What If... (And If)

94 Fase IV - Capítulo 10 - Amigos, inimigos e família...


Fase IV — Capítulo 10 — Amigos, inimigos e família...

POV Gabrielli...

Quando chegamos em Nova Orleans Klaus nos recebeu de braços abertos e sozinho.

— Bem-vinda à minha cidade. — ele diz com um sorriso nos lábios que não chegava aos olhos.

Só pelo tom de voz dele eu sabia que muita merda tinha acontecido ali e um frio passou pela minha espinha. Aonde estávamos nos metendo? A resposta foi dada quase que imediatamente pelo próprio Klaus.

— O que trás a vampira mais poderosa do mundo à minha cidade? Espero que ainda me veja como amigo e não tenha vindo aqui com segundas intenções. Não que seja uma boa ideia ser meu inimigo. Mas não precisa se preocupar, não guardo rancor por ter apagado minha memória.

Aquilo me deixou mais alerta que qualquer outra coisa que ele pudesse ter dito. Klaus não deveria saber dos meus poderes copiados. Eu tinha apagado isso da mente dele tão logo decidi que precisava me afastar dos Mikaelsons séculos atrás. O choque na minha cara e, provavelmente, na de Damon também, foi o suficiente para ele entender e continuar a falar enquanto meu coração disparava, o que não passou despercebido por ele.

— Sim eu me lembro dos seus poderes. Aliás lembro de muito mais coisas, mas isso não vêm ao caso. A questão é: o que você é agora exatamente?

Em choque respondi enquanto ainda tentava entender onde ele queria chegar:

— Bonnie desenvolveu uma poção e um feitiço para transformar vampiros em meio-vampiros.

Eu podia sentir Damon tenso ao meu lado, mas todos alí sabíamos que não tínhamos chance contra Klaus. Ainda mais com Miguel parado logo atrás da gente.

— E você tomou?! — ele perguntou meio chocado, meio debochado e eu apenas acenei dizendo que sim. — Por que diabos você fez isso?

— Não é da sua conta. — Damon soltou e eu sabia que ele temia por nosso bebê. Mas alguma coisa em Klaus me dizia para falar a verdade.

— Não precisa disso amor. Klaus é nosso amigo. Além disso imagino que Rebeccah também vai querer isso. — falei antes que o híbrido à minha frente fizesse qualquer movimento. — Eu me transformei porque queria ser mãe. E agora eu estou realizando meu sonho. — completei colocando a mão sobre meu estômago.

— Sim, Rebeccah provavelmente vai querer ser transformada. Mas agora ela não está na cidade e sinceramente não pretendo entrar em contato com ela tão cedo. É uma pena que você seja só meio vampira agora, mas imagino que você ainda tenha todos aqueles poderes que copiou antes. Ou você os perdeu porque quis ser mãe?

— É complicado, perdi alguns, mas não consigo controlar direito os que ainda tenho. Então é melhor tomar cuidado.

— Você não está conseguindo controlar seus poderes e vêm à minha cidade… o que devo pensar sobre isso?

— Não precisa se preocupar. Viemos aqui apenas para esperar os Cullen antes de voltarmos para o mar. Além disso, Bonnie desenvolveu um amuleto que impede que eu use meus poderes. — menti enquanto segurava o pingente de esmeralda do meu cordão.

Já tínhamos combinado não falar sobre os poderes de Miguel para ninguém ali. E já que agora ele sabia do meu descontrole eu precisava o assegurar de que não era um problema.

Depois disso a conversa transcorreu bem. Apresentamos Miguel e Maxxie para ele como amigos da família, o que era verdade. Não achamos inteligente esconder a presença dos dois sabe-se lá o que a paranóia de Klaus poderia inventar para explicar termos escondido os dois, até porque eu não podia ficar longe do meu anjinho mexicano de forma nenhuma.

Enquanto Klaus nos contava o que aconteceu nesses mais de 5 anos que não nos víamos parte do meu cérebro focou em o que ele lembrar significava. Eu precisava saber quando aquilo tinha acontecido.

Ele continuava contando sua história então resolvi não o interromper até ele terminar. Quando chegamos à sua casa reencontrei com Elijah e fui apresentada à Hayley e à outra irmã de Klaus que nem mesmo eles sabiam da existência até pouco tempo atrás, Freya, que era uma bruxa (do tipo que mexe com mágica, não uma pessoa má ou feia rs). Como Klaus já estava contando sua história e ambos os Mikaelsons que eu já conhecia pareciam me considerar uma aliada às outras duas relaxaram um pouco. E por tudo que nos era contado eu podia entender perfeitamente porque elas se sentiam dessa forma.

Em resumo Klaus nos contou que, depois de ter matado seu “pai”, resolveu que queria voltar ao poder de fato. Começou com Nova Orleans. Lá ele descobriu que Hayley e ele teriam um bebê o que desencadeou uma porrada de problemas. A criança seria uma tríbida, tendo em vista que era descendente de um bruxa, um lobisomem e meio e meio vampiro. Klaus nos contou que a criança, que batizaram com o nome de Hope, havia morrido devido aos ataques de seus inimigos. Mas algo na forma como ele e todos ali agiam me dizia que aquilo era mentira. Não o culpei ou sequer o confrontei. Ele tinha razões para tentar proteger a criança. E, parando pra pensar um pouco, ela deveria estar com Rebeccah escondida. Essa era a única explicação para ela não estar ali junto da família tão próximo do natal.

Klaus também nos contou que agora que tinha dominado Nova Orleans novamente estava querendo tomar o controle do mundo sobrenatural. O que significava que ele queria se voltar contra os Volturis. Até aí eu já podia imaginar, mas as próximas palavras dele me fizeram lembrar de algo que eu não tinha pensado ainda.

— É uma pena que você seja só meio vampira agora e não tenha controle dos seus poderes. Ter você do meu lado seria decisivo para tirar aquela escória italiana do poder.

— Klaus, eu não quero nem nunca quis fazer parte de jogos de poder. Imagino que você se lembre que apaguei sua memória sobre meus poderes por causa disso. Aliás, quando você se lembrou? Como? — finalmente consegui perguntar o que tanto queria.

— Sei disso, mas não custa tentar pedir ajuda dos amigos. — ele disse de uma forma que me causou arrepios, mas meus receios foram esquecidos quando ele continuou. — Foi em setembro, se não me engano. — ele respondeu e depois tomou um gole do seu vinho.

— Em setembro? Por acaso foi dia 16? — voltei a perguntar tentando entender.

— Não, foi um pouco depois disso, acho que foi dia 18. — respondeu Elijah ao perceber que o irmão não sabia a data exata.

Aparentemente ele também havia recuperado memórias que apaguei dele. Olhei para Damon e ele entendeu exatamente o que eu acabava de constatar. As memórias apagadas por mim voltaram no mesmo dia em que minha transformação acabou. Se eles tinham se lembrado provavelmente outras pessoas e vampiros tenham se lembrado também.

— Merda! — falei já me levantando e destravando o celular para falar com Jasper enquanto ia para o pátio central da casa. Eu precisava do contato de Charlotte e Peter. Se eles se lembrassem também seria a prova final de que, possivelmente, todos que compeli antes da minha transformação tinham recuperado a memória. O que significava que Alec e Jane Volturi sabiam da minha existência e dos meus poderes.

Meus medos foram confirmados por Charlotte. Eles se lembravam de tudo, e depois de um pedido de desculpas falso desliguei o telefone e senti o vento se agitar à minha volta. Percebi que estava muito longe de Miguel, o que só fez as coisas piorarem, pois a terra começou a tremer. Em questão de segundos tudo parou quando Damon colocou Miguel na minha frente.

— O que eu disse sobre ficarem longe um do outro?! — Damon chamou a atenção de nós dois.

— Esse é o menor dos nossos problemas agora. — falei e ele entendeu o que tinha acontecido.

— Bom, se eles sabem sobre você é uma boa que a gente esteja com o Klaus agora. — ele falou logo depois de me abraçar.

— Não sei não amor. Eles podem achar que estamos nos mancomunando com Klaus para os tirar do poder.

— Vocês falam como se eles tivessem olhos em todos os lugares. Como eles vão saber que vocês estão aqui? — Miguel perguntou, mas eu sabia que ele também estava preocupado.

— É porque eles têm olhos em todos os lugares. Mas pode ser que leve um tempo pra isso chegar até eles. De qualquer forma não vamos ficar aqui por muito tempo. Só até Nessie e os outros chegarem. — Damon falou tentando nos tranquilizar. — Além disso eu vou dar um jeito para que Klaus não seja um problema.

E foi exatamente o que fizemos. Damon conseguiu convencer Klaus de que eu estava instável demais para ser usada como arma agora e depois que todos os Cullen’s e Salvatore’s chegaram em Nova Orleans nós embarcamos e fomos para alto mar. Onde comemoramos o natal e o ano novo.

Mas mesmo com minha família reunida para às festividades eu ainda não estava completamente relaxada. Sentia que muita coisa estava mudando e muito rápido. Eu me perguntava como isso iria afetar o mundo sobrenatural. Todas essas mudanças, criações de novos tipos de híbridos e a formação de uma nova geração, ligada por sangue, que ninguém sabia como seria o crescimento e quais poderes eles poderiam ter. Muita coisa estava mudando e eu sabia que os Volturis não iam gostar nada disso. Talvez uma guerra contra eles fosse inevitável. Eu precisava dar um jeito de treinar e controlar meus poderes o mais rápido possível.

POV Nessie…

Segundo tia Alice os Volturis ainda não sabia nada sobre nós. Mas ela andava tendo problemas em enxergar o futuro. Além das interferências de Miguel ela andava reclamando que a transformação de tantas mulheres mas as gravidezes de híbridos a impediam de ter uma noção boa do que podia acontecer de fato.

No final das contas nossas comemorações de fim de ano estavam mais do que manchadas pelos medos e preocupações com o futuro. A possibilidade de adiar a transformação de mamãe e todas as outras chegou a ser cogitada. Mas Bonnie, que também tinha vindo passar as festas de fim de ano com a gente, juntamente com Enzo, Elena e Stefan, disse que não sabia por quanto tempo a cura diluída poderia durar estando fora do corpo de alguém. Isso colocou por terra qualquer pensamento de adiar. Como o feitiço precisava de um evento celestial para acontecer e como o eclipse lunar tinha dado tão certo com tia Gabi, a transformação das outras tinha sido marcada para dia 11 de fevereiro. E como o hospital do vô Carls já tinha sido montado no Rubi IX por minha causa e todos acharam melhor ter Miguel por perto por via das dúvidas acabamos fixando residência no iate mesmo. Havia mais do que lugar suficiente para todos ali e tia Gabi disse que finalmente entendeu porque sentiu que tinha que ter um iate daquele tamanho.

Mas nem todo aquele receio em relação ao futuro conseguia diminuir o fogo que eu sentia. Meus hormônios realmente estavam uma loucura e por mais que agora eu tivesse conseguido convencer Jacob a fazer sexo a verdade era que nunca era o suficiente pra me saciar. Já faziam 47 dias que tínhamos nos instalado no Rubi XI e durante todo esse tempo Jacob cumpriu suas obrigações de marido muito bem. Mas naquela noite ele finalmente parecia ter sucumbido aos meus desejos de mais sexo por mais tempo. Já tinha perdido as contas de quantos orgasmos ele tinha me dado quando senti a primeira contração. Não me preocupei, pois já tinha tido contrações falsas uns dias atrás e achei que estava tendo aquilo novamente. Mas por via das dúvidas achei melhor tomar um banho e mandar uma mensagem para meu avô falando sobre a contração.

Durante meu banho, uns 15 minutos depois, senti outra contração. O tempo de distância ainda era bem longo caso eu realmente estivesse em trabalho de parto. Mas eu comecei a ficar um pouco mais preocupada. Era comum o parto de gravidez múltipla acontecer antes de 9 meses, mas será que eles estavam mesmo prontos pra sair? Uma culpa enorme caiu sobre mim. Será que tanto sexo tinha adiantado o parto?

Coloquei um vestido leve, estávamos navegando próximos de Marrocos e o tempo estava relativamente quente, não coloquei calcinha não achava que era inteligente naquela situação. Assim que saí do banheiro dei de cara com vô Carls, papai, mamãe e um Jacob levemente esverdeado. Aparentemente eles tinham contado para ele.

Senti mais uma contração e logo constatei que ela tinha vindo apenas 10 minutos depois da última. O tempo parecia estar diminuindo mais rápido do que eu imaginava. Fui levada para o “hospital” do iate e logo ficou constatado que eu de fato estava em trabalho de parto. Mas como já tínhamos resolvido antes eu faria uma cesária por serem trigêmeos.

Papai administrou minha anestesia enquanto Jacob e mamãe seguravam, cada um, minhas mãos. Minhas contrações já havia caído para 4 minutos de distância uma da outra. Era isso eu seria mãe em pouco tempo e de alguma forma me sentia completamente preparada e despreparada ao mesmo tempo.

Ao longe, enquanto vô Carls começava a me cortar escutei o telefone de alguém tocar. Era quase meia noite, ligações à essa hora nunca eram coisas boas. Mas qualquer coisa que pudesse estar acontecendo lá fora foi esquecida quando o primeiro bebê saiu de mim.

— Bem-vinda ao mundo Sarah. — vô Carls disse enquanto entregava o bebê para meu pai enrolar na manta rosa.

Notas finais
Como já disse antes, essa fase vai ser uma loucura atrás da outra... muita coisa vai acontecer e sei que tudo parece muito corrido, mas senão for assim a gente vai ter mais 5 anos de fic aqui e eu realmente preciso terminar a fic. A maioria do pessoal que acompanhou a história no começo meio que desistiu e não voltou a ler mais e eu não quero perder mais ninguém. De qualquer forma espero que vcs estejam gostando ^^ Ameaça Volturi no ar, Nessie tendo os bebês e muito mais está por vir... Até o próximo cap q é o último que já escrevi e postei. Assim vcs vão estar junto com todas as minhas outras leitoras ^^ Mamãe ama vcs COMENTEM SEMPRE Bj Ellie ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤