What If... (And If)
96 Fase IV - Capítulo 12 - Fraldas e visões...
Fase IV — Capítulo 12 — Fraldas e visões...
POV Narrador…
Nessie tinha acabado de dar de mamá à Sarah e a colocado no berço improvisado quando o celular do marido tocou. Jacob, que estava trocando a fralda de Leo, empinou a bunda, indicando que o celular estava no bolso traseiro de sua calça.
— Atende pra mim. — pediu ele à esposa.
Até então tudo estava calmo para o casal, ou tão calmo quanto pais de primeira viagem de trigêmeos poderiam estar. Sarah e Joshua eram mais calmos. Leo parecia que só por ter sido o último a sair iria causar pra compensar o “atraso”. Ele era o que mais tinha fome, mais chorava, e mais sujava as fraldas. Além de não parar quieto na hora de trocá-las.
Eles eram pais há uma semana e já tinham uma noção boa de como seus filhos seriam quando crescessem. Ao que tudo indicava Joshua gostava de imitar Leo. Sempre que o mais novo chorava o outro começava a chorar também e assim que Leo parava ele parava também. Sendo assim os pais perceberam que precisavam fazer o caçula parar de chorar primeiro e, assim, ele acabava ganhando toda a atenção. Tão logo o irmão se acalmava Joshua parava de chorar e sorria para os pais como que satisfeito em ajudar o irmão à receber atenção. Sarah não era de chorar, ela era quieta e observadora. E, apesar de ainda não falar, fazia gemidos específicos que indicavam se estava com fome, se queria atenção ou se queria ser trocada.
Ela era a mais vampírica dos três e parecia ter muito mais consciência do que acontecia à sua volta. Também era a que crescia mais rápido. Nada comparado ao crescimento de Nessie quando bebê, mas definitivamente mais rápido que o normal. Já os meninos tinham um crescimento físico relativamente normal e tinham a consciência apenas um pouco maior do que recém nascidos com a mesma idade.
No futuro, seria descoberto que os meninos eram 50% humanos, 35% lobo e apenas 15% vampiro. Enquanto Sarah era 40% humana, 40% vampira e 20% lobo. Os três podiam se transformar em lobos, os meninos eram maiores que Sarah, mas ela tinha mais necessidade de beber sangue que eles. Entretanto, isso ainda era algo desconhecido por todos ali. Afinal eles eram os primeiros de sua espécie.
Voltando ao presente, ou passado, Nessie atendeu ao celular do marido e sua bolha de felicidade foi estourada.
— Oi Sam. — disse ela ao atender depois de ver o nome do amigo na tela do celular. — Tudo bem?
— Nessie, Jacob está aí? — perguntou ele aflito ao telefone.
— Ele está, mas está ocupado trocando fralda. Quer que eu coloque no viva voz?
— Coloque por favor.
Ela faz o que ele pede e se aproxima mais do marido para que ele escute melhor. Não que ele precisasse, mas...
— Pronto Sam. Pode falar.
Sam contou pra eles o que havia acontecido na casa dos Cullen’s. A casa não tinha sido completamente queimada, mas não tinha sobrado muita coisa. Os bombeiros conseguiram apagar o fogo antes que ele se espalhasse pela floresta. No entanto, uma coisa era certa, não tinha sido um acidente. A casa havia sido revirada e galões de gasolina se encontravam espalhados na frente da mesma. E não tinha sido apenas aquela casa a ser atacada. Todas as casas pertencentes à eles nas redondezas haviam sido reviradas, mas apenas a de Carlisle foi ateada.
Nessie deixou o marido com as crianças e foi imediatamente avisar a todos o que havia acontecido e ficou surpresa com a falta de espanto deles. Foi quando colocaram ela e Jacob, que apareceu assim que os trigêmeos dormiram, a par de tudo o que vinha acontecendo. Da conversa com Klaus, do telefonema de Hiro e da guerra eminente. Dizer que a jovem ficou irritada não é o suficiente para descrever o que ela sentiu quando soube de tudo. Odiava ser tratada como criança e tinha sido exatamente o que tinham feito com ela. Brigou, dizendo que era mãe agora e que precisava saber de tudo para que pudesse proteger seus filhos. Mas não deu continuidade ao sermão pois queria resolver logo o que fariam.
No entanto, a reunião foi interrompida quando Alice apareceu sendo apoiada por Jasper. Ela era a única que ainda não tinha acordado, mas nenhum dos dois parecia estar precisando de atualizações para ficarem mais assustados do que já estavam.
Quando Nessie chamou à todos para se reunirem para contar e resolver os problemas Miguel acabou indo também e apenas Alice e Jasper ficaram na “enfermaria” onde todas as mulheres ficaram durante a transformação. Tão logo Miguel saiu de perto Alice começou a ter uma visão atrás da outra. No entanto, as coisas eram diferentes agora. a fadinha não tinha tanto controle assim e agora podia ver o futuro de quem era híbrido também. Isso fez com que o volume de visões fosse muito maior e por não saber controlar seus poderes uma visão se misturava com a outra de tal forma que ela não conseguia entender o que estava acontecendo.
Tudo o que viu começou e terminou de forma fúnebre. A primeira coisa que viu foi Grace, a antiga governanta de Amanda, sendo velada. Não haviam muitas pessoas ali, apenas o irmão de Amanda, sua esposa e sua pequena filha. Então, Alice viu um brilho perto das árvores do lado de fora da capela. Seguindo o brilho ela percebeu que Amanda e Roh estavam ali escondidos de todos. Mas quando viu as lágrimas nos olhos de Amanda ela se sentiu ser puxada para outra visão e assim o turbilhão de imagens desconexas começou.
Os sons de bebês chorando, estalar de fogo e sons de luta eram mais altos do que todas as cenas que passavam por Alice. Por isso não pode escutar o que Carlisle conversava com os três vampiros antigos diante de três tronos. Tão pouco o que uns gritavam para os outros no convés do Rubi XI. O choro de Jacob junto aos trigêmeos apenas somou à barulheira de mármore e madeira se quebrando. Então eles estavam conversando com Klaus e toda sua família. Alice tinha noção de que estavam faltando pessoas por ali, mas não conseguiu identificar quem faltava, pois antes de poder perceber o que acontecia sua visão mudou novamente e Miguel gritava ao ser transformado. E então ela estava em alguma cidade velha da Itália e o chão debaixo dos seus pés tremia e se partia enquanto paredes e vidros se quebravam por toda a rua e uma nuvem preta de fumaça saía de uma torre não muito longe dali. A rua onde estava havia se tornado uma verdadeira zona de guerra onde vampiros, lobisomens e lobos lutavam em volta de focos de incêndio. E por fim ela estava diante de 10 lápides recém colocadas com a terra mexida diante delas. Alice não conseguia ler os nomes escritos ali e tão pouco conseguia ver quem eram as pessoas em pé que choravam a morte deles. E assim sua visão terminou ao mesmo tempo que sua transformação.
Ao abrir os olhos ela deu de cara com seu marido e Jasper estava tão aflito quanto ela. Havia sentido tudo o que ela sentiu durante toda a visão e tinha se esforçado para deixá-la calma, mas a intensidade das visões era tamanha que ela não havia sequer sentido o poder dele sobre ela. Ele não precisou perguntar o quão ruim era a visão dela. A conhecia bem o suficiente para saber que ela nunca tinha tido visões piores.
— O que você viu?
— Morte, choro, guerra e morte. — disse ela se jogando nos braços dele.
Ela não sabia se ele sobreviveria. Não sabia se ninguém ali sobreviveria. A única que tinha certeza era si mesma, pois se podia ver tudo depois da luta significava que tinha sobrevivido. Sentiu as lágrimas escorrendo por seus olhos pela primeira vez na vida, já que não tinha qualquer lembrança de sua vida humana, e percebeu que o sal das lágrimas faziam seus olhos arderem e lacrimejar ainda mais.
— Jazz, eu não sei como mudar o que eu vi. Você….eu…
— Aconteceu alguma coisa comigo? — ele pergunta mais por preocupação com ela do que consigo mesmo.
— Eu não sei. Só sei que pelo menos 10 de nós vão morrer.
— Dez?! Isso é quase um terço de todos neste barco! E você não sabe quem eles serão?
— Não tenho nem ideia… Não conseguia ver a cara de ninguém. E não somos só nós aqui no Rubi que corremos perigo. A guerra é real. Ela vai acontecer. Aliás, acho que tudo o que vi vai realmente acontecer. Só não foi determinado quem vai morrer. Talvez o número possa mudar. Mas não tenho certeza. O fato é que tudo além das pessoas estava extremamente nítido. Eu consegui ver até algumas placas de carro e placas com nomes de rua.
— Meu Deus Alice. E qual foi sua visão? O que vai acontecer? Quanto tempo temos?
— Eu tive várias visões ao mesmo tempo. A primeira deve acontecer logo, porque ainda estava muito frio em Londres.
— Londres?
— Lembra da Grace? A antiga governanta de Amanda? — ela pergunta e recebe um aceno afirmativo. — Ela vai morrer.
— Coitada da Amanda. Até onde a gente sabe Grace foi a única referência de mãe que ela teve ao crescer. Mas e a última visão?. Quando foi?
— No final do verão, eu acho. Tinha uma árvore perto de mim que já estava começando a mudar de cor.
Foi Alice terminar de falar que uma nova visão veio até ela. E agora a primeira visão que teve estava consolidada. Pois a morte de Grace tinha data e hora. Ela estava morrendo agora.
— Precisamos falar com todos. Não temos tempo à perder. — disse ela se colocando em pé e quase caindo ao fazê-lo.
Foi então que percebeu o quanto ter todas aquelas visões a tinha cansado. Nunca tinha sentido isso quando vampira, mas aparentemente agora ela tinha um preço a pagar por ver o futuro. Como se saber das coisas já não fosse um peso para ela.
Jasper ainda tentou fazer com que ela descansasse um pouco, mas a baixinha estava irredutível. Precisava da decisão de Amanda para saber se a próxima visão seria concretizada. Tão logo chegaram na sala onde todos estavam reunidos Alice contou sobre as visões que teve.
— Isso quer dizer que o plano do Carlisle conversar com os Volturi não vai funcionar. Precisamos voltar para os Estados Unidos e nos reunir com Klaus e com quem mais for preciso. — Damon concluiu assim que tudo foi contado.
Roh abraçado à esposa, que chorava muito desde que soube da morte de Grace, logo falou.
— Eu e Amanda vamos pra Londres.
— Mas vocês viram que… — Damon começou a recrutar, mas o primo o interrompeu.
— Nada. Absolutamente nada envolvendo nossa ida para Londres parece ter interferência ou relação às visões de Alice. Pra mim elas só se compilaram todas porque a morte de Grace estava próxima e Alice estava acordando da transformação naquele momento. Pra mim foi apenas coincidência de que houve um acúmulo de visões. Então não enche Damon. — concluiu ele apertando ainda mais o abraço em volta da mulher que tinha começado a soluçar enquanto chorava.
— Damon, por favor, não começa. — pediu Gabrielli lançando um olhar de aviso pra ele. E, então, se voltou para Rodrigo e Amanda e completou. — Vocês querem companhia em Londres? Não acho bom nenhum de nós andarmos sozinhos por agora.
— Eu vou com eles. — Stefan se ofereceu e Elena logo estava ao lado dele falando que iria também.
— Acho que vocês vão ser mais úteis indo falar com Klaus. — Gabrielli falou sem jeito.
— Nós vamos então. — disse Bella pegando a mão do marido e olhando com carinho para seu irmão de consideração.
— Foi o que achei que seria melhor mesmo. — disse Damon, que logo completou olhando pra esposa. — Stefan e Klaus já foram muito amigos. Acho que você está certa amor.
— Eu geralmente estou. E por isso acho que você deve ir com ele. — ela falou pronta para refutar o que ele logo falaria.
— Sem você? Eu não vou.
— Damon, eu sinto que você precisa estar lá. Eu tenho que ficar aqui. Sou perigosa demais. Preciso permanecer escondida. É por pouco tempo. Vocês vão, provavelmente vão recrutar mais pessoas e você é ótimo em convencer os outros.
— Não acho justo compelir ninguém pra uma luta. — Carlisle se manifestou pois realmente achava muito errado e continuou. — Mas concordo com o que disse antes. Melhor eu não falar com os Volturi.
Tão logo ele terminou de falar Alice teve outra visão. Só então perceberam que Maxxie e Miguel não estavam mais na sala.
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