What If... (And If)

78 Fase III - Capítulo 23 - Diferentes Relacionamentos...


Fase III — Capítulo 23 — Diferentes Relacionamentos...

Alguns minutos antes…

Maxxie seguiu Miguel sem pestanejar. Tinha dito para as amigas que ia dançar, mas não especificou que a dança que se referia era a horizontal. Segundo Miguel eles poderiam usar o quartinho que tinha na sala VIP que estavam, mas ele era muito usado pelos convidados e ele preferia ir para um lugar que só ele podia usar. E era exatamente para lá que estavam indo.

Passaram pela multidão dançante e se embrenharam por corredores escuros repletos de casais afoitos e embriagados. Logo estavam parados de frente à uma porta de ferro. Miguel digitou uma senha no painel ao lado da porta que abriu. Em questão de segundos Maxxie estava sendo prensado contra o outro lado da porta por um latino muito sedento.

Miguel o beijava com pura luxúria e desejo. Sabia que o rapaz em seus braços era menor de idade e isso o fazia sentir mais jovem. Não era novidade para ele pegar rapazes de 17 ou 18, mas esse definitivamente era o mais novo de suas muitas conquistas. Isso o fez lembrar que precisava deixar as coisas muito claras. Parou de beijar o rapaz e disse:

— Muito bem. Vamos ser diretos aqui, eu tenho 15 anos a mais do que você e você é menor de idade.

— Sério mesmo que precisamos disso? — Reclamou o garoto um tanto ofegante.

— É sempre melhor prevenir. — Respondeu ele sério, mas o divertimento jamais saía de sua face. — Você é virgem?

— Claro que não. Esse barco já partiu faz tempo.

— Você está sendo coagido ou sendo induzido a ter relações com alguém mais velho? — A cada palavra dita o deboche aparecia em suas feições.

Maxxie riu antes de responder.

— Não mais, mas até ainda agora você estava me induzindo exatamente como eu queria e pra onde eu queria. Pra cama. Vamos logo com isso. Preciso de um páu dentro de mim agora mesmo.

Miguel sorriu apreciando a boca suja e a vontade do rapaz. Sem dizer nenhuma palavra o mais velho virou o garoto e pressionou o rosto dele contra a porta de metal. Suas mãos trabalharam rapidamente para abrir a calça de Maxxie.

— Muito bem então. — Disse ele se abaixando e ficando de joelhos atrás do mais novo. — Se você quer assim empina essa bundinha branquinha pra mim. Adoro um cú rosa.

Foi exatamente o que Maxxie fez e ao fazer sentiu um prazer duplo, primeiro porque Miguel começou a acariciar seu membro recém exposto e segundo porque ao mesmo tempo ele começou a lamber a entrada traseira do rapaz. Mas Miguel não ficou ali por muito tempo. Deu uma leve mordida na nádega esquerda do rapaz e se levantou.

— Espero que isso seja suficiente, não vou ser gentil na primeira. — Disse Miguel enquanto pegava uma camisinha no bolso da calça e a abria.

— Foda-se. — Disse Maxxie sedento por mais contato.

Miguel, que tinha acabado de colocar a camisinha no membro exposto, se inclinou e disse ao pé do ouvido do rapaz:

— Vou te foder sim.

Maxxie não teve tempo de reagir antes de ser empalado de uma única vez pelo membro do latino. Ele se empinou ainda mais, o que fez com que Miguel entrasse ainda mais profundo nele. Os dois gemeram completamente envolvidos pela luxúria e então o mais velho tapou a boca do mais novo com uma das mãos enquanto aumentava a velocidade das investidas.

Como prometido Miguel não foi gentil na primeira. E fez isso porque sabia que era exatamente isso que Maxxie precisava. Eles tinham conversado muito antes de irem parar naquele quarto. Maxxie havia contado tudo para ele sobre o relacionamento abusivo que acabava de ter saído. E ele sabia exatamente como era isso. Passou por relacionamentos assim quando era mais novo e sabia o que o mais novo achava que merecia naquele momento. Mas diferente do que aconteceu com ele, Miguel não ia se aproveitar do moleque. Ele ia ajudar para que Maxxie entendesse o que o sexo podia ser.

Não demorou muito tempo para que os dois chegassem ao êxtase. Miguel saiu de dentro do outro, retirou a camisinha, deu um nó nela e a jogou no lixo. Em seguida foi até a cama e bateu a palma da mão sobre o colchão.

— Senta aqui Maxxie. — Chamou ele.

Ainda um pouco lento, e com as pernas fracas por causa do orgasmo, Maxxie aceitou ao convite e se sentou sobre a cama. Achava que Miguel iria querer um oral agora e estava ansioso por aquilo. Mas era uma ansiedade estranha. Mais tarde ele entenderia o porquê daquela ansiedade. Aquilo estava muito parecido com o que tinha com Luke. No entanto, ao contrário do que imaginava, Miguel se ajoelhou na frente dele, ficando um pouco mais baixo que ele, e o olhou diretamente nos olhos antes de dizer:

— Você não está aqui apenas para ser alguém a me dar prazer. — Ele começou. — Sexo, seja casual ou dentro de um relacionamento, só é realmente bom e saudável se os dois se sintam satisfeitos no final. Fazer sexo com você faz bem para minha autoestima, mas eu espero que faça bem para a sua também. Gostaria de ter tido alguém pra falar essas coisas comigo quando eu tinha a sua idade. Que não precisasse passar por tantos relacionamentos ruins para finalmente entender que eu preciso me valorizar e dizer o que eu quero e o que não quero. Maxxie, você não pode deixar que esse rótulo que seu ex te deu te defina. Você não é um objeto sexual para ser usado e então deixado de lado. Não aceite esse tipo de situação nunca mais. Isso é tóxico. Você merece muito mais do que migalhas. Aproveite esse tempo de “luto” para explorar novas possibilidades e não remoer cada erro do passado. O que aconteceu já passou e não há nada que você possa fazer quanto a isso. Tudo o que você pode fazer é saber lidar com o presente para que no futuro você não passe por isso de novo.

Maxxie havia sido pego completamente de surpresa. Jamais esperaria escutar aquele sermão de um cara mais velho, que havia acabado de o comer no seu abatedouro particular dentro de uma boate. Ele também não esperava pelo que viria logo depois.

— Tendo dito isso, vou passar o resto da noite fazendo questão de dar prioridade para o seu prazer. Não porque eu esteja envolvido por você e queira um relacionamento sério depois disso. Você mora em outro estado e é menor de idade, isso nunca daria certo. Vou fazer isso porque quero que você recupere algo que sei que se perdeu aí dentro de você. Depois disso espero que você se divirta por aí da maneira mais saudável possível.

Dito isso Miguel o beijou com carinho e logo passou a beijar todo o corpo do loiro até alcançar o falo do rapaz e o abocanhar com destreza. E como o prometido Miguel deu prioridade para o prazer de Maxxie durante toda aquela noite.


Em outro lugar na boate…

Zenday e Bart estavam dançando juntos quando viram Renesmee e Jacob saindo apressadamente da boate. Eles se olharam e sorriram sabendo exatamente o que aqueles dois estavam indo fazer. Eles se lembravam de como tinham ficado ansiosos para ficarem sozinhos e finalmente ter a primeira vez deles. Durante todo o primeiro mês do namoro Zenday passava mais tempo com Maxxie do que com Bart. Os namorados se viam mais durante as aulas e obviamente ter a primeira vez deles ali estava fora de cogitação para Zenday. Não que Bart tenha deixado de sugerir algumas vezes. Mas depois de um mês de relacionamento eles estavam mais do que ansiosos para esquentar as coisas ainda mais. E tudo acabou acontecendo apressadamente na casa de Bart num dia que os amigos chegaram atrasados. Depois disso eles passaram a aproveitar cada brecha para ficarem juntos. Eventualmente Maxxie percebeu que estava monopolizando a amiga e sendo um empata foda. Foi assim que ele começou a ficar mais próximo de Nessie. Porque aquele casal estava longe de ficarem mais íntimos. Depois disso as coisas ficaram bem mais fáceis para o casal de coelhos.

Foi nessa época também que Luke começou a namorar uma garota e começou a fingir que nunca tinha conhecido nenhum dos antigos amigos ou que tinha tido um caso com Maxxie. Zendey voltou para casa, mas eles nunca se viam ou falavam. Não que os pais dela percebessem alguma coisa.

Inspirados pela fome de sexo dos amigos e pelas lembranças que aquela cena trouxe a eles, o casal se olhou de forma travessa e começaram a caminhar para a saída da boate. Esqueceram-se dos outros amigos que ainda estavam na área vip e pegaram um táxi de volta ao Rubi XI.

Durante todo a trajeto eles se beijaram com vontade, ansiosos por chegarem no quarto. Pagaram o taxista e praticamente correram rampa acima para entrar no iate. Grande erro, quando chegaram ao topo da rampa estavam os dois sem fôlego e precisaram parar para conseguir respirar normalmente. Ser um humano é difícil.

Os dois se olharam e caíram na risada pelo acontecimento. Bart, então, pegou a namorada pela mão e a arrastou até o quarto que dividiam. Ao chegarem lá ele a beijou enquanto soltava os cabelos dela do coque frouxo. Em meio aos beijos ela desabotoou a camisa que ele usava e arranhou a barriga dele com suas longas unhas. Aquilo sempre o fazia ficar um pouco mais selvagem e não foi diferente dessa vez. Logo ele puxava o cropped que ela vestia revelando que Zenday não usava nada por debaixo do casaco cortado além do cordão corporal de ouro. Aquilo fez com que ele ficasse ainda mais rígido e mais sedento por ela. A morena se afastou do namorado e se virou de costas para ele retirando a saia de forma lenta e provocativa.

Bart não precisava ser mais provocado e vê-la apenas de calcinha fio dental, sapato de salto e aquele cordão que contrastava com a pele morena dela o fez ir a loucura. Ele abaixou as calças junto com a cueca de uma única vez enquanto tirava os tênis. Em questão de segundos estava completamente nu e ereto. E foi essa a visão que Zenday teve ao se virar para ele novamente. Isso a fez sorrir e salivar ao mesmo tempo. Mas não teve muito tempo para pensar no que fariam primeiro, pois Bart a pegou pela cintura e devorou seus lábios com pura luxúria. Ela o abraçou com as pernas e logo era depositada sobre a cama. Ele se afastou um pouco passando a beijar e sugar a pele da namorada numa trilha que levou até os seios dela. Ali ele brincou e se divertiu enquanto a levava ao delírio. Então voltou a descer e descer até chegar a maldita calcinha branca que ela usava. Ele queria arrancar a calcinha do corpo dela, mas havia realmente gostado daquele pedaço minúsculo de pano e por isso ele retirou a calcinha com cuidado, apreciando cada centímetro de pele revelado até que ela foi lançada ao chão onde ficou pelo resto da noite.

Então ele retirou lentamente os sapatos dela, beijando seus pés com carinho assim que os retirava. Tudo o que a garota usava nesse momento era o cordão corporal e isso a deixava mais sexy do que Bart jamais imaginara ser possível. Ainda segurando as pernas dela ele as colocou sobre seus ombros, a fazendo escorregar pela cama e, após um sorriso de lado, ele enterrou seu rosto entre as pernas da namorada.

Bart adorava chupar a namorada. Se pudesse faria aquilo por horas a fio sem se cansar de dar prazer a ela. E ele era muito bom naquilo também. Tão bom que em pouco tempo Zenday alcançava o primeiro orgasmo da noite. E logo em seguida o segundo e o terceiro. Porque Bart nunca a penetrava antes dela ter gozado pelo menos 3 vezes na boca dele. Não depois do que aconteceu na primeira vez deles. (Eles fizeram com tanta pressa que ela acabou não gozando. E por isso ele havia resolvido que pagaria pelo resto da vida. Não que ela tenha reclamado)

Assim que ela alcançou o terceiro orgasmo Bart retirou as pernas dela dos seus ombros e a penetrou de uma única vez, a fazendo gozar novamente. Ele pediu que ela o olhasse e com dificuldade ela mantinha os olhos abertos. Ainda estava nublada pelo prazer. Tanto que não percebeu que, pela primeira vez, eles faziam sem camisinha. Não era a toa que a coisa toda estava mais intensa para os dois. E por isso Bart investia com mais afinco do que o normal. Ele não era pequeno e sabia que se pegasse muito pesado a machucaria, mas naquele momento, cego pela bebida que ainda estava no seu sistema, e pela luxúria ele se deixou levar.

— Bart. — Chamou Zenday. — Você está me machucando. — Ela choramingou.

Percebendo o que fazia ele parou de se movimentar e saiu de dentro dela.

— Me desculpe, eu…

— Não se preocupe, deixa que eu assumo as rédeas. — Disse ela se sentando sobre ele e os encaixando. Logo ela cavalgava com vontade, guiando e se movimentando em seu próprio ritmo.

Aquela visão dos seios dela pulando enquanto ela cavalgava sobre ele, o contraste entre sua pele e a dela, somado àquele maldito cordão corporal de ouro fez Bart ter certeza de que jamais se cansaria dela. Com isso ele buscou os lábios dela para um beijo apaixonado que só acabou quando alcançaram o primeiro orgasmo que já tiveram juntos.

Enquanto isso na boate…

Freddie e Effy só se deram conta de que tinham sido completamente abandonados pelos amigos quando a garçonete apareceu perguntando se eles queriam mais alguma coisa para beber. Durante todo o tempo que ficaram sozinhos eles se curtiam e Effy aproveitava o tempo que ainda tinha com ele. Depois que notaram o sumiço dos amigos ela sugeriu que eles voltassem para o iate para poder aproveitar mais a cama de lá.

Dentro do uber eles admiravam as luzes da cidade de mãos dadas. O relacionamento deles era antigo, quase 2 anos de namoro, e eles tinham passado da fase afoita na qual os amigos se encontravam. Não que as coisas tivessem esfriado entre eles. O sexo era uma coisa muito importante e frequente no relacionamento deles. Mas eles tinham aprendido que existiam outras coisas além do lado físico dentro do namoro. Eles sabiam curtir a presença um do outro não apenas de forma sexual, mas de forma intelectual e emocional também. Por isso, por mais que eles quisessem chegar logo num quarto para terem privacidade, eles apreciavam a paisagem do lugar um com o outro.

Após um momento de silêncio Freddie finalmente fez a pergunta que o incomodava durante toda a viagem. Ele percebia que Effy não estava normal e que, apesar de terem conversado muito, ela ainda estava escondendo alguma coisa dele.

— Você já está pronta para me contar o que quer que esteja te deixando assim?

A pergunta dele não a surpreendeu. Ele sempre sabia quando ela estava mal e a maioria das vezes sabia também quando ela estava pronta para falar sobre o assunto. Não foi diferente dessa vez. Por isso ela falou sem rodeios:

— Meus pais decidiram que vamos voltar pra Inglaterra assim que o ano que vem começar. Ele me liberaram para essa viagem para que eu pudesse me despedir de todos.

O mundo de Freddie pareceu desmoronar. Ele sabia que alguma coisa estava acontecendo com a família dela. Mas não imaginou que fosse isso.

— Mas e o colégio? Ele vão fazer você mudar no meio do ano letivo? — Ele perguntou tentando não pensar em como aquilo era o de menos importante pra ele. Ele não queria ficar longe dela.

— Pelo que entendi eles vão conversar com o diretor assim que as aulas voltarem para falar de uma transferência.

— Não. De jeito nenhum. Você não vai voltar pra Inglaterra. Eu não vou me separar de você. — Disse Freddie se exaltando.

— Não é algo que a gente possa fazer muita coisa Freddie. — Ela falou desanimada enquanto segurava o choro.

— Vem morar comigo?! — Ele fez a pergunta, mas mais parecia que implorava.

Effy o olhou surpresa sem saber o que responder. Ir morar com ele parecia ótimo. Mas será que seus pais deixariam? Será que era uma boa ideia? Ela preferiu não pensar naquilo agora. Por isso ela o beijou com vontade. O motorista tinha acabado de estacionar o carro na frente do iate, ela abriu a porta e puxou o namorado de dentro do carro e o rebocou até o quarto que dividiam. Lá ela o atacou com ferocidade e ansiedade.

Não sabia como tudo seria resolvido, ou se realmente iria conseguir permissão para ficar nos Estados Unidos e morar com o namorado. Mas naquele momento ela o queria dentro de si. Se aquilo era uma espécie de despedida, ou se era uma comemoração pelo próximo passo que dariam em seu relacionamento ela não sabia. Mas iria aproveitar cada minuto com ele da melhor forma possível.

Nessie e Jacob...

A terceira rodada da noite havia acabado de acabar quando Nessie declarou:

— Estou com sede.

Ela não especificou, mas ambos sabiam que tipo de sede ela estava falando.

— Você quer ir caçar? — Ele perguntou se ajeitando sobre a cama.

— Na verdade não. Estou com muita preguiça pra sair correndo por aí. Mas tenho certeza de que tia Gabi tem um freezer com bolsas de sangue no quarto dela.

— Você quer que eu vá buscar pra você? — Perguntou ele já se sentando sobre a cama.

— Eu sempre tive curiosidade pra saber como é o quarto dela. Ela nunca deixa a gente entrar lá. — Ela respondeu pensativa.

— Sério mesmo? Eu tenho medo do que a gente pode encontrar por lá. Aqueles dois são uns pervertidos que só pensam em sexo.

— Exatamente. Talvez a gente ache alguma coisa interessante por lá. — Disse Nessie sorrindo torto.

Com isso os dois colocaram roupões e chinelos e saíram do quarto. No caminho puderam escutar, por causa da audição melhorada, dois casais fazendo sexo em seus quartos. Eles se olharam e trocaram um breve selinho de quem entende e quer mais aproveitar o tempo.

O quarto da dona do iate ficava na parte mais distante dos quartos que estavam usando. Relutaram um pouco antes de entrar. Mesmo se tivesse alguém ali dentro eles não escutariam. Gabrielli e Damon tinham mandado colocar 4 paredes à prova de som em volta do quarto deles para evitar que seres sobrenaturais pudessem os ouvir. Isso sem falar no feitiço colocado para que nem pensamentos fossem escutados. Edward ficou satisfeito com isso e chegou a pedir que alguma bruxa colocasse o feitiço no casal 24 horas por dia e não apenas nos quartos que frequentavam.

Por via das dúvidas Nessie bateu na porta e esperou por resposta. Obviamente não as obteve. Então tentou abrir a porta e para a surpresa dos dois ela estava destrancado. Olharam um para o outro e então Jacob empurrou a porta que escancarou revelando um quarto incrivelmente luxuoso e grande.

O quarto era uma mistura grandiosa de mármore, ouro e madeira de jacarandá. Havia uma parede de vidro numa das extremidades do quarto que certamente proporcionava uma vista de tirar o fôlego de qualquer um durante o dia, já que eles estavam no último andar do iate. No centro do quarto havia uma cama redonda enorme que provavelmente comportaria umas 6 pessoas dormindo com espaço de sobra. Quatro colunas de mármore adornadas com ouro a cercavam e a cabeceira da cama era feita em metal trabalhado no formato de rosas vazadas folheadas em ouro rosa. A cama estava coberta com travesseiros e almofadas em tons pastéis rosados que estavam dispostos sobre o edredom branco que tinha as iniciais do casal bordado em fios de ouro. A cama estava voltada para a parede de vidro e certamente tinha uma visão privilegiada. Ao lado da cama havia uma banheira de hidromassagem com acabamento em jacarandá que tinha espaço para 8 pessoas. perto dela havia um bar completo abastecido com as bebidas alcoólicas preferidas do casal. Do outro lado da cama havia um quadrado 4x4 feito com espelhos que iam do chão até o teto e ao seu lado estava a entrada para o closed e o banheiro. Havia sofás espalhados por todos os lugares do quarto, em pontos estratégicos.

Nessie e Jacob entraram no quarto de boca aberta absorvendo todo aquele luxo esbanjado ali. Ficaram calados por um momento até encontrarem o bar. Nessie foi até lá perguntando se seria ali onde encontraria o estoque de bolsas de sangue dos tios. Mas não encontrou nada além de bebidas alcoólicas.

— Onde será que eles guardam isso? — Perguntou ela para si mesma olhando o quarto em volta.

— Que tal nesse quadrado de espelhos. — Respondeu Jacob abrindo uma porta no quadrado de espelhos revelando um freezer enorme cheio de bolsas de sangue.

Nessie sorriu faminta e correu até ele pegando a bolsa que ele segurava na mão.

— Ótimo, vamos voltar para o nosso quarto. — Disse ela já virando de costas.

— Você tá doida? Vai andar com uma bolsa de sangue pelo iate inteiro? Já pensou se alguém vê? Como a gente explica isso?

— Verdade. Não tinha pensado nisso. Estou com tanta sede.

— Então comece a beber seu lanche.

Nessie fez o que ele falou sem comentar nada. Sabia que mesmo que Jacob gostasse de fazer todos os caprichos dela o fato de beber sangue humano ainda o perturbava. Ela evitava beber das bolsas dos tios quando ele estava por perto, mas desde criança sempre preferiu o gosto de sangue humano ao de animal. Não que comentasse isso com ninguém. Sangue humano era um assunto mais tabu na casa dela do que sexo. Mas os tios nunca esconderam que consumiam aquele tipo de sangue de vez em quando. Descobrir aquele freezer enorme e abarrotado no iate deles era a prova de que provavelmente eles consumiam muito mais do que deixavam os outros saberem.

Ela bebeu o mais rápido que pode enquanto Jacob continuava a vasculhar o quarto. Ele não estava procurando nada em específico, apenas não queria ficar vendo a namorada tomando sangue humano. Escutou um barulho do lado de fora, atrás da parede de vidro, e descobriu que a porta para a varanda estava aberta. Ali encontrou outra banheira de hidromassagem, mas essa estava ligada. Achou aquilo estranho e procurou o lugar para desligar. Assim que desligou a banheira Nessie apareceu perguntando se estava tudo bem.

— Está sim. Só achei ter estranho a jacuzzi estar ligada.

— Talvez um dos funcionários estivesse usando, ou tia Gabi e tio Damon tenham esquecido de desligar.

— Acho isso meio improvável. Faz mais de dois meses que eles voltaram da viagem.

Nessie deu de ombros achando que certamente havia sido um dos empregados aproveitando a ausência dos patrões. Eles voltaram para dentro e se jogaram sobre a cama macia. Ficaram observando o lustre de cristais que pendia sobre a cama no teto mais elevado trabalhado em gesso. Nenhum dos dois falava. Estavam constrangidos e nem sabiam exatamente o porquê daquilo.

— Ainda está com sede? — Jacob perguntou tentando iniciar uma conversa.

— Não. Estou satisfeita.

— Ok. Que tal voltarmos para o nosso quarto? Não gosto de ficar aqui. Além de me sentir observado me sinto como se estivesse invadindo a privacidade deles. — Ele falou se sentando sobre a cama.

— Tudo bem. Também não me sinto a vontade aqui.

Então eles se levantaram, saíram do quarto, fecharam a porta e voltaram pelo mesmo caminho que vieram. Dentro do quarto principal um casal nu se tornou visível novamente. Gabrielli e Damon se olharam aliviados por não terem sido pegos pelos mais novos. A verdade era que os dois estavam ali apenas por precaução. Damon não queria deixar sua princesa sozinha depois de premonição de Gabrielli sobre algo de ruim acontecendo no iate. Não tinham contado para ninguém onde haviam ido nem o porquê. Mentiram para todos falando que iam curtir um tempo sozinhos para comemorar os 320 anos desde que se conheceram. Trezentos e vinte anos desde a primeira vez deles. Não era mentira, tanto que era exatamente aquilo que eles estavam fazendo antes de serem interrompidos pela batida na porta. Era muita sorte deles que parte dos poderes de Gabrielli envolviam camuflagem e invisibilidade. Sorte maior era de que tinham feito sexo no clossed e estavam indo para a jacuzzi do lado de fora quando foram interrompidos.

— Essa foi por pouco. — Damon falou antes de puxar a mulher pela cintura. — Onde paramos mesmo? — Falou antes de voltar a beijá-la.

Notas finais
Eita que esse cap teve hot pra dá... e dá muito kkkkkk No próximo vai ter mais tbm =D então aproveitem que a putaria da solta kkkkk (com o perdão do palavreado de baixo calão kkkk) É isso minha gente, Damielli tá na área vigiando os de menor pq existe a possibilidade de algo ruim acontecer.... O que será? Mamãe ama vcs COMENTEM SEMPRE Bj Ellie ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤