What If... (And If)

25 Capítulo 23 - Consequências das Más Escolhas


Notas iniciais
N/B: Oiiiii!!!! =D
Gaby aqui ^^
Hoje o cap promete fortes emoções e está maior que o normal.
Aproveitem ^^

Capítulo 23 — Consequências das Más Escolhas

POV Amanda...

Sair para conversa com David foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Ele conseguiu me distrair, me fez rir e por um bom tempo eu me esqueci de vampiros vegetarianos e lobisomens. O mundo era normal novamente, sem criaturas de filme de terror e namorados que estava a mais de 7.000 km de distância. Mas esse meu tempo durou pouco. Terminou no exato momento em que David me fez uma pergunta que me deixou no mínimo surpresa.

-Ouvi dizer que você está namorando. É verdade?

Não tinha como ele saber disso a menos que tivesse falado com Grace. Ela era a única na Inglaterra inteira que sabia sobre meu namoro.

-Como você ficou sabendo disso? – Não pude evitar perguntar.

-Vejo que é verdade então. – Ele disse parecendo realmente chateado com aquilo.

- Você não me respondeu. Como ficou sabendo? – Perguntei novamente ignorando propositalmente seu pesar sem sentido.

-Não brigue com Grace, ela não falou por mal. É que eu ando importunando ela a algumas semanas. Você não manteve contato com quase ninguém daqui. Eu queria saber como você estava. – Ele disse com um dar de ombros.

Aquilo me pegou desprevenida. O que diabos está acontecendo aqui? Eu só posso ter ficado maluca, ou isso é o sonho mais longo da história dos sonhos. Primeiro começo a namorar o cara mais lindo do mundo, depois descubro que ele, a família dele e os amigos são seres mitológicos e agora David Watson parece estar interessado em mim?! Mais hein?!

- Eu não entendo. – Murmurei baixinho, mas ele me escutou já que disse:

-O que você não entende? – Falou gentilmente.

-Você nunca se importou comigo de verdade. Só me procurava para falar dos seus problemas ou contar as coisas que tinha feito com alguma garota. Porque está agindo assim agora? – A pergunta mais uma vez escapou por meus lábios e eu me perguntei porque raios não conseguia manter as coisas pra mim.

Ele me lançou um sorriso sem jeito e falou:

-Eu era um idiota quando era mais novo. Me desculpe. Sei que abusei de sua amizade. Pra falar a verdade até a pouco tempo eu nem sabia que você gostava de mim naquela época.

O choque percorreu meu corpo. Não imaginei que um dia falaríamos sobre isso. Mas como ele soube então?

-Foi seu irmão quem contou a umas semanas atrás quando brigamos. – David falava de forma triste, o que não era normal pra ele.

-Você e meu irmão brigaram? – Nada disso era normal pra ele. O que tinha acontecido?

-Ele tinha bebido muito naquele dia, estava com saudades suas eu acho. Quando toquei em seu nome e fiz uma brincadeira idiota culpando ele por você ter ido embora ele explodiu dizendo que eu era culpado por sua partida tanto quanto seus pais. Aquilo me deixou perplexo por um bom tempo. Perguntei o que ele queria dizer com aquilo e ele me contou que você era apaixonada por mim desde os 13 anos. Aquilo foi um verdadeiro choque. Realmente não esperava por aquilo. Depois disso saí do Pub e andei pelas ruas sem destino enquanto me lembrava daquela época. Me lembrei de como fui um idiota com você. De quantas vezes eu certamente te magoei. E me lembrei que você foi embora depois que fiquei noivo de Jane.

-Eu ainda não estou entendendo David. Você queria entrar em contato comigo para pedir desculpas? Não é necessário. Nada daquilo me importa mais. – Falei sem entender onde ele queria chegar.

- Você sabe o motivo do término de meu noivado? – Perguntou mudando de direção e me deixando mais confusa ainda.

Quando percebi que ele esperava uma resposta falei:

-Na verdade eu não sei não.

Ele assentiu e voltou a falar:

-Eu nunca amei a Jane de verdade, mas só fui perceber isso depois que você foi embora. Você era sempre a pessoa pra quem eu queria contar alguma coisa. Era sempre você que estava lá quando eu mais precisava. Então você se mudou e de repente estava sempre muito ocupada com a faculdade, provas, trabalhos, seminários. Nunca tinha tempo para falar comigo no telefone ou na internet. Eu sentia tanto a sua falta... Jane percebeu isso. Ela sempre teve um certo ciúme de você. eu nunca entendia porque. Então depois de dois a nos de noivado ela terminou comigo. E eu não me importei. Como disse, eu não a amava.

-David... – Comecei a falar tentando impedir que ele continuasse a falar e dissesse alguma coisa que se arrependeria depois, mas ele foi mais rápido.

-Deixa eu continuar. Por favor. Eu preciso falar isso. – Ele pediu, mas não me deu tempo de responder. Também não sabia o que dizer. – Eu tentei sair com outras, mas era sempre você quem vinha em minha mente. Logo eu percebi que te amava. Sempre te amei. Sei que você está com outro cara, mas eu realmente precisava dizer isso pra você.

-Eu...não sei o que falar...Isso é tão...tão...não sei...estranho?! Eu era muito apaixonada por você e ai, depois de anos, você vem e me diz que me ama e que corresponde a esse antigo sentimento. O que quer que eu diga?

-Sei que é estranho, mas eu precisava te dizer isso. Te encontrar hoje foi como um sinal. E eu não podia deixar que você partisse novamente sem saber de tudo isso. Porque, Amanda, eu vou lutar por você. Nem que eu tenha que me mudar pro fim de mundo onde você mora. Vou lutar para ter seu amor de volta. – Seus olhos eram tão intensos naquela hora que fiquei sem ação por alguns segundos.

-David, entenda, eu gosto muito mesmo do Rodrigo.

-Mais do que você um dia gostou de mim? – Ele perguntou visivelmente abalado com o que falei.

Quis gritar um óbvio, você nunca me correspondeu seu idiota, mas ele corresponde. Mas achei melhor não ir por esse lado e respondi um “sim” firme e sólido.

Ele suspirou pesadamente e desviou o olhar. Fiquei sem jeito então resolvi que era hora de ir embora e me levantei.

-David, acho melhor eu ir embora. – Falei já pegando minha bolsa na cadeira ao lado.

-Não. Não precisa ir agora. – Ele falou se levantando também. – Por favor, não se vá. Fiquei tanto tempo longe de você. Fique só mais um pouco. – Disse segurando minha mão.

Seus olhos me fitavam um tanto enlouquecidos e isso me assustou um pouco. Era como se ele fosse surtar se eu fosse embora naquele momento.

-Não posso, tenho coisas a fazer. – Disse querendo muito ir embora, aquilo não caminhava para uma boa coisa e eu já tinha me decidido.

-Então me encontre amanha? Meus pais vão querer te ver. – Falou num meio desespero que me assustou novamente. E acrescentou. – Um almoço lá em casa. você não pode recusar. Minha mãe ficará muito sentida se você não for.

Por mais que eu gostasse da mãe de David eu não poderia ir. Eu tinha ido para Londres com um objetivo e esse não era ficar dando falsas esperanças para alguém do passado. Se eu fosse à aquele almoço isso só atrasaria mais a resposta que eu precisava achar. Gastaria meu tempo atoa sendo que no final meus sentimentos por David não teriam mudado nada do que sentia agora. David precisava entender que ele não tinha a mínima chance comigo.

-Sinto muito David, mas você sabe que eu não devo ir. Tenho certeza de que sua mãe entenderá minha ausência melhor que meu namorado se eu for à esse almoço com você e sua família depois de tudo o que me disse. – Falei tentando dar a ele o que precisava.

De repente ele ficou muito sério. Pegou meu queixo, segurando-o com firmeza para que eu não desviasse de seu olhar penetrante.

-Você vai deixar que seu namorado diga onde você deve ou não ir? Não faça isso. Você merece opções. Não se esqueça disso. Vou lutar por você.

-Eu não quero opções. – Discordei, tentando liberar meu queixo, sem sucesso. Estava farta de opções. De escolhas que eu precisava tomar. Porque eu sempre quem tinha que decidir as coisas?

Os olhos dele se estreitaram.

-Mas você às têm. Não vou desistir.

Ele ainda segurava meu queixo. Seus dedos apertavam tanto que doía. Então eu vi a decisão se formar abruptamente em seus olhos.

-N...- Comecei a objetar, mas era tarde de mais.

Seus lábios esmagaram os meus, impedindo meu protesto. Ele me beijou com raiva, de modo rude, a outra mão apertando minha nuca, impossibilitando a fuga. Oque ele estava fazendo? Duvido que faria isso se soubesse que meu namorado é um vampiro que pode arrancar tetos de carro como se abre uma porta. Empurrei seu peito com toda a força, mas ele nem pareceu perceber. Sua boca era macia, apesar da raiva, seus lábios moldaram-se aos meus de uma forma quente e desconhecida.

Segurei o rosto dele, tentando empurrá-lo, fracassando de novo. Ele pareceu perceber dessa vez, porém, e isso o estimulou mais. Seus lábios forçaram os meus a se abrirem e pude sentir seu hálito quente em minha boca.

Agindo por instinto, soltei as mãos e desisti. Abri os olhos e não lutei, não senti...Só esperei que ele parasse.

Funcionou. A raiva pareceu evaporar e ele recuou para me olhar. Encostou os lábios suavemente nos meus de novo, uma, duas vezes...uma terceira vez. Eu fingi que era uma estátua e esperei.

Por fim ele soltou meu rosto e se afastou me olhando com um sorriso no rosto. A fúria tomou meu corpo e eu gritei:

-VOCÊ TEM PROBLEMA? Eu tenho NAMORADO.

-Amanda, eu...eu...

-Coloca uma coisa na sua cabeça David. Eu AMO o Roh. E você NÃO tem chance comigo. Seu tempo se esgotou à anos! Você perdeu sua chance. Agora me deixa em paz.

Saí do lugar e fui o mais rápido possível para a porta da confeitaria. Pude perceber que todos no lugar estavam olhando pra mim. Tínhamos causado uma cena e tanto ali naquele lugar, mas não me importei. Aquilo era o de menos agora.

Corri até a rua e chamei um táxi. Entrei rapidamente e dei o endereço de casa.

Agora eu podia entender que Roh quis dizer sobre ele ser diferente. Sobre eu não ter notado nada diferente em relação ao corpo dele. Mas como eu poderia saber se nunca tinha estado com homem nenhum.

Sempre fui tímida de mais para ter qualquer relacionamento com alguém. Roh tinha sido meu primeiro. Primeiro beijo, primeiro namorado, primeiro vampiro...

E ele sabia disso. Era por isso que quando ele dormia lá em casa era só isso mesmo que fazíamos. Eu precisava pensar sobre tudo. E agora. já tinha relutado tempo de mais e ele não merecia isso. Mas será que era só ele me respeitando mesmo? Deus, será que tinha mais coisa nisso tudo?

POV Roh...

Ficar aquele tempo longe dela estava sendo a pior coisa do mundo. Se não fosse pela vampira que podia me falar o que ela estava fazendo eu já teria me isolado do mundo. Mas Alice tinha me prometido ficar de olho no futuro próximo de Amanda e me contar tudo o que acontecia com ela.

Mas estava difícil ficar perto de todos aqueles vampiros felizes. Bella e Edward tinham se acertado mesmo e agora eram uma família unida e feliz. Tirando Damon, todos ali tinham um par. Meu primo tinha tentado me animar na noite passada, logo após a viagem de Amanda, e me levou até um bar para bebermos, mas aquilo não resolveu em nada.

Voltei para a casa dos Cullen a procura de Alice para poder saber o que Amanda tinha feito depois de chegar em Londres. Ela já me esperava na sala.

-E ai Alice, o que aconteceu? – Perguntei sem rodeios.

-Oi pra você também. – Ela resmungou, mas ignorei. Não ia perder tempo com amenidades. – Ela foi pra casa, abraçou e conversou com uma senhora de 50 anos e depois foi para a casa do irmão conhecer a sobrinha. Ela deve deixar a casa deles daqui a pouco. Vi quando tomou a decisão tem um minuto. – Ela olhou no relógio e disse: — Está saindo agora.

-E como ela está? – Perguntei aflito.

-Ela está bem triste e muito pensativa. Não me parece que ela se de muito bem com a família, tirando aquela senhora. –Disse ela pensativa.

Então ela ficou completamente imóvel. Aquilo era outra visão. Tinha certeza. Fiquei tão imóvel quanto ela tentando não atrapalhar na visão que ela estava tendo. Me pareceu uma eternidade até que ela focalizou os olhos em mim transbordando de pena. Aquilo me alarmou. O que quer que ela tivesse visto, não era coisa boa pra mim.

-Alice, o que você viu?

-Roh, apenas me prometa que vai escutar tudo. – Ela pediu.

-Fala logo Alice! O que você viu?

-Me prometa. – Exigiu.

-Eu prometo. Agora fala!

-Ela vai se encontrar com um rapaz. Eles são velhos conhecidos. Ele vai convidá-la para um café e lá ele vai de declarar para a Amanda. Ao que parece ele é um amor do passado dela. Foi o que eu entendi do pouco da conversa que ouvi. E ele vai beijá-la.

Caí de joelhos na sala, nem ao menos tinha notado que havia ficado em pé em momento algum. Estava entregue a dor. Meu peito doía tanto que não escutava mais nada.

Ela ia me trocar. É claro que ia. Porque se arriscar com um vampiro quando podia ficar com um humano que ela amava a tempos? Ela não me amava na mesmo forma que eu a amo. E como ela poderia me amar? Eu sou um mostro! Quão estúpido eu fui em pensar que ela um dia poderia me amar sabendo da verdade? Edward estava certo quando dizia que Bella era louca. Já era milagre de mais Stefan e Edward terem tanta sorte das mulheres que amavam não se importarem com o que eram. Era pedir de mais que a história se repetisse uma terceira vez. Era querer abusar da sorte. É claro que ela não aceitaria. Porque deveria se arriscar com alguém como eu? Ela só corria perigo ao meu lado. Eu não a merecia. Essa era minha punição por todas as vidas que tirei.

Senti que era sacudido e percebi que estava cercado pelos Cullen e ainda estava ajoelhado no meio da sala deles. Eles não precisavam que eu atrapalhasse a felicidade deles. Não mereciam isso. Sem prestar atenção em nada do que falavam me levantei e corri de lá indo para a floresta. precisava acabar com aquela dor. Era forte de mais. Nada poderia ser pior que aquilo. Nem a morte.

Escutei várias vozes me chamando, mas não parei de correr, pelo contrário, corri o mais rápido que pude. Precisava acabar com aquela dor e seria agora.

POV Amanda...

Voltei para casa e só depois que entrei percebi que já era tarde. Grace já devia ter ido dormir e meus pais ou estavam em seus quartos ou trabalhando. Pela primeira vez na vida dei graças a Deus por eles não se importarem comigo.

Subi correndo para meu quarto e me tranquei lá dentro. Me joguei na cama, agarrei meu travesseiro e me forcei a pensar sobre tudo. Me lembrei de como e quando eu conheci Rodrigo. Tentei prestar mais atenção nas coisas que era anormais e pude reparar algumas coisas que tinham passado despercebidos. Me lembrei de nosso primeiro encontro e de como ele comia muito pouco. Me lembrei de nosso primeiro beijo e de todos os beijos que se seguiram depois dele. Da primeira noite em que ele dormiu em meu apartamento. De como ele sempre era carinhoso comigo. De como ele era lindo. Do amor que ele demonstrava ter por mim. Dele me dizendo pela primeira vez que me amava. Das súplicas dele no dia em que me contou sobre tudo. Do quanto ele parecia apavorado com minhas reações.

Repassei tudo o que ele me revelou no dia anterior, de como ele me salvou do acidente de carro. Então me lembrei dele dizendo que me amava e que jamais me faria mal algum. De que se eu quisesse que ele nunca mais se aproximaria de mim. Que eu nunca mais o veria se essa fosse minha vontade.

Meus olhos estavam pesados e eu acabei cedendo ao sono...

Sonho on ~~~~~~

Eu estava caminhando nos corredores da empresa de advocacia e percebo que não encontrava nem Bella nem Roh em lugar nenhum. Resolvi procurar por eles e perguntei para as pessoas se elas sabiam onde eles estavam. Mas ninguém sabia quem eram eles.

Aquilo me assustou e depois da quita pessoa que não tinha ideia de quem era eles eu entrei em desespero. Procurei Roh por toda a parte e não o encontrava de jeito nenhum.

De repente eu estava de frente onde deveria estar a casa dele, mas não tinha nada ali. Nada!

Do nada eu estava num grande corredor todo branco cheio de portas. No final dele está Roh e aquilo me acalma. Mas então ele me dá tchau e entra na porta da direita.

Corri até lá não querendo perdê-lo de vista novamente, entrei na porta mas tudo que encontrei foi um corredor idêntico ao que eu tinha saído, cheio de portas e vazio. Aquilo me apavora. Para onde ele foi? Escutei a voz dele me chamando.

-Amanda...

Entro na porta de onde vem sua voz, mas saio em outro corredor cheio de portas. Aquilo passa a se repetir e repetir de novo e de novo. E a voz dele ficava cada vez mais longe. Meu desespero só aumenta. Eu precisava encontrar com ele. Precisava pedir perdão por ter ido embora. Não queria me afastar dele nunca mais, mas não conseguia alcançá-lo de jeito nenhum.

-Roh! Cadê você? –Chamei por ele, mas dessa vez ele não me respondeu.

Meu desespero foi tão grande que abri a primeira porta que vi e entrei, mas ali não havia chão e eu cai.

Sonho off

Acordei suada, chorando e chamando por ele aos berros. Aquele sonho tinha sido tão real. Me levantei da cama e resolvi ir até a cozinha. Dormir novamente estava fora de cogitação. Não queria ter outro pesadelo. Resolvi ir até a cozinha tomar um copo d’água.

Destranquei a porta e fui caminhando pela casa escura com um certo medo. Medo de que eu não sei. Quando finalmente cheguei na cozinha peguei um copo com água e me sentei sobre o balcão. Enquanto bebia fiquei pensando e me lembrei do que a Elena havia falado comigo. “Pense nisso, se você não puder aceitar o que ele é e não o quiser na sua vida ele vai desaparecer. E você nunca mais poderá ver ele. É isso que você quer? Você está pronta e se acha capas de voltar a sua vida normal e sem a presença de Roh nela? Você quer realmente isso?”

Eu obviamente não conseguia nem sonham em ficar longe dele. E aquele tempo em Londres só me fez ter certeza de que eu não queria voltar para uma vida onde ele não estivesse presente.

A resposta era tão óbvia. Mas porque eu ainda resistia? Do que eu tinha medo? Me perguntei. Achava mesmo que um dia poderia ser feliz sem ele? A resposta era um grande, gordo e sonoro “NÃO”. Eu não podia viver sem o Roh. Jamais seria feliz sem ele. Não importava o que ele era ou deixava de ser. Ele mesmo tinha me dito que não era mal. Então qual era o problema? Qual é o problema?

O problema é que isso tudo era tão inusitado! Nunca na minha vida eu imaginaria que esses tipos de seres mitológicos existissem. Ainda mais um deles sendo meu namorado. Eu o achava tão normal que nunca pensaria que ele é um vampiro.

Mas agora eu já havia me acostumado com a ideia. E depois de analisar estava na cara o quanto eu tinha sido sega e deixado os detalhes escaparem. Rodrigo e seus amigos e sua família eram diferentes, mas mesmo sendo seres que supostamente deveriam ser do mal eles eram mais unidos do que minha família jamais foi. Eles cuidavam um do outro e amavam uns aos outros.

Eu sabia que não havia motivos para temer. Nunca me senti em perigo com eles. Todo o medo que senti quando soube era puramente devido ao medo do desconhecido e não deles propriamente dito.

Eu amo o Roh e não posso mais ficar aqui nessa cidade tão longe dele.

Num pulo desci do balcão e corri escada acima novamente. Peguei meu celular e comprei a primeira passagem aérea para os Estados Unidos que tinha. Fui para o banheiro, tomei um banho, troquei de roupa e arrumei minhas malas. Eram cinco horas da manha quando desci as escadas carregando minha bagagem.

-Onde você está indo? – Grace perguntou me dando o maior susto.

-Grace!

-Garota, eu te fiz uma pergunta. – Ela falou franzindo a testa.

-Estou voltando pra casa. – Respondi firme.

-Mas aqui é a sua casa. – Grace falou sem entender.

-Minha casa será onde o Roh estiver. Preciso voltar Grace. Eu vim pra cá fugindo de uma coisa que eu não posso fugir. Eu o amo e não consigo mais lutar contra isso. Tenho que voltar pra ele agora.

-Oh minha menina, finalmente você aprendeu a parar de fugir dos seus problemas. – Disse Grace sorrindo docemente.

Sorri de volta para ela e corri em sua direção para a abraçar.

-Eu te amo Grace. Você sempre será a minha mãe por opção. Não se esqueça disso. – Falei chorando.

-Está falando como se nunca mais fosse me ver garota. Não fale desse jeito. – Ela ralhou comigo.

-Tenho que ir Grace. – Disse me afastando dela. – Meu vôo sai daqui a uma hora e meia.

-Vá com Deus minha filha. E diga para esse moço que eu quero conhecer ele. – Falou sorrindo.

-Vou falar Grace, vou falar. – Sorri forçadamente. Acenei. – Tchau Grace.

-Tchau garota.

Entrei no táxi que me esperava na porta e fui para o aeroporto.

Eu já havia pensado tanto naquela madrugada. Se eu ficasse com o Roh teria que me transformar também, seja lá como isso aconteça, porque ele era imortal e eu não queria perdê-lo nem para a minha morte. Queria ficar com ele pra sempre. E se isso acontecesse eu sabia que não poderia ficar em contato com Grace. Ela desconfiaria. Ela me conhecia melhor que eu mesma. Meu coração se apertou, mas eu sabia que estava fazendo a escolha certa. Não me arrependeria nunca.

O vôo demorou séculos. Parecia que Port Angeles só chegava mais pra lá. Quando finalmente cheguei na cidade fui de táxi até a casa de Roh. Quando saí do carro com minhas malas fiquei aliviada em ver que a casa ainda estava ali.

Paguei o táxi e ele se foi. Deixei as malas onde estavam e fui até a porta que estava entre aberta. Achei aquilo estranho e resolvi entrar.

-Roh?! Você está ai?

Quando entrei tomei um susto. A casa estava completamente vazia.

Cai de joelhos sem forças. Não eu não poderia ter sonhado tudo aquilo. Ele era real. Tinha que ser. Mas onde ele estava? Meu coração se apertou e eu tive uma sensação de vazio que nunca tinha sentido. O choro saiu doído e forte. Onde ele está? Onde estão todos?

-Meu amor cadê você? – Falei com o resto de forças que eu tinha antes das trevas me cobrirem e o chão me receber de braços abertos. Meu último pensamento foi “Eu te amo Roh!”

Notas finais
N/B:O que será que o Roh fez?
Será que é tarde de mais para a Amanda?
Onde está todo mundo?
Será que o tal do David vai mesmo lutar por ela, ou ele vai desistir?
Amanda e Roh terão um final feliz?
Quem quer matar a gente por terminar o cap assim?
rsrsrsrsrs
Gente a Mandy não queria ser tão má assim com vcs, mas eu sou malvada e insisti para ser desse jeito rsrsrs
ahauhauahauhau *risada malígna* rsrss
Lembrando que a 1ª fase da fic está chegando ao fim e a 2ª fase será focada em outros personagens ;)
Quem ficou apreensívo com o final de Roh e Amanda? ahuahauhauhau
sou má!
Olha gente o negócio é o seguinte, quanto mais reviews a gente receber mais rápido será a próxima postagem, então não sejam preguiçosas e deixem um review pra gente heim...
Posto assim que a fic chegar aos 245 reviews...
Não é assim uma coisa tão difícil, já que temos 122 leitoras e estamos com 234 reviews...
xoxo Gaby
P.S: Esqueci de dizer que a parte final do encontro de Amanda e David foi tirada de Eclipse da cena que Jacob rouba o beijo de Bella. Como na fic Eclipse e Amanhecer não existem eu achei legal colocar isso ^^.