What If... (And If)
80 Fase III - Capítulo 25 - Adolescentes a bordo...
Fase III — Capítulo 25 — Adolescentes a Bordo…
— Ainda faltam três dias para o ano novo. — Ela falou se entregando de braços abertos para a mudança de assunto.
— Isso nunca te impediu de comemorar. — Ele disse depositando um beijo no pescoço dela a fazendo sorrir.
— Isso é porque você é muito bom em festejar.
Ela se virou e o olhou profundamente nos olhos. Estavam prestes a se beijar quando escutaram a gritaria alguns andares abaixo. Sem esperar meio segundo sequer para entender o que estava acontecendo Damon e Gabrielli correram na direção da gritaria. A sorte deles é que a ruiva, sem perceber, não havia desativado a camuflagem que os envolvia e por isso ninguém os viu.
Sorte porque toda aquela gritaria havia sido porquê Maxxie, que estava muito afoito em chegar aos finalmentes com Bran, havia jogado a camisa do outro em cima das velas que o outro havia acendido para receber o loiro. A camisa pegou fogo e no desespero Maxxie acabou jogando-a sobre a cama que também começou a pegar fogo. Enquanto Maxxie gritava histericamente e Bran ia atrás de um dos extintores no corredor o fogo começou a se alastrar para a cortina que ficava nas laterais da cama.. Foi nesse momento que o casal adulto os encontrou. E assim que viram que tudo estava tecnicamente sobre controle eles saíram dalí imaginando que aquilo deveria ter sido o causador dos pressentimentos de Gabrielli.
Logo todos, que escutaram os gritos, chegaram e se depararam com Maxxie e Bran semi nus diante de uma cama parcialmente queimada, uma cortina chamuscada e uma blusa carbonizada. Sem sequer fazerem perguntas Jacob, Nessie, Freddie e Effy deram meia volta e tentaram apagar aquela cena de suas memórias. Bart e Zenday estavam mais longe e não chegaram a escutar a gritaria, mas mais tarde a história foi contada para eles da boca do próprio Maxxie. E o casal foi dormir grato por não ter escutado os gritos, mas infeliz por terem escutado Maxxie depois.
Por causa do incidente do fogo o capitão do iate foi procurar Nessie e Jacob e aproveitou para questionar quando zarpariam. Depois de uma rápida troca de mensagens pelo celular entre os amigos ficou resolvido que eles poderiam zarpar no começo do dia seguinte. Após um aceno de concordância o capitão deu a volta e voltou para a cabine de controle.
— Sabe, já que vamos ficar longe da terra por algum tempo, o que você acha da gente ir caçar um pouco? — Nessie perguntou depois de conferir se não havia ninguém por perto para escutar.
— Tem certeza? Não está cansada depois de tudo o que aconteceu hoje? — Jacob perguntou, mais por preocupação com ela do que preguiça. Na verdade, ele estava com vontade de esticar as pernas lupinas.
— Certeza absoluta. — Disse ela sorrindo torto.
Sem que uma outra palavra fosse dita os dois saíram correndo pelo corredor numa competição que era comum entre eles. Ambos sabiam exatamente para onde iriam e iriam disputar uma corrida até lá. Porque Renesmee tinha a vantagem no momento ela foi a primeira a pisar no cás. Mas pouco tempo depois Jacob pousava as patas ao seu lado. Ele usou o impulso para ganhar a dianteira o que fez Nessie se esforçar mais para o acompanhar. Logo os dois não passavam de um borrão para os humanos que estavam por ali. Foi uma corrida relativamente longa para uma caçada. Meia hora mais ou menos. Mas quando conversaram sobre onde caçariam, antes mesmo da viagem, chegaram à conclusão de que era melhor ficarem muito mais afastados da cidade do que normalmente, já que não conheciam a área.
Depois da corrida eles começaram a farejar o ar em busca do que comer. Jacob foi o primeiro a encontrar o cheiro do animal, mas Nessie foi mais rápida na hora de correr atrás da caça. Era apenas um coiote, mas ela se sentiu culpada em atacar o animal. Coiotes eram muito parecidos com lobos e ela sentiu como se estivesse atacando um dos amigos do bando de Jacob. O lobo não pensou duas vezes antes de atacar a presa. Ela ficou um pouco sentida pelo animal, mas logo capturou o cheiro de outro. Dessa vez ela não se deteve ao atacar o puma que estava preste a atacar uma raposa cinza.
Nessie estava quase terminando de drenar o sangue do puma quando Jacob apareceu completamente nu em sua frente enquanto limpava o sangue da boca. A visão dele daquela forma quase a fez engasgar pois ainda não estava totalmente acostumada com aquele tipo de intimidade entre eles. Quer dizer a apenas uns poucos anos atrás eles brincavam de fazer comidinha de lama juntos e agora ele estava pelado na frente dela.
— Um dia eu tenho que me acostumar com isso, mas ainda acho estranho como o gosto de carne crua. É tão bom quando estou em forma de lobo. O ruim é só quando me transformo de volta. O gosto que fica pra trás é a treva, como diria Maxxie. — Ele parou de falar assim que viu a forma como a namorada o comia com os olhos.
Um sorriso preguiçoso nasceu nos lábios dele ao pensar em sexo ao ar livre. Imaginar os dois ali foi tudo o que ele precisou para ficar rígido e fazer os olhos da garota brilharem de desejo enquanto acompanhava a ascensão de seu mais novo amigo. Jeyzinho. Que não tinha nada de inho.
— Minha vampirinha tá querendo sair pra brincar? — Ele perguntou satisfeito por ter a provocado.
— Ela sempre quer brincar com o Jeyzinho. — Ela falou deixando a carcaça do puma cair no chão e se levantando.
Não precisou de muito esforço para tirar a roupa. Ela ainda estava usando o mesmo vestido que tinha usado na Disney, sua calcinha jazia no chão da área de serviço da casa mal assombrada onde o cara vestido fantasia de vampiro os encontrará e ela não estava usando sutiã. Então bastou deixar que o vestido deslizasse por seu corpo até se acumular num montinho no chão da floresta.
Assim que o vestido tocou o chão Jacob correu até ela e a abraçou enquanto esmagava seus lábios nos dela. O beijo não se estendeu muito. Logo os lábios do moreno desciam pelo pescoço da namorada enquanto ele se ajoelhava no chão. Ali, em pé, no meio da natureza, a diferença do tamanho deles era mais do que perceptível. Aproveitando que já estava ajoelhado Jacob capturou o seio direito de Nessie que aproveitava tudo de olhos fechados. Os gemidos que emitia ainda eram baixos, mas não porque tinha medo de ser ouvida, apenas porque sabia que aquilo era apenas o começo da “brincadeira” deles.
Enquanto ele passava a dar atenção ao outro seio Jacob começou a massagear sua área vip, o que fez com que os gemidos de Nessie se tornassem um pouco mais audíveis. Não precisou de muito para que ela ficasse pronta para ele, no entanto, Jacob tinha necessidade de sentir o gosto dela. Ele não sabia se essa necessidade vinha apenas dele, se Nessie estava colocando as imagens na mente dele, ou se ela queria tanto que ele o fizesse que os laços do imprinting o faziam querer aquilo. Muito provavelmente foi a soma das três coisas que o fez sentar-se sobre os calcanhares, levantar uma das pernas de Nessie e a colocar sobre seu ombro para finalmente poder enterrar a boca no centro pulsante do corpo da namorada. Com isso os gemidos emitidos pela garota incomodaram os animais silvestres mais próximos. Não apenas pelo prazer que sentiu com as investidas dele, mas pela satisfação do desejo que também a corroia na mesma intensidade que à ele.
O prazer nublou a mente dos dois por horas a fio. No entanto, eles ainda eram parte humanos e essa parte não conseguia acompanhar o fogo sobrenatural que esse casal tinha e eles acabaram dormindo ali mesmo. Acordaram quando o sol nasceu e, ao perceberem que tinham perdido a hora, correram de volta para o iate que zarparia logo. Quando finalmente chegaram ao cais viram o Rubi XI navegando em direção ao alto mar. Não houve hesitação para que pulassem na água e nadassem até o iate. Precisaram de alguns minutos para acharem a porta secreta que Damon e Gabrielli estavam acostumados a usar toda vez que “fugiam” do iate para se “divertir” no mar. E com isso conseguiram voltar sem que ninguém tivesse percebido que tinham escapado na noite anterior.
Dessa forma o Rubi XI finalmente adentrou alto mar levando os adolescentes, os vampiros e a tripulação do iate. E logo os recém chegados se encontravam com os amigos no convés principal para um café da manhã à brisa do oceano Atlântico.
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Tão logo a costa dos Estados Unidos desapareceu do horizonte também desapareceram os adolescentes. Cada casal em sua própria bolha particular aproveitando o tempo que teriam juntos por ali. Jacob e Renesmee resolveram voltar para o quarto dormir um pouco mais. Maxxie não ficou satisfeito apenas com Bran e logo estava de rolo com mais dois caras da tripulação. E é claro sem segredos por ali. O loiro estava farto de guardar segredos. E não era como se nenhum deles realmente estivesse esperando que um relacionamento sério saísse daquela viagem. Bart e Zenday aproveitaram para matar todo o tempo que perderam de ficarem juntos por causa do irmão dela.
Apenas Freddie e Effy estavam em contato com a realidade. Agora que ela tinha resolvido que moraria com ele até o final do ano letivo eles pareciam preocupados com o que aconteceria depois. Ficou claro para eles que os pais dela não permitiriam que ela ficasse mais tempo do que aquele no país. E com isso eles ficavam com outra bomba relógio nas mãos. Freddie queria ir com ela para a Inglaterra, mas tinha certeza de que isso seria ainda mais complicado pra ele do que pra ela. Eles não sabiam o que fariam dali a seis meses e tudo aquilo parecia o fim do mundo. Foi quando Freddie teve a ideia mais maluca e irresponsável de toda sua vida. Fugir com a namorada.
Nos dias que antecederam a virada do ano os dois discutiram todas as possibilidades daquilo dar certo. Não sabiam quando teriam melhor chance de fugir do que naquele momento que já estavam longe dos pais. Então bolaram um plano para fugirem. E ele era o seguinte: durante a festa de virada do ano, que Maxxie tinha planejado junto com Miguel, eles iriam pegar um dos botes salva vidas e iriam fugir nele para a praia mais próxima. De lá eles iriam para o México e então desapareciriam do mapa.
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Mesmo depois do incidente Damon e Gabrielli continuaram no iate, nenhum dos dois queria dizer ao outro que tinham medo de que o algo ruim pudesse ser alguma coisa pior do que o fogo provocado por Maxxie. Ambos diziam para si mesmos que provavelmente estavam enganados e que só estavam sendo extremamente protetores. Mas a história oficial que diziam um para o outro era que já que estavam ali, não custava nada aproveitar o passeio pra realmente comemorar o aniversário de quando se conheceram e o da primeira vez deles juntos. Afinal de contas não é todo dia que você comemora 312 anos de rolo.
Enquanto isso os adolescente mais despreocupados se preparavam para a festa que aconteceria. Maxxie e Miguel tinham combinado tudo por telefone, o Rubi XI tinha feito a volta e se dirigia à costa de Miami. Miguel iria encontrar com eles no meio do caminho em seu próprio iate, mas a festa seria no iate maior, o Rubi XI. Ele também iria levar várias pessoas junto para “dar volume” à festa de virada.
Os casais finalmente tinham dado uma trégua na pegação e se juntado com à tripulação para organizar tudo. Maxxie coordenava tudo com mão de ferro, queria que aquela festa fosse perfeita para que o ano que se iniciasse também fosse perfeito. Sem pressão.
Quando os convidados chegaram os olhos de Maxxie procuraram os olhos castanhos de Miguel e assim que os achou ele relaxou e um sorriso lento se formou nos lábios de ambos. Borboletas se alvoroçaram nos estômagos e de repente se sentiram bobos. Merda. Pensaram os dois.
Numa clara tentativa de fugir da tentação Miguel se virou a procura de alguém que nem ele mesmo sabia quem era e Maxxie seguiu sua deixa indo na direção oposta. O que eles haviam tido realmente tinha sido muito intenso para apenas uma noite. Mas havia sido apenas uma noite. Mesmo que ela tenha sido tórrida e deliciosamente maravilhosa a verdade era que eles tinham uma diferença de 15 anos de idade e moravam em estados diferentes. Qualquer relacionamento ali estava mais do que fadado ao fracasso. Além disso Maxxie precisava curtir a vida para se livrar do peso que seu último relacionamento causou. Essa era o mantra que ambos repetiam para si mesmos enquanto pegavam taças após taças de espumante servidos pelos garçons que Miguel trouxe.
Não muito longe dali Effy e Freddie colocavam suas últimas coisas no bote salva vidas. Tudo estava pronto para eles partirem e tudo o que esperavam era o momento certo. Haveria uma queima de fogos à meia noite e enquanto todos estivessem olhando para o céu eles fugiriam. Era perfeito. O barulho dos fogos abafaria qualquer som que a fuga deles proporcionaria, isso se conseguissem descer o bote e se afastar o suficiente em 15 minutos. Ambos estavam apavorados com o futuro que teriam, mas nenhum deles falava nada com medo da reação do outro.
— Aí estão vocês! — disse Nessie assim que encontrou o casal. — Estamos procurando por vocês faz um tempo. A queima de fogos vai começar daqui a pouco.
— Nós vamos assistir do deck de cima, a visão é melhor por lá. — disse Jacob que mantinha o braço envolto na cintura da namorada.
Eles se entreolharam meio sem graça, mas Freddie falou rapidamente:
— A gente estava indo colocar um casaco, estamos com um pouco de frio. Vão indo na frente que já já a gente sobe.
— Beleza então. — disse Nessie desconfiada.
— Tá tudo certo com vocês? Vocês estão estranhos. — Jacob perguntou sentindo o nervosismo deles.
— Está tudo bem sim. É só frio mesmo. Vão indo que logo estaremos lá com vocês. — Freddie respondeu prontamente.
Nessie e Jacob deram meia volta e foram embora deixando o casal para trás. Mas ambos sabiam que tinha alguma coisa muito errada ali.
Mesmo depois de ficarem sozinhos nenhum dos dois falou. O silêncio entre eles era palpável assim como a tensão. Enquanto todos faziam a contagem regressiva a tensão parecia aumentar e um suor escorria na lateral da testa de Freddie. Ao som do primeiro morteiro e das pessoas gritando “Feliz Ano Novo!” ambos começaram a trabalhar desajeitadamente para descer o bote salva vidas. No momento que entraram no pequeno barco Nessie e Jacob reapareceram os pegando no flagra.
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