What If... (And If)
26 Capítulo 24 - Declarações
Notas iniciais
Capítulo 24 – Declarações...
POV Amanda…
Acordei um tanto atordoada sem saber onde estava. Me levantei e senti a cabeça latejar do lado esquerdo. Eu ia ficar com um galo ali. Olhei a minha volta e percebi onde eu estava. Então tudo me voltou a mente. Meu vampiro tinha me deixado. Roh não me esperou. Eu havia desperdiçado minha chance. Mas também foi muita burrice ir pra Inglaterra sem dizer nada pra ele e achar que ele me esperaria. Ele devia achar que eu não o amava.
De repente um barulho me chamou a atenção, me levantei num pulo. Será que era ele? Ou será que era outro vampiro? E se esse outro vampiro não fosse vegetariano?
A porta se abriu e meus olhos se arregalaram. Meu coração perdeu uma batida e então se acelerou por causa da adrenalina.
Roh estava ali, parado me olhando fixamente e tinha um sorriso enorme nos lábios. Não resisti e corri até ele, que me recebeu de braços abertos. Foi como me chocar com uma parede. Perdi o ar completamente. Entendi a parte do menos macio. Pensei me lembrando do que ele tinha falado antes.
— Cuidado pequena. — Ele disse passando a mão em minhas costas, mas sem nos separar completamente.
Recuperei o folego e falei:
— Desculpa ter ido pra Londres sem te falar nada. Eu precisava pensar. Mas já tomei minha decisão. Eu te amo. Te amo muito. E não importa o que você seja. Jamais poderia ficar longe de você. Essa viagem me provou isso. — Falei tão rapidamente que não sabia se ele tinha entendido, mas o sorriso em seus lábios me mostravam que ele tinha entendido cada palavra.
— Não tem importância. A única coisa que me importa é que você está aqui de novo. E que eu te amo mais do que a mim mesmo. — Ele falou olhando diretamente nos meus olhos e o dourado ali parecia ouro derretido.
Meu coração se derreteu igualmente e movida pelo impulso, pela saudade e, obviamente, pelo nosso amor, esmaguei meus lábios nos seus e o beijei com vontade. Ele não tardou em me beijar de volta e em pouco tempo minha boca era invadida por sua língua. Foi o melhor beijo que demos sem sombra de dúvidas. Senti minhas costas sendo prensadas levemente contra uma parede mais pouco me importaria se eu estivesse sendo imprensada no Papa. Tudo o que eu queria era ficar ali nos braços do MEU vampiro.
Mas infelizmente eu precisava de ar para continuar viva e então tive que terminar o beijo. Ele sorriu pra mim e não resisti em sorrir de volta. Não podia acreditar que tinha chegado a pensar por tanto tempo que poderia viver sem ele. Era um absurdo só pensar nisso. No que dependesse de mim eu jamais me afastaria dele novamente. Isso me lembrou de uma coisa.
— Onde você estava? Eu cheguei aqui e não tinha nem sinal de ninguém. — Falei sem sair de seu abraço.
— A Bella se mudou com a Nessie para a casa dos Cullen e eu fui morar com o Damon. Não queria ficar sozinho aqui.- Me explicou encostando sua testa na minha.
Isso fez com que seu hálito doce invadisse a minha cabeça e eu tive dificuldade de raciocinar.
— Mas então o que você veio fazer aqui? — Consegui perguntar de alguma forma enquanto ele começava a distribuir beijos por meu rosto.
Estava realmente difícil me concentrar nas minhas dúvidas.
— Alice teve uma visão sua aqui na casa e eu vim o mais rápido que pude.
Aquilo me chamou a atenção.
— Como assim ela teve uma visão? Isso tem haver com os poderes extras que a Elena falou? — Perguntei me afastando um pouco dele.
Ele fez uma careta, como se tivesse medo de minha reação, mas eu logo falei:
— Não importa o que você falar eu não vou partir novamente. — Disse olhando no fundo de seus olhos.
— Tudo bem então…
Ele me contou sobre os poderes extras de todos e eu fiquei bem surpresa e com um pouco de receio. Quer dizer, Edward sabia tudo o que eu pensava, Alice tinha visões do futuro e Jasper podia saber tudo o que eu sentia. Eu senti minha privacidade violada. Mas não tinha muita coisa para se fazer em relação a isso.
Depois perguntei sobre o que Elena tinha falado sobre o sol e ele me levou para o lado de fora da casa. O céu hoje estava incrivelmente azul e quase não haviam nuvens. Ele tirou um anel do dedo e andou para fora da casa e pude entender o porque ele não saía no sol. Era a coisa mais linda que eu já tinha visto na vida. Com certeza ele nunca passaria despercebido.
Nós sentamos nos degraus da varanda da casa e ficamos ali nos beijando de vez em quando, conversando... Acabei contando pra ele sobre a viagem e sobre o beijo que David roubou. Ele disse que sabia, que Alice tinha contado pra ele. Falou que depois que escutou sobre o beijo não deixou ela terminar de contar e quase fez uma besteira das grandes. Não posso negar que fiquei com raiva dela por um momento. Precisava contar isso pra ele? Mas ele continuou e disse que Edward, Jasper, Emmett, Jacob e Damon o alcançaram e impediram que ele fizesse alguma coisa. Na verdade Damon tinha meio que hipnotizado ele para nunca mais tentar se matar. O que eu achei ótimo e pretendia agradecer depois. Então Alice apareceu e contou sobre o meu tapa e que havia me decidido em voltar. E que depois disso ele ficou mais tranquilo em me esperar. Então eu precisava agradecer a todos eles. Se não fosse por eles eu não teria para quem voltar e iria me arrepender dessa viagem para o resto da minha vida.
E então um brilho me chamou a atenção no meio da floresta e quando olhei vi os outros vampiros ali me olhando com um sorriso no rosto. O maior sorriso era o de Bella e não pude deixar de sorrir de volta. Ela veio até mim e me abraçou.
— Senti sua falta. — Ela falou em meu cabelo.
— Também senti a sua falta.
— O Roh estava insuportável esses dias sem você. — Ela me falou no ouvido, mas desconfiei que todos ali tivessem ouvido.
— Vou compensar todos vocês por isso. — Falei sorrindo.
Todos da família Cullen e os Salvatore me cumprimentaram e disseram que haviam sentido minha falta. Foi muito estranho a princípio, mas eles eram os mesmos que havia conhecido antes na festa de Damon. Aquilo parecia ter acontecido a tanto tempo e não há uma semana!
Ficamos conversando por um tempo ali até que Esme me perguntou se eu estava com fome e me dei conta de que não tinha comido nada o dia inteiro. Roh se desculpou por ter esquecido desse detalhe e Esme chamou para que fossemos até a casa deles para me preparar alguma coisa pra comer. Fiquei sem jeito, mas acabei aceitando.
Minha primeira viagem nas costas de Roh foi assustadora e divertida ao mesmo tempo. Bella disse que eu havia sido mais corajosa que ela e aquilo me pegou de surpresa.
Na casa dos Cullen encontrei Nessie e Jacob. A garotinha correu e se jogou nos meus braços dizendo que tinha sentindo muita, muitas saudades minhas. Aquilo me deixou feliz, mas triste por ter feito ela se preocupar. Então uma dúvida voltou a minha mente. E algo me dizia que a única pessoa que poderia me responder aquilo seria Bella.
— Bella, — Chamei.
— Sim? — Ela respondeu me olhando interrogativa.
— Podemos conversar? Sozinhas? — Acrescentei quando vi que Roh se levantava do sofá.
— Amanda? — Ele ia questionar, mas o interrompi.
— Fique calmo, eu volto logo. Não é nada demais. — Então me lembrei que Edward podia ler mentes. Por favos não fale nada pra ele ainda. Pedi em pensamentos.
Ele fez que sim com a cabeça o que chamou a atenção de Roh. Não esperei mais nada e puxei Bella para o lado de fora.
— O quanto a gente precisa andar para eles não ouvirem? — Perguntei assim que fechamos a porta.
— Um bocado...quer usar um carro? — Ela perguntou.
Fiz que sim com a cabeça e ela me guiou até uma garagem meio escondida. Aquela garagem tinha alguns carros muito bonitos. Mas ela pegou o carro preto que eu sabia que era dela.
Ela dirigiu e ficamos em silêncio até chegarmos na autoestrada.
— Já podemos conversar agora Mandy. Qual é o problema? — Ela perguntou me olhando, mas ainda dirigindo.
— Se importa de parar o carro? — Perguntei ao me lembrar do acidente.
— Não...tudo bem. — Disse indo para o acostamento e parando. Então se virou e me olhou esperando.
— Bella, você e Edward tiveram uma relação tipo a minha com o Roh, certo?
— Certo. Mas como você sabe disso?
— Eu meio que deduzi durante a viagem de volta pra cá. Fiquei pensando sobre o que o Roh falou sobre a Nessie ser uma meio vampira e lembrei do que você me contou sobre sua história com Edward e tudo mais. Você não me contou tudo aquele dia.
— Desculpe por isso, mas eu não podia contar. Tinha prometido para o Roh que deixaria ele contar tudo pra você. — Ela disse fazendo uma careta de quem se desculpa.
— Eu entendo. Mas eu queria saber mais sobre como é esse tipo de relacionamento entre humana e vampiro. O que realmente aconteceu? Com o que eu tenho que me preocupar? Como você se tornou vampira? — As perguntas saíram todas de uma vez.
— Quer mesmo saber de tudo?
— Acho que isso poderia ajudar no meu relacionamento com o Roh. Sabe, evitar erros passados. — Falei meio sem jeito.
— Entendi... Bom Amanda, minha história com o Edward não é muito diferente do que eu te contei. O motivo de Edward ter fugido de mim no início é que o meu sangue era muito apelativo para ele. Ele dizia que ninguém nunca tinha tido um sangue tão...apetitoso?...como o meu. Ele me evitava para tentar me proteger.
— Nossa! Mas ele voltou e passou a falar com você. Por quê?
— Pois é...Ele me contou depois que não tinha parado de pensar em mim e que queria provar que se conteria perto de mim. E também eu sou a única pessoa que ele não pode ler a mente. Então ele estava curioso sobre mim. Foi esse o motivo dele falar comigo quando voltou. Ele ficava frustrado, pois segundo ele, eu não fazia muito sentido. Que minha lógica não era normal.
Bella me contou toda sua história novamente. Dessa vez sem cortes. Disse como era bom o namoro deles, mas como Edward sempre impunha limites no contato físico por ter medo de machucá-la. Contou sobre como a primeira vez dele foi tão intensa pra ela e como ele ficou depois daquele dia. O que o fez ir embora a deixando grávida sem saber. Falou como Roh quem salvou a vida dela por já saber como lidar com uma gravidez desse tipo. Quando ela me contou os detalhes eu fiquei assustada. Entendi o porque do Roh nunca ter reclamado ou insistido em nada a mais entre nós. Aquilo seria muito perigoso pra mim.
Alias percebi que tudo era realmente mais complicado em um relacionamento entre humano e vampiro. Eu realmente tinha que ser transformada. Perguntei para Bella sobre a transformação e ela foi muito honesta comigo. Disse sobre tudo mesmo. Falou sobre as vantagens e desvantagens. Sobre tudo que eu perderia. Tudo que eu abriria mão, como filhos, se eu decidisse não ter antes de me transformar, sobre o afastamento da família e de qualquer humano que já me conhecia antes. Sobre a sede difícil de ser controlada. Disse também que o fato de saber disso tudo me ajudaria depois. Que eu teria mais controle do que os outros tiveram. Mas que seria muito difícil ainda.
Fiquei quieta por um tempo. Tentando absorver tudo o que ela me disse. Não tinha parado para pensar em filhos de verdade. Não sei se um dia iria me fazer falta. Talvez a gente pudesse adotar. Será que tinha problema nisso? Sentir a dor de ser queimada viva por 3 dias me parecia a pior parte daquilo. Quanto ao resto não me importava muito, tinha certeza de que tinha um jeito de lidar com tudo aquilo.
Ela ficou me observando enquanto eu pensava. A questão que mais me preocupava era a dor. Eu definitivamente não estava ansiosa por aquilo. Mas o que eram 3 dias diante de uma eternidade com o homem que eu amo? Certo? Eu sabia que agora aquilo estava bem definido na minha cabeça e por hora bastava. Deixaria para ter receio da dor quando chegasse a hora.
— Você acha que o Roh vai ser contra? Porque eu realmente não vejo como nosso relacionamento pode evoluir comigo ainda sendo tão...frágil.
— Acho que ele vai relutar a princípio. Mas tenho certeza de que no final das contas ele vai aceitar. E qualquer coisa eu mesma faço isso por você. Já estive em seu lugar e sei o que está pensando. Mas de qualquer forma você tem que falar sobre isso com ele.
— Vou fazer isso sim. E quanto antes melhor. Podemos?
— Claro.
E logo estávamos voltando para a casa branca dos Cullen. Roh me esperava do lado de fora e abriu um sorriso quando me viu. Olhou interrogativo para Bella, mas ela não falou nada e foi para dentro da casa. Então ele olhou novamente para mim. Toda minha coragem de falar com ele naquele momento foi embora.
Mas antes que qualquer um de nós abrisse a boca para falar Esme apareceu.
— A comida está pronta Amanda. Quer comer agora?
Fiz que sim com a cabeça e corri para dentro. Jacob, Nessie e Elena já estavam à mesa e me esperavam. Foi estranho sermos os únicos a comer. Perguntei ao Roh porque mais ninguém comia e ele me explicou tudo. Me senti meio mal por ele ter que ter comido tanta comida humana sendo que o gosto era ruim pra ele. Mas ele disse que não tinha problema.
Então começou a ficar tarde e Roh se ofereceu pra me levar para casa. Pegamos minha mala que alguém tinha levado para ali e fomos para meu apartamento no carro dele.
Ficamos um tempo calados e eu percebi que era a hora de falar com ele.
— Roh eu quero me transformar em vampira.
Ele ficou estático por um momento. Estava tão parado que me assustou.
— Qual é o problema?- Perguntei angustiada.
— Você quer se tornar vampira? Tem certeza? — Ele perguntou me olhando nos olhos de forma estranha.
— É a única forma da gente ficar juntos. Não é? — A relutância dele me deixou preocupada, mesmo Bella tendo me alertado para aquilo ainda era difícil ouvir.
— Acho que antes de você tomar essa decisão precisa saber de tudo o que está envolvido em se tornar como eu. Você não sabe muita coisa sobre nós. Não sabe das coisas que será privada. — Falou me olhando de forma estranha.
— Você está enganado. A Bella me contou tudo.
— Foi isso que você foi falar com ela?
— Eu queria saber como eles fizeram para se relacionarem. Ela me contou tudo.
— Mas você não vê o quanto está perdendo? Bella só soube que queria ter filhos depois que engravidou. Não quero tirar isso de você.
— Me diz a verdade Roh, você não me quer vampira porque não sabe se vai me querer do seu lado pro resto da vida, né?
— Claro que não! Não fale uma besteira dessas. Te ter ao meu lado pra sempre seria um sonho, mas é tão egoísta. Eu não mereço isso.
— Não fale besteiras você! Se eu permanecer humana o que você pretende fazer quando eu morrer? A mesma coisa que pensou em fazer quando...- Não consegui terminar a frase. — Acha mesmo que eu ficaria feliz se soubesse que você...que...eu nem consigo dizer!
Porque mesmo com a hipnose do Damon eu acho que ele ainda daria um jeito. Ele me olhou por um tempo antes de voltar seus olhos para a estrada e responder.
— Você acha que está pronta pra isso? Está pronta pra deixar sua família e qualquer chance de ser mãe pra trás? Porque eu não vou fazer com você o que Edward fez à Bella. Mesmo amando Renesmee como a uma filha eu não vou suportar ver você passar pelo sofrimento que Bella passou durante a gravidez. Isto está fora de cogitação. — Ele disse sério.
— Existe uma solução para tudo isso. — Comecei, mas ele me interrompeu.
— Não existe uma solução nem para a dor da transformação e nem para a dor da gravidez Amanda. — Ele mantinha o mesmo tom sério comigo e aquilo estava começando a me irritar.
— Rodrigo, se você não fizer a Bella vai fazer. Ela já me falou. E mesmo que ela não fizer você não é o único vampiro que eu conheço. Agora será que da pra entender que eu estou fazendo isso pra poder ficar com você?!
Ele me olhou chocado com minha explosão. Percebi que já estávamos parados na porta do prédio onde morava e saí do carro com raiva. Em menos de meio segundo ele estava do meu lado.
— Amanda, meu amor, entenda. — Ele falou num tom suplicante que cortou meu coração. — Eu não quero te ver sofrer.
Olhei no fundo dos olhos dourados dele e falei:
— E eu não quero que você faça uma besteira quando chegar minha hora. A dor que eu senti no peito quando entrei naquela casa vazia hoje de manhã foi grande de mais. Eu não quero sentir aquilo nunca mais. Nem por um segundo sequer. Tenho certeza que a dor que eu tiver que passar pra ficar do seu lado pra sempre não será nada em comparação com aquilo. Eu te amo demais!
Ele me olhava de forma intensa e limpou as lágrimas que escapuliram de meus olhos. Então ele disse a última coisa que eu esperava.
— Quer se casar comigo?
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