What If... (And If)
33 Fase II: Capítulo 5 - Matando a vontade...
Notas iniciais

Fase II: Capítulo 5 : Matando a vontade...
POV Damon…
ELA. COLOCOU. UMA. CHUPETA. NA MINHA. BOCA!!! Eu estava fervendo de raiva. Essa mulher tinha um dom extraordinário sim. O DE ME TIRAR DO SÉRIO! Bella e Edward riam de mim enquanto ela me olhava obviamente se divertindo às minhas custas. Mas ela ia ver quem era o bebê chorão.
Num impeto de fúria cuspi a chupeta no chão e avancei sobre ela. Minha intenção era matá-la ou pelo menos arrancar alguns membros. Mas no momento em que toquei na pele dela fui inflamado pelo desejo. Deus eu tinha sentido falta de tocá-la! Ao pressioná-la contra a parede e a olhar nos olhos, lembranças de nós dois juntos na caverna me vieram a mente. Aquilo foi direto para a minha virilha. O desejo por ela só aumentou. Eu precisava senti-la daquele jeito novamente. Movido pelo desejo, pelo amor, pronunciei as mesmas palavras que pretendia antes, porem em tom de promessa sensual, munido por todos os sentimentos que eu tenho por ela.
— Vou te mostrar quem é o bebezão. — E então eu a ataquei.
Esmaguei meus lábios nos dela, que imediatamente retribuiu. Um sorriso se formou em meu rosto ao perceber que ela não ofereceu resistência. Mas minha saudade dela era muito maior e logo o beijo se tornou apaixonado e voraz. Ambos gememos loucamente enquanto nos beijamos.
Então escutamos a movimentação de Edward e Bella, que pareciam estar saindo do quarto para nos dar privacidade. Eu ficaria agradecido se a movimentação não tivesse despertado a mulher em meus braços para a realidade.
Com esforço ela parou de me beijar e disse:
— Não…
Mas eu não parei. Segurei suas mãos uma de cada lado contra a parede e voltei a beijá-la. Ela gemeu e protestou, mas seus protestos foram poucos e rápidos. Logo ela voltou a corresponder aos meus beijos.
Soltei suas mãos que foram direto para meus cabelos, puxando-os e nos fazendo ficar ainda mais próximos. Minhas mãos foram instintivamente para o corpo dela, e passei a acariciá-la. Eu precisava dela agora. E nada iria me impedir de tê-la naquele momento.
Arranquei as roupas que impediam que eu sentisse a plenitude de sua pele contra a minha. Ela fez o mesmo com as minhas roupas. Ambos desesperados para sentir um ao outro. O passado não tinha lugar ali. Não me importava com o que ela tinha feito comigo. Tudo o que eu queria era me afundar dentro dela. Deslisei minhas mãos por toda aquela pele branca tão sedosa ao meu toque. Depositei vários beijos do seu pescoço até seus seios. E finalmente eu dava atenção a aqueles seios fartos, brancos e rosados que eu tanto amava. Suas mãos voltaram aos meus cabelos enquanto ela gemia de prazer.
— Damon... — Ela gemeu meu nome. Me chamando.
Parei o que estava fazendo e me ergui olhando diretamente nos olhos dela. Dourado com pintinhas verdes. Não eram os olhos dela. Pelo menos, não eram os mesmos que eu me lembrava. Mesmo assim eu podia ver a alma dela e a reconhecia. Ela mordeu o lábio inferior e aquilo me chamou atenção para a sua boca. Aquela sim ainda era a mesma boca. Aquela boca de coração, de boneca. Ah ela me chamava. Gritava e implorava para que eu a beija-se. E foi o que eu fiz. Capturei seus lábios e a beijei lenta e apaixonadamente. Mas eu precisava de mais. Desci minhas mãos até seu centro úmido e introduzi dois dedos ali. Ela arfou em meio ao beijo enquanto meus dedos iam e voltavam por seus lábios inferiores e minha boca tomava seus lábios superiores.
Aquilo era tão conhecido e tão novo ao mesmo tempo. Desde a primeira vez que nos vimos a coisa sempre foi muito rápida e explosiva. Como pólvora. Fogo e gasolina. Era nos tocarmos que as coisas pegavam fogo. Desci meus beijos até seu pescoço e ela inclinou a cabeça para trás me dando livre acesso. Seu gosto e cheiro ainda eram os mesmos de 300 anos atrás. E como da nossa primeira vez a coisa foi rápida, violenta e intensa. Tirei meus dedos de dentro dela e ela ergueu a perna direita e a envolvendo-a em minha cintura e num movimento bruto e rápido eu a penetrei. Gememos os dois com a sensação. Casa. Ali era a minha casa. Meu lugar preferido. Dentro dela. Minha. Só minha. Meu Deus eu senti falta disso. Falta dela. Meus movimentos eram rápidos e brutos. E ela gemia loucamente em meu ouvido enquanto eu a pressionava contra a parede e me afundava dentro dela. Em pouco tempo ambos atingimos o ápice juntos. E eu permaneci dentro dela enquanto descansava minha cabeça em seu ombro e ela no meu.
Ergui a cabeça para olhá-la nos olhos e antes que eu pudesse parar pra pensar ela me beijou e me empurrou por sobre a cama se posicionando sobre mim.
— Minha vez. — Disse ela se inclinando sobre mim e beijando meus pescoço.
— Ahhh... — Gemi enquanto ela descia seus beijo até meu abdome.
Eu já estava mais do que pronto, então troquei de posição me colocando sobre ela e a fazendo arfar novamente, dessa vez de surpresa.
— Gabrielli, Gabrielli... você sabe que eu gosto de controlar. — Disse erguendo uma sobrancelha.
— Eu me lembro bem. — Ela falou sorrindo e me abraçando com as pernas. — Mas uma mulher pode tentar. — Completou.
Eu ri antes de penetrá-la novamente. Agora a coisa ia ser mais lenta. Eu queria aproveitar aquilo direito. Matar toda minha saudade. Se dependesse de mim não sairíamos dali pelos próximos 3 meses. Exatamente como quando nos conhecemos. Sorri com a lembrança. E me inclinei para atacar seu pescoço mais uma vez. Ela jogou as mãos por minhas costas e começou a me arranhar. Eu sabia exatamente o que ela queria. Ainda me lembrava de como ela gostava.
POV Amanda…
Corremos por tão pouco tempo, mas segundo Roh se continuássemos naquele ritmo estaríamos no Canadá em menos de trinta minutos. Eu ainda precisava me acostumar com tanta coisa…
Roh me mostrou como caçar. Foi fácil. Fácil como correr. Mas o gosto de cervos não era lá muito apetitosos. Ele me prometeu que caçaríamos algum carnívoro da próxima vez. Que eram mais gostosos. Mas eu não estava pensando nisso agora. Estava olhando meu lindo marido terminar seu segundo cervo. Era tão sensual. Meu desejo por ele realmente havia se intensificado depois da transformação. Assim como meu amor.
— Está apreciando a vista? — Ele me perguntou ao soltar a carcaça do animal.
Fiquei sem graça por ter sido pega. Sei que era bobagem. O homem era meu marido. Mas velhos hábitos não morrem. Sorri sem jeito e ele me puxou para seus braços e me beijou. Uau! Ele está mesmo mais solto comigo agora. Ele não costumava ser assim. Mas quem está reclamando? Eu que não! Me aproveitei de meu marido. Que se dane o resto do mundo eu quero meu marido e quero agora. O empurrei pro chão e fiquei sobre ele. Que riu de meu descontrole. Dei alguns selinhos nele e me afastei apenas para o olhar nos olhos.
— Eu te amo tanto. — Disse antes de beijá-lo novamente.
— Eu também te amo demais. Mais do que você possa imaginar. — Então ele respirou fundo e continuou. — Mas eu queria poder te olhar quando isso for acontecer.
Me sobressaltei com aquilo. Eu estava invisível de novo? Bufei com raiva e me concentrei em ficar visível.
— Ai está você. — Disse ele sorrindo pra mim.
— Desculpe por isso. Eu realmente não sei o que acontece. — Disse encabulada.
— Não tem problema. Foi mesmo uma coisa boa. Não queria que a sua primeira vez fosse assim. No meio do mato com corpos de cervos drenados por todos os lados. Não é muito romântico. — Disse ele fazendo careta.
Bom, ele estava certo. A gente já tinha esperado tanto tempo. O que custava esperar um pouco mais até chegarmos em casa.
Me coloquei em pé e ele fez o mesmo.
— Vamos pra casa. Pra nossa cama. — Disse ele pegando minha mão e iniciando outra corrida.
POV Gabrielli…
Ah, Damon... como eu senti falta disso. Dele. Ele todo meu. Só pra mim. Gemi completamente entorpecida por tanto prazer. Eu juro que tentei resistir, mas não consegui. Era tempo demais sem ninguém. Tempo demais sem ele. Não vou dizer que virei uma freira depois dele. Claro que não. Mas já tinha um tempo que eu não encontrava com um vampiro que me interessasse. E humanos estão fora de questão enquanto eu aprimoro meu autocontrole. O último que eu tentei virou refeição como os outros eram. Então eu estava na seca e ele me toca. Justamente ele! Se eu conseguisse resistir deveria ganhar um premio! Quem sabe o Oscar, ou o premio Nobel do autocontrole ou coisa do tipo.
Não tinha ideia de quanto tempo estávamos naquilo, mas foi curto. Muito pouco tempo pra matar a saudade. Mas eu tive uma pequena sensação de que Roh e Amanda estavam voltando. Sim eu posso ver um pouco do futuro. Nada igual à Alice, obviamente. É mais como uma intuição muito forte do que vai acontecer. E agora eu tinha certeza de que eles estavam voltando. Precisava sair dali. Meus pensamentos foram nublados novamente pela nova onda de prazer que tomou conta de meu corpo outra vez. Ele era bom. Damon chegou ao ápice logo depois.
Lembrei do retorno dos donos da casa e me movi debaixo de Damon.
— Onde pensa que está indo? Ainda não terminei aqui. — Ele disse me abraçando por trás.
Precisei reunir todas as minhas forças pra não voltar pra onde eu estava.
— Damon, Roh e Amanda logo vão voltar. Não quero que eles nos encontrem assim na cama deles. — Falei ao me levantar.
— Então vamos pra minha casa. Assim não vamos ser interrompidos e podemos demorar quanto tempo quisermos. — Disse ele se colocando em pé do meu lado e me lançando aquele sorriso cafajeste que eu adorava.
Mesmo sorriso que ele me deu antes de tudo ruir. Antes de descobrir o que ele tinha feito. As lembranças ruins vieram a mente e meu ódio retornou. E junto com ele a raiva de mim mesma. Como eu podia ter me deitado com ele novamente? Ele era um monstro assassino. Um cafajeste filho da puta!
— Vai sonhando. Isso que aconteceu aqui foi um erro. Um erro que eu não vou cometer novamente. Não pense que eu esqueci o que você fez. Você matou Gerard. Você me traiu. Traiu sua companheira. — Disse completamente composta, retendo toda minha raiva, e juntando o máximo de dignidade que podia se ter numa situação como aquela. Eu precisava ser fria. Era só assim que ele entendia.
— Você tá brincando comigo de novo? — Ele falou com raiva. — Mas eu sou um idiota mesmo. — Disse pegando os restos de suas roupas no chão.
— Quem me atacou, novamente, foi você. E sim. Você é um idiota.
Ele me fuzilou com os olhos antes de pular a janela e ir embora. Aquilo não era típico dele. Ele não havia brigado nem nada. Ou feito algum comentário sarcástico ou maldoso. Nada! Qual era o problema?
Balancei a cabeça tentando tirar ele de lá. Eu tinha que arrumar aquele quarto. Amanda e Roh não iam demorar à chegar.
Rapidamente virei o colchão, troquei os lençóis e recolhi meus farrapos de roupa do chão. Eu não podia voltar pro meu hotel daquele jeito... me concentrei e uma roupa apareceu em meu corpo. Era igual a que eu usava antes. Uma legue preta, sapatilhas vermelhas e uma blusa comprida e decotada listrada em vermelho e branco. Uma jaqueta de couro preto que eu havia deixado na casa dos Cullen. A roupa na verdade não estava ali. Era uma espécie de holograma. Pra falta de descrição melhor. Outro poder de minha coleção. Era do tipo camuflagem. Eu podia encurtar e alongar os meus cabelos também. Mudar de cor de pele, cabelos, olhos, esmalte de unha...tudo. E, é claro, podia trocar de roupas. Só que as roupas não eram reais. Tecnicamente eu ainda estava nua. Mas aquilo ia servir pra entrar no hotel sem dar um show.
Esse poder poderia parecer fútil se não fosse tão útil. Pelo menos era até eu virar vegetariana. Agora eu não costumo usá-lo muito. Apenas pra necessidades especiais. Não tinha porquê. Eu gostava da nova cor dos meus olhos, que tinham pintinhas verdes graças ao poder de Damon, gostava da cor dos meus cabelos e de seu tamanho. E quanto ao resto perde a graça não poder usar as roupas que eu adoro comprar…
Sai correndo pela janela floresta a fora. Rumo a Port Angeles onde estavam minhas coisas. Eu precisava arrumar uma casa por aqui. Isso quer dizer que eu vou ficar? Perguntei pra mim mesma. Eu sabia que não devia ficar. Mas por mais ódio que eu tivesse de Damon eu não queria ficar sem vê-lo novamente. Travei essa batalha interna até chegar no hotel. Tomei um banho e troquei de roupa. Pra alguém que era nômade eu tinha muita bagagem. E olha que não estava tudo ali no hotel. A maior parte dos meus pertences estavam no meu iate no porto de Port Angeles. O que eu posso dizer, nunca fui capaz de deixar o mar. Não depois de ter navegado os sete mares saqueado e pirateando. O mar era minha segunda casa.
Me deitei na cama e olhei para o teto. O que eu devo fazer? Fico e faço o que eu vim fazer? Ou vou embora mais uma vez? Eu realmente queria me juntar a um clã como do de Carlisle. Ele poderia me ajudar com todo esse novo estilo de vida. E eu realmente tinha gostado de todos. Pelo o que eu pude perceber eles eram muito unidos e leais. Era de um clã assim que eu precisava. Não um que me usasse como arma. Fugi disso por toda a vida. Esse dom era praticamente uma maldição. Respirei fundo tentando organizar os pensamentos. Damon era um problema. Assim como o amor que eu ainda sentia por ele. Foi um erro ter me deitado com ele. Mas foi um erro tão bom... Pare com isso Gabrielli. Me repreendi. Você não pode pensar assim. Ele é proibido e você sabe disso. Mas eu não quero mais fugir. Não vou dar esse gostinho pra ele. Ele que vá embora. Pensei sem a menor vontade de que ele realmente fosse embora. Minha nossa, minha cabeça estava pior do que o normal. Não consigo chegar à uma conclusão. Minto pra mim mesma. Porque no fundo eu sei que minha decisão nunca esteve em dúvida de verdade. Pelo contrário. Saber que ele estava aqui só reforçou meu desejo de ficar. Era uma luta da razão contra o coração. E o coração estava ganhando de lavada.
— Ah inferno. Eu vou ficar. — Disse me levantando abruptamente. — Mas eu juro que não deixo ele me tocar novamente.
Eu preciso resistir a sede que tenho dele.
POV Amanda....
A porta do quarto de Bella estava fechada, mas eu sabia que não havia mais ninguém naquela casa. Passamos direto pelo quarto onde ocorreu a minha transformação e fomos para o nosso no final do corredor.
— Amor, por que não toma um banho rápido? Quero arrumar as coisas. — Pediu Roh assim que entramos no quarto.
— O que você está aprontando?
— Quero fazer isso perfeito pra você. — Disse ele com um sorriso gentil no rosto, mas seus olhos queimavam de desejo.
Nossa! Esse homem mexe comigo.
— Claro. Vou tomar banho então. — Disse me virando pra ia ao banheiro, mas me lembrei de que eu não tinha ideia de que roupa usaria depois. Quer dizer, eu sabia como aquilo era feito. Mas eu deveria já sair sem nada?
De repente Roh trombou em mim. Olhei pra ele sem entender e ele olhou confuso por mim.
— Amanda?
Que droga eu estava invisível de novo!
— Desculpa. Eu realmente preciso aprender a controlar isso. — Disse enquanto aparecia.
— Vamos ter muito tempo pra isso. Não precisa se preocupar, tem uma roupa separada pra você no banheiro.
— Oh!
Ele riu do meu espanto.
— Eu planejei essa noite muito bem senhora Salvatore. — Disse com um sorriso torto.
Fiquei com vergonha, mas sorri de volta. Era impossível não retribuir.
— Obrigada. — Falei antes de entrar no banheiro e fechar a porta atrás de mim.
Tomei um banho rápido. E quando fui ver o que ele tinha separado pra mim minha vergonha se intensificou. Se eu ainda fosse humana estaria mais vermelha que um pimentão. As duas peças não eram muito indecentes. Na verdade eram até...doces...românticas... Não sei dizer ao certo. Talvez as duas coisas. Eram de um rosa claro com flores rosas com detalhes verdes bordados nas laterais. Consistiam num conjunto de calcinha e um corpete. Eram lindos. Vesti o conjunto e penteei meus cabelos até eles ficarem lisos. Então abri a porta do banheiro e me deparei com um quarto completamente diferente. Minha vergonha foi esquecida quando vi Roh em pé do lado da cama sorrindo pra mim. Logo aquele homem seria completamente meu. Pra toda eternidade. Pensei antes de colocar o pé pra fora.
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