What If... (And If)
21 Capítulo 19 - Surpresa...
Notas iniciais
Capítulo 19 — Surpresas...
–NÃÃÃOOO... — Gritrei. — Você toda hora me ganha. Como você pode ser tão bom assim no jogo? — Disse para o meu namorado.
–Culpe a Nessie. Ela faz a gente dançar isso direto.
–Isso explica o porquê eu continuo perdendo pra ela, mesmo quando não quero deixando-a ganhar.
–Não reclama Mandy, você ganhou de mim. — Disse Elena. Era uma das únicas vezes que ela falou algo hoje, estava tão quieta, o que pelo que eu tinha conhecido, não era seu normal.
–Se quiser eu te deixo ganhar. — Falou Nessie rindo.
–Elena, você não é nenhum tipo de parâmetro né?!- Eu disse rindo e Elena me deu língua como uma criança — E não é justo você me deixar ganhar Ness.
Joguei mais uma partida com Ness e então eu vi Rodrigo e Elena conversando bem baixo, e
ela parecia estar muito aflita, e isso me deu um mal pressentimento.
–Tia?- Nessie me chamando desviou minha atenção dos dois.
–Uhm, é... que tal comermos alguma coisa?
–Siiim... – E saiu me puxando para a cozinha.
–Vou fazer um lanche para você, pode ser?
–Pode sim. — Ela falou espiando o tio antes de me seguir.
Enquanto eu preparava ela ficou apenas observando. Logo depois Roh e Elena vieram para cozinha nos fazer companhia, mas eu vi que ainda tinha algo errado, só gostaria de saber o que, isso já estava mexendo com a minha cabeça. Talvez eu estivesse paranoica.
Assim que Renesmee acabou de comer, foi para sala e Elena foi junto, me deixando sozinha com ele.
–O que esta acontecendo?
– Nada, Elena só está preocupada com o irmão dela.
–Só isso?
–Sim, fica tranquila. – Ele chegou mais perto me abraçando e me dando um beijo no cabelo.
Não sei porque, mas ainda fiquei desconfiada. É, hoje pelo visto ia ser um dia estranho e tenso.
Bella, Edward e Jacob...
Bella se levantou num pulo e correu até lá, mas Victoria havia chegado primeiro. Segurou a criança arrancando-a dos panos.
–NÃAAOOOO..... – O grito ecoou pela floresta. E Victória me olhou com puro ódio. – Onde ela está? Eu estava escutando o coração dela e sentindo o cheiro. – Ela falava frenética numa clara tentativa de entender o como a tínhamos enganado.
Por causa do grito de Victória pude ver pela visão periférica seus dois capangas se desconcentrarem dando a oportunidade que Jacob e Edward precisavam para se soltar facilmente. Eles logo acabaram com a luta cada um arrancando a cabeça de seu oponente e indo encurralar Victória. Edward do lado direito, eu de frente a ela e Jacob no lado esquerdo. Como atrás dela havia a montanha ela não tinha saída.
Nosso plano havia funcionado perfeitamente. Tudo graças a boneca que Roh tinha dado a Renesmee no natal. Ela gravava o que era falado e tudo que precisamos fazer foi gravar o som do coração de minha filha e a vestir com suas roupas usadas. Roh tinha levado Renesmee para o apartamento de Amanda logo depois de minha filha deixar seu rastro até ali. E Victória foi direto para a armadilha que tínhamos preparado.
– Você achou realmente que perderíamos assim tão fácil? – Edward falou sorrindo. – Agora você vai ter o que merece.
Os dois avançaram sobre ela que conseguiu se desviar por dois milésimos de segundo, mas Edward num rápido movimento até para um vampiro segurou seus braços e eu corri até ela com uma mordida profunda arranquei sua cabeça de cima do pescoço. E a luta acabou.
Eu não pude evitar de sorrir. Tínhamos vencido. Renesmee estava salva. Mas ainda faltava uma coisa a ser resolvida.
Começamos a catar os pedaços dos vampiros mortos e juntamos num montinho. Edward colocou fogo e se virou para mim.
–Temos que ir pra clareira logo os Volture vão chegar em quinze minutos. – Disse me apresando.
–Tudo Bem. Jake, por favor. Corre até a casa da Amanda e continua com o plano. Ela não pode desconfiar de nada. Não se esqueça.
O lobo castanho avermelhado afirmou com a cabeça e saiu correndo para o lado contrário que Edward e eu seguimos. Corremos de mãos dadas. Era uma sensação tão boa. Eu ainda tinha dificuldade em acreditar que depois de tanto tempo estávamos juntos novamente.
Não gastamos nem 1/5 do tempo que os Volture gastariam pra chegar na clareira. E quando lá chegamos encontramos nossa família e amigos recolhendo partes de recém-criados e queimando também. Os lobos já haviam ido embora. Não queríamos que os Volture os vissem.
Parte de mim estava curiosa em saber como eles seriam, mas outra dizia que eu definitivamente não ia gostar nem um pouco deles.
(N/A: Gente o Ed não conseguiu ir nos Volture então eles nunca chegaram a se conhecer. A Bella ainda menos. Sendo assim o Aro ainda não cobiça os membros poderosos do clã de Carlisle, não houve ameaças a eles por Bella saber o segredo muito menos prazo para ela ser transformada. Sendo que o Aro não tem interesse em separar os Cullen, Jane jamais chegou a fazer acordo com Victória, ou os Volture demoraram a agir sobre os recém-criados propositalmente. A verdade é que o tempo nessa fic entre os primeiros ataques em Seatle e a luta não chegam a 3 meses. Os Cullen atacaram antes para se defender e impedir que os Volture descobrissem sobre Nessie, sobre os lobos e sobre Amanda. Sendo assim Jane e os demais Volture que vieram fazer o serviço, conhecerão nossos amados vampiros agora.)
Carlisle e Esme haviam aceitado a rendição de uma garota chamada Bree e ela aguardava sentada no chão. Jasper não queria deixar que os lobos ficassem de olho nela já que ele mesmo era o único que conseguia manter a garota no lugar sem tentar fugir. Então ela aguardava os outros junto com a gente.
Só nos restava agora ficar esperando a chegada dos tão temidos Volture. Edward contou que tivemos sucesso em nosso plano e como tinha acontecido. Mas eu não prestei muita atenção. Meus olhos não saíam do lugar onde Alice havia dito que eles apareceriam.
Assim que Alice disse que faltava apenas um minuto meu celular tocou. Atendi rapidamente.
–Bella, eu já estou com aqui com a Ness. Está tudo em ordem. – Jacob falou do outro lado da linha.
–Você chegou bem rápido ai. – Não pude deixar de comentar.
–Acho que cheguei a pelo menos 150 km dessa vez. – Ele disse convencido.
–Depois a gente aposta uma corrida. Eu de carro e você correndo. Vamos ver quem ganha. – Disse sorrindo.
Ele riu e eu o acompanhei. Era um alívio ter certeza que minha filha estava bem mesmo.
–Um dia nós definitivamente vamos fazer isso. Mas agora nós vamos pra sua casa como tínhamos planejado. E a Amanda vai junto porque o Rodrigo se recusa a deixá-la aqui sozinha.
–Tudo bem, vou falar com o povo pra não comentar nada da batalha na frente dela. Eu logo estarei ai com vocês. Deixa só resolvemos as coisas por aqui. Tenho que desligar.
Não esperei resposta e desliguei o telefone. Já podíamos os ouvir se aproximando.
Então eles entraram na clareira. Mesmo com toda aquela fumaça eu era capaz de os ver perfeitamente. Duvido que conseguiria se ainda fosse humana, mas meus olhos vampíricos foram capazes de ver quatro vampiros cobertos por mantos negros caminhando até nós.
Estávamos dispostos um ao lado do outro. Éramos, da ponta direita para a esquerda, Emmett, Roselie, Edward, eu, Carlisle, Esme, Alice, Damon e Stefan. Jasper estava um pouco mais distante próximo a Bree.
Os quatro pararam a 30 metros de distância de nós e retiraram os mantos de sobre a cabeça. Eram um homem mais alto que Emmett, e com certeza mais forte, um garoto baixo com aparência de 15 anos no máximo, com cabelos castanhos, uma garota linda, loira e menor que eu, mas o que tinha de linda tinha de assustadora, e um homem menor que o primeiro porem maior que os do meio, tinha cabelos pretos e arrepiados. Todos com olhos muito vermelhos de dar medo.
Carlisle deu um passo a frente e falou gentil e amável como sempre:
–Olá Jane, faz tempo que não á via.
–Olá Carlisle, vejo que finalmente achou quem gostasse de comer as comidas alternativas que insiste em comer. – Disse a garota loira com uma voz quase infantil.
–Sim. Fui realmente afortunado em encontrar quem apreciasse meu estilo de vida. Mas deixe-me apresentar minha família e meus amigos. – Ele continuou.
Os vampiros de olhos vermelhos pareceram se espantar com o uso da palavra “família” no lugar de “clã”. Mas Carlisle não deu atenção a isso e continuou as apresentações.
–Esses são Emmett, Roselie, Edward, Bella, Alice e aquele é Jasper. – Disse apontando para o outro. – Os considero como filhos, e esta é Esme, minha companheira. Esses dois são amigos da família Damon e Stefan Salvatore. – Ele ainda mantinha o tom de reencontro com velhos amigos, mas os quatro mantinham um olhar avaliativo sobre nós.
–Carlisle, por mais que já o conheça acredito que sabe o motivo pelo qual viemos aqui e com certeza não foi para confraternizarmos. Pelo que eu posso ver vocês tiveram uma luta e tanto aqui. Por um acaso foram vocês os responsáveis pelo caos em Seatle? – Aparentemente ela tinha se cansado de bancar a educada.
–Mas é claro que não fomos nós. Creio que me conheça bem o suficiente para saber que não seria capaz de fazer tal coisa. Porém, a responsável pelos ataques resolveu nos atacar e nós fomos obrigados a nos defender. Como pode ver nós ganhamos.
–Mas ao que parece sobrou uma. – Jane disse olhando para Bree. – Presumo que ela não seja da “família” de vocês. Já que seu nome não foi mencionado durante as apresentações.
–Ela se rendeu. – Esme resolveu falar.
–Se rendeu? Os Volture não dão segunda chance. – Disse Jane firme. Então se voltou para a pobre garota no chão e perguntou asperamente. – É verdade o que ele falou? Vocês o atacaram?
A menina não respondeu. Apenas gritou alto e se encolheu como se estivesse sentindo dor. Não entendi o que estava acontecendo. Olhei para Edward que olhava chocado para Jane. Aparentemente ela era a causadora da dor. E nem piscado Jane tinha. Como era possível isso? O grito cessou e Jane voltou a perguntar.
–É verdade?
–S sim... – Bree respondeu temendo outra rodada de dor.
–Quem era sua líder?
Novamente a garota gritou em agonia. Dei um passo para a frente, mas Edward me impediu de dar o segundo. Mas Esme falou por mim.
–Não precisa fazer isso. Ela vai responder tudo que você quiser.
Jane olhou para Esme e sorriu. A garota parou de gritar.
–Eu sei disso. – Disse Jane.
Fiquei com medo de que ela resolvesse atacar minha família e encobri a todos sobre o meu Escudo. Não sabia se daria certo, mas não custava tentar. Entretanto ela voltou a olhar pra Bree que respondeu se encolhendo.
–Eu não sei quem ela era, quem dava as ordens era o Riley, mas a gente sabia que tinha uma mulher por trás dele.
–Quantos vocês eram?
–Aqui além de mim tinham mais 27, mas Riley e Jeff não se juntaram na luta. Disseram que iam nos ajudar, mas não apareceram. Dividimos o grupo para atacar, 14 pra cada lado, mas os outros nunca chegaram. Não sei o que aconteceu. – Ela se encolheu ainda mais temendo, provavelmente, que a resposta não satisfizesse Jane.
–Impressionante. Lutaram com 28 recém-criados. Tiveram baixas também, tenho certeza.
–Não, nenhum de nós se feriu. Também nos dividimos e tivemos muita sorte. – Carlisle respondeu mais sério agora.
–Duvido que sorte tenha alguma coisa haver com isso. Acredito que Aro vai ficar realmente muito interessado em saber o quanto você e sua “família” nos tornaram desnecessários hoje.
– Acredite, não tínhamos a intenção, mas as circunstâncias nos obrigaram.
– Sei... Felix, acabe com isso por favor. Quero voltar pra casa o mais rápido possível. – Jane falou olhando para os Cullen.
O maior de todos deu um passo a frente.
– Espere...
Pov Roh
Estávamos voltando pra casa e Amanda dirigia, por mais que eu tivesse insistido em dirigir ela não cedeu. E de qualquer maneira eu queria ficar mais atento a nossa volta. Nunca saberíamos se algum dos recém-criados tinha escapado. Sabia que todos iam querer falar sobre a batalha por dias, mas ainda não estava confortável em deixar Amanda sozinha em casa. Além disso eu estava com uma sensação estranha o dia inteiro. A princípio tinha achado que era por causa da luta, mas até agora tudo estava indo bem. É claro que haviam os Volture, mas não acreditava que eles pudessem fazer alguma coisa com a gente. Amanda nada sabia e eles também não sabiam sobre Renesmee. Mas a sensação não passava, pelo contrário estava piorando a cada segundo.
Voltei a prestar mais atenção dentro da carro e percebi que o clima estava tenso ainda. Jacob, Nessie e Elena estavam quietos no banco de trás e minha sobrinha olhava para Jacob com uma mão pousada em seu rosto. Tinha certeza que ela estava perguntando como tinha sido a luta. Ele meneou a cabeça e ela sorriu. Mas Elena ainda estava tensa. Tinha ficado assim o dia inteiro e eu tinha quase certeza de que Amanda estava desconfiando.
–Tudo bem gente, o que está acontecendo. – Ela perguntou olhando pra mim.
Sabia que ela ia perceber. Mas eu ainda não contaria para ela.
–Do que você está falando? – Me fiz de desentendido.
–Não se faça de bobo Rodrigo. Tem alguma coisa errada e vocês estão me escondendo. A Elena não relaxou um segundo hoje, e não pense que eu engoli aquela história de que era por causa do irmão. Ai o Jacob chegou todo estranho lá em casa dizendo que a Bella estava chamando a gente pra um jantar. E agora aqui no carro o clima estava tão silencioso e pesado que dava pra cortar o ar com uma faca. O que está acontecendo? – Ela voltou a me perguntar me olhando nos olhos.
Eu tentava arrumar uma desculpa quando olhei pra frente e vi o vampiro parado no meio da ponte que havia na estrada. Amanda o viu também e desviou o carro, com isso ela perdeu o controle e se dirigiu para a lateral da ponte, íamos cair. Tudo aconteceu em questão de milésimos. Arranquei o teto do carro e peguei Amanda saindo de dentro, Jacob pulou no ar se transformou e Renesmee se agarrou nos pelos dele puxando Elena junto. Então estávamos todos no meio da estrada. Nessie e Elena montavas sobre um lobo gigante castanho avermelhado e Amanda no meu colo com os olhos arregalados.
Ela tinha visto tudo, mas não podia me preocupar com isso agora, pois o recém-criado vinha em nossa direção.
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