Gabrielli. Porque os dons delas eram coisa que estavam inerentes ao que eram antes mesmo de serem transformadas. No entanto, com a ruiva as coisas poderiam ser diferentes. Não que isso fosse uma preocupação para Gabrielli. Ela não se importava de perder todos os seus poderes contanto que pudesse ser mãe. Ela estava disposta a sacrificar tudo por isso.
Ao saberem sobre o feitiço Esme e Rosalie foram as primeiras a dizer que também queriam passar pela transformação. Roh e Amanda trocaram um olhar significativo e logo ela também levantou a mão dizendo que também queria. Jasper e Alice trocaram olhares também. Ele queria filhos, mas tinha medo de como aquela mudança poderia interferir no relacionamento dos dois. Não era como se ele sentisse sede pelo sangue de Nessie, mas havia um coração batendo ali. Será que isso interferiria na proximidade entre ele e Alice? Além disso, ninguém sabia o que seria um bebê filho de uma meia-vampira com um vampiro. E se ele sentisse sede pelo sangue do próprio filho? Como ele poderia ser um bom pai se tivesse medo de chegar perto da criança?
Alice nunca tinha tido o desejo das demais mulheres naquela família de ser mãe. Mas ela imaginava que Jasper pudesse querer. Além disso ela tinha suspeitas de que se fosse transformada em meio-vampira poderia ver o futuro de mais uma raça e isso sempre foi um motivo de frustração para ela. Não poder ver o futuro direto da sobrinha. Quando disse para Bonnie, anos atrás, para que ela seguisse com a ideia que tinha tido não sabia exatamente o que era, apenas que aquela decisão seria muito importante para o futuro de sua família. Agora ela entendia o porquê. No entanto, antes de se oferecer ela decidiu esperar um pouco para conversar com Jasper mais tarde sobre o assunto. Não era como se eles não decidissem agora nunca mais pudessem o fazer.
Bella e Edward não trocaram olhares. Ela ergueu seu escudo e deixou que ele lesse seus pensamentos. “Sei que você não pode curtir a gravidez nem os primeiros anos de Nessie e sei como isso pesa pra você. Se você quiser eu posso me transformar também e podemos tentar de novo.”
Edward queria chorar. Aquilo seria um sonho realizado. Bella provavelmente voltaria a ter os olhos castanhos que ele tanto amava. Ele poderia escutar seu coração batendo mais uma vez. Poderia vê-la corar. E é claro, ele poderia aproveitar tudo o que perdeu nos primeiros anos de Nessie. Os primeiros sorrisos, primeiros passos e primeiras palavras. Tantas coisas que ele não pode acompanhar… e agora ele tinha a oportunidade de viver aquilo. Ele acenou que sim para a esposa e então ela também disse que queria passar pela transformação.
Vendo que praticamente todas elas queriam Gabrielli se viu obrigada a dizer:
— Eu preciso reforçar que não temos certeza de como isso tudo vai funcionar. É um feitiço experimental e Bonnie, apesar de ser uma bruxa poderosa, está misturando e mexendo em coisas que não entende muito. Ela disse que achava que a poção que pode fazer renderiam no máximo 6 porções por causa da quantidade de um dos ingredientes. Então, Alice, se você por acaso decidir que também vai querer engravidar é só falar.
— Eu sinceramente não sei se quero. Mas vamos pensar sobre o assunto. Além disso pode ser que outra vampira possa querer. Quem sabe Elena?
— Elena… não tinha pensado nela. — Gabrielli comentou fazendo careta. Mesmo depois de tantos anos ainda sentia uma certa antipatia pela ex de Damon e atual cunhada. — Bonnie certamente oferecerá à ela.
Então olhou para o marido que parecia muito interessado nas unhas no momento.
— Você sabe se ela quer ser mãe Damon? — perguntou a ruiva.
Ele levantou os olhos e disse com um descaso meticulosamente trabalhado:
— Não sei nem me interesso pelo que Elena quer ou deixa de querer faz muito tempo.
— Sei… — disse Gabrielli sem se deixar enganar por um segundo sequer. Não que sentisse ciúmes dela de verdade. Apenas gostava de ver seu marido “suar”. — Bom se ela quiser você se importaria Alice? Na minha opinião você tem a preferência.
Alice riu porque conhecia bem a amiga e sabia que aquela implicância com a ex do marido era mais fachada que tudo. Ela jamais tiraria a oportunidade de uma vampira que realmente quisesse ser mãe.
— Ela pode ficar com a minha parte se quiser. — respondeu Alice com um sorriso nos lábios.
— Bom, muito bem… por enquanto é isso. Bonnie e eu vamos pegar a cura daqui dois dias e Damon vai procurar por Miguel.
Quando falou isso percebeu que os demais não sabiam ainda do desaparecimento do namorado de Maxxie. Logo a história foi contada e Damon chamou Roh para ir com ele atrás do humano desaparecido. Bonnie nesse exato momento estava tentando fazer um feitiço de localização para o encontrar. Mas ainda não havia entrado em contato, o que poderia ser más notícias.
oOo
Dois dias depois…
POV Nessie…
Ainda me assusto com a velocidade que as coisas estavam acontecendo. Vovô Carl e papai tinham mesmo montado um mini hospital em casa. Eu já tinha feito vários exames e tudo parecia incrivelmente normal. Era possível ver meus pequenos carocinhos crescendo. Sim, eu estava grávida de mais de um bebê. Na verdade eram 3. Jacob desmaiou quando vovô, chocado, nos contou durante o ultrassom. Aparentemente teríamos dois idênticos e um diferente. Não sabíamos os sexos biológicos deles ainda. Mas tínhamos certeza que teríamos pelo menos 2 do mesmo sexo.
Eu estava grávida de quatro semanas, o que significa que meus carocinhos foram feitos na praia de La Push. Quando comentei isso com minha mãe ela riu e disse:
— La Push babys.
Não entendi e ela também não explicou. Disse apenas que eu tinha que estar lá pra entender.
Bom, quatro semanas queria dizer que, se eu tivesse uma gestação normal de 9 meses os bebês nasceriam no final de março. Isso faria realmente impossível de continuar com a faculdade, pois eu jamais conseguiria lidar com finais e 3 bebês.
Três bebês…
Meu Deus como isso me assustava. O pior é que se tudo desse certo com o feitiço criado por Bonnie aquele lugar ia ter no mínimo 8 recém nascidos. OITO RECÉM NASCIDOS. O-I-T-O. E agora todas as mulheres, tirando tia Alice, dormiriam de noite assim como eu. Dormiriam em teoria porque com oito bebês quem consegue dormir?
Isso queria dizer que as pessoas finalmente teriam que ter cada um sua própria casa. E mais uma vez precisaríamos nos mudar. A questão era que agora éramos uma família muito grande que estava se expandindo. E, por causa de um comentário brincalhão do tio Damon, Jacob teve uma ideia que por mais louca que parecia fazia o maior sentido.
— Do jeito que essa família está crescendo já já a gente consegue montar uma vila só nossa. — brincou tio Damon quando veio se despedir da gente ontem.
— E por quê não fazemos isso? Dinheiro e gente é o que não falta. Só precisamos de um lugar.
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