What If... (And If)
40 Fase II: Capítulo 12 - Assuntos Mal Resolvidos...
Notas iniciais
Fase II: Capítulo 12 – Assuntos Mal Resolvidos...
— Ela foi a responsável por me fazer perder o amor da minha vida. A única mulher que eu amei e amo até hoje.
— Damon... — Gabrielli mal conseguiu falar o nome dele.
— Eu soube das coisas que ela te falou. Mas acredite em mim. Eu nem sabia que Katherine estava viva até ela aparecer na minha frente e me agarrar. Quanto a isso eu não tenho culpa. Eu queria você. Eu QUERO você. Você é a mulher da minha vida.
Nessie saiu sem ser percebida. Viu que tinha conseguido o que queria. Agora era deixar os dois sozinhos se resolverem. Gabrielli não conseguia falar nada, estava em choque. Mal absorvia as palavras ditas por Damon, mas ouvia atentamente.
— Eu sei que errei quando matei Gerard. E te peço perdão por isso. Mas eu estava louco de ciúmes e raiva. Você mentiu pra mim. Disse que era companheira dele. Tem noção do quão devastado eu fiquei?
Como ela não falou nada ele continuou:
— Suponho que você saiba a dor que eu senti. Mas você tem que entender uma coisa sobre mim. Eu faço muita merda quando estou irritado, ou quando me contrariam, ou quando tentam me controlar. — Deu um sorriso. — Acho que estou sempre fazendo merda, né?
Com isso ela sorriu, foi apenas um leve movimento dos lábios, mas ele percebeu.
— Não tenta me distrair com gracinhas Damon. O assunto é sério. — Repreendeu a ruiva, mas sem realmente querer dizer aquilo.
— Eu sei que é sério. — Disse ele se aproximando dela. — Estamos falando da nossa felicidade aqui. Então me responde, você me perdoa? Vai dar outra chance pra nós?
— Eu não sei. Preciso pensar. — Ela disse se afastando dele.
Tudo o acreditei por mais de 300 anos era uma mentira criada por uma vagabunda invejosa filha da puta que não podia ver ninguém feliz. Aquilo não podia ser verdade. Não podia. Não pode. Ela pensava entrando em desespero.
— Eu sei que é muita coisa pra pensar. Muito tempo perdido com ódio e rancor. Mas não precisamos mais continuar nisso. Nós dois erramos, mas isso não importa se você me amar pelo menos um terço do que eu te amo. Pra mim já está mais do que bom.
Essa seria a hora em que, se Gabrielli fosse humana, seu coração dispararia, sua respiração aceleraria, suas bochechas corariam enquanto lágrimas escorreriam de seus olhos verdes. Mas ela era uma vampira e tudo o que podia fazer era chorar como vampiros e ficar completamente imóvel.
Aquela declaração de amor feita pelo homem que odiou e, secretamente, amou por séculos a pegou de surpresa. O mundo parecia ter virado de cabeça pra baixo.
Damon, cansado de esperar alguma resposta, colocou uma mão de cada lado do rosto da amada e disse suplicante:
— Você me perdoa? Fica comigo pra sempre?
Ela piscou uma, duas, três vezes e então sorriu. Um sorriso largo e emocionado. Que o resto se exploda. Ele me ama assim como eu o amo. Pensou ela.
— Sim. Mil vezes sim.
Ele correspondeu ao sorriso e no instante seguinte eles se beijavam apaixonadamente. Ela envolveu o pescoço dele com os braços e o abraçou com as pernas enquanto ele a segurava pelos quadris. O beijo se tornava cada vez mais intenso e carregado de luxúria.
A felicidade, o amor e o desejo eram tantos que Jasper, que estava do outro lado da embarcação, pode sentir as ondas dos sentimentos fortes. Alivio era outro sentimento que emanava do novo casal. Sim, alivio. Para a francesa porque agora não precisava mais lutar contra seus sentimentos. Para o italiano porque ela havia perdoado suas idiotices.
Na sala ao lado Nessie e Hiro deram um hifive de comemoração. Eles haviam conseguido. Alias o plano foi todo da criança, mas deixa pra lá. Nem tinha demorado muito, mas também o amor daqueles dois era enorme e agora que sabiam de toda a verdade nada poderia atrapalhar o casal. Certo? Ou será que alguma coisa poderia acontecer pra separar aqueles dois novamente?
Vendo que a coisa ali estava evoluindo demais e como havia uma criança por perto Hiro resolveu intervir e foi até onde o casal estava.
— Sem querer ser chato, mas temos uma criança a bordo e ela não precisa desse trauma na vida. — Disse o japonês com um sorriso maroto nos lábios.
Gabrielli se separou imediatamente do amado e Damon revirou os olhos impaciente. Mas sorriu ao ver Renesmee aparecer com um largo sorriso que mostravam todos os seus dentes. Ele abriu os braços e ela correu para o italiano o abraçando forte sendo erguida por ele.
— Obrigado princesa. Você foi a melhor cupido que alguém poderia ter. Estou te devendo uma. — Disse ele no ouvido da garotinha.
Ela riu e olhou para a ruiva que os observava em admiração.
— Agora você não precisa se mudar pra longe. Vai ficar com a gente pra sempre. — Disse Nessie superfeliz e se jogando para os braços da francesa.
Gabrielli olhou para Hiro e depois para Damon preocupada. Ela não era de ficar muito tempo num lugar nem com as mesmas pessoas. Mas as coisas pareciam estar mudando. Agora ela tinha um companheiro. E aparentemente uma família. Aquilo só se confirmou com a aparição dos outros convidados. Todos mantinham um sorriso no rosto. Então ela percebeu que ficaria com eles por longos anos. Ou até eles não aguentarem a pressão de tê-la no clã, ou melhor, família. Foi ai que ela sorriu de volta e disse para a híbrida em seus braços.
— Pode ter certeza que vou ficar. E agora que tal aquele voo que eu te prometi?
— ÊÊÊÊÊhhhh!!!!! — Comemorou a criança batendo palmas.
— Enquanto isso por que você não conversa com o Damon Hiro? Não quero meu companheiro e meu melhor amigo brigados. — Disse ela piscando o olho para o italiano.
— Melhor amigo?
— É isso ai cara. Sou o melhor amigo dela. Nada além disso. Aquilo que você viu foi só pra te provocar. — Disse Hiro com um sorriso de desculpa.
Damon olhou para a amada que o olhava de forma sapeca. Isso o fez rir.
— Você não muda nada. Sempre inventando um cara pra me afastar de você.
— E você sempre cai. — Disse ela sorrindo.
— Pelo menos dessa vez eu me contive e não matei o cara. — Damon falou sem pensar e ela fez uma careta. — Muito cedo pra piadinhas?
— Sim, muito cedo. — Respondeu ela. — Vamos Nessie. Vamos antes que eu congele um certo italiano gostoso.
— Gostoso? Como assim tia?
— Opa. Deixa pra lá meu bem. Vamos voar.
Dito isso elas saíram voando por cima da murada do iate. O restos dos seres místicos que ficaram a bordo foram até a murada para poderem ver as duas no ar. Nessie gargalhava animada com a visão que tinha do mar cheio de vida a baixo.
A manhã passou sem mais complicações. Damon e Gabrielli se agarravam de vez em quando e chegaram até a sumir durante um tempo, enquanto Nessie comia alguma coisa junto de Jacob. Numa dessas escapadas eles foram para o fundo do mar. Afinal, a embarcação estava cheia de seres com super audição.
Enquanto os dois se divertiam no mar Hiro conversava com os Cullen’s e os Salvatore’s que estavam no iate. (Não se esqueçam de que Amanda é uma Salvatore agora) Peter e Charlote foram embora depois que Damon, vendo Gabrielli cansada de toda aquela limitação, hipnotizou o casal fazendo-os acreditar que queriam ir embora. Foi depois dos protestos e sermões sobre falta de educação dirigidos a eles que os dois foram para debaixo da água.
Hiro estava se dando muito bem com todos. Tanto que acabou decidindo ficar por mais algumas semanas com eles. Nessie e ele acabaram se tornando amigos. Alias, tinha alguém de não gostasse daquela garotinha?
Era quase meio dia quando Alice ficou imóvel ao lado de Jasper enquanto tinha uma visão. O marido da baixinha tentou acalmar seus sentimentos que foram a loucura. Quando finalmente a visão acabou Alice disse apavorada:
— Oh meu Deus!
POV Bella…
Ficamos caçando na floresta perto da cidade enquanto esperávamos a hora do almoço para encontrar com meu pai. Na pressa de encontrar com ele eu acabei esquecendo que ainda eram 8h da manhã. Depois de caçar nos deitamos sobre a grama e Edward contou o que ficou fazendo durante todo esse tempo fora. Foi uma história curta já que ele não fez praticamente nada a não ser se lamentar. Mas a culpa era toda dele e daquela mania de superproteção. Deixei de lado aquilo. Já tínhamos nos acertado e estávamos juntos. Isso é tudo o que importava.
Resolvemos criar uma história para Charlie. Afinal ele ia querer saber quando Edward voltou e tudo mais. Decidimos contar meias verdades. Que eu fui acolhida pela família de Roh durante a gravidez e que Edward voltou atrás de mim a alguns meses e acabamos voltando. Só esperava que ele aceitasse o retorno de Edward.
Logo nos dirigimos até o restaurante. Ele já devia estar aberto e precisávamos ser rápidos pois o sol vinha e ia a toda hora. Edward dirigia em velocidade normal, mas não demoramos muito pra chegar ao restaurante. Entramos escolhemos a mesa e esperamos. Esperamos por mais de uma hora e nada do Charlie aparecer. Mas isso não era de surpreender, era provável que ele estivesse vindo de Forks e a viagem demoraria mais ou menos aquele tempo.
Mas quando o celular de Edward tocou e o nome de Alice apareceu na tela olhei preocupada pra ele. Sem esperar pelo segundo toque ele atendeu.
— O que aconteceu Alice?
— Charlie sofreu um acidente no caminho pra ai.— Ela falou do outro lado e eu parei de respirar.
— Onde? — Edward perguntou indo direto ao ponto.
— Na entrada da cidade. Já estão levando ele para o hospital.
— É grave a situação?
— Mais ou menos. Ele quebrou um braço e uma perna e bateu a cabeça feio. Mas eu acho que é melhor vocês correrem pra lá.
— Bella você acha que consegue ir a um hospital? — Edward me perguntou e não entendi onde ele queria chegar.
Era óbvio que eu iria ficar com meu pai numa hora dessas. Por que eu não ia conseguir ficar no hospital? Ai eu entendi. Hospitais eram cheios de pessoas sangrando.
— Eu sei me segurar muito bem. Meu autocontrole é perfeito. Nunca me alimentei de pessoas. Eu vou.
— Estamos indo pra lá. Vocês vão também? — Ele voltou a falar com Alice pelo celular.
— Não. Achamos que é melhor ninguém sair daqui. Nessie pode desconfiar e querer ir junto. Não é a hora de mexer na cabeça de Charlie.
— Tudo bem. Estamos indo.
Ele desligou o celular e corremos o mais humanamente possível para fora do lugar. Eu queria ir correndo, mas o sol estava a pino, então tivemos que ir de carro. Por mais rápido que Edward fosse não parecia ser rápido o suficiente.
Em menos de cinco minutos já estávamos no hospital e acabamos chegando junto da ambulância que trouxe Charlie. Ele estava coberto de sangue então Edward me segurou.
— Vamos esperar até ele ser atendido.
Eu queria protestar, mas ele estava certo. Esperamos por longos trinta minutos e então entramos. Fomos orientados sobre onde Charlie estava e seguimos até lá.
Ao entrar no quarto do hospital me deparei com um Charlie carrancudo, barbudo e muito mais magro do que eu me lembrava. Além disso ele tinha o braço e a perna esquerdos engessados e a cabeça enfaixada sem quaisquer vestígios de sangue.
— Bella? — Ele perguntou surpreso ao me ver.
— Oi pai. — Falei tentando disfarçar minha voz o melhor possível.
— Você está diferente. — Ele disse ainda parecendo surpreso.
— Já fazem mais de dois anos que não nos vemos pai. É claro que eu mudaria. Você também mudou. Está mais magro, abatido.
Ele ia responder alguma coisa, mas se calou quando Edward entrou no quarto.
— O que ele está fazendo aqui? — Charlie perguntou com raiva.
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