Notas iniciais
Esse é o último capítulo do spin-off de Damielli =( Espero que vocês tenham gostado da história. Esse cap será melhor aproveitado no computador, caso não dê pra ler o cap no pc escute a música "Pride & Prejudice Opening Title" tem lá no youtube é só ir lá e colocar esse título e então vá ler.

Capítulo 16 — O casamento...

POV Gabrielli…

Era hoje! Finalmente o dia do meu casamento! Tudo estava exatamente como eu queria. Alice até tentou me manter meio no escuro, mas isso jamais iria funcionar comigo. Eu precisava ter controle das coisas e saber o que estava acontecendo. Essa festa tinha me dado muito trabalho, mas eu queria compensar tantos anos de sofrência. Por um breve momento chegamos até em planejar uma festa que durasse mais de um dia, mas isso foi descartado com um argumento incontestável dado por Damon: Quanto mais cedo a festa acabar mais cedo nós partiríamos de viagem para nossa lua de mel. E, apesar de não termos nos guardado para o dia, eu estava muito ansiosa com isso. Só havia uma coisa que eu não estava gostando nisso tudo: não poder ver meu noivo. Essa superstição era realmente ridícula, mas o que eram algumas horas perto da eternidade?

Mas você não quer saber sobre superstições tolas de casamento. Você quer saber como ficou a decoração, certo? Claro que você quer. Então vamos começar pela hora, o casamento começaria no final da tarde E onde ele está sendo? Onde mais seria senão nas florestas do estado de Washington?! Pra ser mais precisa nós estamos a, mais ou menos, 40 minutos de carro de Forks, no Olympic National Park, próximo ao lago Crescent, bem próximo da fronteira com o Canadá. Não fizemos em Forks, pois estávamos evitando chegar perto daquela cidade e principalmente em La Push. Ninguém queria mais lobisomens por lá. Aqui é um lugar bem remoto. Não queríamos humanos desavisados ali por perto, pois a grande maioria dos nossos convidados são vampiros. E nem todos eles eram vegetarianos.

Mas vamos falar da decoração. Então, para entrar na área do casamento as pessoas passavam por alguns túneis feitos com galhos, folhas e flores (brancas, roxas, vinho, lilás e alguns tons de rosa) com alguns lustres de cristais espalhados. O chão desses túneis estavam cobertos com pedrinhas brancas. Eles levavam para o local onde aconteceria a cerimônia. Ali eles se deparariam com mais das mesmas flores, algumas gaiolas pequenas e brancas com flores e alguns cristais e pérolas, havia também bolas de vidro transparente com pequenas velas acesas, tudo isso está pendurado nos galhos das árvores com fitas de cetim sobre as cadeiras de madeira clara com almofadas quadradas e brancas onde os convidados se sentariam. Em volta do local da cerimônia centenas de pequenas luzes de pisca-pisca iluminavam o lugar. O corredor por onde eu passaria para chegar ao “altar” estava completamente coberto com pétalas rosa de cerejeiras japonesas, rosas creme, lisianthus lilás e anêmonas (a flor, não o animal) vinho e roxas, que eram as flores que ornamentavam todo o casamento e meu buquê.

Elas haviam sido escolhidas não apenas pela beleza, mas por seus significados também. A flor de cerejeira significa beleza feminina e representa o amor, a felicidade, a renovação e a esperança. As rosas brancas e cremes representam a pureza e a inocência, coisa que não temos, mas elas também são associadas com grandes uniões e novos começos e isso era adequado ao momento. As lisianthus representam o romance e a entrega amorosa, mais entregue do que eu e Damon somos não tem como. E finalmente a flor com o maior significado para nós, as anêmonas. Elas, assim como Damon e eu fomos por muito tempo, são flores tóxicas para humanos e animais. Assim como nossos egos foram suas pétalas são delicadas e muito finas. São flores que passam uma energia de persistência e perseverança, o que nosso amor precisou muito para se manter vivo durante todos os anos que ficamos separados. Ela é indicada para presentear pessoas debilitadas, seja por motivo de doença ou por motivos emocionais. Mas o mais interessante dessa flor é que segundo a mitologia grega, Adônis foi mortalmente ferido pelos ciúmes do deus ares, amante de afrodite, que se transformou em um javali e o atacou até a morte. Afrodite, que teve em Adônis sua maior paixão, após chorar muito, desesperada de dor, suplicou a Zeus que perpetuasse seu amor por Adônis. Sua súplica foi atendida: com o sangue do amado foi feita a anêmona, flores do consolo, de raríssima beleza e que floresce e vive por pouco tempo. Damon e eu sofremos por causa do ciúme de antigos amantes, perdemos um ao outro principalmente após a morte de alguém (no caso Gerard) e buscamos consolo por toda a vida. Pelo menos até o momento que finalmente voltamos a nos entender. Como eu disse, essa flor tem muito a ver com a nossa história, mas nosso final seria diferente. Nossa felicidade duraria o tempo que existirmos. Nosso amor era perseverante e persistente e não havia nada que pudesse acabar com ele.

— O que você está fazendo Gabrielli? — Alice perguntou me tirando a concentração.

— Estou escrevendo no meu diário. — Respondi parando de escrever e fechando o pequeno caderno.

— Ainda bem que vampiros não derramam lágrimas, caso contrário sua maquiagem estaria completamente borrada. — Disse ela observando meu rosto transformado pelo choro vampírico. — Não é hora de escrever esse tipo de coisa. Você precisa colocar o vestido. Está quase na hora.

Olhei no relógio pendurado na parede do trailer enorme onde eu me arrumava e constatei que ela estava certa. Tivemos que alugá-los para que as pessoas pudessem ter um lugar onde se trocar, visto que o lugar onde aconteceria o casamento era completamente isolado e de difícil acesso. Não gosto nem de lembrar do trabalho que tivemos pra organizar tudo aquilo. As vantagens de ser vampiro e ter uma família de vampiros foi de fundamental importância pra tudo dar certo.

Me levantei e fui até o lugar onde meu vestido estava pendurado. Ele era tomara que caia e o corpo era todo rendado. Ele tinha aparência de uma lingerie e era muito cavado nas costas. A saia do vestido era feita com várias camadas de tule de seda e gazar de seda e as camada de baixo puxavam do branco para o rosa, o lilás, o amarelo e o azul, por cima de todas elas havia várias camadas de tule de seda e gazar de seda branca que atenuavam ainda mais as cores das camadas mais atrás o que dava um ar de brilho de escama de sereia. Ele era cheio, mas ao mesmo tempo leve e fluido. O tirei do cabide e o vesti com cuidado dobrado. As roupas era sempre muito frágeis para nós vampiros e eu não queria ter que usar o vestido reserva. Aquele era perfeito. Sim eu tinha um vestido reserva. Eu sempre tinha um plano B e às vezes um C e um D também.

Me olhei no espelho e sorri. Eu estava exatamente como sempre sonhei. Minha maquiagem era leve e natural, meus cabelos ruivos estavam soltos e com meus cachos naturais e sobre minha cabeça havia apenas uma fina coroa de chuva-de-prata e um par de brincos de diamantes e esmeraldas em ouro branco. Em meu pulso esquerdo eu usava uma pulseira turca que fazia par com os brincos. Eram um dos tesouros que acumulei ao longo dos anos. Eram meu algo velho, assim como meu vestido era meu algo novo. Em minha mão direita eu tinha o meu algo emprestado, Alice havia me emprestado um anel que combinava com meus brincos e pulseira e ele era maravilhoso. Meu algo azul estava no buquê, era uma fita de cetim que o amarrava. E em meus pés eu usava um scarpin na cor champanhe rosé e a parte de trás do sapato tinha um padrão em cristais swarovski. Meu vestido e maquiagem podiam ser simples, mas eu adorava causar com acessórios.

— Uau! Você está linda tia! — Nessie falou entrando em meu trailer.

Me virei para ela e me deparei com a linda pré-adolescente que Nessie tinha se tornado. Ela usava um vestido tomara-que-caia do mesmo material que o meu na cor champanhe rosé com alguns cristais espalhados na base e no cinto que demarcava sua cintura. Seus cabelos acobreados também estavam soltos e ondulados como os meus e sua maquiagem também era simples.

— Você também está linda Ness.

— Obrigada tia. — Disse ela ficando levemente corada.

— Todos os convidados chegaram? — Perguntei dando uma ajeitada no vestido.

— Segundo o Jake sim. Tem muitas pessoas que eu não conheço.

— Você sabe que chamei alguns amigos antigos meus.

— Sim, eu vi o Hiro ainda agora. — Disse ela sorrindo.

— Ele veio sozinho?

— Sim. Você acha que seu plano vai dar certo? — Ela perguntou abrindo seu sorriso de garota travessa.

— Certeza. Eu conheço esses dois muito bem.

Nossa conversa foi interrompida por uma batida na porta. Perguntei quem era e fiquei surpresa ao escutar a voz de minha futura sogra. A convidei para entrar e assim ela o fez.

— Com licença. — Ela falou ao entrar.

Lily usava um vestido com decote canoa na cor uva com um leve drapeado na lateral e seus cabelos lisos estavam presos num coque elaborado.

— Vocês estão lindas. — Ela continuou falando enquanto se aproximava.

— Obrigada Lily. Você também está muito bonita.

— Obrigada. Bom...você deve estar se perguntando o que eu estou fazendo aqui.

— Não posso negar que a pergunta passou pela minha cabeça. — Não consegui evitar a brincadeira.

— Bom, eu vim trazer um presente. — Disse ela me estendendo uma caixa preta, em tamanho médio, em minha direção.

Estendi minha mão aceitando o presente e abrindo a tampa dando de cara com um lindo e delicado cordão de ouro branco e com uma pequena esmeralda quadrada como pingente.

— É lindo. Muito obrigada. — Falei retirando o cordão da caixa.

— É uma relíquia da minha família. Minha mãe me deu no dia do meu casamento e ela havia recebido de sua mãe no dia do casamento dela. Depois de ter me tornado vampira e de saber que meus filhos também tinham se tornado eu pensei que nunca teria a oportunidade de passar isso para uma nora. Mas quando soube que vocês estavam noivos eu fiz questão de procurá-lo para finalmente poder passar essa relíquia para a próxima geração.

Eu cheguei a engasgar com as lágrimas que jamais cairiam. Aquele presente era muito mais do que eu poderia imaginar. Era ao mesmo tempo maravilhoso porque me revelava que ela me acolhia em sua família e me aprovava como nora e era triste porque todas nós sabíamos que eu jamais poderia passá-lo para frente.

Nessie, sabendo o que se passava em minha mente, pois nós éramos muito ligadas, pegou minha mão e a acariciou.

— Deixe eu te ajudar com isso tia. — Disse ela pegando o cordão de minhas mãos e o colocando em mim.

A corrente dele era tão comprida que a esmeralda se acomodou entre meus seios e ali ficou escondida. Olhei para minha sobrinha postiça e tive a ideia de dar o cordão para ela no dia em que se casasse com Jacob.

— Obrigada Nessie. — Disse agradecendo mais do que a ajuda com a jóia, mas por ser a filha que eu jamais teria.

Alice entrou no trailer novamente e nos chamou para irmos para a cerimônia. Peguei meu buquê, respirei fundo e segui as outras que saíram porta a fora.

POV Damon…

Eu estava mais ansioso do que poderia ter imaginado. A culpa era toda de Bonnie, eu vinha tentando saber sobre o progresso das pesquisas, mas ela tinha me ignorado nas duas últimas semanas. Tempo esse que finalmente parei para pensar que agora existia uma chance de me tornar pai. Não vou mentir dizendo que sempre foi o meu sonho ser pai.

Pra falar a verdade eu achava que não seria um bom pai. Não tive o melhor dos exemplos em casa. Meu pai era um alcoólatra abusivo que tinha como razão de vida tornar nossas vidas um verdadeiro inferno. Ele batia em todos nós e por muitas vezes eu apanhei apenas para que Stefan não sofresse mais. Tenho que dizer que parte de mim acha que posso me tornar algo parecido, pois meu temperamento não era o dos melhores e eu bebia muito mais do que ele. Eu nunca tinha realmente levantado minha mão para bater em Gabrielli, mas a vontade de machucá-la esteve por anos em minha mente. Abuso não é apenas físico. Abuso verbal havia acontecido entre nós mais de uma vez. Eu esperava que isso não acontecesse novamente. Nesses dois anos de relacionamento nós dois discutimos sim, mas nada realmente complicado. No entanto isso só não aconteceu de uma forma pior porque ela sabia lidar com o meu temperamento assim como eu sabia lidar com o dela. O que aconteceria quando não tivéssemos mais paciência de lidar com o temperamento um do outro?

— Não estou gostando dessa cara. — Disse Bonnie entrando no meu trailer.

— Preocupações com o futuro. Você já descobriu se ele virá com alguma surpresa? — Perguntei meio aflito.

— Por enquanto estamos na mesma. O que você tem? Por que está tão agitado? — Ela perguntou se aproximando de mim e tocando meu ombro.

— Não acho que serei um bom pai. — Desabafei ao mesmo tempo que desabei sobre a cadeira.

— Posso entender porque você pensa assim…

Bonnie sabia sobre meu relacionamento com meu pai e me conhecia a tempo suficiente para entender meus medos. O fato dela entender tão rápido me fez ficar ainda mais nervoso e pra baixo.

— Você realmente não deveria se preocupar com isso. — Ela continuou me fazendo levantar o rosto e a encarar.

— Como você pode dizer isso? — Perguntei desacreditado e ao mesmo tempo pedindo pela esperança.

— Você cuidou de Renesmee como se fosse sua filha por tantas vezes que não sei como Edward não te proibiu de ficar perto dela. Vai por mim. Você não é seu pai e jamais será. Mesmo sem a presença de Gabrielli na sua vida você sempre agiu como um pai para aquela garotinha.

— Você realmente acha isso? — Perguntei esperançoso.

— Você será um ótimo pai Damon. Mas não vamos colocar os carros na frente dos bois. Eu não estou mais perto de achar uma resposta do que estava quando você me passou os grimorios.

— Tudo bem. Não estou querendo filhos agora. — Disse sorrindo torto. — Agora eu quero minha lua de mel pra poder colocar todos os séculos de atraso com essa mulher.

— Ok, você já voltou ao normal. Tenho que ir. Já está quase na hora do casamento.

POV Universal…

Os convidados já estavam sentados e esperavam o início da cerimônia. Havia ali, além dos Cullen’s, Salvatores e cia, alguns amigos antigos de Gabrielli e Damon. Entre esses estavam Hiro Nakamura, Rebeca Clarke, Klaus Mikaelson, Rebecca Mikaelson e Kvothe Rothfuss. Hiro já é conhecido por você caro leitor, assim como Klaus e Rebecca Mikaelson.

Rebeca Clarke é uma amiga antiga da noiva. Brasileira com ascendência inglesa e espanhola a jovem vampira tinha pele levemente bronzeada, cabelos castanhos lisos e curtos. Elas se conheceram quando Gabrielli passou pelo Brasil no começo do século passado. Rebeca, assim como a ruiva, não gostava de ficar no mesmo lugar por muito tempo e estava sempre trocando de grupo. Por isso elas passaram a viajar juntos.

Kvothe Rothfuss é o amigo mais antigo da noiva. Eles se conheceram quando Gerard ainda era vivo, logo depois dela descobrir seus poderes. Ele tem cabelos longos e num ruivo avermelhado que parecia pegar fogo, e olhos verdes intensos. Ele não era vampiro, era um mago que havia criado um feitiço que fazia seu envelhecimento mais lento. Pelo menos era isso que ele falava para quem perguntasse. Ele tinha muitos poderes, mas nenhum deles foi copiado pela ruiva. Quando ela revelou a ele sobre o seu poder e manifestou sua dúvida sobre como ela não tinha copiado os poderes dele tudo que Kvothe disse foi que tudo o que ele sabia ele aprendeu a fazer e não são características dele, mas conhecimento. E conhecimento não é algo que se pode absorver por “osmose”. Kvothe e Gabrielli compartilhavam o amor aos livros e ao conhecimento. Eles acumularam ao longo da vida mais livros do que qualquer ser humano normal poderia ter. E ambos eram muito cuidadosos com relação à organização deles. Ninguém que o conhecia sabia exatamente a idade dele.

(Coloque a música pra tocar, juro que será bom e não vai te atrapalhar — Pride & Prejudice Opening Title)

Todos estavam em seus lugares esperando início da cerimônia que começou com o tocar de apenas uma nota. Esse era o sinal para que os pássaros, ensaiados e adestrados por Edward e Gabrielli, começassem a cantar. Eles estavam pousados sobre os arcos do gazebo onde os noivos ficariam. O gazebo era de metal e tinha as quatro colunas encobertas por galhos finos com algumas poucas folhas verdes e algumas rosas brancas e flores de cerejeira. As plantas subiam até o telhado vazado e faziam sombra sobre Roh, que seria o ministro do casamento. Sobre ele pairava pendurado outro lustre de cristais.

Edward começou a tocar o piano e as notas cálidas e lentas da música Down trilha sonora de Orgulho e Preconceito (nome que resumia bem a época que os noivos se odiaram) encheram o ar para que Damon entrasse. Ao som do piano e dos pássaros o noivo entrou com um sorriso matador no rosto. Finalmente ele poderia ver como sua noiva estaria. Ao se aproximar do altar ele e Roh trocaram olhares de encorajamento e felicidade. Logo depois dele entraram as damas de honra, Alice, Rosalie, Caroline, Bonnie e Bella acompanhadas, respectivamente, por Jasper, Emmett, Rick, Enzo e Stefan. Amanda já estava lá na frente ao lado de seu marido e Elena não foi chamada para ser dama porque a noiva ainda não conseguia ir com a cara dela e como Edward estava de pianista Stefan entrou acompanhando ela.

Em seguida Gabrielli entrou de braços dados com Nessie. Era a garota quem entregaria a noiva ao noivo. Ninguém seria melhor que ela para fazer o papel, pois foi graças a Nessie que eles dois conseguiram se entender. Os noivos se olharam e o amor entre eles podia ser visto por qualquer um ali. Os olhos de ambos brilhavam com intensidade e a lenta caminhada até o altar pareceu levar séculos. Nenhum dos dois se lembrou da presença dos convidados naquele momento. O mundo deles estava posicionado na direção oposta da que estavam e eles o admiravam com extrema paixão e adoração. O sorriso que tinham no rosto contrastava com os olhos que se humanos estariam marejados pelas lágrimas da felicidade. Haviam passado por tanta coisa. Tanto sofrimento. E ali estavam eles, à beira da felicidade eterna. No início do que seria uma vida de amor, carinho e companheirismo. Num relacionamento onde ambos se tratavam como iguais. Onde o respeito e a compreensão reinariam juntamente com o amor e é claro, muito sexo.

Quando as duas chegaram ao altar Damon foi até elas e deu um beijo na mão da noiva e um na testa da sobrinha postiça. A música chegou ao fim e os pássaros levantaram voo se dispersando pela floresta.

— Senhoras e senhores, estamos aqui hoje para celebrar a união dessas duas pessoas que se amam tanto quanto sofreram para ficarem juntos. — Roh começou a cerimônia. — Damon Salvatore, meu primo, e Gabrielli Ambrósio, uma amiga querida e de longa data. Ambos são as pessoas mais teimosas e cabeças dura que já conheci. Ambos também são as pessoas mais dispostas a fazer de tudo para salvar e cuidar daqueles que amam.

— O amor que esse casal sente um pelo outro foi capaz de sobreviver até mesmo quando se odiavam. — Ele continuou e fez os convidados rirem um pouco. — Mas como dizem por aí “O que não te mata te faz ficar mais forte” e isso não poderia ser mais verdade com relação ao amor desses dois. Damon e Gabrielli foram feitos uma para o outro e não existe ninguém que os conheça que não concordará com isso. Hoje eles estão oficializando esse amor diante de todos os seus amigos e familiares. Hoje eles provam que o amor verdadeiro pode superar e sobrepujar qualquer advento que possa ocorrer. Por isso agora peço para que eles declarem seus votos enquanto trocam as alianças.

Damon e Gabrielli se viraram para pegar as alianças com Stefan e Bella e então voltaram a se virar um para o outro. Enquanto isso o sol já havia se posto e as luzes das velas, dos pisca-piscas e do lustre começaram a ter mais efeito.

— Gabrielli, no momento em que coloquei meus olhos em você eu soube que precisava de você mais do que qualquer coisa. No momento em que nossos lábios se uniram pela primeira vez soube que seria devoto a você para toda a eternidade. E no momento que nos separamos eu tive certeza de que não seria capaz de ser feliz de verdade sem você. Para minha sorte um casal de “adolescentes” foi irresponsável e eles tiveram uma filha maravilhosa que mesmo sendo criança conseguiu burlar todo nosso rancor e orgulho para nos unir novamente.

Bella e Edward balançaram as cabeças sem acreditar no que Damon havia acabado de falar. Nessie olhou para os pais meio chocada ao finalmente entender que não havia sido planejada. Os demais convidados se dividiram entre o riso e a descrença.

— Hoje, diante de toda a nossa família de diante de nossos amigos, eu prometo ser fiel a você, e te amar durante todos os problemas que certamente iremos passar. Prometo lutar por você e junto a você, lado a lado, sempre que for preciso. O que em nossas vidas quer dizer pelo menos uma vez por semana. Prometo que farei tudo o que puder e até o que não puder para te fazer feliz e tentarei preencher todo e qualquer vazio que tenha dentro de você. E finalmente te prometo uma pós vida repleta de amor, aventuras e risos. E que essa aliança que hoje coloco em seu dedo seja o símbolo das promessas que fiz hoje e de todo o amor que sinto por você.

E tendo dito isso Damon colocou a aliança no dedo da noiva que chorava da melhor forma que podia. Em seguida foi a vez dela proclamar seus votos.

— Damon, você já chegou na minha vida de forma atropelada. E o nosso começo não pode ser descrito de outra forma senão atropelado. Nós cometemos o maior erro dentro de um relacionamento que é falta de diálogo. E foi essa falta de diálogo que foi o terreno perfeito para todo o sofrimento que passamos ao longo dos últimos séculos. Mas existe uma coisa que eu percebo que não mudou depois de todos esses anos. E isso foi a intensidade do amor e do desejo que sinto por você. A necessidade que sinto de estar ao seu lado é maior do que eu jamais poderia sonhar. E eu sei que a recíproca é verdadeira. Eu, hoje, te conheço como a palma de minha mão. Te compreendo mais do que a mim mesma. E te vejo não como um príncipe de cavalo branco, ou um vilão redimido. Te vejo como alguém que sofreu, mas não se deixou abalar, alguém que sabe viver apesar de não estar vivo, alguém que ama intensamente e não se envergonha por isso. Você aprende com seus erros e com os erros dos outros. Eu amo o jeito como você tenta me proteger e ao mesmo tempo deixa que eu lute minhas batalhas. Você é definitivamente minha alma gêmea num mundo onde isso é mais raro do que adolescentes virgens.

Os convidados voltaram a se dividir entre a incredulidade e o riso. No entanto ela continuou:

— Hoje, diante de toda a nossa família de diante de nossos amigos, eu prometo ser fiel a você, e te amar durante todos os problemas que certamente iremos passar. Prometo lutar por você e junto a você, lado a lado, sempre que for preciso. Mesmo que seja pelo menos uma vez por semana. — Acrescentou rindo. — Prometo que farei tudo o que puder e até o que não puder para te fazer feliz e tentarei preencher todo e qualquer vazio que tenha dentro de você. Prometo uma pós vida repleta de amor, aventuras e risos. E prometo que sempre te entenderei e que não esperarei que você seja nem o mocinho nem o vilão da história, apenas que você seja você mesmo. E que essa aliança que hoje coloco em seu dedo seja o símbolo das promessas que fiz hoje e de todo o amor que sinto por você.

Tendo dito isso Gabrielli colocou a aliança no dedo de seu noivo que não podia conter o sorriso nos lábios.

— Damon Salvatore, — Roh tomou a palavra — você aceita Gabrielli Ambrósio para respeitar e amar na saúde ou na doença, na tristeza e na alegria pela eternidade?

— Eu aceito. — Disse ele olhando para a noiva.

— Gabrielli Ambrósio, você aceita Damon Salvatore para respeitar e amar na saúde ou na doença, na tristeza e na alegria pela eternidade?

— Eu aceito. — Disse ela olhando para o noivo.

— Pelos poderes dados a mim pelo estado de Washington e pelos caras da internet, eu os declaro marido e mulher. Você pode beijar a noiva.

Roh mal terminou de falar e o casal já se beijava de forma nada casta o que levou todos a rir e bater palmas. O casal não se separou e Roh foi obrigado a cutucar os dois para que eles parassem de se beijar. Com sorrisos safados e cheios de malícia o casal se virou para os convidados e de braços dados seguiram pelo corredor de pétalas ao mesmo tempo que uma brisa passava por eles fazendo as pétalas saírem do chão e rodopiarem em torno deles.

Damon olhou para esposa questionando com o olhar se era ela quem havia feito isso e recebeu uma piscadela confirmativa. Em seguida eles foram até um corredor onde tirariam algumas fotos. Enquanto isso os convidados eram orientados por Esme para seguirem para o local onde seria a festa.

A festa seria ali na mesma floresta, porém numa outra clareira. A área dessa clareira era muito maior e tinha vista para o lago. Os convidados se dirigiram para debaixo do grande gazebo feito em madeira preta e ornamentado com longas peças de cetim branco que faziam a vez de “telhado”. Mais lustres de cristal estavam suspensos e pendurados nas vigas de madeira do gazebo. Embaixo delas estavam quatro longas fileiras de mesas e cadeiras de madeira preta e acochoamento branco. Sobre as mesas haviam placas de vidro transparente, castiçais altos de vidro transparente com velas brancas, arranjos baixos com rosas brancas e anêmonas vinho dentro de vasos de vidro opaco preto. Os pratos tinham um padrão marmorizado nas cores champanhe rosé e cinza, os talheres eram de prata e sem muitos detalhes, os guardanapos de pano branco estavam dobrados em quadrados e tinham uma fina fita de cetim preta em volta. Por cima do guardanapo havia uma lembrancinha para os convidados, um livro artesanal com a história do casal.

Os convidados seguiram até os lugares marcados na mesa e imediatamente começaram a ser servidos pelos garçons. Os vampiros poderiam escolher beber bebidas normais e alcoólicas ou sangue, humano ou de animal. Não se preocupe, os humanos que trabalhariam na festa haviam sido previamente compelidos a não se preocupar com o tipo de escolha da bebida dos convidados e após a festa acabar e eles receberem o pagamento eles não se lembrariam de ter servido sangue para ninguém. Os convidados estavam terminantemente proibidos de atacar qualquer humano num raio de 20 km e não havia motivo para isso já que havia sangue humano doado sendo servido. O sangue de animal não havia sido entregue de livre e espontânea vontade… Os humanos, ou meio humanos, seriam servidos com comida normal. Tudo havia sido pensado meticulosamente pelas mentes brilhantes da noiva e de Alice, a co-organizadora do evento.

Assim que todos estavam com suas taças cheias Esme foi até Hiro e Rebeca, que haviam acabado de descobrir que se sentavam lado a lado.

— Tudo certo por aqui? — Perguntou ela sorrindo e olhando para os dois que permaneciam em pé.

— Claro. Tudo certo. — Respondeu Hiro sem tirar os olhos de Rebeca.

— Vocês já se conhecem? Gabrielli me avisou que nem todos se sentariam perto de conhecidos. — Esme falou de forma inocente.

— Na verdade não. — Respondeu Rebeca olhando para Hiro e sorrindo um tanto tímida.

— Bom, deixe-me apresentá-los oficialmente. Hiro está é Rebeca Clarke. Rebeca esté é Hiro Nakamura. Acredito que os dois sejam conhecidos da noiva. Apesar de saber que Hiro e Damon se conheceram brevemente dois anos atrás. — Disse Esme esboçando um sorriso conhecedor.

— Prazer em te conhecer Rebeca. — Disse ele de forma galante pegando a mão da mulher e depositando um beijo ali.

— O prazer é todo meu. — Disse ela sorrindo mais abertamente.

— Com licença, estão me chamando. — Disse Esme saindo o mais rápido possível dali.

— De quando e onde você conhece Gabi? — Hiro perguntou curioso por saber mais da nova conhecida.

— Nos conhecemos no começo do século passado quando ela foi ao Brasil. — Ela respondeu antes de beber um gole de sua bebida.

— Uma pena mesmo que eu tenha deixado de ser companheiro de viagem dela justamente nessa época.

— Você é o amigo que salvou a vida dela no Japão?

— Eu mesmo.

— Então eu devo te agradecer. Se você não tivesse salvo ela Gabrielli jamais poderia ter me salvado.

— Sério? Como ela fez isso?

— Eu devia muito dinheiro para uns vampiros realmente ruins. Ela matou todos eles num acesso de raiva por causa de fome. Tinha acabado de começar toda essa coisa de dieta de sangue humano… Enfim… eles estavam prestes a me matar quando ela apareceu. Depois de matá-los ela perguntou se eu tinha família e eu disse que não. Então ela me chamou para andar com ela pelo país. Disse que me pagaria para ser sua guia turística. Nos tornamos amigas desde então.

— Isso é bem a cara dela. Sempre pensando em cuidar dos outros.

— E vocês? Como se conheceram?

A conversa dos dois apenas se desenrolou e em pouco tempo — pouco tempo mesmo — eles já estavam se beijando e rumando para lugares mais afastados. Um pouco antes disso os noivos e seus padrinhos finalmente entraram no local da festa após tirarem milhares de fotos. Os noivos foram introduzidos como senhor e senhora Salvatore e abriram a pista de dança ao dançarem um tango altamente inadequado para menores de idade. Após a dança Gabrielli e Nessie foram até Esme e perguntaram se o plano havia dado certo e receberam a confirmação quando viram Hiro e Rebecca se beijando pela primeira vez.

— Eu não acredito que isso deu realmente certo. — Disse Esme ainda chocada com o que tinha participado.

— Os melhores planos são aqueles que são mais simples vovó.

— Eu sempre soube que você era uma gênia garota. Tenho dó do…

— Gabrielli querida, você tem que falar com os convidados. — Disse Esme interrompendo a noiva antes que esta falasse alguma besteira.

— Oh sim. Me desculpe. Eu já volto. — Disse Gabrielli percebendo o que quase havia feito e indo até o marido que conversava com Rebecca e Klaus.

No caminho ela pegou uma taça de champanhe e virou de uma vez. Tinha que voltar a pensar como normalmente e sair do mundo de fantasia que seus votos a haviam levado. Chegando perto do trio ela foi primeiramente até a loira e a cumprimentou com um abraço apertado.

— Senti saudades. Você sumiu por tantos anos. — A ruiva falou em meio ao abraço.

— Você deve imaginar o que aconteceu e de quem é a culpa. — Disse ela olhando para o irmão com um pouco de raiva.

— Como vai Klaus? — Disse Gabrielli cumprimentando o antigo amigo e completando com: — Você realmente não deveria fazer isso com sua irmã. Ela já passou por coisa o suficiente.

— Ah por favor, vocês não comecem com isso. Faz alguns anos que eu não coloco Rebecca para dormir.

— E que continue assim! — Disse sorrindo divertida para Klaus. Ele estava acostumado com o jeito da ruiva.

— Você arranjou uma verdadeira controladora Damon. — Ele devolveu a brincadeira.

— A gente se acostuma com algumas coisas. Além do mais os benefícios mais que justificam. — Disse Damon puxando a noiva pela cintura e depositando um beijo nos cabelos dela.

— Isso é verdade. — Disse Klaus piscando um olho para a noiva.

— Que nojo Klaus. Isso faz tanto tempo que eu praticamente apaguei da memória. Lembre-se, foi uma decisão mútua. Nós não éramos compatíveis e eu era, segundo você, uma má influência para Rebecca.

— Você sabe que ele dormiu com ela também, certo? — Klaus jogou a verdade apenas para ver o circo pegar fogo.

— Foi ótimo ver vocês. Muito obrigado por virem em nosso casamento. Agora se vocês podem nos dar licença eu e minha esposa maravilhosa e compreensiva temos que falar com o resto dos convidados. — Disse Damon começando a puxar a mulher para longe dos Mikaelson.

Gabrielli apenas olhou para a amiga com olhos um tanto furiosos e deu as costas se deixando ser guiada pelo marido.

— Você realmente passou o rodo em Mistic Falls. — Disse ela de forma amarga parando de andar.

— Você também dormiu com um Mikaelson e eu não estou falando nada. — Retrucou ele se voltando para ela.

— Estou apenas dizendo fatos.

— Eu também.

Eles se encararam por alguns segundos até que ela falou:

— Você por acaso dormiu com mais alguma amiga minha?

— Talvez se você fizer uma lista com o nome das suas amigas eu possa te responder de forma mais exata. — Disse ele brincando.

— Nada de listas. Já falamos sobre isso antes. Sempre tem alguém com a lista maior o que deixa o outro bolado. Apenas me responda com quem você já dormiu que está aqui na festa.

— Você já sabe de todas.

— Ótimo.

— E você? Tem mais algum cara com quem você dormiu que esteja aqui na festa?

— Só o Kvothe.

— Quem? — Damon perguntou confuso com o nome e ao mesmo tempo procurando o sujeito.

— Aquele ruivo ali. — Disse ela apontando para o jovem ruivo e meio magrelo sentado no bar.

— Jura?

— Foram só algumas vezes e muito antes de te conhecer.

— Uhm… ok

— Tá vendo? Esse negócio de lista já dá ruim mesmo sem fazer uma.

— Ok, não vamos mais brigar por coisas do passado. Hoje é o nosso casamento e nós não precisamos dessa merda hoje.

— Certo.

— O que você quer fazer agora? — Ele perguntou.

— Sexo de reconciliação. — Ela respondeu com um sorriso sacana no rosto.

— Você leu meus pensamentos. — Disse ele puxando a esposa floresta a dentro.

No entanto Edward entrou na frente dos dois os impedindo de escapar do próprio casamento.

— Eu também li a mente de vocês. Alice disse que vocês tentariam escapar e me colocou de guarda-costas. Agora vocês poderiam me fazer o favor de não me dar muito trabalho e voltar para a festa de casamento de vocês?

O casal suspiros em frustração e por um breve momento pensaram em tentar escapar de Edward. Bastava que Gabrielli voasse e levasse o noivo junto, mas com o levantar da sobrancelha do leitor de mentes o que voou para longe foi a ideia deles.

— Eu ainda vou te fazer pagar por isso ruivo. — Gabrielli ameaçou Edward.

— Você não pode me culpar por impedir que você fuja da recepção do seu próprio casamento. — Edward argumentou achando um pouco de graça da ameaça da noiva.

— Apenas observe. — Disse ela antes de se virar e voltar para onde os convidados estavam.

— Ela realmente está pensando em se vingar. — Edward falou atônito ao ler os pensamentos de Gabrielli.

— Te prepara, porque ela consegue ser incrivelmente cruel e paciente quando o assunto é se vingar. — Damon avisou antes de seguir a mulher.

Depois desse incidente, que todos os vampiros na festa puderam ouvir, a recepção do casamento continuou de forma natural com mais danças, conversas animadas e com bolo de casamento (que não foi comido pelos vampiros). Após o corte do bolo o casal finalmente pode se despedir e partiram para a lua de mel.

Notas finais
Agora nós vamos voltar para a história principal ^^ Mamãe ama vcs. Nunca se esqueçam disso ^^ COMENTEM SEMPRE!!!! Bj Ellie ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤